terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O carnaval é a festa popular mais celebrada no Brasil e que, ao longo do tempo, tornou-se elemento da cultura nacional. Porém, o carnaval não é uma invenção brasileira nem tampouco realizado apenas neste país. A História do Carnaval remonta à Antiguidade, tanto na Mesopotâmia quanto na Grécia e em Roma.
A palavra carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é retirar a carne. O significado está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa da Igreja Católica de enquadrar uma festa pagã.
Na antiga Babilônia, duas festas possivelmente originaram o que conhecemos como carnaval. As Saceias eram uma festa em que um prisioneiro assumia durante alguns dias a figura do rei, vestindo-se como ele, alimentando-se da mesma forma e dormindo com suas esposas. Ao final, o prisioneiro era chicoteado e depois enforcado ou empalado.
O outro rito era realizado pelo rei nos dias que antecediam o equinócio da primavera, período de comemoração do ano novo na região. O ritual ocorria no templo de Marduk, um dos primeiros deuses mesopotâmicos, onde o rei perdia seus emblemas de poder e era surrado na frente da estátua de Marduk. Essa humilhação servia para demonstrar a submissão do rei à divindade. Em seguida, ele novamente assumia o trono.
O que havia de comum nas duas festas e que está ligado ao carnaval era o caráter de subversão de papéis sociais: a transformação temporária do prisioneiro em rei e a humilhação do rei frente ao deus. Possivelmente a subversão de papeis sociais no carnaval, como os homens vestirem-se de mulheres e vice-versa, pode encontrar suas origens nessa tradição mesopotâmica.
As associações entre o carnaval e as orgias podem ainda se relacionar às festas de origem greco-romana, como os bacanais (festas dionisíacas, para os gregos). Seriam festas dedicadas ao deus do vinho, Baco (ou Dionísio, para os gregos), marcadas pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne.
Havia ainda em Roma as Saturnálias e as Lupercálias. As primeiras ocorriam no solstício de inverno, em dezembro, e as segundas, em fevereiro, que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações. Tais festas duravam dias com comidas, bebidas e danças. Os papeis sociais também eram invertidos temporariamente, com os escravos colocando-se nos locais de seus senhores, e estes colocando-se no papel de escravos.
Mas tais festas eram pagãs. Com o fortalecimento de seu poder, a Igreja não via com bons olhos as festas. Nessa concepção do cristianismo, havia a crítica da inversão das posições sociais, pois, para a Igreja, ao inverter os papéis de cada um na sociedade, invertia-se também a relação entre Deus e o demônio.
Ilustração medieval simbolizando um carnaval do período
Ilustração medieval simbolizando um carnaval do período
A Igreja Católica buscou então enquadrar tais comemorações. A partir do século VIII, com a criação da quaresma, tais festas passaram a ser realizadas nos dias anteriores ao período religioso. A Igreja pretendia, dessa forma, manter uma data para as pessoas cometerem seus excessos, antes do período da severidade religiosa.
Durante os carnavais medievais por volta do século XI, no período fértil para a agricultura, homens jovens que se fantasiavam de mulheres saíam nas ruas e campos durante algumas noites. Diziam-se habitantes da fronteira do mundo dos vivos e dos mortos e invadiam os domicílios, com a aceitação dos que lá habitavam, fartando-se com comidas e bebidas, e também com os beijos das jovens das casas.
Durante o Renascimento, nas cidades italianas, surgia a commedia dell'arte, teatros improvisados cuja popularidade ocorreu até o século XVIII. Em Florença, canções foram criadas para acompanhar os desfiles, que contavam ainda com carros decorados, os trionfi. Em Roma e Veneza, os participantes usavam a bauta, uma capa com capuz negro que encobria ombros e cabeça, além de chapéus de três pontas e uma máscara branca.
A história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que na colônia era praticada pelos escravos. Depois surgiram os cordões e ranchos, as festas de salão, os corsos e as escolas de samba. Afoxés, frevos e maracatus também passaram a fazer parte da tradição cultural carnavalesca brasileira. Marchinhas, sambas e outros gêneros musicais também foram incorporados à maior manifestação cultural do Brasil.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Carnaval de Curitiba

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Carnaval de Curitiba é um evento cultural, atualmente organizado pela Fundação Cultural de Curitiba, um órgão da prefeitura, que tem como seu ponto alto o desfile das escolas de samba e de blocos carnavalescos da cidade[1].
Há agremiações tradicionais, muitas das quais foram se enfraquecendo ao longo dos últimos anos, a ponto da Liga das Escolas do Samba abandonar a organização há alguns anos.
Apesar disso, o carnaval da cidade guarda algumas peculiaridades, como o fato de ter a participação de uma agremiação evangélica, a Jesus Bom à Beça e um bloco GLS. Além disso, Curitiba, assim como São Paulo, tem uma tradição de escolas de samba ligadas a clubes de futebol, como a Mocidade Azul, a Não Agite, a Colorado e a Tradição Rubro-Negra.
O Bloco pré carnavalesco Garibadis e Sacis sai nos domingos antes do carnaval, no Largo da Ordem. De 1999 até 2010, o bloco não teve qualquer apoio do poder público estadual ou municipal. Depois de 2010, quando o bloco já juntou mais de 10 mil pessoas, foi conseguida alguma infraestrutura como banheiros químicos, e segurança pública.
O Bloco é uma iniciativa de artistas da cidade, que cantam e tocam pelo prazer da festa. Os bares da região começaram a pagar o caminhão de som em 2011. Antes buscava-se contribuição dos foliões.
Além de apoiar e organizar celebrações carnavalescas convencionais, a Fundação Cultural de Curitiba também apóia outros eventos que ocorrem tradicionalmente no período do Carnaval, como uma zombie walk e o Curitiba rock festival .

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

L A B R E

Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão - LABRE
Logo da Labre
Fundação 2 de Fevereiro de 1934
Tipo Organização Civil
Sede Brasília - DF
Línguas oficiais Português
Filiação International Amateur Radio Union - IARU
Presidente Gustavo de Faria Franco PT2ADM
Sítio oficial labre.org.br
A Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão (LABRE) é uma associação civil que tem por objetivo reunir os adeptos do radioamadorismo de todo o Brasil.
Fundada em 2 de fevereiro de 1934, a LABRE é constituída sob o regime confederativo e por administrações estaduais, também designadas LABREs estaduais. A liga é reconhecida pelo Ministério das Comunicações, filiada à International Amateur Radio Union (Região II) e integrante do Sistema Nacional da Defesa Civil através da RENER.

Objetivos da LABRE

I. o desenvolvimento do radioamadorismo, em todas as suas modalidades;
II. a pesquisa científica e o desenvolvimento técnico-operacional de seus associados, no campo das telecomunicações;
III. as atividades filantrópicas, sociais, assistenciais, culturais, de ensino educativas, recreativas, desportivas, visando desenvolver o espírito associativo, a harmonia e a coesão do quadro social;
IV. a colaboração com os órgãos governamentais de telecomunicações, na forma da legislação pertinente, e a representação do radioamadorismo junto a essas autoridades governamentais;
V. o intercâmbio técnico científico, social e cultural com entidades congêneres;
VI. a perfeita integração administrativa e operacional das Labres Estaduais entre si e com a LABRE;
VII. a defesa dos direitos dos associados na área administrativa, respeitada a autonomia das Labres Estaduais;
VIII. as atividades cívicas, morais e intelectuais, visando o culto à pátria, às instituições, à família e a dignificação do homem;
IX: a representação e defesa do radioamadorismo brasileiro junto às autoridades brasileiras e organizações internacionais de radioamadores;
X. a criação, o desenvolvimento e a consolidação de escolas destinadas à formação e desenvolvimento de radioamadores em todas as modalidades de operação;
XI. a participação do radioamadorismo brasileiro em competições nacionais e internacionais;
XII. a manutenção de uma publicação técnica para divulgação de assuntos de eletrônica, eletricidade, e atividades sociais da entidade e do radioamadorismo em geral; e
XIII. o serviço assistencial, desinteressado, à coletividade sempre que a situação o exigir ou as autoridades o solicitar.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Se estivermos atentos, podemos notar que está surgindo uma nova faixa social, a das pessoas que estão em torno dos sessenta/setenta anos de idade, os “Sexalescentes” é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.
Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica, parecida com a que em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.
Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta/setenta, teve uma vida razoavelmente satisfatória.
São homens e mulheres independentes, que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram, durante décadas, ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a actividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.
Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já se aposentaram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou solidão. Desfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabe bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar....
Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e activas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar. Esta mulher “sexalescente”sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude em que eram tantas as mudanças, parou e reflectiu sobre o que na realidade queria. Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas... Mas cada uma fez o que quis. Reconheçamos que não foi fácil e, no entanto, continuam a fazê-lo todos os dias.
E algumas coisas podem dar-se por adquiridas.
Por exemplo, estes homens e mulheres não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta/setenta" lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe e até se esquecem do velho telefone para contactar os amigos – mandam e-mails com as suas notícias, ideias e vivências.
De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e, quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.
Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflecte, toma nota, e parte para outra...
Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um fato Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.
Hoje, as pessoas na década dos sessenta/setenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão estreando uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são. Hoje estão de boa saúde, física e mental, e recordam a juventude sem nostalgias parvas, porque a juventude, ela própria, também está cheia de nostalgias e de problemas.
Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios...Talvez por alguma secreta razão que só sabem e saberão os que chegam aos 60/70 no século XXI!
 Mirian Goldenberg

FIQUE BEM INFORMADO.

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