domingo, 28 de maio de 2006

O ABUSO DA LIBERDADE 28/05/2006 14:19

O ABUSO DA LIBERDADE

Depois de anos de luta pelo Estado Democrático de Direito, vemos a Revista VEJA jogar tudo isso no lixo. A mesma revista que defendeu a venda de armas no plebiscito de 2005, usa armas ilegais para atingir o Presidente da Republica. Ela tem inventado mentiras sobre o Governo da República e está passando dos limites do jornalismo.

Falta ética, falta história para VEJA que se escondeu nos gabinetes da itadura militar, enquanto o povo estava luta pela democracia como aconteceu na década de 1970 na resitência a ditadura e nas Diretas Já.

VEJA defendeu o golpe contra Chavez. É a favor das guerras imperialistas dos EUA.

Falta mostrar que Revista VEJA, que tem patrimônio comprometido como capital estrangeiro, o compromisso com o povo brasileiro. A revista VEJA quer o Brasil de joelho para os Estados Unidos.

A revista VEJA desse final de semana, 13/14 de maio, é retrato do entreguismo e da falta de jornalismo na VEJA. É uma ataque a personalidade do Presidente da República com inverdades.

PELA LIBERDADE DE IMPRENSA. CONTRA O FALSO JORNALISMO.

Professor Gilberto Santana de Alencar
Pedagogo, Mestre em Estudos Literários

( recebido no Grupo Yahoo - PT Curitiba)

sábado, 27 de maio de 2006

Manchetes Mentirosas 27/05/2006 19:43

Entrevista de Silvio Pereira
http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

Na entrevista de Silvio Pereira, ex-secretário do PT, para um jornal, verifica-se que a manchete não tem nada a ver com o conteúdo. Vejamos: "plano era faturar R$ 1 bi". O plano era do Marcos Valério, um corrupto tradicional do sistema e não do PT. "Quem mandava era Lula, Genoino, Mercadante e Dirceu". Quem mandava no partido, pois são dirigentes, e não na corrupção. Há uma maldade nesta ilação. Silvio, ao contrário, defendeu todos os petistas. Não acusou ninguém. Disse apenas que se fossem ampliadas, as denúncias envolveriam todos os partidos e cairia a República. O que o PT não concordou e assumiu parte das denúncias. O que houve de grave foi a perda de controle sobre Marcos Valério. Um corrupto inteligente.

Felizmente, mais um eloqüente testemunho de que Lula é totalmente inocente em relação ao Valerioduto. A única preocupação do presidente é com o País, com o povo, principalmente com os mais pobres, que hoje cada vez mais se integram ao processo produtivo, com o aumento de sua renda. Também absorve as inquietações de Lula os que estão abaixo da linha da miséria, que, agora, enxergam a luz no fim do túnel, reacendendo a esperança. Assim, é Lula de novo.

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Nos porões da imprensa - Por Alberto Dines

Jornalismo de Veja não vê, chuta

A edição nº 1956 de Veja (17/5/2006) transformou-se instantaneamente num clássico da impostura jornalística. A justificativa posterior, assinada pelo diretor de Redação Eurípedes Alcântara, não ficou atrás: é um clássico de cinismo. Juntas, convertem-se na bíblia do parajornalismo – combinação de chantagem, espionagem e paranóia.

A matéria "A guerra dos porões" (págs. 40-45) segue uma linha que Veja persegue há tempos – derrubar o presidente da República, a maior autoridade do país. Mas foi pensada, escrita e editada no extremo oposto – nos porões de uma profissão que já foi considerada missionária, romântica, decente e respeitável.

Esta que se apresenta como a quarta maior revista do mundo ocidental (quem garante?) e agora traveste-se como "a mais respeitada revista brasileira" (está provado, não é?) sintetizou de forma admirável e trágica a história da sua própria decadência.
Embora o presidente Lula tenha protestado em termos impróprios contra o repórter Márcio Aith (sem mencionar o nome), fica evidente que se referia ao parajornalista e pau-mandado Diogo Mainardi, que pegou carona na entrevista concedida pelo banqueiro Daniel Dantas.

Nas redações de revistas noticiosas as matérias passam por muitas mãos, a responsabilidade é da direção da Redação – e, neste caso específico, da alta direção da empresa. Uma acusação ao presidente da República, soprada por uma figura como Daniel Dantas, só pode ser publicada quando há indícios consistentes. Aqui, consistente foi o delírio.

Apuração precária

Tudo na matéria é assumidamente inconsistente, incoerente, duvidoso, incerto e inseguro. A alegação de Eurípedes Alcântara de que as informações publicadas "esgotam a investigação jornalística", além da fanfarronice juvenil é um atestado público das limitações de Veja em matéria de investigação jornalística. Quem não tem competência que não se habilite.Sem a ajuda de arapongas, espiões e malfeitores de alto ou baixo coturno Veja não consegue dar um passo.

(mais:OBSERVATORIO IMPRENSA)

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Chico Buarque tem razão - por Valter Pomar 08/05/2006

As duas principais revistas semanais brasileiras (Veja e Istoé) consideram que o governo brasileiro errou, ao reagir de maneira firme, mas tranqüila, ao Decreto Supremo, anunciado no dia 1º de Maio pelo governo boliviano.

Que a imprensa discorde do governo, faz parte da democracia. Que esta imprensa expresse os interesses dos grandes capitalistas, faz parte da democracia burguesa. Mas que minta tanto e fale tanta besteira, faz parte da truculência de uma elite que não aceita conviver com a esquerda no governo federal.

Segundo matéria de capa da revista Veja, Lula "dormiu como o `grande guia' da América Latina e acordou como mais um bobo da corte do venezuelano Hugo Chávez, que tramou o roubo do patrimônio brasileiro na Bolívia".

Deixemos de lado a grosseria (chamar o presidente da República de "bobo da corte") e vamos ao texto. Segundo Veja, Evo Morales é um "fantoche" de Hugo Chávez. Os dois, mais Fidel Castro, teriam planejado se "apossar de propriedades brasileiras na Bolívia e colocar em risco o abastecimento nacional de gás natural".

Quem lê esta frase, pode pensar que Veja é como o Departamento de Estado do governo norte-americano: não sabe o que se passa na América Latina, não acompanhou a política boliviana nos últimos anos e não soube que Evo Morales foi eleito com base numa plataforma política claríssima, que incluía o controle nacional sobre as riquezas naturais da Bolívia.

Nas palavras do insuspeito Teodoro Petkoff, editor do jornal Tal Cual e opositor de Hugo Chávez: "Morales cumpre nesse ponto sua campanha eleitoral. Não há porque atribuir essa decisão à influência de Chávez".

Acontece que Veja sabe disso: segundo a mesma matéria, "a intenção de nacionalizar as riquezas do subsolo era uma promessa de campanha de Morales". Portanto, ao dizer "pobre Lula. Foi o último a saber", Veja está criando de caso pensado uma "teoria" conspiratória com o único propósito de desqualificar a política externa brasileira,(restante da matéria, site www.pt.org.br - 08/05/2006-Chico Buarque tem razão)

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Lula: Brasil precisa de choque de inclusão - 01/05/2006

Num discurso contundente e recheado de bom-humor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou o primeiro dia do 13º Encontro Nacional do PT ovacionado pelos cerca de 1.500 petistas que lotaram a quadra do Sindicato dos Bancários, no Centro de São Paulo, onde acontece o evento.

Durante 1 hora e 10 minutos, Lula arriscou brincadeiras em espanhol - aproveitando a presença de 16 delegações estrangeiras -, detalhou os avanços de seu governo em diversas áreas, fez duras críticas à oposição e cobrou "maturidade" do PT para a disputa política deste ano.

"O PT precisa se preparar para um enfrentamento bravo. Os adversários vão ser conosco muito mais duros do que nós fomos com eles", afirmou. Segundo Lula, o comportamento do PSDB e do PFL significa que não haverá limites no embate eleitoral. "Estão dizendo: vale tudo", condenou.

Para o presidente, a "saraivada de tiros" que ele, o governo e o PT enfrentam há um ano foi motivada pelo sucesso de sua administração. "Nossos adversários tinham a convicção de que nós não iríamos dar conta do recado e que o Brasil estaria quebrado no primeiro ano de governo",
lembrou.

Quando as coisas começaram a dar certo, disse Lula, a oposição decidiu ir "para cima" do governo. Segundo ele, as CPIs dos Correios e dos Bingos - que classificou de "duas coisas fantásticas" - tiveram o único objetivo de atacar o PT. "Porque eles sabem que, na disputa democrática, não nos
derrotarão".

Os adversários, disse o presidente, andam tão irritados que querem até proibir a Petrobras de anunciar a auto-suficiência brasileira em petróleo. "Isso é porque não sabem o sucesso que vai ser o biodiesel...", provocou.

Segundo Lula, o Brasil vai se transformar na maior matriz de bioenergia do mundo no curto espaço de tempo. "Não está longe o dia em que não precisaremos mais falar a palavra prospectar petróleo. Nós vamos plantar petróleo".

Modismo

O presidente aproveitou para ironizar o discurso que a direita já ensaia para as eleições deste ano.

"Eles não querem debater o econômico e o social. O que resta para eles? Viagem espacial? Fomos nós. Auto-suficiência de petróleo? Fomos nós... O que restará para eles? O que vamos debater? Já sei: choque de gestão!"

Para Lula, a expressão, que vem sido repetida pelo pré-candidato tucano à presidência, Geraldo Alckmin, não passa de modismo eleitoral. "Eu lembro que, em 1994, a moda era falar em química fina, novos materiais, fibra ótica. Tinha que falar isso em todo discurso. Muita gente nem sabia o que era", comparou, arrancando risos da platéia.

Segundo o presidente, por trás do discurso do "choque de gestão" está o corte nos investimentos sociais, o fim dos aumentos reais para o salário mínimo e a redução dos benefícios previdenciários. E arrematou: "O Brasil precisa é de choque de inclusão social, de política pública para cuidar do
povo pobre desse país".


Corinthians x Íbis
Lula disse estar preparado política, física e psicologicamente para percorrer o Brasil anunciando os muitos avanços de seu governo. "Tudo o que eu quero na vida é fazer comparação", afirmou.

Ele ressaltou, porém, que não quer comprar só com o governo passado. "Seria como comparar o Corinthians ao Íbis", alfinetou, relacionando FHC à equipe pernambucana que, há alguns anos, ganhou o título de pior time do mundo.

Depois completou: "Quero comparar com a História republicana do país". O presidente lembrou que nunca os trabalhadores estiverem tão próximos do poder, citando o diálogo permanente com os movimentos sociais, as políticas para mulheres, negros e índios e os ganhos salariais.

"Passei grande parte da vida fazendo greve e voltando ao trabalho sem nada além da reposição da inflação. Agora, em 24 meses, 90% dos acordos tiveram ganhos reais nos salários", disse.

Na seqüência, falou dos 39 meses de saldo positivo na geração de empregos. "Criamos 4 milhões de vagas com carteira assinada, sem contar setor público e agricultura familiar".

Expectativas

O crescimento econômico com inflação baixa, bem com os recordes das exportações com fortalecimento do mercado interno, são feitos que, lembrou o presidente, nunca existiram no país.

Falando sobre as fortes cobranças em torno da política econômica, Lula ponderou que elas se assentam nas enormes expectativas "construídas a vida inteira". Mas ponderou que, nessas horas, é preciso ter paciência - ressaltando os méritos do ex-ministro Antonio Palocci nesse sentido. "Leva
anos e anos para cercar as coisas, fazer as coisas engatarem entre si", disse.

Outra vez Lula levou a platéia às gargalhadas quando lembrou das discussões em torno do programa econômica na campanha de 2002. De acordo com ele, as análises eram tão pessimistas que se chegava à conclusão de que o Brasil não teria solução. "Então eu pensava: se o Brasil acabou,
para que eu quero ser presidente?"

Usando suas habituais metáforas, o presidente comparou a recuperação da economia à construção de uma laje, em que as escoras de madeira só podem ser retiradas após 30 dias. Antes disso, o cimento ainda não maturou e a estrutura pode desabar. "O Brasil estava tão frágil, que era preciso
maturar", emendou.

Agora, de acordo com ele, a situação é outra. "Hoje digo sem medo de errar a qualquer economista, a qualquer crítico de direita ou de esquerda: precisamos preparar um caminha sem volta, que não tenha retorno".

Crise e imprensa

Lula condenou a violência com que a direita, a elite e a imprensa têm atacado o PT e o governo. "Nem bem começou a crise, já tinha uma penca de livros dizendo que o PT ia acabar. É impressionante. Eu acho que eles escreveram antes de eu ganhar as eleições...", ironizou.

No meio do discurso, citou José Dirceu, presente ao Encontro. A platéia aplaudiu de pé o ex-ministro. Também houve muitos aplausos a José Genoino - que não estava presente -, quando Lula o mencionou.

"Precisamos estar preparados para reconhecer que erramos, mas não podemos aceitar que os adversários sejam os julgadores do PT", afirmou, lembrando que a história brasileira está repleta de injustiças contra pessoas que foram condenadas publicamente sem provas.

Disse ainda que "parte da imprensa" sabe que ela não tem sido democrática. Mas adiantou: "Não vou mandar carta para dono de jornal, não vou mandar carta para dono televisão, não vou mandar carta para dono de revista. Tenho certeza de que o julgamento disso tudo se dará pela compreensão e
pela maturidade política que o povo brasileiro está adquirindo nessa crise".

O presidente disse que durante toda a vida sofreu "páginas e mais páginas" de preconceito, reconhecendo, porém, que não se trata de algo pessoal. "Sei o que uma parte muito pequena da elite brasileira faz com aqueles que ocupam postos que eles achavam que eram só deles", avaliou.

Igual preconceito, exemplificou, sofreram Olívio Dutra no Rio Grande do Sul, José Fritsch em Santa Catarina e Luiza Erundina e Marta Suplicy em São Paulo. "Mas me quedarei tranqüilo, mui tranqüilo", brincou.

Política externa

A guinada da América Latina para a esquerda - em especial na parte Sul do Continente - deve, de acordo com Lula, servir de antídoto para os que têm dúvidas e inquietações quanto ao que se passa no Brasil. "O Continente hoje tem um perfil político que não conheceu no século 20", frisou, enaltecendo a integração regional e o importante papel do Brasil nesse contexto, com uma política externa soberana, respeitosa e leal. "Precisamos ter solidariedade e gestos para ajudar os países mais pobres. O Brasil não pode ser um país rico cercado de países pobres".

Ele lembrou do encontro desta semana com os presidentes da Argentina, Néstor Kirchner, e da Venezuela, Hugo Chávez, que classificou como estratégico dentro dessa política. "Nós não podemos errar. Se tem um lugar no mundo com experiência de golpe, é na América Latina. Democracia, para
nós, não é uma coisa menor; é uma coisa superior".

PT

Sobraram também cobranças ao PT e alguns de seus dirigentes e militantes. "Em muitos lugares deste país, muitos companheiros do PT preferiram criticar o governo federal e a política econômica, sem fazer oposição aos adversários locais", reclamou.

Na mesma linha, disse que não irá se declarar candidato enquanto o partido não tiver "maturidade" para discutir a fundo a questão das alianças. "Nossa correlação de forças é frágil", afirmou, referindo-se ao fato de o PT não ter maioria no Congresso. Por isso, para o sucesso do segundo
mandato, seria preciso uma política de alianças consistente e condizente com o "momento histórico".

"Temos de saber o que interessa para nós, se é que nós temos um projeto nacional. O discurso para mim é um; para a base, é outro. Eu tenho que ter certeza se o que vocês estão falando de projeto nacional é verdade ou não", questionou.

Ele afirmou ainda que não há mais espaço para o medo, a dúvida e a vacilação. "Temos que saber quem são nos inimigos. Vamos botar a mão na consciência e partir para a disputa política".

Segundo o presidente, é preciso abrir mão dos interesses meramente individuais e pensar no coletivo. "Nós não representamos nós. Não estou na política por mim. Estou por aqueles que não tiveram a mesma chance que eu tive, e que ainda são maioria no país".

Lula finalizou afirmando que somente a unidade do partido em torno dessas questões possibilitará a vitória do projeto petista de nação.

E mandou um recado à oposição: "Se tivermos o PT unido com os partidos de esquerda e a sensibilidade de detectar na sociedade quem são nossos aliados, que venham! Porque estaremos prontos para rechaçá-los!", conclui.

João Paulo Soares, do Portal do PT Nacional

Encontro Nacional: Dirigentes destacam unidade partidária
01/05/2006 20:28 Assessoria

Dirigentes petistas presentes ao 13º Encontro Nacional do PT destacaram neste sábado (29) destacaram a unidade do partido em torno das teses políticas e do projeto de reeleição do presente Lula.

Para o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, o Encontro traduz a força do PT em escala nacional. "Estamos construindo a base das candidaturas e nos preparando para o enfrentamento eleitoral", afirmou.

Segundo ele, a proposta de política de alianças, aprovada na manhã e de hoje pela ampla maioria dos 1.200 delegados, reforça essa tese. "Ela cria a possibilidade de articular acordos a partir da base nacional, desde que vinculados a compromissos programáticos de gestão e com prévia autorização
do Diretório Nacional".

Rosseto acredita que as configurações regionais não irão atrapalhar o projeto maior. "Penso que, com a verticalização, esse é um tema praticamente superado".

Da mesma maneira pensa o prefeito de Guarulhos, Elói Pietá. "Entre os partidos brasileiros, poucos têm a unidade ideológica nacional do PT. Então, acho que não podemos excluir pessoas que possam nos apoiar regionalmente, ainda que elas estejam em partidos que não compõem nossa
base federal", explicou.



Encontro Nacional: "Vamos para a guerra", diz Berzoini
01/05/2006 20:26 Assessoria

O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, afirmou nesta sexta-feira que a oposição ao governo Lula instituiu a "baixaria" como estratégia política e convocou a militância petista para a "guerra de enfrentamento" que se dará nas eleições deste ano.

"Existem setores que são minoria no Brasil, mas querem ser maioria na marra", criticou ele, em discurso para os 1.500 petistas presentes ao primeiro dia do 13º Encontro Nacional do PT, que ocorre na quadra do Sindicato dos Bancários até domingo (30), no Centro de São Paulo.

Segundo Berzoini, o bom desempenho do governo Lula em várias áreas será a principal arma do PT no embate que se avizinha. "Vamos fazer uma guerra de projetos. Nosso governo não precisa de adjetivos, porque é um governo substantivo", frisou.

Como exemplos, o presidente do partido citou o ajuste econômico, o Bolsa Família, o Fundeb, os aumentos no salário mínimo, a geração de 4 milhões de empregos formais, o combate ao trabalho escravo e infantil, os investimentos na agricultura familiar, a criação da farmácia popular e o
programa Luz Para Todos.

Lembrou ainda que o atual governo não virou as costas para a América Latina e desenvolveu políticas concretas de integração regional. "Nosso governo tem tudo o que mostrar", afirmou, ressaltando que, mesmo assim, é preciso ir além e dizer à opinião pública quais avanços ocorrerão
num eventual segundo mandato. "Se muito vale o já feito, mas vale o que será", afirmou, citando os versos da música O que foi feito deverá, de Milton Nascimento e Fernando Brant.

Raça

Dirigindo-se ao presidente Lula, que prestigiou a abertura do encontro, falou sobre "a vitalidade, a honra e o vigor" do PT. Lembrou em seguida das "profecias" sobre o fim do partido e de como a militância respondeu aos ataques da direita.

"O PT mostrou sua força e sua raça no PED, quando 314 mil filiados foram para as ruas dizer: este partido é nosso, é o nosso projeto, a nossa vida e o nosso amor", afirmou.

Berzoini falou ainda que as divergências internas não impedem que os petistas saibam quando chega a hora de "darem-se os braços". Ele frisou o consenso em torno dos dois documentos em discussão no Encontro – sobre tática e conjunto e sobre diretrizes do programa de governo. "São obra de
toda a Executiva", destacou.

O presidente do PT disse a Lula que o partido é "solidário" à sua decisão de só declarar-se candidato no momento certo. "Mas vamos preparar a campanha desde já. Já estamos preparando", avisou.

De acordo com Berzoini, o PT não abre mão de dar continuidade ao processo de mudanças iniciado neste primeiro mandato. "O PT veio para mudar o Brasil, para transformar, para dizer ao povo brasileiro que ele tem um partido, tem um projeto e tem um governo", encerrou.

Mais informações? Fotos do Encontro?
acesse: www.ptmaringa.org.br

terça-feira, 2 de maio de 2006

Condenado a 37 anos diz que PSDB pediu dinheiro em 2002

por HUDSON CORRÊA, da Agência Folha, em Cuiabá

O ex-policial civil João Arcanjo Ribeiro, 55, condenado a 37 anos de prisão por comandar o crime organizado em Mato Grosso, afirmou ontem à Folha que o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) foi à sua fazenda em Cuiabá, em 2002, pedir dinheiro para a campanha eleitoral.

Conhecido como "comendador", Arcanjo disse que não tratou de valores: encaminhou o senador ao seu ex-gerente de factoring Nilson Roberto Teixeira. O ex-policial não soube dizer se foi repassado dinheiro ao tucano.

Em depoimento à Justiça em 2002, Luiz Alberto Dondo Gonçalves, ex-contador de Arcanjo, disse que a empresa Confiança Factoring liberou R$ 5,7 milhões para bancar a campanha de Antero por meio do Grupo Gazeta. A operação teria sido um caixa dois. O senador tucano, que presidiu a CPI do Banestado, nega a acusação.

A PF (Polícia Federal) abriu inquérito para apurar o suposto caixa do PSDB em Mato Grosso nas eleições de 1998 e 2002. Nesse último ano, Antero disputou e perdeu o governo do Estado: "Ele me cumprimentou. E falou: 'Olha, a minha visita aqui é oficial. Eu vou enfrentar uma campanha e vou precisar de recurso'. De antemão disse: Antes até do que você vai falar, procure o Nilson. Empréstimos nós fazemos", disse Arcanjo.

"Ele falou inclusive: 'Empréstimo não pode'. [Eu disse] Isso a gente dá um jeito. Teriam que ser operações [comerciais de fomento]. Nós tínhamos feito muitos empréstimos na Confiança. Queríamos parar", disse. As factorings só podem comprar cheques de empresas. Não têm permissão para fazer empréstimos.

Preso em Cuiabá desde março, após ser extraditado do Uruguai, Arcanjo falou com a Folha sob escolta de cinco policiais militares armados com fuzis na sala da administração do presídio Pascoal Ramos. Ele foi condenado em 17 de dezembro de 2003 pelo juiz Julier Sebastião da Silva, da 1ª Vara Federal de Cuiabá, a 37 anos de prisão por comandar organização criminosa, lavar dinheiro e praticar crime contra o sistema financeiro. Ele recorreu da sentença.

Acareação

Arcanjo afirmou ainda que está disposto a fazer uma acareação com o senador, caso o tucano negue o encontro, porque houve testemunhas do encontro: "Tinha pessoas que estavam lá comigo e viram. Ele estava acompanhado de uma pessoa. Estou tentando lembrar quem era", disse.

Sem uniforme de presidiário, na entrevista Arcanjo deu mais detalhe. "Ele [Antero] me procurou na fazenda. Era antes da campanha. Queria tomar dinheiro [emprestado]. Eu falei que tomar empréstimo tinha que ser com o Nilson. Agora supostamente ele deve ter procurado o Nilson. Ele não falou em valores", relatou o Arcanjo. "Ele estava de chapéu, que deixou no carro", acrescentou.

Segundo Nilson Teixeira, a Confiança Factoring emprestou dinheiro para a campanha eleitoral de outro tucano, o ex-governador de Mato Grosso Dante de Oliveira (1995-2002). A dívida, conforme Teixeira afirmou em depoimento à PF em abril, foi paga com cheques emitidos por antigo órgão público de obras, chamado Dvop. O ex-governador nega.

"A pessoa de Dante nunca esteve na factoring. E me parece que na época de campanha Dante fez operações. Parece. Mas o Nilson tem maior conhecimento disso", disse Arcanjo, que anteontem confirmou à PF a versão de Teixeira sobre a campanha de Dante.

O Eleitor de Lula e os "Intelectuais".

Quem vota em Lula? As enquetes dos órgãos de pesquisa nos informam de que se trata dos situados na parte baixa da pirâmide social e regionalmente concentrados no nordeste.

A leitura que a grande imprensa escrita faz do fato não revela os fundamentos desse voto. A imprensa que sempre atacou o radicalismo de um PT que supostamente tinha eleitores reduzidos aos grandes centros de decisão econômica agora ataca o partido que supostamente só vocaliza a voz dos "grotões".

Afinal, o quer a grande imprensa escrita? A resposta não está num mero preconceito de classe. É verdade que é chique pertencer a uma esquerda que não disputa o poder e jamais se "corrompe" em vez de representar trabalhadores de carne e osso. E os jornais e revistas vendem tais valores para a esquerda. A conjunção de interesses da esquerda intelectual, da classe média moralista e dos jornais reside no fato de que a opinião pública formada pela imprensa escrita no Brasil não é a das classes mais desprotegidas, e sim a das próprias camadas médias e superiores.

Mas aqui reside o busílis da questão, como diria o saudoso Florestan Fernandes. O erro de análise da oposição (política e intelectual) a Lula está no fato de que ela liga o acesso às notícias de jornais com o grau de consciência política dos eleitores. Esse erro advém de uma prisão ideológica: confunde-se positivamente (emprego o termo de propósito) o teor do noticiário com a verdade
dos fatos, quando estes, os fatos, são socialmente construídos de acordo com as inclinações subjacentes ao comportamento considerado mais funcional para a reprodução de interesses materiais bem definidos. Esses interesses não são necessariamente os das classes dominantes e às vezes nem mesmo os dos grupos políticos da Direita. São em primeiro lugar os interesses empresariais dos órgãos de imprensa. A crise política de 2005 transmutada em debate moral
serviu muito aos seus interesses. Serviu também à oposição, porém menos. Porque os
partidos políticos de fato, também fazem parte do terreno da política que foi desmoralizado enquanto a mídia aparece não só acima das classes, mas também dos partidos. Portanto, também não há identidade imediata de interesses entre os grupos de oposição e a grande imprensa, como pensa a direção do PT.

Isto explica o fato de que a crise política alegrou depressa demais a oposição e causou uma crise psicológica rápida demais nos militantes de esquerda. É porque ambos partilham o mundo da imprensa escrita. Ora, os valores políticos (não pessoais) de consumo das camadas médias são predominantemente morais e os dos intelectuais tradicionais (estudantes, professores, escritores) são simbólicos.

Por isso, os jornais os difundem, já que se vendem para este público seja à direita ou à esquerda. Já as classes desprotegidas querem, em primeiro lugar, proteção econômica. Se Lula aparece como o único governante que estendeu o pagamento de benefícios sociais, ele é preferível aos outros. Este
raciocínio é simples, mas não é simplista. Os políticos de oposição cometem um erro sério ao
considerar este voto resultado de uma decisão primitiva, pré-política. Nada mais consciente do que uma atitude que leva em consideração interesses materiais líquidos e certos. E nada mais inconsciente do que o voto abstrato do ódio moral.

Há um evidente recorte de classe no eleitorado do PT e dos demais partidos. O que não significa dizer que Lula e seu partido representam de fato os interesses finais da classe trabalhadora, como gostavam de falar os autores do Manifesto Comunista. Mas eles representam a consciência realmente existente dos trabalhadores brasileiros.

Lincoln Secco, Professor do Departamento de História da USP, abril de 2006.

segunda-feira, 1 de maio de 2006

Carta Aberta ao Povo Brasileiro - Em defesa do governo do Presidente Lula

O Brasil é uma nação desigual. No mesmo solo convivem a riqueza e a miséria, o doutorado e o analfabetismo e tantas outras desigualdades gritantes que afrontam a dignidade humana.

Porém nunca como agora as classes menos favorecidas foram alvo de tanta consideração por parte do governo federal. Os projetos sociais implementados pela administração do Presidente Lula como o Bolsa Família, o Bolsa Escola, o Pro Uni, a Farmácia Popular, o Luz Para Todos, entre outros, estão, de fato, promovendo o resgate da cidadania dos pobres desse país, relegados durante décadas ao papel de coadjuvantes da História Brasileira, servindo apenas como mão-de-obra barata para ampliar as vantagens econômicas e sociais desfrutadas pelas elites.

O projeto de nação igualitária e justa que sonhamos começou a ser realizado quando a administração do Presidente Lula teve início. Estamos vivenciando um momento único: a construção da história. Não temos dúvidas de que a atuação do Governo Lula é uma das ferramentas que está permitindo a transformação do poder nesse país, possibilitando inclusive o desenvolvimento dos interesses de todos os setores com a recuperação da credibilidade política e econômica internacional do Brasil, atingindo históricos recordes comerciais de exportação, promovendo vertiginosa reconquista do mercado de trabalho, retomada da infra-estrutura básica abandonada por décadas.

No entanto, essa atenção do governo aos mais pobres despertou a ira daqueles que sempre viveram às custas da exploração do povo. Acostumados a ser os únicos beneficiários dos recursos produzidos pelo Brasil, certos setores das elites, incapacitados para o desenvolvimento sustentado que atenda as necessidades e os interesses da sociedade como um todo e do país como nação, desencadearam, com o apoio de parte expressiva da mídia nacional, uma campanha como poucas vezes se viu para inviabilizar o governo do presidente Lula. No entanto, depois quase 1 ano de bombardeio intenso de duas CPIs, com cobertura ampla e engajada da mídia, o prestígio do presidente continua inabalável. Isso porque, além dos benefícios proporcionados pela política social e econômica, o povo percebe que as instituições da República estão cumprindo a sua função. As irregularidades estão sendo apuradas e os responsáveis punidos pela Justiça. Nunca a Polícia Federal e o Ministério Público atuaram tanto contra a corrupção, bem diferente dos anos do governo de Fernando Henrique Cardoso, quando o Procurador Geral da República ficou conhecido como Engavetador Geral, por esconder na gaveta todos os processos que contrariavam os interesses do governo FHC.

Como a campanha sistemática contra o presidente não afetou o prestígio do presidente Lula, que continua liderando as intenções de votos para a próxima eleição presidencial, surge agora, no bojo do movimento oposicionista, rumores cada vez mais fortes sobre a proposta de impeachment do presidente da República, patrocinada por setores reacionários da Ordem dos Advogados do Brasil, com o apoio entusiasmado do PSDB e do PFL (este de tradição golpista que remonta a velha UDN e passa pela Arena, que apoiou a ditadura militar) e da mídia que não suporta ver o povo como protagonista da História.

A estes que pretendem espezinhar a vontade do povo brasileiro manifestada na votação histórica obtida pelo presidente Lula, e corroborada atualmente pelas pesquisas eleitorais, um aviso: não ousem afrontar os desígnios do povo. Não queiram ver o circo pegar fogo! Nós que apoiamos o governo do Presidente Lula vamos perseverar na luta para que o presidente termine o seu mandato e concorra à reeleição, como é seu direito. Não vamos tolerar tentativas golpistas patrocinadas por setores retrógrados da sociedade que querem a volta da política de privatização implementada pelo governo do PSDB-PFL.



Não ao golpe!



Não ao impeachment!



Pela reeleição do Presidente Lula!



Lula não está só, porque Lula é muitos!



Lula somos todos nós!


Com o intuito de reforçar nosso apoio ao Presidente Lula, redigimos esta carta com a participação de vários grupos, blogs e comunidades. A proposta é colher o maior número de assinaturas possível, para encaminharmos ao Presidente Lula, mídia, OAB, enfim a todos os órgãos possíveis. Mostre o seu apoio assinando e colhendo assinaturas de parentes, amigos, etc.

Para assinar basta enviar seu Nome, Profissão, Cidade e Estado para o e-mail: companheiro.lula@yahoo.com.br

Conto com a colaboração de todos os Amigos do Presidente Lula, colham assinaturas dos amigos e me envie pelo e-mail acima! Vamos dar um banho de democracia na oposição!

FIQUE BEM INFORMADO.

Leia mais: Hoje é dia de que? Datas comemorativas • A arte da vida. Apon HP. Literatura para pensar e sentir http://www.aponarte.com.br/p/hoje-e-dia-de-que-e-amanha_09.html