sexta-feira, 30 de junho de 2006

Da Boca do Jacaré: Nº 14 de 1557 - De olho no Imposto e no GATO

Hoje, inicio com um repeteco da coluna Nº 13 de 1557 – Vejam, agora o LISTÂO já não é mais o "suposto" como diz a imprensa. Agora é caso de polícia. Eu abro minha bocarra e digo Direto da Boca do Jacaré: "LISTÂO de FURNAS, Eu sabia que era VERDADE!"

Visitando um sítio chamado Contribuinte Cidadão – De olho no Imposto, em 21 de abril de 2006, não concordando com aqueles que tramam em pele de cordeiro, enviei-lhes uma nota:

Fico pensando qual foi a evolução recente da carga tributária brasileira? Encontrei uma resposta: "Praticamente desde 1990, a carga tributária brasileira vem aumentando ano a ano. Em 1991, ela era de 24,4% do PIB. Em 2000, atingiu 31,6% e continuou aumentando. Passou a 33,4%, em 2001, e a 34,9% em 2002. Em 2003, verificou-se uma pequena queda, a primeira desde 1997, e a carga tributária foi de 34%. Em 2004, atingiu 35,91% do PIB, uma variação positiva de 1,91 ponto percentual em relação a 2003. Essa variação resultou da combinação dos crescimentos, em termos reais, do PIB e da arrecadação nos três níveis de Governo. Para 2006 a estimativa é de que aumente 0,09 ponto percentual, para 36%do PIB."

PERGUNTO: Por quê só agora há este movimento liderado por liberais, que aumentaram a carga tributária na década passada? É para o retorno dos mesmos que deixaram esta herança? Dá para explicar? E por quê o ataque é somente ao Governo Federal, se a maior fatia é realizada nas outras esferas governamentais?

Ou é mais uma peça de campanha para eleger o seu candidato?

Ou é mais uma daquelas conversas, tipo na questão dos juros: o governo vem baixando (lentamente, mas num viés de baixa), mas os banqueiros e empresários em geral continuam aplicando juros e preços extorsivos nos seus produtos? E agora dizem que não podem baixar devido a inadimplência (sic).

Falam que o nosso crescimento foi abaixo de muitos países, mas não falam que foi maior, por exemplo, do que o Japão que ficou em 2,8%. Ou da Itália, ou de tantas outras potências mundiais. Mas, só querem mostrar a comparação com os Tigres e a China. Isto não é manipulação dos fatos, maniqueísmo e, provável, mais uma peça publicitária de campanha para ajudar o seu candidato? O perfil da dívida tem modificado, e bastante, na troca das Letras, sem nenhum trocadilho.

Mas é óbvio que os liberais querem ser credores de uma dívida baseada num índice tipo a SELIC que é propenso a intempéries provocadas. Dívida baseada numa "cesta" de índices, os liberais não querem conversa. E não adianta falarmos nesta hora do tal mercado. Aqui não interessa.

Eu humildemente também estou com um olho no imposto, mas, o outro, ... bem, fico de olho no GATO.

Com muita consciência e tranqüilidade de saber quem é quem. Sou um contribuinte cidadão, pago na fonte, e não sonego. Já fui pego na MALHA FINA, paguei multa e retifiquei meu erro.

Mas, sou apenas um simples brasileiro. Daqueles que o sigilo bancário é quebrado diariamente, sem autorização judicial, quando vendem meus dados para mala direta. Ou ainda, quando os Bancos terceirizam as tarefas que envolvem minhas informações. Já tive meu sigilo telefônico quebrado, sem autorização judicial, e o grampeador procrastina na justiça até quando a “lei” assim o permitir.

Sou aquele brasileiro que precisou de dinheiro um dia para quitar uma pequena dívida, para um Pobre Credor e depois percebi que fiquei devendo uma grande dívida, muitas vezes maior do que a outra, agora para o Rico Credor. Enfim, sou daqueles que não têm acesso às “benesses”.

Enquanto outros que se dizem defensores, são os que mais têm incentivos, subsídios, e se valem de várias artimanhas para Não PAGAR. Têm gastos no Cartão de Crédito não compatível com seus rendimentos, têm movimentação em várias contas correntes, muito além dos seus rendimentos, têm contas no exterior, descarregam imposto a pagar de várias formas “criativas”, que não passam de outra conotação que a de “SONEGAÇÃO”.

E, compram alguns servidores corruptos, como no caso da DRT/RJ. São na realidade, raposas que querem cuidar do galinheiro
.”

Terminei dizendo que aguardaria uma resposta e deixei meus dados. Espero que não utilizem para algo ilícito, senão vou ter que escrever a coluna do Tapirus Terrestris.

Direto da Boca do Jacaré:Até agora NÂO recebi resposta. Sei que para eles não importa a transparência. Sei que são os Colloridos, Alquimistas, Oportunistas e Golpistas com suas TRAMÓIAS.”

Agora vou saindo, pois estou na TPP (Tensão Pré-Pagamento) e tenho que correr atrás do prejuízo. ...nhac...nhac...nhac

Da Boca do Jacaré: Nº 13 de 1557 - LISTÃO DE FURNAS, EU SABIA QUE ERA VERDADE!!!!

Compas, vejam 04 informes e outros dados sobre o LISTÂO, com ajuda do Yuri, da Helena, do Artur e outros tantos lutadores do povo. Vejam, agora já não é mais o "suposto" como diz a imprensa. Agora é caso de polícia. Eu abro minha bocarra e digo direto da Boca do jacaré: "LISTÂO de FURNAS, Eu sabia que era VERDADE!" E já me vou, com dor de dente, tomando leite quente. Mas volto prá morder cada vez mais ... nhac ... nhac ... nhac



1) Lista de Furnas: Lobista revela que originais do documento já estão com a PF

O lobista Nilton Monteiro, responsável pela divulgação da chamada lista de Furnas, informou nesta quarta-feira (14) que entregou os originais do documento à Polícia Federal. A revelação foi feita após audiência judicial com os 11 deputados estaduais de Minas Gerais que processam Monteiro, sob alegação de que este teria forjado a lista.

Na época da primeira denúncia, no final do ano passado, a PF teve acesso apenas a uma cópia da lista. Nela aparecem os nomes de 156 políticos que teriam se beneficiado de um esquema de desvio de recursos de Furnas, da ordem de R$ 40 milhões, para financiamento de campanhas eleitorais. Todos eram ligados à base governista do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Entre os supostos beneficiados, 82 são do PSDB e do PFL.

Os originais, segundo Monteiro, foram entregues no último dia 5 de maio. Ele mostrou o “auto de apresentação e apreensão” lavrado pela Polícia Federal no ato da entrega. O delegado da PF em Belo Horizonte, Praxíteles Fragoso Praxedes, recebeu os papéis e os encaminhou para perícia.

A lista apresentada é a mesma que o deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) disse ter visto em seu original, e pela qual também está sendo atacado pelos tucano-pefelistas. O deputado é testemunha em favor de Monteiro e do petista Luiz Fernando Carceroni no processo movido pelos 11 parlamentares mineiros.

De acordo com Rogério Correa, na audiência desta quarta-feira os deputados que processam Nilton e Carceroni propuseram um acordo para dar fim à pendência judicial, que não foi aceito.

Segundo Monteiro, não há possibilidade de acordo, justamente porque os originais dos documentos já estão em poder da Polícia Federal, aguardando conclusão de laudo.

Correa lembra que Monteiro chegou a ser acusado de chantagista pela CPI dos Correios e pela “tropa de choque” tucano-pefelista no Congresso.

“A tal CPI dos Correios perdeu duas grandes oportunidades políticas: uma foi ter deixado de apresentar uma proposta real e profunda de reforma política, com ênfase para a transparência das campanhas; outra foi ter desdenhado do que se chamou, à época, de dimasduto, e ter tentado desqualificar as denúncias sobre a lista de Furnas, de 2002”, comentou.

Segundo o deputado petista, até para dirimir dúvidas a CPI poderia ter convocado Nilton Monteiro para depor, mas não o fez. “E isso é bem estranho”, conclui Rogério Correia.

Fonte: http://www.pt.org.br/site/noticias/noticias_int.asp?cod=43583

2) Caixa 2 tucano: PF deve intimar 80 pessoas ligadas a esquema ilegal em Minas Gerais
A Polícia Federal está se preparando para intimar nos próximos dias cerca de 80 políticos, funcionários públicos e empresários acusados de envolvimento com o suposto caixa dois da campanha do senador Eduardo Azeredo ao governo de Minas em 1998. As informações são do jornal O Globo.

Depois de analisar o caso por três meses, o Procurador-Geral da República, Antônio Fernando, devolveu o inquérito à PF semana passada e pediu novas diligências para aprofundar as investigações. A polícia suspeita que o caixa dois foi abastecido com recursos de estatais mineiras e de empreiteiras.

Para o deputado Fernando Ferro (PT-PE), primeiro vice-líder da bancada do PT, é importante a PF retomar as apurações, até porque alguns parlamentares tentaram desqualificar as denúncias. No seu entendimento, “é importante apurar a raiz do problema” para que se possa contribuir com o fim dessa prática no país. Na avaliação do deputado, “o caixa dois tem DNA tucano e do PFL”.

Documentos recolhidos pela PF no final do ano passado indicam que a campanha de Azeredo teria movimentado aproximadamente R$ 100 milhões sem declarar à Justiça Eleitoral e à Receita Federal.

Entre os papéis em poder da polícia está um relatório de despesas assinado por Cláudio Mourão, ex-tesoureiro da campanha de Azeredo. O dossiê informa que boa parte dos recursos foi transferida para financiar campanhas de deputados e vereadores aliados do senador tucano.

O dossiê de Cláudio Mourão chegou à PF pelas mãos do lobista mineiro Nilton Monteiro. No início, segundo o jornal, o documento foi encarado com reserva. Mas depois que a perícia técnica constatou a autenticidade dos papéis, a PF e o Ministério Público decidiram ampliar a apuração.

O deputado Dr. Rosinha (PT-PR) defendeu a continuidade das investigações do caso. "A continuidade dessa investigação prova que Nilton Monteiro, ao fazer a denúncia de caixa dois na campanha de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais, não estava mentindo. Portanto, a chamada Lista de Furnas também deve ser investigada em profundidade", afirmou.

Fonte: http://www.pt.org.br/site/noticias/noticias_int.asp?cod=43568

3) Lista de Furnas: ainda vem muita bomba por aí.

O laudo de perícia do INC (Instituto Nacional de Criminalística) concluiu que a lista não foi montada e que é autêntica a assinatura que aparece no documento, de Dimas Toledo, ex-diretor de Furnas. Vale lembrar que Dimas negou, em depoimento à CPI dos Correios, em Brasília, ter assinado tal documento e, agora, deverá ser chamado a prestar esclarecimentos à Polícia. Dentre as campanhas eleitorais citadas na lista estão a do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, hoje candidato à Presidência pelo PSDB, do ex-prefeito de São Paulo José Serra (PSDB), atual pré-candidato ao governo paulista, e do atual governador mineiro, Aécio Neves. As campanhas em 2002 teriam recebido, respectivamente, R$ 9,3 milhões, R$ 7 milhões e R$ 5,5 milhões. Apesar da negativa dos tucanos, existem fortes indícios de que tudo o descrito na listagem é a mais pura verdade. Um das fortes "pistas" é a confirmação do ex-deputado Roberto Jefferson, que, em fevereiro deste ano, afirmou ter recebido R$ 75 mil de Furnas, igual ao descrito na lista. Além disto, as investigações feitas pelo nosso mandato constataram que diversas empresas citadas na lista tiveram seus contratos com Furnas aditados em datas próximas às eleições de 2002 (ou um pouco antes, ou um pouco depois do pleito). Outras tantas, também constantes da lista, firmaram contrato com a Estatal sem a realização de licitação prévia, alegando serem as únicas no ramo, o que não era verdade. Outros índícios são o depoimento do ex-executivo da Toshiba, José Antônio Talavera, que denunciou o pagamento de propinas para ganhar contratos com a estatal e a afirmação feita pelo jornalista Ricardo Noblat, no início do ano, em seu blog, de que um deputado paulista citado na "Lista de Furnas" confessou, em segredo, ter recebido sim os R$ 75 mil atribuídos a ele. A prática do uso de dinheiro de estatal para financiamento de campanhas configura-se em um caixa dois criminoso, ilegal e indecoroso. Aliás, o PSDB vem acusando, há muito, o PT de usar de recursos não contabilizados em campanha, parecendo sofrer de uma verdadeira crise de amnésia. Os tucanos realizam caixa 2 desde a campanha de 1998, quando o então governador de Minas, Eduardo Azeredo, concorria à reeleição.

Leia mais aqui.

Colaboração: http://ousados.blogspot.com/

4) CAIXA DOIS TUCANO DE FURNAS

Relação completa de todos os polítcos que fizeram campanha usando caixa dois de FURNAS. TUCANODUTO?

*Quem é quem e quem recebeu quanto na lista do caixa dois de Furnas *

A "Lista de Furnas"

- documento sobre um suposto esquema de caixa dois nas eleições de 2002, cuja autenticidade está sob investigação da Polícia Federal - é essencialmente uma lista tucana.

Os candidatos do PSDB teriam ficado com mais de dois terços (68,3%) dos R$39,9 milhões que teriam sido distribuidos a 156 políticos por empresas fornecedoras da última grande estatal do ramo elétrico. O PFL fica com um segundo lugar bem distante, 9,3%.

Mas, segundo a "Lista", o dinheiro do PSDB não teria sido distribuido por igual. O grosso foi para três candidatos, que disputavam os três cargos mais importantes do esquema eleitoral tucano em 2002: José Serra, que pleiteava a Presidência, Geraldo Alckmin, candidato a governador de São Paulo, e Aécio Neves, que concorreu ao governo de Minas. Os três, conforme a "Lista", triam ficado com mais da metade do dinheiro do esquema de Furnas. Os demais 153 políticos que constam na "Lista" teriam dividido os 45,4% que restaram.

*A filiação partidária dos 156*

O PSDB também é o primeiro colocado em número de políticos entre os 156 citados no esquema que seria operado pelo então presidente de Furnas, Dimas Toledo, levado ao cargo pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. São 47 tucanos na lista, cinco deles candidatos a cargos majoritários. O PFL comparece com 33 candidatos, apenas um a cargo majoritário (senador).

Outro modo interessante de ler o documento em exame na PF é comparar os nomes que constam ali com a relação dos membros da CPI dos Correios, que desde junho do ano passado investiga as denúncias de corrupção no Parlamento.

O primeiro destaque é para o deputado ACM Neto (PFL-BA), que tem se salientado pela estridência de seu desempenho na comissão. Ele teria recebido R$ 75 mil do esquema de Furnas. Quanto ao PSDB, constam da "Lista" três dos seus quatro deputados que são titulares ou suplentes da CPI. Figuram também entre os 156 um membro da CPI dos Correios pertencente ao PL e dois dos quadros do PTB.

Colaboração: mensagem foi enviada por Yuri Contini.

http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=14247557227885853242

Da Boca do Jacaré - Nº 12 de 1557 - Essa você não viu, não ouviu e nem vai ver na imprensa brasileira

Tucano é preso com 500 kg de cocaína
Fonte: http://www.revistaforum.com.br/vs2/Artigos_Ler.asp?Artigo=%7B4463519E-6ECA-4EBC-96FA-B017C1AF085E%7D

Os brasileiros que quiserem saber quem estava por trás dos 500 kg de cocaína apreendidos semana passada no interior do Pará terão que recorrer à imprensa argentina, mais precisamente ao jornal La Nacion, pois no Brasil nenhum grande jornal destacou a notícia de que era o tucano Misilvam Chavier dos Santos, conhecido como Parcerinho, quem transportou a droga.

Misilvan foi candidato a prefeito de Tupiratins (TO) pelo PSDB em 2004 e perdeu a eleição por pouco menos de 50 votos. Na ocasião, recebeu forte apoio do senador Eduardo Siqueira Campos, que também é do PSDB de Tocantins.

Parcerinho foi preso em um ônibus em Castanhal, município do nordeste paraense (100 km de Belém), na noite de sexta-feira, quando vinha de São Paulo. Misilvan tentava voltar para o Tocantins depois que um carregamento com 500 kg de cocaína foi apreendido pela PF, nas margens do Rio Xingú, fronteira com o Estado do Mato Grosso (MT).

A agência de notícias Reuters reportou o caso e distribuiu a informação para toda a imprensa brasileira, mas poucos jornais e TVs repercutiram a informação; os que o fizeram omitiram a filiação partidária do traficante. O silêncio da mídia neste caso contrasta com o escândalo feito quando um assessor petista do Ceará foi pego com dólares na cueca ou quando a revista Veja fabricou uma história inverossímil sobre dólares vindos de Cuba em caixas de garrafas. Estes dois episódios mereceram estridente cobertura da imprensa brasileira.

Misilvan já estava sendo procurado pela Polícia Federal por tráfico internacional de drogas. Na superintendência da PF em Belém, Misilvan, que também já foi candidato a deputado estadual, admitiu que trouxe meia tonelada de cocaína da Colômbia e que entregaria a droga no interior de São Paulo.

"Eu fiz uma primeira vez há três anos e pouco e resolvi fazer de novo, por questão de necessidade, mas não deu certo", disse o acusado a jornalistas em Belém no sábado (3/12).

O carregamento foi localizado em uma pista de pouso clandestina no sul do Pará a 108 km do município de Santana do Araguaia. A droga foi levada ainda na tarde de sábado para Palmas, capital do Tocantins.

"Lá naquelas pistas de pouso do sul do Pará ninguém tem controle; e as pistas ficam suscetíveis a utilização de qualquer pessoa", disse o superintendente da Polícia Federal no Pará, José Ferreira Salles.

A droga estava escondida no meio da floresta amazônica próximo ao rio Xingu. No local, os policiais prenderam em flagrante Elias Lopes Pimentel e Leocídio Lima da Cruz, acusados de guardar a cocaína.

Na última segunda-feira (28/11), o traficante conseguiu fugir da polícia quando um avião pilotado por ele foi apreendido em uma pista de pouso no município de Tupiratins. Depois de deixar a droga no Pará, a aeronave de Misilvan foi perseguida, ironicamente, por um avião tucano da Força Aérea Brasileira. Após o pouso em Tocantins, o político conseguiu fugir em uma moto.

De acordo as investigações, ele receberia R$ 400 mil reais pelo transporte da droga, dinheiro que, segundo a Polícia Federal, seria usado na campanha eleitoral de Misilvan a deputado estadual nas próximas eleições. A operação foi coordenada pela Polícia Federal em Brasília e teve apoio de policiais do Amazonas, Pará, Tocantins e Goiás.

Nota do PSDB diz que partido já expulsou o candidato-traficante

Misilvan Chavier dos Santos é investigado há três anos pela Polícia Federal por envolvimento no tráfico internacional de drogas, mas foi só depois de sua prisão que o PSDB de Tocantins resolveu desfiliar o traficante.

Segundo nota distribuída à imprensa, o PSDB afirma que "quando foi divulgada a primeira notícia da apreensão do avião pilotado pelo sr. Missilvan e sua fuga, o PSDB do Tocantins adotou todas as providências possíveis no âmbito partidário, em especial a imediata expulsão do acusado dos quadros do PSDB, em respeito à população e aos seus demais 16 mil filiados no Estado do Tocantins."

A nota afirma ainda que o PSDB desconhecia "completamente as atividades criminosas do sr. Misilvan"



Direto da Boca do Jacaré, afirmo: "Nem que fossem 50 tucanos, com 9 Kg nas CUECAS e 1Kg onde quer que tivessem ENTROUXADO, não sairia na grande mídia brasileira. Muito menos, nas Colunas das "gastosas" viúvas do FH". Sem surpresa, pois tudo como Dantas no Quartel de Abrantes .

Coluna Da Boca do Jacaré: Nº 11 de 1557 – Quem compra os jornalistas

O sistema criado pelo PSDB e pelo PFL para a compra de jornalistas é antigo. Seu idealizador foi o falecido ministro Sérgio Motta, o Serjão, responsável por enorme série de falcatruas no reinado de Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, a imprensa "comia na mão se farto fosse o grão".

Serjão fez escola, gerando uma série de articuladores de "contratos" com a imprensa. Hoje, alguns militam nas fileiras de José Serra. Outros, no bando do ex-governador alquimista da Opus Dei.

Pode-se dizer que boa parte das compras de jornalistas efetuadas na grande imprensa teve como articulador o diretor financeiro do Instituto Sérgio Motta, *Vladimir Antonio Rioli*. Ex-sócio de José Serra, parceiro do ex-prefeito na prática costumeira do delito, Rioli é conhecido por sua folha corrida. ( http://www.terra.com.br/istoe/1704/brasil/1704_elo_perdido_capa.htm )

Rioli, já condenado pela Justiça Federal, tem sido tradicional interlocutor tucano em negociações com a Editora Abril, de Roberto Civita, e o Grupo Folha, de Otávio Frias. Processo 2002.34.00.029731-6. Referência: ( http://conjur.estadao.com.br/static/text/27803,1 )



Outro esforçado negociador tucano tem sido o jornalista *Reinaldo Azevedo*, da revista "Primeira Leitura", cuja meta particular tem sido qualificar-se como porta-voz da direita brasileira. Ainda que intelectualmente limitado e dono de texto raso e confuso, Azevedo tem sido reverenciado pelos reacionários brasileiros, a ponto de merecer referência no site *Mídia Sem Máscara*, do filósofo "neonazista" Olavo de Carvalho. No mundo das transações subterrâneas, Azevedo é conhecido pela avareza. Espírito disciplinado de militante, procura pagar pouco por textos de interesse da cúpula tucana.

A ala dos alquimistas teve em *Roger Ferreira* seu mais destacado negociador. O ex-assessor de comunicação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, atuou às claras nas grandes redações, a ponto de ser chamado de "trintinha", numa alusão ao preço padrão pago por matérias especiais do interesse de seu chefe.

Roger Ferreira, citado no dossiê elaborado pelo ex-gerente de marketing do banco Nossa Caixa Jaime de Castro Júnior, coordenava o esquema do Palácio dos Bandeirantes para beneficiar com verbas de publicidade uma série de emissoras de rádio e TV, além de jornais e revistas. Ferreira foi ainda interlocutor do governo paulista em tratativas com representantes do grupo *Cisneros* (Venezuela) no Brasil. A corporação mantém uma parceria comercial com o Grupo Abril, que publica *Veja*.

De acordo com o deputado estadual Afanásio Jazadji, do PFL, o governador Alckmin chegou a negociar pessoalmente projetos inescrupulosos para dourar sua imagem pública.

Direto da Boca do Jacaré:Este texto,“chopinzado” de artigo dos JIBRA, só demonstra aonde nós chegamos. E ninguém faz nada. Só nos resta continuar denunciando. E conclamar: Jornalistas honestos, UNÍ-VOS! Meu couro já está a prêmio. Não quero virar sapato de madame, muito menos da LU” ...nhac... nhac ...nhac

Coluna Da Boca do Jacaré: Nº 10 de 1557 – Em briga de marido e mulher, se mete a colher...

Que o casamento PSDB/PFL está em crise não é segredo. Em são Paulo, porém, o aliado de longa data do PSDB, o deputado estadual pelo PFL-SP, José Caldini Crespo, traz a lavanderia para as ruas, expõe a roupa suja e diz que o mal dos tucanos é “a prepotência”. Em sua avaliação, “O PSDB está indo para Nova York discutir o Brasil. Curioso, né?”.

Maurício Reimberg – Carta Maior

SÃO PAULO - “Partido prepotente”, que “não gosta de dividir o poder”. A crítica, vinda do Partido da Frente Liberal (PFL), contém um elemento inusitado. O alvo dos ataques é o PSDB, tradicional aliado político desde 1994.

O deputado estadual José Caldini Crespo (PFL), presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa de São Paulo, afirma que “tucanos xiitas” relutam em aceitar o PFL como “efetivo parceiro”. Crespo é autor do requerimento para a formação de CPI com a finalidade de auxiliar o Ministério Público na investigação de 973 contratos irregulares firmados pela administração estadual entre 1997 e 2005, durante a gestão Covas e Alckmin. Todos os contratos foram considerados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Metrô (Companhia do Metropolitano), Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), Desenvolvimento Rodoviário (Dersa), Companhia de Saneamento Básico (Sabesp) e Banco Nossa Caixa (NCNB) foram os setores da administração estadual que mais irregularidades cometeram. Crespo estima que o prejuízo ao tesouro paulista pode chegar a R$ 2 bilhões.

O atrito atingiu o seu ápice após os recentes ataques do PCC, em São Paulo. O atual governador Cláudio Lembo (PFL) reclamou da falta de solidariedade dos tucanos diante dos incidentes. Em entrevista à Carta Maior, Crespo explica a maior crise da história da aliança PSDB-PFL.



Direto da Boca do Jacaré:Coloquei esta matéria, porque estava verificando meus alfarrábios e achei interessante a lembrança. A nossa memória é curta. Sei que em briga de marido e mulher, não se mete a colher. Mas no caso dos partidos citados, eles não merecem ser FELIZ!” ...nhac ...nhac ...nhac



Em tempo: Me perguntam como entrar em contato com a Coluna. Respondo: Procura em qualquer cidade uma coluna, chega perto, e faz o contato. Pode até fazer amizade. Conta segredos, fofocas, novidades. Acho que é assim que muitos “articulistas” fazem. Não é?

Coluna Da Boca do Jacaré – Nº 8 de 1557 – Culpa de quem, cara-pálida?

Em nota anterior, citei a questão do MLST no Congresso. Vieram críticas, nem sei por que, pois não entrei no mérito. Só disse que já sabia quem a mídia culparia. Afinal, muitos dos donos da mídia brasileira, são considerados verdadeiros “coronéis” neste BRASILZÃO. Os partidos, do banqueiro catarinense e o outro partido coadjuvante, têm seus representantes latifundiários, nem precisamos dizer. Além de infiltrar representantes noutras siglas. Exploraram, exploram e continuarão explorando as nossas riquezas, com o velho e atrasado discurso liberal e preconceituoso. Os “sem”, que se explodam, costumam dizer. Agora, eles vão a todo custo propalar e desviar o debate da luta pela terra, focando papéis para bandidos e baderneiros. A coluna, em conversa com altos cardeais tucanos, soube que teriam infiltrado “agentes” no tal esquema do “vamos quebrar tudo, tudo”? Os “investigadores” de certos partidos que se reúnem na “Távola Redonda”, sob as ordens do Chefe Artur, dizem que foi obra do governo, dos movimentos sociais e outros atores. São capazes de chamar na CPI do Fim dos Mundos, os testemunhos dos Marcolas, Fernandinhos e de outras fontes que eles consideram “fidedignas”. E os jornalistas mensaleiros? Quanto já disseram ou escreveram, e “quanto” tanto. Vi um articulador dizendo que a PM deveria entrar no Congresso e “caçar” os bandidos (sic).... A quem ele estaria se referindo? Como os poderosos vivem no Olimpo, determinam que é melhor deixar para os investigadores das poderosas CPI’s. São capazes de chamar a CIA, que já esteve investigando coisas na nossa Gaia, noutros tempos. Ou não? Para finalizar, lembro de um texto que li em dezembro de 2001: Não sacaneiem o povo - escrito por Adolfo Pérez Esquivel, o qual diz: “Fatos e políticas geralmente são lidos de modo superficial, quer dizer, a partir dos cenários impostos pelo modelo vigente. Raramente se faz uma leitura mais profunda, observando os rios subterrâneos que arrastam no leito a confluência de muitos outros rios e em momentos determinados irrompem à superfície, como acontece com os povos quando deixam de ser espectadores e se assumem como protagonistas e construtores da própria história. Os setores políticos e econômicos que se crêem donos do poder, menosprezam essa capacidade de reação dos povos, vistos como passivos e manipuláveis. Os rios subterrâneos ao encontrar o grande rio deixam de ser águas tranqüilas e emergem com toda força e capacidade de alterar e transformar os acontecimentos e, ao mudar a história, se tornam incontroláveis para aqueles que tentam dominá-los e mantê-los no silêncio subterrâneo. Esses rios são os imprevistos históricos que nascem na consciência coletiva dos povos. Na América Latina, nas últimas décadas, marcadas por repressão, ditadura, voracidade econômica, têm surgido rios subterrâneos da resistência, de valores sociais e humanos. O continente tem muitos exemplos desses emergentes: o Movimento dos Sem Terra no Brasil, os movimentos indígenas do Equador e México - como em Chiapas -, os organismos de direitos humanos em toda a América Latina, o Fórum Social Mundial em Porto Alegre, os movimentos de mulheres que a cada dia aumentam seu papel social, cultural e político. Nos países industrializados o movimento anti-globalização mostrou a cara em Seattle, Gênova e Davos contra as políticas de imposição do pensamento único do neoliberalismo e da ditadura global.” E segue, numa reflexão belíssima. Aconselho a leitura.

Quanto ao que vos escreve, já que citei um rio, já vou, pois lembrei: Em Rio que tem Piranha, Jacaré Nada de Costas... nhac ... nhac ... nhac

Coluna Da Boca do Jacaré – Nº 7 de 1557 – " No creio em mensaleiros, pero que hay , hay ! "

Corrupção na imprensa - Já algum tempo, cita este “bocudo”, a questão dos jornalistas mensaleiros. Eles existem de fato? A imprensa toda é imparcial? Os donos da grande mídia só têm interesse no bem da população? No Paraná, o governador tem mostrado a forma como as empresas dos “Filhos do Francisco” têm agido. Não tem beleza alguma. Boa parte da imprensa fica calada. Serão coniventes? E outros órgãos da sociedade civil organizada? Cadê a OAB neste caso? Ou é melhor mexer com o presidente a mando do partido do Banqueiro catarinense, de Pensamento e Banco ÚNICO. A PF ou o MP já iniciaram alguma investigação? A denúncia de um governador não vale?

Brasil: As Repúblicas dos Jornalistas Corruptos - Já citaram como a matéria descreve, as três frentes de ataques da mídia: 1) Jornalistas da grande imprensa; 2) Blogueiros e articulistas "independentes"; 3) Formadores de opinião (analistas políticos, artistas, etc...).

O jogo das contas bancárias milagrosas - Agora vai o esquema denunciado:Ricardo Noblat, Fernando Rodrigues, Claudio Humberto, Augusto Nunes, Merval Pereira, Otavio Cabral, Lucia Hipolito, Luciano Dias, Lilian Witte Fibe, Mauro Calliari, Eurípedes Alcântara, Mario Sabino, André Petry, Diogo Mainardi, entre outros, não citados porque se beneficiam de nossas incertezas, figuram entre os alegres ganhadores da loteria do golpe. Cabe aos bons jornalistas, descobrir quem os tem premiado. Para facilitar o trabalho, apresentamos alguns dados fundamentais:

R$ 76 mil entre 10/2005 e 03/2006;

R$ 234 mil entre 07/2005 e 03/2006;

R$ 450 mil entre 08/2005 e 03/2006;

R$ 34 mil entre 07/2005 e 03/2006;

R$ 906 mil entre 06/2005 e 03/2006;

R$ 54 mil (em 10 parcelas) entre 05/2006 e 02/2006;

R$ 111 mil entre 08/2005 e 03/2006;

R$ 432 mil entre 10/2005 e 03/2006;

R$ 454 mil entre 10/2005 e 03/2006;

R$ 32 mil entre 08/2005 e 03/2006;

R$ 321 mil em 12/2005;

R$ 98 mil entre 07/2005 e 03/2006;

R$ 132 mil entre 10/2005 e 03/2006;

R$ 42 mil entre 10/2005 e 03/2006.

Interessante é que idêntico sistema de compra seletiva de jornalistas e comunicadores tem sido registrado na Venezuela, no Paraguai e, mais recentemente, no Peru. A comparação nas metodologias nos permite deduzir que há uma inteligência operativa internacional por trás dos projetos de desestabilização de governos. (Dados obtidos sem conhecimento do governo federal, a partir de esforços de reportagem de ex-integrantes do Prime Suspectz, hoje voluntários do JIBRA)

CPI da Imprensa Já! - Aceitamos também proposta de investigar a Imprensa na CPI dos Bingos, ou a chamada CPI do Fim do Mundo (o sociólogo tucano chamaria CPI FINIS MUNDI). Ela investiga tudo, menos aquilo pelo qual foi criada, ou mal criada. Poderíamos chamar também a CPI Fim dos DIAS e investigar mais coisas. Que tal um projeto de automação de agências via satélite que custou $6 milhões para um banco privado e $10 milhões para um banco estatal, num governo de outros DIAS. Aliás, que Dias ruins.

Boas de volta – Não é búlico, mas reivindico “boas de volta”. CPI da Imprensa é uma coisa. CPI do FIM dos Dias é outra coisa. Fico com artigo da CARTA MAIOR, “CPI dos Bingos ofende Estado Direito e deveria ser suspensa”. As razões são óbvias. Fico com o jurista que escreveu, e tenho dito. Cada CPI na sua!

Direto da Boca do Jacaré:O que penso das CPI’s: Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.” Nhac...nhac...nhac

Coluna Da Boca do Jacaré – Nº 6 de 1557 - Devotos do Arcanjo.

Na última coluna, repassei a lista dos bandidos das canetas. Chegaram pedidos para outras listas. Vocês querem a lista dos vampiros? Bem, ninguém lembra mais. Eu lembro do ministro da época, aquele que subiu a SERRA de Santos, o famoso candidato Chupa-Cabra. Querem a lista dos CC-5? O que é isto mesmo? Querem os envolvidos com a compra de votos? Confundo os nomes, não sei se era SEVERIANO ou algo parecido. Mas sei que eram R$ 200 mil cada voto. E os devotos do Arcanjo? Puts... Esqueci, é segredo de justiça. Ah! Sim, não podemos expô-los, até prova em contrario, são inocentes. Ou então, todos vão saber e eles precisam continuar se elegendo, é claro. Mas lembro de uma matéria: “Líder do crime organizado no Centro-Oeste do Brasil, o "Comendador" é, desde 1994, um dos principais sócios do PSDB na região. O bolachudo Antero Paes de Barros, por exemplo, recebeu em 2002 pelo menos 84 cheques de uma factoring do bicheiro. O "Comendador" Arcanjo, sempre protegido pelo PSDB local, é acusado de ser o mandante do assassinato de mais de 30 pessoas e da mutilação punitiva de outras 50 pessoas. As ligações do "Comendador" com o PSDB não representam novidade. No Amazonas, o senador tucano Arthur Virgílio é conhecido por suas ligações excêntricas com a exploração de menores. Em Manaus, inúmeras testemunhas confirmaram as denúncias contra o senador. A imprensa do Brasil, no entanto, finge que nunca ouviu falar do assunto. Poucos sabem dos esforços de Virgílio para salvar Omar Aziz (PFL) na CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.” – Matéria: ASSASSINATO, CORRUPÇÃO E JORNALISMO ALUGADO - Por Chico Nader, Morgana White e Alberto Salvador - Abril/2006.

E a lista dos mensaleiros? Quem sabe, sai algo por aí. Inclusive a dos jornalistas, por que não?

Direto da Boca do Jacaré, este mês só saiu DENTE. Fui ao dentista .... nhac ... nhac ... nhac

Coluna Da Boca do Jacaré – Nº 5 de 1557 - Sanguessugas ou Bandidos das Canetas?

Quem Maria da Penha delatou? Agora é mistério, segredo, pecado. Mas, a ex-assessora do Ministério da Saúde apontou inicialmente 81 parlamentares no esquema da máfia das ambulâncias, e como não existe pecado do lado de baixo do equador, vamos repassar. Vejam, que neste caso, a Câmara não abriu processos de cassação. Antes paladinos, agora dizem que devem ter cautela. Ora, os dados não são contundentes, a Polícia Federal e o Ministério Público devem realizar os trabalhos preliminares, blá...blá....blá.... Agora, devemos ser “prudentes”. Anteriormente, bastava a palavra de qualquer bandido, que o “alvo” seria cassado. A poucos ÁUREOS DIAS, só interessava sangue, caos, mídia, expor governantes, humilhar acusados e testemunhas e outras barbaridades. A ordem do dia era “fritar”, queimar aos poucos, como dizia um certo sociólogo. Nas ditas CPI – Comissão Parlamentar de Inquisição, os parlamentares estão acima da lei e da ordem. Aliás, se acham acima de qualquer divindade. Sequer permitem um olhar “feio”, que imediatamente formatam mais um factóide para uso futuro em agências de notícias e provocar o efeito tambor. Como tenho cara feia mesmo, vamos os nomes.

OS 81 PARLAMENTARES CITADOS POR PENHA http://www.zaz.com.br/istoe/1908/brasil/1908_quem_mariada_penha_delatou.htm

DEPUTADOS
Adelor Vieira (PMDB-SC)
Alceste Almeida (PTB-RR)
Almerinda de Carvalho (PMDB-RJ)
Almir Moura (PFL-RJ)
Almir Sá (PL-RR)
Anivaldo Vale (PSDB-PA)
Ann Pontes (PMDB-PA)
Benedito de Lira (PP-AL)
Cabo Júlio (PMDB-MG)
Carlos Dunga (PTB-PB)
Carlos Nader (PL-RJ)
César Bandeira (PFL-MA)
Coriolano Sales (PFL-BA)
Coronel Alves (PL-AP)
Costa Ferreira (PSC-MA)
Dr. Benedito Dias (PP-AP)
Dr. Heleno (PSC-RJ)
Dr. Ribamar Alves (PSB-MA)
Edna Macedo (PTB-SP)
Edson Duarte (PV-BA)
Eduardo Seabra (PTB-AP)
Elaine Costa (PTB-RJ)
Enio Tático (PTB-GO)
Enivaldo Ribeiro (PP-PB)
Feu Rosa (PP-ES)
Gilberto Nascimento (PMDB-SP)
Helenildo Ribeiro (PSDB-AL)
Ildeu Araújo (PP-SP)
Inaldo Leitão (PL-PB)
Isaías Silvestre (PSB-MG)
Itamar Serpa (PSDB-RJ)
Jefferson Campos (PTB-SP)
João Batista (PP-SP)
João Grandão (PT-MS)
João Lyra (PTB-AL)
João Mendes de Jesus (PSB-RJ)
José Divino (PRB-RJ)
José Thomaz Nonô (PFL-AL)
Josias Quintal (PSB-RJ)
Jovair Arantes (PTB-GO)
Júlio Lopes (PP-RJ)
Júnior Betão (PL-AC)
Kátia Abreu (PFL-TO)
Laura Carneiro (PFL-RJ)
Lincoln Portela (PL-MG)
Lino Rossi (PP-MT)
Luciano Castro (PL-RR)
Marcelino Fraga (PMDB-ES)
Marcos de Jesus (PFL-PE)
Mário Negromonte (PP-BA)
Maurício Rabelo (PL-TO)
Nelson Bornier (PMDB-RJ)
Neucimar Fraga (PL-ES)
Neuton Lima (PTB-SP)
Nilton Baiano (PP-ES)
Nilton Capixaba (PTB-RO)
Osvaldo Reis (PMDB-TO)
Pastor Amarildo (PSC-TO)
Pastor Frankembergen (PTB-RR)
Paulo Baltazar (PSB-RJ)
Paulo Feijó (PSDB-RJ)
Paulo Magalhães (PFL-BA)
Philemon Rodrigues (PTB-PB)
Professor Irapuan Teixeira (PP-SP)
Raimundo Santos (PL-PA)
Reginaldo Germano (PP-BA)
Ricardo Rique (PL-PB)
Ricarte de Freitas (PTB-MT)
Rogério Teófilo (PPS-AL)
Rose de Freitas (PMDB-ES)
Salvador Zimbaldi (PSB-SP)
Silas Câmara (PTB-AM)
Takayama (PMDB-PR)
Vanderlei Assis (PP-SP)
Vieira Reis (PRB-RJ)
Wanderval Santos (PL-SP)
Wellington Fagundes (PL-MT)
Wilson Santiago (PMDB-PB)
Zelinda Novaes (PFL-BA)
Zequinha Marinho (PSC-PA)

SENADOR
Ney Suassuna (PMDB-PB)

“Com esse desvio de dinheiro estamos decretando a morte de milhões de pessoas. Mais grave é o Congresso não punir esses deputados. São bandidos sem armas. Matam com canetas”, diz o ex-presidente da Associação Médica Brasileira Eleuses Paiva. Eu e 180 milhões de verdadeiros brasileiros, vamos admirar a “bola nas canetas” que os nossos gloriosos canarinhos vão nos premiar, direto da Alemanha. Que venha a 6ª estrela. Agora, aqui na telinha é só futebol. Êpa, pelo jeito não. Começou um quebra-quebra no Congresso. Já sei quem eles vão culpar. Já sei o discurso dos “santos”. Já sei quais serão as manchetes. Parei, Direto da Boca do Jacaré, sem caneta, mas com garras afiadas...nhac...nhac...nhac

Coluna Da Boca do Jacaré Nº 03 de 1557 - Também Desafio

Na Coluna do Franklin - DESAFIO UM DIFAMADOR, o jornalista Franklin Martins diz: "O sr. Diogo Mainardi, em artigo intitulado “Jornalistas são brasileiros”, publicado na revista Veja de 16 de abril de 2006, acusou a mim e a outros profissionais de imprensa de sermos “moralmente frouxos” e de mantermos “relações promíscuas” com o poder político. No meu caso, saiu-se com a estapafúrdia história de que eu teria uma cota pessoal de nomeações no serviço público. Nessa cota, estariam meu irmão, Victor Martins, diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), e minha mulher, Ivanisa." A matéria segue, ... e Franklin termina: "Prefiro ficar com Cláudio Abramo: “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter”. Mas, para tanto, o sr. Mainardi está incapacitado. Não porque lhe seja escassa a inteligência; simplesmente falta-lhe caráter. A história da moedinha diz tudo. Da minha parte, seguirei fazendo o único jornalismo que sei fazer, o que busca dar informações ao leitor, ao telespectador, ao ouvinte, com inteligência e respeito, para que ele forme sua própria opinião sobre os fatos. Não quero fazer a cabeça de ninguém. Não creio que essa seja a missão da imprensa, ainda que alguns jornalistas e alguns órgãos de comunicação, de vez em quando, queiram ir além das suas chinelas. Existimos para informar à sociedade, e não para puxá-la pelo nariz para onde quer que seja. E desse jornalismo não vou me afastar, apesar das mentiras, da gritaria e das difamações do colunista da “Veja”. O macartismo não me intimida. O sr. Mainardi, muito menos."

Isto posto, continuo pedindo: CPI da IMPRENSA JÁ! Precisamos do que mais para uma investigação na mídia brasileira? Para quem trabalham? Pergunto: Tem jornalista que recebe mensalão? Quem paga? Quem recebe? Os Partidos têm medo da imprensa? Entao desafio: quem tem coragem de pedir uma CPI da IMPRENSA.

Direto da Boca do Jacaré, digo: A LU compra na DASLU, eu prefiro a DASPU,..nhac..nhac...nhac

PF investiga suposto caixa 2 da base de FHC 03/02/2006

A Polícia Federal investiga suposto esquema de caixa dois eleitoral, comandado a partir da estatal Furnas Centrais Elétricas, que teria distribuído, em 2002, cerca de R$ 40 milhões a 156 políticos da base do então presidente Fernando Henrique Cardoso, especialmente do PSDB e do PFL.

As contribuições teriam partido de 88 empresas, clientes e fornecedores de Furnas. A informação provocou uma onda de negativas e gerou um ambiente de tensão no Congresso.

A Reuters obteve junto a uma fonte da PF uma cópia do documento. Outras cópias foram distribuídas no Congresso no final da tarde, provocando reação de líderes tucanos, que negaram a veracidade de repasses aos então candidatos José Serra (à presidência, R$ 7 milhões), Geraldo Alckmin (governo de São Paulo, R$ 9,3 milhões) e Aécio Neves (governo de Minas, R$ 5,5 milhões). Os tucanos negam as acusações.

Para o líder do PT na Câmara, Henrique Fontana, a denúncia sobre o esquema de caixa dois a partir de Furnas, “como todo e qualquer assunto que tenha um indício de veracidade e esse grau de importância, deve ser investigada com toda seriedade”.

Segundo Fontana, ao contrário do que fazem o PSDB e o PFL, com denuncismo sem provas contra o governo Lula e o PT, os petistas defendem o princípio da presunção da inocência. Para ele, não se pode sair dizendo “que o José Serra recebeu aquele dinheiro de caixa dois; que o Alckmin recebeu aquele dinheiro de caixa dois . É preciso uma investigação séria, para se apurar responsabilidades e a veracidade da informação”.

Cartório
O documento em que se baseia a investigação tem a assinatura do ex-diretor de Furnas Dimas Fabiano Toledo, com firma reconhecida no Cartório do Primeiro Ofício de Notas do Rio. A autenticidade da assinatura e do registro, com data de 22 de setembro de 2005, foram atestadas em perícia preliminar, disse nessa quarta-feira uma fonte da PF.

Dimas Toledo será convocado pela PF para confirmar o conteúdo da lista. Procurado pela Reuters em seu telefone residencial, o ex-diretor não foi localizado.

No último dia 10, o jornal Folha de S.Paulo divulgou uma nota de Dimas, na qual ele negava autoria da lista, dizendo que jamais funcionou como "arrecadador ou caixa de campanha para quem quer que seja".

Dimas foi mantido na direção de Furnas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e exonerado, em agosto do ano passado, quando o ex-deputado Roberto Jefferson o apontou como um dos organizadores do chamado "mensalão" -- suposto esquema de pagamento de parlamentares pelo PT em troca de apoio em votações no Congresso.

Quarta-feira passada, em depoimento no inquérito da PF sobre desvios em Furnas, Jefferson confirmou ter recebido R$ 75 mil para sua campanha a deputado, conforme consta no documento assinado por Dimas Toledo.

"Recebi os R$ 75 mil em meu escritório, das mãos do Dimas Toledo", repetiu Jefferson nesta quarta, depois de prestar novo depoimento à PF, desta vez no inquérito que investiga o mensalão.

"O Dimas estava lá em Furnas colocado pelo PSDB e não ajudava o PT naquela ocasião", acrescentou o ex-deputado.

Em 2002, o PTB de Jefferson apoiava a candidatura presidencial do hoje ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes (PSB).

"Eu posso dizer para vocês que, quando houve a tentativa do PTB de substituir o Dimas (por um integrante do partido), mais de 50% daquela lista me ligou para não tirar o Dimas", acrescentou.

O documento menciona doações de R$ 2,4 milhões a quatro senadores eleitos e dois derrotados, um total de 14,4 milhões de reais a 147 deputados estaduais e federais de 12 partidos (PSDB, PFL, PMDB, PL, PTB, PP, PPS, PSB, PDT, Prona, PRTB e PSC), além de doações a prefeitos que teriam sido cabos eleitorais em Minas.

Os políticos que teriam sido beneficiados são de São Paulo, Minas, Rio, Bahia, Pernambuco, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso, Santa Catarina e Maranhão.

As informações são da Agência Reuters.

Extraído do Portal do PT

CONTRA FATOS NÃO HÁ ARGUMENTOS

Os esforços realizados durante os três anos do Governo do Presidente Lula para desconcentrar o poder econômico, social e político se realizaram em um contexto político nacional em que, se de um lado o Presidente se elegera com quase 53 milhões de votos (61% dos votos), de outro lado o Partido dos Trabalhadores contava, em 2003, com apenas 91 dos 513 deputados e 14 dos 81 senadores, para fazer avançar e aprimorar a legislação; em que os meios de comunicação se entrelaçavam com os beneficiários da concentração de poder e, finalmente, em que iniciou seu Governo com elevada inflação, vulnerabilidade externa acentuada, grandes temores das classes privilegiadas e extraordinárias expectativas das massas secularmente oprimidas e excluídas.

A política econômica do Governo Lula veio a ser, e em realidade são três: a política ortodoxa de metas de inflação e de elevadas taxas de juros, executada pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda; a política de investimentos, de crédito desenvolvimentista e social e de esforço exportador do BNDES, da Petrobrás, da Eletrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica; e, finalmente, a política de resgate social urgente e de redistribuição de renda para atender aos 50 milhões de brasileiros abaixo da linha de pobreza, através de programas tais como o Bolsa-Família e o Luz no Campo. Ademais, a política externa, diretamente orientada pelo Presidente, e executada pelo Ministro Celso Amorim, procurou desenvolver uma estratégia multipolar, de afirmação de soberania, de construção paciente e pertinaz de um bloco sul-americano não-hegemônico e de redução das disparidades, das vulnerabilidades e de realização do potencial dos países do Terceiro Mundo (e do Brasil). Essa política externa, em sua faceta econômica, é claramente desenvolvimentista.

Muito foi alcançado nesses três anos do Governo Lula, como se pode ver a partir dessa relação de exemplos:

em três anos, foram construídos quase dez mil km de linhas de transmissão de energia;
o total de megawatts instalados, que era de 82 mil em 2002, passou para 93 mil em 2005 e, com os contratos de energia, foi afastado o risco de apagão nos próximos dez anos;
o Programa Luz para Todos atendeu a mais de 2 milhões de brasileiros que vivem no meio rural;
o Brasil se tornou um dos doze países que enriquecem urânio com tecnologia própria;
a indústria naval brasileira foi reativada, com a encomenda de oito grandes plataformas de produção de petróleo e de 26 navios de grande porte;
o Brasil atingiu a auto-suficiência no abastecimento de petróleo e as reservas brasileiras passaram de onze bilhões de barris em 2002 para treze bilhões em 2005;
estão em construção treze novos gasodutos, totalizando 4700 km de redes;
de 2003 a 2005, foram recuperados nove mil km de estradas, contratada a conservação de 42 mil quilômetros e a sinalização de 20 mil km de rodovias;
a indústria ferroviária fechou o ano de 2005 com encomendas de nove mil vagões, praticamente dobrando o resultado alcançado em 2004;
o movimento dos portos passou de 530 milhões de toneladas, em 2002, para 675 milhões em 2005;
os projetos concluídos nos últimos três anos elevaram a capacidade instalada nos aeroportos brasileiros de 97 milhões para 117 milhões de passageiros/ano;
o Programa Saneamento para Todos contratou obras, entre 2003 e 2005, no valor de R$ 3,57 bilhões, 20 vezes o contratado entre janeiro de 1999 e dezembro de 2002;
foram construídas 110 mil cisternas domiciliares nos municípios do semi-árido nordestino;
o desmatamento na Amazônia, que ocorria a uma taxa entre 20% e 30% anuais entre 1999 e 2002, decresceu em 31% em 2005, pela primeira vez nos últimos dez anos;
o Sistema de Vigilância da Amazônia foi concluído em julho de 2005, antes do prazo contratual e com economia superior a US$ 50 milhões;
o número de famílias que recebem a Bolsa-Família, que as retira da miséria absoluta, atingiu 8,7 milhões, o que corresponde a cerca de 40 milhões de pessoas;
foram assentadas 240 mil famílias entre 2003 e 2005, superior ao número de todas as famílias assentadas nos dez anos anteriores;
o índice de mortalidade infantil caiu de 26,5/1000 em 2002 para 25,1/1000 em 2004;
o número de pessoas que vivem em famílias com renda inferior a R$ 115 mensais e, portanto, abaixo da linha de pobreza, caiu de 27% da população, em 2003, para 25% em 2004;
1,65 milhão de famílias foram beneficiadas pelo Programa Nacional de Agricultura Familiar;
de 2003 a 2005, o Governo homologou a demarcação de 55 Terras Indígenas, abrangendo 9,8 milhões de hectares, área maior do que o território de Portugal;
mais de dez milhões de crianças brasileiras participaram, em 2005, da primeira Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, e foram identificados 300 talentos excepcionais;
o Programa Universidade para Todos – ProUni – recebeu a adesão de 1142 instituições privadas de ensino e ofereceu 203 mil bolsas a estudantes carentes;
o Programa Nacional do Livro Didático distribuiu mais de 120 milhões de livros anualmente, sendo o maior programa de distribuição gratuita de livros do mundo;
37 milhões de alunos são beneficiados, por ano, pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar;
o Programa Descoberta de Talentos avaliou cerca de 80 mil atletas, criou o Banco de Talentos e cinco centros de treinamento estão em fase de implantação;
o Programa Brasil-Alfabetizado permitiu que 5,5 milhões de jovens e adultos estejam saindo das trevas do analfabetismo;
em 2002, o Sistema Único de Saúde - SUS - realizou 1,8 bilhão de atendimentos. Em 2005, foram mais de 2 bilhões, um aumento, portanto, de 200 milhões de atendimentos;
16 milhões de crianças menores de 5 anos tomaram a vacina contra a poliomielite, uma cobertura de 94% da população infantil;
a campanha de vacinação do idoso imunizou 83% das pessoas com mais de 60 anos de idade: 13 milhões de indivíduos, o que supera a meta da OMS de 70% dos idosos;
mais de 100 mil empregos com carteira assinada e plenos direitos trabalhistas foram criados em média por mês, nos últimos três anos, enquanto que, entre 1999 e 2002, foram criados, mensalmente, 38 mil novos empregos;
o salário mínimo real, em 2005, ficou 23% superior ao vigente em dezembro de 2002;
o salário mínimo expresso em dólares dobrou entre 2003 e 2005, passando de 82 para 156 dólares;
o programa Crédito Popular realizou mais de 11 milhões de contratos, com mais de R$ 2,3 bilhões emprestados a tomadores de baixa renda;
o crédito rural dobrou nos últimos três anos, atingindo R$ 44 bilhões na safra 2005/2006;
a produção de aviões cresceu de 131 unidades, em 2002, para 141 unidades, em 2005, gerando US$ 11 bilhões em receitas de exportação e tornando este o principal produto manufaturado de alta tecnologia em nossa pauta de exportações;
a produção de automóveis, que era de 1,7 milhões em 2002, atingiu 2,4 milhões em 2005, e o Brasil se tornou um dos maiores produtores mundiais de automóveis;
a produção de telefones celulares, que era de 35 milhões de unidades em 2002, passou para 75 milhões em 2005;
serão produzidos 400 milhões de toneladas de cana e 16 bilhões de litros de álcool até o final da safra 2005/2006;
o Brasil desenvolveu a tecnologia de motores que permitem o uso de etanol e de gasolina, e portanto de veículos com menor índice de emissão de CO2;
a expansão do programa do álcool e o desenvolvimento do biodiesel a partir do óleo de mamona tornaram o Brasil uma referência mundial;
de 2003 a 2005, o BNDES destinou US$ 11,4 bilhões em financiamentos à indústria nacional;
em 2004, iniciou-se a Campanha do Desarmamento, que coletou 460 mil armas, evitando a morte de mais de 5 mil pessoas e reduzindo em 8% as mortes por arma de fogo;
a Força Nacional de Segurança Pública, formada por membros das polícias estaduais treinados para atuar em ocasiões especiais, é exemplo de coordenação de forças policiais;
nos últimos três anos, foram fiscalizadas localmente as aplicações de recursos públicos em 981 municípios, o que corresponde a 18% do total de cidades brasileiras;
a adoção do pregão eletrônico nas compras governamentais gerou economia de até 30% nas aquisições do setor público;
o Governo investiu, em 2005, R$ 10 bilhões em pesquisa e em desenvolvimento tecnológico quando, em 2002, esse valor foi de R$ 6,5 bilhões;
o orçamento do programa espacial brasileiro elevou-se de R$ 68 milhões, em 2002, para R$ 223 milhões, em 2005;
o Brasil deverá formar 10 mil doutores em 2005, e foram concedidas 2 mil bolsas de estudo adicionais em 2005, para a preparação de recursos humanos qualificados;
o número de turistas estrangeiros, que cresce acima de 15% ao ano, atingiu 9 milhões, em 2005, e as divisas com turismo tem crescido a uma taxa superior a 23% ao ano;
o Brasil se transformou no primeiro exportador mundial de carne bovina, carne de frango, suco de frutas, açúcar, café, minério de ferro, couro e calçados de couro;
o Brasil responde hoje por 38% do mercado mundial de soja, 82% do suco de laranja, 29% do açúcar, 28% do café em grão, 44% do café solúvel e 23% do tabaco;
as exportações brasileiras passaram de 60 para 118 bilhões de dólares, em três anos, e as importações de 50 para 73 bilhões; o saldo comercial atingiu 44 bilhões de dólares em 2005, acumulando mais de 100 bilhões em 3 anos;
as exportações de manufaturados dobraram entre 2003 e 2005;
as reservas brasileiras, que eram de 38 bilhões de dólares em 2002, atingiram 54 bilhões de dólares em 2005;
a inflação, que atingiu 30% ao ano em 2002, caiu progressivamente, ficando em apenas 5% em 2005;
o risco-país caiu de 1,2 mil pontos, no final de 2002, para 300 pontos no final de 2005, e atingiu o seu menor nível histórico em janeiro de 2006, 220 pontos;
o fluxo de investimentos estrangeiros alcançou US$17 bilhões nos últimos 12 meses, 65% acima do registrado em 2002;
no final de 2005, o Governo quitou seus débitos com o FMI, pagando US$ 15 bilhões, que venceriam em 2006 e 2007, e assim, o Brasil economizará US$ 900 milhões em juros;
não foram privatizadas nem a Petrobrás, nem o Banco do Brasil, nem a Caixa Econômica, nem qualquer outra empresa pública, no período de 2003 a 2005, o que preservou a capacidade do Estado de impulsionar o processo de desenvolvimento;
cerca de 30 empresas brasileiras passaram a ser cotadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque;
mais de cinqüenta empresas brasileiras se internacionalizaram, instalando unidades industriais nas Américas, na Europa e na Ásia;
a participação popular no processo político se ampliou, mantido o respeito estrito à liberdade de imprensa e de crítica, saindo fortalecidas as instituições políticas;
O Presidente Lula fez 32 visitas a países sul-americanos e recebeu os seus Presidentes em 28 ocasiões e, em parte como resultado dessa intensa ação política, a América Latina passou a ser o principal parceiro comercial do Brasil em 2005, com 23% das exportações brasileiras. A redução de assimetrias, como princípio fundamental e indispensável para a integração não-hegemônica da América do Sul, tem sido defendida pelo Brasil com insistência e convicção, como o país de maior dimensão econômica e territorial da região, a partir de sua superação dentro do Mercosul, cujo comércio aliás atingiu em 2005 os mais altos níveis da história. 21.

O Brasil fez um inédito esforço de aproximação, através das visitas do Presidente Lula a quinze Estados africanos; da disposição de contribuir para a construção da estabilidade democrática por ocasião das crises em Guiné-Bissau e em São Tomé e Príncipe; de investimentos e de obras de engenharia de empresas brasileiras em Moçambique, em Angola e em outros países; da abertura de oito Embaixadas brasileiras na África; e da expansão do comércio exterior inter-regional, em que as exportações brasileiras para a África subsaariana passaram de US$ 2 bilhões, em 2002, para US$ 6 bilhões, em 2005, sendo que dez por cento do saldo comercial brasileiro se verifica com a África.

Em relação à Ásia, o Brasil se fez presente pela aproximação com a Índia e com a China, refletida na expansão do comércio e dos programas de cooperação científica; pelas visitas do Presidente Lula à China, à Coréia, ao Japão e à Índia; pela aliança estratégica Brasil-China, com sua extraordinária possibilidade de cooperação através de megaprojetos de infra-estrutura/produção agrícola e mineral no Brasil. As exportações do Brasil para a Ásia aumentaram em quase US$ 10 bilhões, entre 2002 e 2005, e as nossas importações cresceram quase US$ 9 bilhões, no mesmo período.

O Brasil convocou a histórica I Reunião de Chefes de Estado da América do Sul-Países Árabes, que contribuiu, juntamente com as visitas do Presidente Lula a países árabes e as visitas ao Brasil, nesses três anos, de mais de 15 Chefes de Estado e Ministros árabes, para um melhor entendimento político entre os países das duas regiões, para a expansão do comércio e das oportunidades de investimento e para a realização de projetos de infra-estrutura.

O Brasil aprofundou sua atuação interna e internacional em favor da proteção ambiental e da promoção do desenvolvimento sustentável, com ênfase na proteção dos recursos hídricos e expansão do uso de energias renováveis. O Brasil é o país que mais projetos apresentou, e 14 já foram aprovados, ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Quioto - MDL, o que representa confiança dos investidores na rentabilidade dos projetos no Brasil.

O Brasil obteve o apoio da Inglaterra e da França para sua candidatura a membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas; o Brasil foi convidado a participar das reuniões do G-8, em 2003 e em 2005; o Brasil tem atuado em estreita cooperação com os Estados Unidos nas negociações sobre produtos agrícolas na OMC, enquanto mantém sua posição de firme reivindicação em relação aos Estados Unidos, em contenciosos comerciais, como o do algodão, na OMC; o papel político do Brasil no cenário internacional foi implicitamente reconhecido pelos convites feitos ao Presidente Lula para visitar os Estados Unidos, a França, a Inglaterra, a Rússia, a China, a Índia, a África do Sul e o Japão, e pelas visitas de Bush, Hu Jintao, Koizumi, Putin e Zapatero ao Brasil.

(extraído: Posfácio de livro inédito do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, sobre o Brasil )

Da Boca do Jacaré – Nº 02 de 1557 – (21 de abril de 2006) - Contribuinte Cidadão – De olho no Imposto.

Da Boca do Jacaré – Nº 02 de 1557 – (21 de abril de 2006) - Contribuinte Cidadão – De olho no Imposto.

Navegando por ai, deparei com sítio ‘www.contribuintecidadao.org.br/olhonoimposto’;

Fiquei pensando qual foi a evolução recente da carga tributária brasileira?

Encontrei uma resposta: "Praticamente desde 1990, a carga tributária brasileira vem aumentando ano a ano. Em 1991, ela era de 24,4% do PIB. Em 2000, atingiu 31,6% e continuou aumentando. Passou a 33,4%, em 2001, e a 34,9% em 2002. Em 2003, verificou-se uma pequena queda, a primeira desde 1997, e a carga tributária foi de 34%. Em 2004, atingiu 35,91% do PIB, uma variação positiva de 1,91 ponto percentual em relação a 2003. Essa variação resultou da combinação dos crescimentos, em termos reais, do PIB e da arrecadação nos três níveis de Governo. Para 2005, a estimativa é de que aumente 0,09 ponto percentual, para 36%do PIB."

PERGUNTO: Por quê só agora há este movimento liderado por liberais, que aumentaram a carga tributária na década passada? É para o retorno dos mesmos que deixaram esta herança? Dá para explicar?

E por quê o ataque é somente ao Governo federal, se a maior fatia é realizada nas outras esferas governamentais?

Ou é mais uma peça de campanha para eleger o seu candidato?

Ou é mais uma daquelas conversas, tipo na questão dos juros: o governo vem baixando (lentamente, mas num viés de baixa), mas os banqueiros e empresários em geral continuam aplicando juros e preços extorsivos nos seus produtos. E agora dizem que não podem baixar devido a inadimplência (sic).

Falam que o nosso crescimento foi abaixo de muitos países, mas não falam que foi maior por exemplo, do que o Japão que ficou em 2,8%. Ou da Itália, ou de tantas outras potências mundiais. Mas, só querem mostrar a comparação com os Tigres e a China. Isto não é manipulação dos fatos, maniqueísmo e, provável, mais uma peça publicitária de campanha para ajudar o seu candidato?

O perfil da dívida tem modificado, e bastante, na troca das Letras, sem nenhum trocadilho. Mas é óbvio que os liberais querem ser credores de uma dívida baseada num índice tipo a SELIC que é propenso a intempéries provocadas. Dívida baseada numa "cesta" de índices, os liberais não querem conversa. E não adianta falarmos nesta hora do tal mercado. Aqui não interessa.

Eu humildemente também estou com um olho no imposto, mas, o outro, ... bem, fico de olho no GATO.

Com muita consciência e tranqüilidade de saber quem é quem. Sou um contribuinte cidadão, pago na fonte, e não sonego. Já fui pego na MALHA FINA, paguei multa e retifiquei meu erro.

Mas, sou apenas um simples brasileiro. Daqueles que o sigilo bancário é quebrado diariamente, sem autorização judicial, quando vendem meus dados para mala direta. Ou ainda, quando os Bancos terceirizam as tarefas que envolvem minhas informações.

Já tive meu sigilo telefônico quebrado, sem autorização judicial, e o grampeador procrastina na justiça até quando a “lei” assim o permitir. Até sugeri o “slogan” nas suas campanhas publicitárias:
“Banco ........., o Banco que Escuta VOCÊ”.

Sou aquele brasileiro que precisou de dinheiro um dia para quitar uma pequena dívida, para um Pobre Credor e depois percebi que fiquei devendo uma grande dívida, muitas vezes maior do que a outra, agora para o Rico Credor. Enfim, sou daqueles que não têm acesso às “benesses”.

Enquanto outros que se dizem defensores, são os que mais têm incentivos, subsídios, e se valem de várias artimanhas para Não PAGAR.

Têm despesa no Cartão de Crédito não compatível com seus rendimentos. Têm movimentação em várias contas correntes, muito além dos seus rendimentos. Têm contas no exterior, para despistar. Descarregam imposto a pagar utilizando várias formas “criativas”, que não passam de outra conotação que a de “SONEGAÇÃO”. E, compram alguns servidores corruptos, como no caso da DRT/RJ.

São na realidade, raposas que querem cuidar do galinheiro.

Pior, muitos recebem para fazer este papel, tipo aqueles jornalistas que recebem MENSALÃO para defender interesses, tal qual as ditas “meninas do Jô”, segundo dossiê divulgado pela própria imprensa.

Bem, no meio deste frio que está chegando, apareceu um “veranico” com um sol gostoso. Então, vou saindo, de fininho, para “lagartear”.

E tenho dito, direto da “BOCA do JACARÉ. Eu volto, mesmo sem “COURO”.

Em tempo: Imagina se ao invés de 400 vestidos, fossem 400 pares de sapato ou bolsas de madame. Deus me livre da madame LU, ..Nhac, Nhac....

Da BOCA do JACARÉ. - Nº 01 de 1557 – 05/04/2006 – Tucanos trazem a gripe aviária para o Brasil

Coluna: Da BOCA do JACARÉ. - Nº 01 de 1557 – 05/04/2006 – Tucanos trazem a gripe aviária para o Brasil

TUCANOS trazem a GRIPE AVIÁRIA para o Brasil – Segundo fonte do WAF – World Animal Foundation, existe um complô armado pelos TUCANOS para trazer a gripe aviária ao Brasil. Os tucanos apostam ainda mais numa crise sem precedente e vão “continuar fritando aos poucos seus inimigos”,conforme declarou um grão-mestre tucano na Revista “OLHO” do último fim de semana. Continua afirmando, “uma das estratégias é culpar as outras (raças) por não criarem uma barreira aérea para impedir a entrada do vírus....”. É a tal política do CAOS. Pra eles, quanto pior, melhor.

ACABAR com essa RAÇA – A palavra de ordem que ainda impera, é a mesma deflagrada por um TUBARÂO dos mares do SUL, que manda nos TUCANOS, qual seja, “VAMOS ACABAR COM ESSA RAÇA”, referindo-se a todos que se opõem ao seu projeto. Demonstração raivosa daquele TUBARÂO, que não se conforma em ficar no BANCO de reserva, e prega o pensamento ÚNICO.

Nem POLVO, Nem LULA – Em matéria da Agência FOLHA de Bananeira, o Tucano aprendiz que subiu a SERRA para brigar, declarou que tem alergia a frutos do mar, em especial a POLVO e LULA. Diz que gosta mesmo é de BUCHADA de BODE e tem um pouco de nordestino. VIXE, já vimos esse filme.

Marques de Maricá – Tucano promete, tucano esquece....Isto É apenas mais uma farsa, que de ÉPOCA em época “pipoca” para criar factóides. Os maldizentes, como os mentirosos, acabam por não merecerem crédito ainda que dizendo verdades, como dizia meu amigo Marquês.

Meleca e Molecagem – O jogo não tem limites. Os tucanos dizem que usam até uns “bichinhos”, ainda GAROTINHOS, lá do outro lado do RIO, pois eles foram muito mal criados e sabem fazer muito bem as “melecas” e molecagens.

ABRIL Nefasto – A coluna descobriu, e nos damos o direito de manter o sigilo da fonte, que “supostamente” vão repetir a malvadeza do PAINEL e realizar um ABRIL Nefasto. Supostamente, vão soltar os “CABOS” TRAÍRAS e os LOBOS em “pele de cordeiro”. Claro, usarão a sempre aliada HIENA, tirando-a do sossego do guarda-SOL presenteado pelo “padinho”, o SEU SALVADOR.

CORVOS atentos – Estou solidário com a comunidade inteligente dos Corvos, que estão vigiando os Tucanos, que vivem sonhando em ser ÁGUIA, se fingem de CORVOS, mas não passam de meros URUBUS. Palavra de um CORVO famoso,

MENSALÃO – Eu e meu amigo SAPO, refutamos todas a fofocas plantadas no sítio do LEÃO e no Blog do LOBO, de que recebemos uma “cacau” para atacar os TUCANOS. Voltamos sim, a propor a CPI da IMPRENSA, para: apurar até onde vai o direito do sigilo da informação; até onde vai o direito de atacar sem provas e sem o contraditório; até onde vai o direito de expor em CAPA e depois se desculpar em CANTO de PÁGINA; até onde vai o poder da mídia; quem são os donos deste 4º poder; que tudo não é uma questão de “mera coincidência”. Por quê o MP não investiga a parcialidade da mídia e a quem interessa. Vamos abrir o sigilo bancário ,telefônico e fiscal deles. Só sei que a pergunta que está no BICO do CORVO é: Jornalista RECEBE ou não MENSALÃO? (Em tempo: Em breve vou dizer, em algum cantinho, que nem todos recebem, que a maioria é honesta, e blá, blá, blá....acho que é assim que funciona...)

BOI de PIRANHA – Segundo um TUCANO influente disse a esta coluna, o aprendiz de feiticeiro que usa muita Alquimia, o tal Tucano paulista-nordestino é apenas “boi de piranha”. No fundo, tá no sacrifício pro Tucano de nariz, digo, BICO grande voltar e voar em céu de brigadeiro.

IRRACIONAIS – Com tanta confusão no mundo animal, a Jacaroa faz uma observação: “os homens é que são bons, pois são RACIONAIS. Quanto a nós, seremos perdoados e entraremos no Reino do Céu, pois nós somos IRRACIONAIS...”

COBRAS & LAGARTOS –O sigilo telefônico já não existe mais, o bancário então, todo dia quebram e cedem meus dados pra mala direta, O direito de ir e vir, só pagando pedágio. Não tenho colírio e uso óculos escuros, pra não receber “chumbo”, mas não consigo escapar da bala perdida. É meus caros, vejo a telinha e acho que vou me alienar, vou ver “COBRAS & LAGARTOS”.

Proteção - Antes que eu vire sapato ou bolsa de madame, vou pedir proteção ao IBAMA. Jacaré não é bobo, nada de costas.

Frase da SELVA – “Quem com Bico Bica, com Bico será Bicado.”

E tenho dito, direto da “BOCA do JACARÉ. Eu volto, mesmo sem “COURO”.

quarta-feira, 28 de junho de 2006

LISTÂO de FURNAS

Terça-feira, Junho 27, 2006
Sanguessugas - a lista parcial
1- Ney Suassuna (PMDB-PB);
2- Alceste Almeida (PTB-RR);
3- Aldir Cabral (PFL-RJ);
4- Almir Moura (PFL-RJ);
5- Amauri Gasques (PL-SP);
6- Benedito de Lira (PP-AL);
7- Benedito Dias (PP-AP);
8- Cleonâncio Fonseca (PP-SE);
9- Coriolano Sales (PFL-BA);
10- Denise Frossard (PPS-RJ);
11- Doutor Heleno (PSC-RJ);
12- Edna Macedo (PTB-SP);
13- Edson Ezequiel (PMDB-RJ);
14- Eduardo Paes (PSDB-RJ);
15- Eduardo Seabra (PTB-AP);
16- Elaine Costa (PTB-RJ);
17- Enivaldo Ribeiro (PP-PB);
18- Fernando Estima (PPS-SP);
19- Fernando Gonçalves (PTB-RJ);
20- Irapuan Teixeira (PP-SP);
21- Isaias Silvestre (PSB-MG);
22- Itamar Serpa (PSDB-RJ);
23- Jefferson Campos (PTB-SP);
24- João Batista (PP-SP);
25- João Caldas (PL-AL);

26- João Correia (PMDB-MG);
27- João Magalhães (PMDB-MG);
28- João Mendes de Jesus (PSB-RJ);
29- José Divino (PMR-RJ);
30- José Militão (PTB-MG);
31- Júnior Betão (PL-AC);
32- Laura Carneiro (PFL-RJ);
33- Lino Rossi (PP-MT);
34- Marcelino Fraga (PMDB-ES);
35- Marcelo Ortiz (PV-SP);
36- Marcos Abramo (PP-SP);
37- Mario Negromonte (PP-BA);
38- Maurício Rabelo (PL-TO);
39- Nélio Dias (PP-RN);
40- Nelson Bournier (PMDB-RJ);
41- Neuton Lima (PTB-SP);
42- Nilton Capixaba (PTB-RO);
43- Osmânio Pereira (PTB-MG);
44- Paulo Baltazar (PSB-RJ);
45- Paulo Magalhães (PFL-BA);
46- Pedro Henry (PP-MT);
47- Raimundo Santos (PL-PA);
48- Reginaldo Germano (PP-BA);
49- Reinaldo Betão (PL-RJ);
50- Reinaldo Gripp (PL-RJ);
51- Ribamar Alves (PSB-MA);
52- Ricarte de Freitas (PTB-MT);
53- Rogério Nunes (PFL-BA);
54- Rodrigo Maia (PFL-RJ);
55- Ronivon Santiago (PP-AC), já expurgado da Câmara por decisão da Justiça Eleitoral;
56- Severiano Alves (PDT-BA);
57- Silas Câmara (PTB-AM);
58- Telma de Oliveira (PSDB-MT);
59- Wanderley Assis (PP-SP);
60- Vieira Alves (PMR-RJ);
61- Wanderval Santos (PL-SP);
62- Wellington Fagundes (PL-MT);
63- Wellington Roberto (PL-PB);
64- Zelinda Novaes (PFL-BA)

Pois é eleitor, este é um retrato, um panorama do que realmente há de podre e de corrupto neste país.

Estas pessoas praticam o enriquecimento ilícito usando o poder outorgado pela boa fé do cidadão eleitor da forma mais vil: desviando e articulando verbas destinadas a saúde.
Ou seja, valem-se da boa fé do eleitos para explorar a própria dor deste eleitor.

Chamo, em especial, a atenção do eleitor fluminense porque é no estado do Rio de Janeiro que se encontra o maior número de sanguessugas citados na lista acima.

A lista escancara o nome de três entre os maiores caras de pau da política brasileira atual.
Atacaram de forma covarde e impiedosa importantes parlamentares petistas, entre eles o ex-ministro José Dirceu e que hoje estão inocentados pelo TCU.

Destaco o nome destes cínicos:

Denise Frossard (PPS-RJ)
Eduardo Paes (PSDB-RJ)
Rodrigo Maia (PFL-RJ)
Os três estão envolvidos de forma direta ou indireta com a eleição para o governo do estado do Rio de Janeiro.

Vestidos como lobos em pele de cordeiro, Rodrigo Maia apoia junto ao seu pai e ao PFL a ex-juíza (que ironia) Denise Frossard que é a candidata ao governo pelo PPS, Eduardo Paes, o agressivo que fala sempre de lado é o candidato pelo PSDB.

Seriam estes os exemplos cândidos a disputar o pleito de 2006?

Este é um apelo a você que vota pelo estado do Rio de Janeiro, são estes os governadores dignos de sua confiança?

Lembre-se disto no momento de seu voto.

Saudações socialistas!

A seguir algumas matérias sobre este assunto:

Terça, 27 de junho de 2006, 10h39

Relator: povo tem de saber nomes de 'sanguessugas'



Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

O relator da CPI dos Sanguessugas, senador Amir Lando (PMDB-RO), afirmou hoje que a população precisa saber o nome de todos os envolvidos com o esquema de compras ilegal de ambulâncias com o dinheiro da União. A afirmação foi dada pelo parlamentar um dia antes do encontro marcado com o relator do processo, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que decretou sigilo nas investigações.

Segundo Lando, ele levará esta consideração amanhã ao ministro. "Vamos preservar os direitos da Justiça, mas diante da nação, não há o que esconder. A população eventualmente vai saber o nome dos envolvidos", disse Lando.

Hoje Lando e o presidente da CPI, deputado federal Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), foram à Corregedoria-Geral da União conversar com o ministro Jorge Hage. Segundo Lando, o encontro serve para pedir o acervo de documentos da Controladoria-Geral da União. "Quanto mais informações tivermos, mais rápidas serão as investigações", explicou Lando.

Ontem o presidente e o relator da CPI estiveram na Polícia Federal e no STF onde também pediram a documentação para ajudar nas investigações da CPI.

A comissão tem agendada para amanhã, às 10h, a primeira reunião, quando deve ser definido um cronograma de trabalho e também o nome do vice-presidente.

Redação Terra >> http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1054167-EI306,00.html

Terça, 27 de junho de 2006, 11h29 Atualizada às 12h15

CGU ajudará nas investigação de "sanguessugas"



Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Após encontro com o ministro Jorge Haje, o relator da CPI dos Sanguessugas, senador Amir Lando (PMDB), afirmou que os técnicos da Controladoria Geral da União ajudarão nas investigações da comissão. O senador disse ainda que Haje se comprometeu a prestar todas as informações e a ceder todos os documentos necessários para os trabalhos da CPI.

"Recebemos absoluto interesse da CGU; eles nos informaram que trabalharemos em total cooperação e parceria. Todos nós queremos a verdade", afirmou ele. O relator acrescentou que os documentos da CGU são importantíssimos, pois foi de lá que todas as informações partiram.

"Eles têm a chave de tudo o que aconteceu. É mais de uma centena de documentos que mostra o berço de todo este esquema", disse Lando, referindo-se ao início das investigações da Controladoria em 2004. Além dos documentos da CGU, os membros da CPI contarão também com dados do Supremo Tribunal Federal, da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República.

Amanhã, Lando e Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), presidente da comissão, têm encontro marcado com o ministro-relator do processo das investigações da máfia das ambulâncias no STF, Gilmar Mendes, para discutir o que poderá ser divulgado sobre o caso, que corre em segredo.

Nesta quarta-feira, acontece ainda, às 10h, a primeira reunião da CPI dos Sanguessugas, quando será apresentado um cronograma de trabalho.

Redação Terra >> http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1054231-EI306,00.html

Sexta, 5 de maio de 2006, 06h20

Quadrilha tinha ramificação em 11 Estados

O esquema fraudulento descoberto pela Operação Sanguessuga, da Polícia Federal, se baseava na venda de irregular de ambulâncias em pelo menos 11 Estados. O prejuízo aos cofres públicos gira em torno de R$ 60 milhões.

De acordo com as investigações, o empresário mato-grossense Darci José Vedoin seria o cérebro do esquema. Ele teria aliciado prefeitos, parlamentares e funcionários do governo para conseguir vender os veículos montados por sua empresa, a Planam, com até 110% de superfaturamento.

Segundo a Polícia Federal, os congressistas apresentavam emendas ao Orçamento da União direcionando verbas para o FNS (Fundo Nacional de Saúde), com o objetivo de comprar ambulâncias e equipamentos hospitalares.

Uma vez reservada a verba no Orçamento, os integrantes da quadrilha apressavam a liberação das verbas no Ministério da Saúde, por meio de assinaturas de convênios com prefeituras de vários Estados. Uma servidora e dois funcionários do ministério, supostamente premiados com propinas, facilitariam o andamento do processo.

A fraude se completava com a fragmentação dos valores liberados em cifras inferiores a R$ 80 mil, o que permitia selecionar o fornecedor sem licitação. Na seleção por carta-convite, a Planam acertava as propostas com outras três empresas de fachada e, dessa forma, ganhava o contrato, sempre com valores superfaturados. O dinheiro pago a mais pelo Estado era rateado entre os integrantes do esquema.

Redação Terra >> http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI991472-EI306,00.html

Lição de 64: a técnica do golpe para derrubar Lula (40 anos depois)

18 de junho

 

 

 

Lição de 64: a técnica do golpe para derrubar Lula (40 anos depois)

 

Este artigo foi escrito por Paulo Henrique Amorim, em março de 2004. Já na época, o jornalista lembrava fatos acontecidos e como foram formatados pela mídia para ajudar aplicar golpes. Ao que parece, a gente esquece muito rápido destes fatos. Leiam com atenção, o artigo do Paulo Henrique serve também como uma lição para nós. E parabéns para o ilustre jornalista, que tão bem explanou sobre a mídia.

 

Lição de 64: a técnica do golpe para derrubar Lula (40 anos depois)
30/03/2004 - 11h03  - Paulo Henrique Amorim

Acredito que, na América Latina, todo presidente trabalhista é uma vítima em potencial de um golpe de Estado. Acredito que no Brasil sobrevivem instrumentos muito úteis a um golpe de Estado. Acredito também que esses instrumentos são testados no Brasil e na América Latina com frequência. Não são nenhuma novidade.

Apesar do júbilo que percebi entre os que, ao relembrar '64, observaram que "isso não se repetirá", pois, entre muitos motivos, "as instituições democráticas estão mais fortes", peço licença para discordar.

Há várias maneiras de dar um golpe de Estado hoje no Brasil. Não imagino como um golpe de Estado possa acabar - se com um tiro no peito no Palácio do Catete, ou com o incêndio do La Moneda. Mas, conheço várias maneiras de botar o golpe para andar.

Não pretendo, aqui, competir com Curzio Malaparte, que, no auge do fervor fascista, escreveu o manual "Técnica do Golpe de Estado". Pretendo, apenas, demonstrar que a técnica está ao alcance de todos.

Para tratar de um assunto que conheço melhor, vamos ver, primeiro, como se pode dar um golpe pela televisão.

Recomenda-se inicialmente aplicar no canto direito do vídeo, embaixo, a expressão "ao vivo". Em seguida, combinar imagens de baixo e de cima, feitas de helicóptero. E fazer com que os repórteres andem, quase corram, e narrem com dificuldade de respirar. Cria-se assim um ambiente de dramaticidade. De urgência. "Está para acontecer ", "a história que se faz à sua frente, ao vivo". O espectador precisa ter a sensação de que também ele é capaz de dar o golpe.

Para que utilizar essa técnica ? Para a cobrir a "baderna". Por exemplo, uma greve em serviço público. Um confronto entre grevistas e a policia. A paralisação dos transportes, como ocorreu na queda de Allende. O fechamento do porto de Paranaguá, recentemente, teria sido um cenário quase perfeito. Com imagens de helicóptero, aquelas filas de caminhões intermináveis. Não podia ser melhor para um golpe.

Como se sabe, a quase-obra-prima do golpe da mídia foi em abril de 2002, quando as quatro redes de televisão da Venezuela usaram a melhor tecnologia disponível. Nos quatro dias antes do golpe, as quatro estações colocaram "talk-shows" no ar, ao vivo, com respeitáveis "comentaristas", freqüentemente inflamados, que desancavam o presidente eleito. Nos intervalos, comerciais "pagos" por importantes grupos ligados à industria do petróleo conclamavam a população a ir a uma passeata contra o presidente eleito: "Nenhum passo atrás" ! Levante-se. Às ruas !" - era a chamada.

Até que houve a tragédia que impulsionou o golpe. Na passeata, no confronto de manifestantes contra e a favor do presidente eleito, apareceu um livre-atirador e 11 pessoas morreram. As quatro redes fizeram uma cobertura exaustiva, desse jeito, ao vivo, com narrações ofegantes, e responsabilizaram a polícia do presidente eleito.

(Um cadáver é um fermento poderoso para golpes. A história do Brasil registra a morte do Major Rubem Vaz, no crime da Rua Toneleros, e como contribuiu para o golpe contra Getúlio.)

Com "a baderna" nas ruas e a frenética cobertura da televisão, o presidente eleito saiu do Palácio, mas não renunciou. A oposição tomou o Palácio e deu-se o golpe. As emissoras de tevê censuraram qualquer noticia sobre o presidente eleito. O presidente da "Abert" venezuelana, a associação que reúne as redes de televisão, foi um dos signatários do decreto que fechou o Congresso Nacional.

O golpe da Venezuela, como se sabe, durou 48 horas. Mas demonstrou de forma inequívoca que a televisão pode fazer mais do criar as condições para um golpe. Ela, de fato, pode dar o golpe.

Uma questão de método: o que é uma "baderna" ?

Depende de quem controla os meios de comunicação. O que, no Hemisfério Norte, se pode chamar de "reivindicação salarial", no Hemisfério Sul, a depender do interesse da rede de televisão, do numero de pessoas na rua e da presença do helicóptero ou do moto-link, se pode chamar de "baderna".

Um instrumento importante para a televisão dar o golpe é a utilização das "pesquisas" de opinião pública.

(Para que não haja dúvidas, devo explicar, preliminarmente, que o UOL, onde trabalho, é controlado pela Folha de São Paulo, que também controla o Datafolha. O Datafolha é o único instituto de pesquisa que não vende pesquisas a candidatos. E é nessa relação institutos-tevê-candidatos que, na minha opinião, se encerra o pecado capital da indústria de pesquisas no país.)

Primeiro, ao se preparar um golpe para depor o presidente eleito, é muito importante dar destaque às pesquisas de opinião publica. Falo, é claro , de pesquisas em que o presidente eleito fique mal. Dar na escalada do jornal da tevê. Fazer computer-graphics fortes. Poucas telas, para não confundir. Poucos elementos por tela, para ressaltar o mais importante. Usar cores primárias. Confirmar os dados da pesquisa com "comentaristas", de preferência os donos dos próprios institutos de pesquisas, para evitar duvidas ou interpretações ambíguas.

O importante é fazer com que o resultado de cada pesquisa pareça o resultado de uma eleição. Para que a legitimidade do presidente eleito se submeta a vários "turnos": cada pesquisa é uma nova eleição.

A pesquisa na manchete da televisão é uma forma infalível de corroer a legitimidade de um presidente eleito. Cria a sensação de que a pesquisa contém um resultado inapelável, assim como deveria ser inapelável, por quatro anos, o resultado da eleição presidencial: "bom, se a popularidade dele está assim . não tem jeito . ele tem que cair fora ."

É muito importante o golpista usar uma tecnologia que, até onde sei, foi usada com perfeição por um grande estadista, o Presidente Richard Nixon dos Estados Unidos. O interessado - como era Nixon -- tem que conhecer o resultado da pesquisa com antecedência, para criar fatos políticos que a pesquisa venha a confirmar. Ou preparar a defesa, caso o resultado da pesquisa venha a ser desfavorável aos organizadores do golpe.

Nixon condicionava a data de solenidades públicas e de eventos da Presidência à data da divulgação da pesquisa. Ele tinha na Casa Branca equipes para tratar de cada instituto de pesquisa: para cada Ibope, um grupo de trabalho. O objetivo era criar um ambiente tão favorável que a Casa Branca soubesse - e muitas vezes pudesse mudar - as perguntas que a pesquisa ia fazer no campo.

Essa é uma técnica tão eficaz que pode ser usada igualmente pelos organizadores do golpe. Não é monopólio de quem está no poder.

Também não é novidade. Vi com meus olhos, na suíte presidencial do Hotel Plaza, de Nova York, quando o então presidente Fernando Collor recebeu, de manhã, o resultado de um Ibope que o Jornal Nacional divulgaria à noite.

Quanto mais perto da eleição, essa ligação de institutos de pesquisa com redes de tevê se torna ainda mais relevante.

Na ultima eleição para Presidente do Brasil, houve dois episódios que demonstram como essa associação pode ajudar um golpe de Estado.

"Desconstruida" a candidatura Roseana Sarney, era importante para o candidato José Serra "desconstruir" a candidatura Ciro Gomes, imediatamente após o início da campanha no horário gratuito da tevê. Serra precisava se aproximar, o mais rápido possível, do embate direto com Lula, quando, então, se comprovaria que Serra estava "mais preparado" para governar.

Ao fim da primeira semana da propaganda eleitoral gratuita, dois institutos de pesquisas - nenhum deles era o Datafolha - conseguiram mostrar números que "desconstruiram" a candidatura Ciro Gomes. Soube, na época, embora não pudesse confirmar - como não posso, até agora - que dois fortes empresários do setor financeiro (um deles também ligado à industria de telefonia) fizeram uma vaquinha para financiar as pesquisas que levassem a esse resultado: "desconstruir" Ciro Gomes.

Ainda no primeiro turno, tenho sérias desconfianças de que, a certa altura, Anthony Garotinho passou ao segundo lugar, na frente de Serra.

Segundo o site americano www.voterfraud.org, uma das formas de fraudar uma eleição é precisamente manipular pesquisas de intenção de voto meses bem antes da eleição.

Para quem quer dar um golpe no presidente eleito, as pesquisas meses antes da eleição são um poderoso instrumento. Devidamente "trabalhadas", elas matam os candidatos indesejáveis e começam a plantar a semente da instabilidade: o inimigo está fraco.

A rigor, os institutos de pesquisa de opinião pública só precisam acertar uma pesquisa: a de boca de urna, no dia de eleição. Todas as outras são precárias. Ainda mais que a industria da pesquisa de opinião pública no Brasil é tão transparente quanto era a indústria do bingo.

Um instrumento poderoso para derrubar um presidente da República eleito é fazer com que uma instituição financeira - de preferência americana - contrate uma pesquisa de opinião pública.

Aí, é a sopa no mel. Porque, se o Presidente candidato à re-eleição se sair mal na pesquisa, torna-se alvo de duas armas mortíferas: a perda de legitimidade e a subsequente condenação dos mercados financeiros internacionais.

Isso aconteceu na ultima eleição, com efeitos dramáticos. O então presidente Fernando Henrique Cardoso e seu candidato José Serra foram para a televisão dizer que a eleição de Luis Inácio Lula da Silva significava "a argentinização" do Brasil. Essa impressão se confirmava em pesquisas contratadas por um dos maiores bancos americanos, o Bank of America. Quanto mais Lula subia nas pesquisas, mais o Brasil se aproximava do abismo. O banco americano Goldman Sachs, onde pontifica um respeitado economista brasileiro, Paulo Leme, criou o "dólar Lula": cada vez que Lula subia nas pesquisas, o dólar subia junto.

Não é à toa que às vésperas do segundo turno, o dólar chegou a R$ 3,78 e o risco-país a 1.813 pontos. Hoje, o dólar está perto dos R$ 2,90 e o risco, acima dos 500 pontos.

Como uma das vantagens de encomendar uma pesquisa é receber o resultado antes da divulgação, é possível - como talvez já tenha acontecido no Brasil. A instituição financeira deixa vazar a informação mais útil e ganha montanhas de dinheiro na bolsa e no mercado do dólar.

Outro fator importante nesse conjunto de instrumentos para derrubar um presidente eleito são os economistas dos bancos internacionais e as agências de risco: eles tem um poder incontrastável. Como uma brigada anônima, que se manifesta através dos noticiosos financeiros na Internet, eles decidem se os investidores do mundo inteiro devem ou não investir num país. A revista Carta Capital contou que, uma vez, em Nova York, o Primeiro Ministro da Itália, Massimo Dalema, resolveu conhecer o economista de um banco que decidia se os investidores deviam ou não comprar títulos do Governo italiano. Conheceu: o jovem não falava italiano nem conhecia a Itália.

Se as pesquisas na televisão já "demonstrarem" uma deterioração da legitimidade do presidente eleito, uma confirmação que venha do exterior, de preferência de Wall Street, pode ser muito útil a um golpe. Dá-se então o o ciclo da auto-alimentação: as pesquisas saem na tevê: "a legitimidade do presidente eleito está em baixa". Com isso, as agencias de risco se assustam e o risco-país dispara. Aí, as tevês dão em manchete: "o risco-país disparou." E a legitimidade do presidente eleito piora ainda mais.

É o golpe do risco-país, uma atualização do que Malaparte chamou, prosaicamente, de "golpe de Estado".

Porém, a forma infalível de dar um golpe de Estado é roubar a eleição. Não me refiro à eleição de George Bush, à apuração na Florida ou ao golpe da Suprema Corte, liderada pelo Marechal-Juiz Anthony Scalia.

Diz-se que o Brasil é um exemplo ao mundo: que a votação eletrônica brasileira é à prova de fraude. Em 1982, no Rio de Janeiro, vi uma eleição à prova de fraude ser manipulada, na digitação dos votos, por obra de uma associação do então SNI com o candidato do Governo, Moreira Franco, e o apoio da Rede Globo e do jornal O Globo. Tudo para impedir a eleição de Leonel Brizola ao Governo do Estado. Foi o chamado escândalo da Proconsult.

Depois do fiasco da eleição de 2000, até hoje a imprensa americana (e os democratas) tem sérias duvidas sobre a lisura da próxima eleição presidencial na Florida. Eu, de minha parte, acredito em tudo. A Proconsult pode ressuscitar. Quem assistiu a Matrix sabe que roubar uma eleição, na Florida ou em Madureira, é uma questão de software.

Recentemente, o ex-presidente do México, Miguel de la Madrid publicou um livro em que conta como roubou a eleição para dar a vitória a Carlos Salinas de Gortari. De la Madrid confirma o que sempre se imaginou: a apuração começou a revelar que o candidato da oposição Cuauhtémoc Cardenas venceria. O Governo anunciou que os computadores tinham quebrado e a apuração recomeçaria do zero. Salinas se elegeu. E hoje vive refugiado na Irlanda.

Há uma forma branda, quase indolor de dar o golpe. Criadas as condições necessárias, com a aplicação das técnicas acima mencionadas, é possivel dar um golpe com a instituição do regime parlamentarista. Foi o que se fez com o Presidente João Goulart. E pode perfeitamente ser feito ainda. É uma técnica também disponível e que deve estar na cabeça de muitas pessoas.

De pessoas que, por exemplo, tenham lido o discurso de posse do ex- Ministro José Serra na presidência do PSDB. Ele falou três vezes em "parlamentarismo" e nem uma só vez em "segurança" ou "segurança pública".

O golpe parlamentarista, porém, exige que o Presidente da Camara seja Ranieri Mazilli, que, docemente constrangido aceite assumir a Presidencia da República. E o Presidente do Senado seja Auro de Moura Andrade, que considere o poder "vago", caso o presidente Lula vá comer churrasco na Granja do Torto.

Vejam que não falei em derrubar o Presidente Lula com a ajuda do General Vernon Walters, nem dos militares subordinados ao General Mourão Filho.

Falo de instrumentos modernos para dar um golpe de Estado. São também instrumentos disponíveis, que estão na prateleira dos nossos tempos, e que a sociedade brasileira já usou e testou. Para que um golpe seja bem sucedido, basta combinar esses elementos na exata medida e na sequencia certa.

Porém, um golpe contra o presidente Luis Inácio Lula da Silva, só será bem sucedido, se, antes, for feito um trabalho catequético e a sociedade brasileira se convença de que o presidente não está "preparado".

Eleger-se com os votos da maioria dos brasileiros não tem importância, se as pessoas se convencerem de que ele não está "preparado". "Preparado" para quê ? Não importa. Depois de o Brasil ser governado por Fernando Henrique Cardoso, um homem notoriamente "preparado", ter um presidente "despreparado" é motivo suficiente para se pensar em derruba-lo.

Quem define o que é "preparado" ? Tanto quanto definir "baderna", definir o que é ser "preparado" cabe a quem tiver o poder de definir. Isso pode parecer um disparate. Mas, não é. Veja-se a ultima leva de historiadores do Governo João Goulart. Eleito duas vezes vice-presidente da Republica, Goulart era, porém, um "despreparado".

Imaginem - ponderam esses importantes historiadores -- que João Goulart pretendeu fazer uma Reforma Agrária sem saber que Reforma Agrária fazer. Que reforma agrária Jango queria ? A do Homestead Act dos Estados Unidos, na Guerra Civil; ou a do General MacArthur, no Japão, depois da Segunda Guerra ?  Francamente, Jango não estava preparado para tratar disso. Tinha mesmo que ser deposto!?.

 

FIQUE BEM INFORMADO.

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