sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Direto da Boca do Jacaré: A ocultação de cadáver.

Fala-se muito em tirar “esqueletos dos armários”. Hoje eu quero escrever sobre cadáveres. O cadáver atual é o início da tramóia e a corrupção da Máfia da Saúde, nos idos da década passada. O crime em si, similar ao descrito nos Art. 211 e 212 do Código Penal, é praticado pelo partido de aluguel do PFL (PSDB), pelo senador dono de Banco e pensamento Único, e pela grande maioria dos donos da mídia brasileira. Cometem também, as “meninas do Jô” e outros jornalistas “mensaleiros”. Além é claro, dos insanos e imbecis que tentaram o delito da compra de provas já conhecidas.

A idéia do artigo é trazer o descrito nos Art. 211 e 212 do Código Penal (CP) e pela Lei 9.343/97, e adaptá-los para esfera atual dos noticiários. Não sou especialista, nem na questão do Código Penal ou Área do Direito, porém pesquisando aprendi algumas considerações importantes sobre o delito de Destruição, subtração ou ocultação de cadáver, previsto no Art. 211 do Código Penal, bem como dos dispositivos da Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997, que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento. Como a Coluna também é cultura, vide Notas ao final do texto explicando os artigos da CP e Lei.

Como sabemos, a denúncia que permitiu o início das investigações da denominada “máfia dos Sanguessugas” partiu do próprio governo. Coube à Controladoria-Geral da União alertar a Polícia Federal sobre as irregularidades. A PF iniciou as investigações em 2004 e, com o auxílio da Receita Federal, identificou 22 empresas fantasmas montadas para dar aparência de veracidade para as concorrências para venda das ambulâncias. Foram quebrados, com a autorização da Justiça, os sigilos bancário e telefônico de 60 pessoas. Com base nessas informações, os envolvidos foram identificados.

Em matéria anterior da Coluna Direto da Boca do Jacaré (SERRASSUGAS fazem mal a saúde) e tantas outras em parte da imprensa, a apuração e divulgação dos fatos seguia o trâmite normal em diversos orgãos e esferas do poder constituído no Brasil. Cada qual a sua maneira. Na CPMI, por exemplo, com “dias” muito ruins.
Até que “imbecis” nos fazem um favor e a “coisa” volta à tona. Aí começa toda ocultação de cadáveres. Só citarei uma das fontes da imprensa, já que tem o “dedão” do “Cidadão Cisneros Kane”, um dos donos desta e outras mídias no Brasil e no Mundo.

É sigilo de justiça, mas deve ter grampo na PF ou é matéria mentirosa, e a “Folha” divulgou em 22 de setembro (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u83620.shtml) o seguinte: - No depoimento, Vedoin disse que o candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB) "não tem relação com a máfia dos sanguessugas" e "que não há indícios" da participação, "na máfia", do tucano José Serra, candidato ao governo de SP. Mas Vedoin incrimina o empresário Abel Pereira "dizendo que ele recebeu valores para liberação de recursos pendentes na gestão de Barjas Negri [substituto de Serra em 2002] no Ministério da Saúde". Continua: - À revista o empresário da máfia disse que o esquema era "mais fácil" quando Serra era ministro. Ontem, isentou o tucano. O dossiê era formado por vídeo, DVD e fotos que mostram Serra em cerimônia de entrega de ambulâncias, em 2001. Há duas fotos de Alckmin em congresso em SP. Vedoin disse que há 90 dias mandou chamar na prisão o empresário Valdebran (filiado ao PT), de quem disse ser amigo há oito anos, para cobrar dívida de R$ 700 mil, referentes à compra de emendas ao Orçamento. Parêntesis meu aqui: Neste caso, é irrelevante o partido ao qual Abel e Barjas são filiados. Relevante é dizer no início da matéria: - “ ... disse ontem à Polícia Federal em Cuiabá (MT) que foi procurado, na "semana retrasada", pelos petistas Valdebran Padilha, Gedimar Passos e Expedito Afonso Veloso ....”. Relevante é inocentar os candidatos do PSDB e acusar o PT. É o velho jogo do “implícito”, da propaganda “subliminar”, potencializando no aprofundando do desgaste da imagem e rejeição. E para não entender: “Há duas fotos de Alckmin em congresso em SP.” (sic).

Noutra matéria (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u83649.shtml): - Alckmin não aparece no DVD. Segundo o blog do Josias, o tucano, conforme informações da Polícia Federal, é visto apenas em uma foto do dossiê. Mais ocultação, ou será vilipendiação? Tem segredo de justiça ou tem papagaio da PF ajudando tucano?

Mais uma dissimulação dos fatos (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u83537.shtml): O consultor sindical Wagner Cinchetto, 43, afirmou ontem, em entrevista à Folha, que dois dos principais personagens da operação de compra de dossiê contra tucanos na atual campanha eleitoral participaram de um grupo petista que operou na campanha presidencial de 2002 para proteger o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva de denúncias e levantar acusações contra os adversários da campanha. A matéria segue e num dos trechos encontramos: - Em 2003, a revista "Veja" revelou a existência do aparato da campanha de 2002. Na época, a revista disse ter apurado o assunto com 17 fontes. Assessor da presidência da Força Sindical por dois anos (1991-1993) e um dos fundadores da central, hoje consultor sindical, Cinchetto resolveu quebrar o silêncio de quatro anos e afirmou que documentos foram obtidos no Banco do Brasil para atacar o então candidato tucano à Presidência da República, José Serra. O grupo também estaria por trás de denúncias contra o vice do candidato Ciro Gomes (então no PPS e hoje no PSB), Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Outro parêntesis meu: é irrelevante o partido do Wagner e do Paulinho, mas não o é sobre o do Ciro. Vários outros nomes e entidades aparecem: Oswaldo Bargas, Carlos Alberto Grana, Berzoini, Ricardo Sérgio e o pessoal do Serra (sic), Gregório Marin Preciado, Ministério Público, CUT, Força Sindical, Jorge Lorenzetti (citado como “churrasqueiro” e que a imprensa passou utilizar pejorativamente), Banco do Brasil e funcionários (sic) e o PT. Já que ficou de domínio publico, o MP deve atuar. Em tempo (para não dizer outro parêntesis meu): o PSDB não é citado nenhuma vez, pois é irrelevante citá-lo (e “vade retro”).

Para finalizar, eu acabo acreditando que eles não gostam do partido de aluguel, pois de novo deixam de citar a sigla até em pesquisa (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u83642.shtml): - Mesmo após o escândalo sobre o dossiê supostamente comprado pelo PT contra tucanos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, venceria no primeiro turno, se a eleição fosse hoje, segundo pesquisa Vox Populi, encomendada pela revista "Carta Capital" e divulgada nesta sexta-feira. Na pesquisa, Lula aparece com 51% das intenções de voto, seguido pelo tucano Geraldo Alckmin, com 27%. Na pesquisa anterior, divulgada em 1º de setembro, o petista tinha 50% e o tucano, 25%. Parêntesis: É irrelevante citar o partido do candidato tucano, pois quem manda mesmo é o PFL (“vade retro”).

Direto da Boca do Jacaré eu faço o meu último parêntesis: “Pare eles, cadáveres são cadáveres, nada mais do que cadáveres. Vilipendiar, destruir, ocultar é com eles mesmo”. Nhac .. Nhac ... Nhac ...

EM TEMPO: Alguém poderia explicar e dimensionar o tamanho da tromba da economista que entrevistou LULA dias atrás na TV?

Nota: Como dizem os juristas, passemos a comentar as figuras típicas dos artigos citados:
Proíbe o Art. 211, Código Penal, a destruição, subtração ou ocultação de cadáver ou parte dele, cominando a esta conduta típica a pena privativa de liberdade na modalidade de reclusão, de 1 (um) a 3 (anos), cumulada com a multa. Já o Art 212, trata de vilipendiar cadáver ou suas cinzas. As condutas incriminadas consistem em destruir (destroçar, fazer desaparecer, isto é, levá-lo a deixar de ser considerado como tal); subtrair (retirar do local em que se encontra sob vigilância de alguém) ou ocultar (esconder temporariamente, somente podendo ocorrer antes do sepultamento) cadáver ou parte dele. A ação vilipendiar significa aviltar, ultrajar e pode ser praticada mediante palavras, escritos ou gestos. O bem jurídico destacado pelo CP é o sentimento de respeito aos mortos, principalmente por parte de seus familiares e amigos. Consuma-se com a destruição total ou parcial, subtração ou ocultação ainda que temporária do cadáver ou parte dele. O dolo consiste na vontade livre e consciente de destruir, subtrair, ocultar ou vilipendiar. Admite-se a tentava em consonância com o meio de execução.

Quanto as CONDUTAS INCRIMINADAS PELA LEI Nº 9.434/97, Lei de Transplante de Órgãos, tendo em vista a finalidade deste texto, só serão comentados os crimes que possam ter alguma correlação com o Art. 211, CP: Reza o Art. 14: Remover tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoa ou cadáver, em desacordo com as disposições desta lei: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa, de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-multa.
Art. 14, § 1º: Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa ou por outro motivo torpe: Pena – reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, de 100 (cem) a 150 (cento e cinqüenta) dias-multa.
Art. 15: Comprar ou vender tecidos, órgãos ou partes do corpo humano: Pena – reclusão de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, de 200 (duzentos) a 360 (trezentos e sessenta) dias multa. Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem promove, intermedeia, facilita ou aufere qualquer vantagem com a transação.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

CARTA A UM PORTA-VOZ DAS ELITES

(Paulo da Vida Athos*)

Senhor Jô Soares.

Conheço-o como o artista que nunca esteve ou irá onde o povo está.

Já o vi aos agrados com aqueles que representam o que de pior existe na vida pública brasileira; de Arthur Virgílio a ACM, passando por Roberto Jefferson a Collor, invadir minha sala através da TV, vomitando em minha casa suas gracinhas não tão engraçadas para a realidade brasileira, assim, na minha lata como se diz. Mas como não sou emocional, esperei que o tempo o ensinasse.

Agora o vejo em uma campanha escancarada para derrubar Lula. Já usou as sua meninas (não tão meninas assim), continua com suas piadas institucionalmente agressivas e humoristicamente pobres, cumprindo as determinações de seu patrão-mor: o capital.

Quando você ataca Lula está atacando o único presidente que, desde a criação da República, veio do ventre do povo e se preocupa com a massa de onde veio. Lula não é do tipo lacaio ou traidor que se dê ao desfrute de esquecer suas origens por uns dólares a mais. Não se vende. Não vende sua consciência como você o fez se é que algum dia teve uma, em detrimento do Brasil e do povo brasileiro.

O que me espanta é isso: você continua a favor da Pena de Morte. Agora para o povo e para a Democracia.

Tudo na vida tem um por que, mas nunca sabemos o porquê de tudo. E é justamente nisso que me baseio: estou em perene aprendizagem. No espaço impróprio que estou usando, jamais conseguiria responder de forma cabal por que apoio o Presidente Lula, sem correr o risco de ser taxado de sectário.

Começo afirmando ser apaixonado pela Vida e pela Liberdade. Sou um libertário, para arrematar!

Poderia dizer que quando o sol ainda não conhecia o rosto da maioria que o assiste, eu já lutava pela Liberdade (mas idade não quer dizer nada, vez que não conto o tempo pelos dias que vivi e sim pelos fatos vividos, nesse palco onde nossas angústias cirandam com nossas esperanças, então sim, sou um ancião). Mas tentarei resumir em uma frase: confio nele até que me provem que Lula sabia (ou participava) da corrupção histórica que degrada as condições de vida de nosso povo. O nome disso em uma Democracia é principio de presunção da inocência. Ou seja: ninguém pode ser condenado sem o devido processo legal. Isso é base do Estado de Direiro.

Por enquanto, nada provaram. Armaram escândalos comprados, com dossiês comprados ou não, atribuindo ao Presidente ou ao seu partido o ônus desse banditismo político tão típico das elites, que, no passado, até induziu um suspeito “suicídio” de um Presidente da República no Brasil.

Se você fosse mais honesto, denunciaria a Rede Globo, essa puta platinada que de Vênus não tem nada, por todos os danos que, desde a época em que era o diário oficial do golpe de 64, tem imposto ao Brasil e ao povo brasileiro. Você, mais que servir às elites: está se servindo do povo. Espera que ela, a tua patroa, se alimente de sua presa, o povo, e contenta-se com os restos que ela te possa deixar. Como os chacais.

Esse novo passo dado pela elite, através de seu poder de corromper, não dará certo. Não nos convencerá. Nem a mim, nem ao povo brasileiro. Um candidato que está à frente de todas as pesquisas não cometeria uma imbecilidade dessas. Já vi esse filme antes: quando vocês manipularam em favor do Collor para que Lula perdesse na última volta do ponteiro uma eleição que estava ganha. Mas sou gato escaldado, Jô. Eu e o povo.

Creio que a presunção da inocência deve nortear meu olhar ao ser humano. Não condeno sem provas. Na política ou fora dela. E, até aqui, não vi prova irrefutável participação de Lula em qualquer das sujeiras que estão plantando.

Se estou satisfeito até aqui com o que LULA fez como Presidente? Totalmente, não. Mas sei que não fez mais em função da sabotagem das elites que usam chacais como você. Ainda falta muito. Por enquanto fez mais ou menos o que os anteriores fizeram com relação aos benefícios ao sistema financeiro, para ter governabilidade (inclusive saindo da tutela covarde do FMI). Mas pelo menos fez muito mais que os outros fizeram pelo social.

Tem que fazer mais? Sim. Muito mais! E ele o fará, para desagrado seu e de seus patrões.

Creio nisso e no povo brasileiro.

No mais: inadmito GOLPE por odiar ditadura e ditadores! Amo a democracia e continuo vivendo e lutando por ela, independente do que homens e partidos estejam fazendo. Quem é a favor de GOLPE renega o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO. Não é meu caso. De direita ou de esquerda, por amor a Liberdade, odeio ditadura!

Seu papel não será esquecido, Jô. Não me surpreende que agora queira usar esse derradeiro escândalo fabricado pelas elites para derrubar Lula. De você espero qualquer coisa. Para quem o viu defender com risadas de deboche os que ofenderam a instituição que é o Presidente da República, como você o fez, dando gargalhadas no ar pelas atitudes de Arthur Virgílio e ACM Neto (o filho do ACM, o Toninho Malvadeza que sustentava o golpe de 64 como senador biônico) no ato impatriótico que tiveram ao afirmarem que dariam uma surra no Presidente da República, eleito pelo voto direto do povo, direito que tanto defendemos: vindo de você, nada mais surpreende.

Surra no Presidente? Não. Isso é fanfarronice. Os dois têm surrado é a liberdade do povo.

Porém, o que você está fazendo com o de seus patrões, senhor Jô: é muito grave e irresponsável.

Querem surrar a Democracia.

Mas nós não vamos deixar.

Sabe por quê? Por que Lula, somos todos nós!


Paulo da Vida Athos
Rio de Janeiro, 19 de setembro de 2006.

*O texto poderá ser usado no todo, citando-se fonte e autor.
http://www.paulodavida.blogger.com.br
http://paulodavidaathos.spaces.live.com

------------------------------------------------------------------------

A Armação Tucano/Pefelista

( Por Laerte Braga - 19 de setembro de 2006 )


Tucanos e pefelistas são mestres na arte do crime. Da bandidagem. Petistas são primários e infantis no esquema.

O dossiê que contém provas do envolvimento de José Serra na máfia dos sanguessugas é o que ilustra essa hierarquia na corrupção.

O esquema foi montado pelo grupo de José Serra levando em conta a avidez por dinheiro de alguns empresários (empresário né, pensa em outra coisa? Tem algum escrúpulo?). O dossiê seria comprado e dependendo da natureza das provas escondido. Caso provas tênues, ou fáceis de serem desmentidas, exibido no melhor esquema dinheiro do marido de Roseana Sarney, como aconteceu em 2002, arranjo do próprio Serra atropelado pela candidatura da senadora.

O que falhou? O que está gerando essa crise histérica do tucanato?

Se, do lado de baixo, um grupo de empresários e peixes pequenos do PT queriam ganhar algum em cima da quadrilha tucana, do outro, o lado de cima, a Polícia Federal foi lá e abortou a manobra. Prendeu os bandidos e ainda deixou os tucanos possessos.

O golpe agora se restringe a gritaria tentando envolver o governo no episódio, reta final de eleição, desespero de querer a chave do cofre a qualquer preço.


O tom do segundo mandato de Lula já foi dado na carta de FHC. Confirmada a reeleição a luta vai ser pelo impedimento. Já começou.

A representação protocolada pelos advogados das quadrilhas PSDB/PFL sugerindo que o presidente seja investigado passa por aí, insere-se no esquema.

O desespero de não terem podido mostrar a dinheirama paga aos empresários, ou seus prepostos é que está deixando a turma arrepiada. Não contava com essa. Imaginava o golpe perfeito.

O azar deles é que em cima os petistas não são tão bobos assim e nem a Polícia Federal iria prestar-se a um papel desses. Até porque os tucanos que comandavam o órgão e não prendiam ninguém, sentavam em cima, ou são candidatos ou estão em recesso.

Imaginar que essa gente fala em democracia, em voto para mudar, essas conversas idiotas que o poder do cidadão está no voto, é acreditar em duendes.

No México o cidadão votou em Lopez Obrador e as urnas deram "vitória" a Felipe Calderon, candidato dos Estados Unidos.

Tucanos não admitem que por aqui não consigam isso. Fraudar. Aí tentam de todas as formas possíveis, as mais solertes e imundas como essa do dossiê. Transformam provas contra o corrupto José Serra e sua turma em instrumentos de indignação contra o governo Lula.

Eleição é farsa. Jogo de carta marcada da turma de cima. Do clube de amigos e inimigos cordiais que divide o Estado brasileiro e obedece às elites controladoras.

As mudanças não passam pelo voto. O poder do cidadão é irrisório.

Mudar ou vem das ruas e do movimento popular organizado ou não vem.

Serra, FHC, Aécio, Corruptasso Jereissati, ACM, Bornhausen (está queimado com o governo, pois está indiciado por lavar dinheiro no exterior) essa gente dá nó em pingo d'água em matéria de cretinice e bandidagem.

E tem sempre um Vedoin da vida querendo levar uma grana extra. Não importa que seja Ermírio Predador de Moraes ou Olavo Setúbal. Importa que é do gene empresarial a falta de escrúpulos. Como tem sempre um petista infanto/juvenil querendo resolver a coisa a seu modo. O modo lambão de complicar as coisas.

O dossiê contra Serra é real e isso os tucanos não discutem. Não são bobos.

Tentam é fazer crer o contrário. Só isso.

http://www.amauta.inf.br/index.php?option=com_content&task=view&id=3056&Itemid=28

sábado, 16 de setembro de 2006

Direto da Boca do Jacaré: SERRASSUGAS fazem mal a saúde.

Direto da Boca do Jacaré: SERRASSUGAS fazem mal a saúde.

Ao final desta, anunciamos a nova campanha do Ministério da Saúde, para prevenção aos Serrassugas, Sanguessugas e Sugas em geral. Antes, apresentamos matérias que por si sós (1) caracterizam o título da coluna anterior “SERRASSUGAS, filhotes do Serra” e que por sugestão de leitores complementamos como “SERRASSUGAS, filhotes do Serra e netos do FHC.”:

“Em 2000 a Planam conseguiu vender através do esquema Sanguessuga 131 ambulâncias, saltando para 317 ambulâncias em 2002.

Com a posse do governo Lula o esquema foi sendo desmontado com a venda de apenas 71 ambulâncias em 2004. Repare que essa queda ocorreu mesmo antes da denúncia apresentada pelo CGU no final de 2004.

Uma análise isenta dos dados revela que tal esquema foi montado e se desenvolveu na gestão FHC/Serra e foi combatida e minguou na gestão Lula/Humberto Costa.

Não é a toa que o dono da Planam , Vedoin, em depoimento a Polícia Federal disse que apoiava a eleição do presidenciável Serra em 2002, pois entendia que, assim o esquema Sanguessuga teria continuidade nos anos seguintes.

Se é verdade que, por enquanto, não há provas de eventuais benefícios financeiros à José Serra e sua campanha, já pode dizer que ele colheu dividendos políticos do fato.

A revista Isto É, de 02/08/2006, nas páginas 37 e 38 mostra o então Ministro José Serra participando em 2001, junto com três deputados Sanguessugas da entrega de ambulâncias compradas junto à Planam com recursos de emendas parlamentares e distribuídas a prefeituras do Mato Grosso.

Pode-se considerar que a gestão José Serra à frente do Ministério da Saúde pariu o esquema Sanguessugas e que, portanto, a população do Brasil e especialmente eleitores paulistas gostariam que, ao invés de ficar fugindo do debate, o atual candidato peessedebista em São Paulo explicasse esses acontecimentos.

Dos 591 municípios beneficiados pelo esquema Sanguessuga/Planam os campeões são aquelas administradas pelo PSDB (partido de aluguel do PFL e do Banqueiro Jorge do Banco Único – grifo e inclusão Jacarezianos) com 128 municípios, e pelo PFL com 107.”

Querem mais? Vide então outra matéria que nos chegou pelo Yuri:

14/09/2006 - Vedoin diz que pagou propina a Serra.

http://noblat.estadao.com.br/noblat/visualizarConteudo.do?metodo=exibirPosts&data=14/09/2006#post25483

“Luiz Antônio Vedoin, dono da Planam e chefe da Máfia dos Sanguessugas, deu entrevista que ocupará sete páginas da próxima edição da revista ISTO É.

Ele disse que pagou propina a José Serra, na época ministro da Saúde, e a Barjas Negri, secretário-executivo do ministério, para que liberassem grana destinada à compra superfaturada de ambulâncias.

A grana era repassada para os dois pelo empresário do ramo da construção civil Abel Pereira, de Piracicaba, São Paulo.

Vedoin apresentou cópias de 15 cheques que diz ter passado para Pereira. E citou o nome de duas empresas nas contas das quais depositou dinheiro a pedido de Pereira:


* Kanguru, uma factoring de São Paulo;

* e Datamicro, empresa da área de informática de Governador Valadares, Minas Gerais.”

Os fatos por si sós recomendam a execração pública dos infratores, além da punição devida.

(1) Por si sós ou Por si só – (Fonte: www.linguabrasil.com.br)
"A expressão 'por si só' é usada sempre no singular ou deve também ser flexionada no plural? Deve-se pluralizar a expressão de acordo com o substantivo em referência. Quando reforça o pronome "si" (que serve para singular e plural), a palavra "só" tem valor adjetivo e é portanto flexionável. É como se disséssemos "a ação por si mesma, as provas por si mesmas, os fatos por si próprios". Alguns exemplos:
• Os fatos por si sós recomendam a punição do infrator.
• As provas apresentadas, por si sós, foram suficientes para caracterizar o dano.
A Coluna Direto da (meia) Boca do Jacaré, ainda em tratamento dentário e implantando dentes, continua apresentando cultura, mas “mordendo” sempre. Nhac, ... Nhac, ... Nhac ... E agora, anunciamos a nova Campanha do Ministério da Saúde:
“ O Ministério da Saúde adverte: SERRASSUGAS fazem mal a saúde. Previna-se, Use o voto”.

Direto da Boca do Jacaré: SERRASSUGAS, filhotes do Serra.

Direto da Boca do Jacaré: SERRASSUGAS, filhotes do Serra.

No final de 2004 a CGU (Controladoria Geral da União), vide (1) fonte Folha de São Paulo, encaminhou para o Ministério da Saúde e para a Polícia Federal uma denúncia de que uma quadrilha agia na distribuição de emendas federais parlamentares para os municípios, com a finalidade de aquisição dirigida de unidades móveis de saúde (ambulâncias).

O beneficiário do esquema era a Planam que produzia e comercializava ambulâncias. A Planam viabilizava seus negócios pagando propina a deputados, funcionários do Ministério da Saúde e prefeitos.

Tal fato veio a público através da constituição da chamada CPI dos Sanguessugas em 2006.

A análise fria dos dados comprova que a quadrilha sanguessuga começou a funcionar em 1998 e ganhou grande impulso entre 2000 e 2002, quando Ministro da Saúde era o senhor José Serra, atual candidato do PSDB ao governo do Estado de São Paulo.

Em 2000 foram analisados 458 convênios com prefeituras, destes 131 são vendas da Planam.

Em 2001 foram analisados 961 convênios com prefeituras, destes 233 são vendas da Planam.

Em 2002 foram analisados 615 convênios com prefeituras, destes 317 são vendas da Planam.

Em 2003 foram analisados 570 convênios com prefeituras, destes 139 são vendas da Planam.

Em 2004 foram analisados 439 convênios com prefeituras ,destes 71 são vendas da Planam.

(1) Vide. Essa expressão é usada amiúde, como imperativo do verbo ver. Ex.: Vide rodapé; vide página 13 etc. Poder-se-ia usar ‘vede’. Usa-se vide quando se quer remeter alguém a outro livro, capítulo, página, trecho. Abrevia-se v. ou V. – inicial maiúscula quando no início da frase. O imperativo do verbo ver de fato é "vede", que se refere a "vós", pronome rarissimamente usado no Brasil, motivo por que preferimos o latim "vide", que se traduz por veja (que me recuso a utilizar) ou até mesmo pelo infinitivo, por exemplo: ver pág. 10. Ver referência no final do capítulo. Fonte: www.linguabrasil.com.br
Vede que na Coluna Direto da (meia) Boca do Jacaré, em tratamento dentário, também aprendemos um pouco de cultura. Mas agora que mais fatos vêem a tona, abro a bocarra e afirmo: “Os Sanguessugas na verdade, são os Serrassugas.” ... Nhac, ... Nhac, ... Nhac ...

Racistas controlam a revista Veja

Recentemente, a revista Veja estampou na capa a foto de uma mulher negra, título de eleitor na mão e a manchete espalhafatosa: "Ela pode decidir a eleição". A chamada de capa ainda trazia a maldosa descrição: "Nordestina, 27 anos, educação média, R$ 450 por mês, Gilmara Cerqueira retrata o eleitor que será o fiel da balança em outubro".

O intuito evidente da capa e da reportagem interna era o de estimular o preconceito de classe contra o presidente Lula, franco favorito nas pesquisas eleitorais entre a
população mais carente. A edição não destoava de tantas outras, nas quais esta publicação da Editora Abril assume abertamente o papel de palanque da oposição de direita e destina veneno de nítido conteúdo fascistóide.

Agora, o escritor Renato Pompeu dá novos elementos que apimentam a discussão sobre a linha editorial racista desta revista. No artigo "A Abril e o apartheid", publicado na revista Caros Amigos que está nas bancas, ele informa que "o grupo de mídia sul-africano Naspers adquiriu 30% do capital acionário da Editora Abril, que detém 54% do mercado brasileiro de revistas e 58% das rendas de anúncios em revistas no país. Para tanto, pagou 422 milhões de dólares. A notícia é de maio e foi publicada nos principais órgãos da mídia grande do Brasil. Mas não foi dada a devida atenção ao fato de a Naspers ter sido um dos esteios do regime do apartheid na África do Sul e ter prosperado com a segregação racial".

Líderes da segregação racial

A Naspers tem sua origem em 1915, quando surgiu com o nome de Nasionale Pers, um grupo nacionalista africâner (a denominação dos sul-africanos de origem holandesa, também conhecidos como bôeres, que foram derrotados pela Grã-Bretanha na guerra que terminou em 1902). Este agrupamento lançou o jornal diário Die Burger, que até hoje é líder de mercado no país. Durante décadas, o grupo, que passou a editar revistas e livros, esteve estreitamente vinculado ao Partido Nacional, a organização partidária das elites africâneres que legalizou o detestável e criminoso regime do apartheid no pós-Segunda Guerra Mundial.

Como relata Renato Pompeu, "dos quadros da Naspers saíram os três primeiros-ministros do apartheid". O primeiro diretor do Die Burger foi D.F. Malan, que comandou o governo da África do Sul de 1948 a 1954 e lançou as bases legais da segregação racial. Já os líderes do Partido Nacional H.F. Verwoerd e P.W. Botha participaram do Conselho de Administração da Naspers. Verwoerd, que quando estudante na Alemanha teve ligações com os nazistas, consolidou o regime do apartheid, a que deu feição definitiva em seu governo, iniciado em 1958. Durante a sua gestão ocorreram o massacre de Sharpeville, a proibição do Congresso Nacional Africano (que hoje governa o país) e a prolongada condenação de Nelson Mandela.

Já P. Botha sustentou o apartheid como primeiro-ministro, de 1978 a 1984, e depois como presidente, até 1989. "Ele argumentava, junto ao governo dos Estados Unidos, que o apartheid era necessário para conter o comunismo em Angola e Moçambique, países vizinhos. Reforçou militarmente a África do Sul e pediu a colaboração de Israel para desenvolver a bomba atômica. Ordenou a intervenção de forças especiais sul-africanas na Namíbia e em Angola". Durante seu longo governo, a resistência negra na África do Sul, que cresceu, adquiriu maior radicalidade e conquistou a solidariedade internacional, foi cruelmente reprimida – como tão bem retrata o filme "Um grito de liberdade", do diretor inglês Richard Attenborough (1987).

Os tentáculos do apartheid

Renato Pompeu não perdoa a papel nefasto da Naspers. "Com a ajuda dos governos do apartheid, dos quais suas publicação foram porta-vozes oficiosos, ela evoluiu para se tornar o maior conglomerado da mídia imprensa e eletrônica da África, onde atua em dezenas de países, tendo estendido também as suas atividades para nações como Hungria, Grécia, Índia, China e, agora, para o Brasil. Em setembro de 1997, um total de 127 jornalistas da Naspers pediu desculpas em público pela sua atuação durante o apartheid, em documento dirigido à Comissão da Verdade e da Reconciliação, encabeçada pelo arcebispo Desmond Tutu. Mas se tratava de empregados, embora alguns tivessem cargos de direção de jornais e revistas. A própria Naspers, entretanto, jamais pediu perdão por suas ligações com o apartheid".

Segundo documentos divulgados pela própria Naspers, em 31 de dezembro de 2005, a Editora Abril tinha uma dívida liquida de aproximadamente US$ 500 milhões, com a família Civita detendo 86,2% das ações e o grupo estadunidense Capital International, 13,8%. A Naspers adquiriu em maio último todas as ações da empresa ianque, por US$ 177 milhões, mais US$ 86 milhões em ações da família Civita e outros US$ 159 milhões em papéis lançados pela Abril. "Com isso, a Naspers ficou com 30% do capital. O dinheiro injetado, segundo ela, serviria para pagar a maior parte das dividas da editora". Isto comprova que o poder deste conglomerado, que cresceu com a segregação racial, é hoje enorme e assustador na mídia brasileira.

Os interesses alienígenas

Mas as relações alienígenas da revista Veja não são recentes nem se dão apenas com os racistas da África do Sul. Até recentemente, ela sofria forte influência na sua linha editorial das corporações dos EUA. A Capital International, terceiro maior grupo gestor de fundos de investimentos desta potência imperialista, tinha dois prepostos no Conselho de Administração do Grupo Abril – Willian Parker e Guilherme Lins. Em julho de 2004, esta agência de especulação financeira havia adquirido 13,8% das ações da Abril, numa operação viabilizada por uma emenda constitucional sancionada por FHC em 2002.

A Editora Abril também têm vínculos com a Cisneros Group, holding controlada por Gustavo Cisneros, um dos principais mentores do frustrado golpe midiático contra o presidente Hugo Chávez, em abril de 2002. O inimigo declarado do líder venezuelano é proprietário de um império que congrega 75 empresas no setor da mídia, espalhadas pela América do Sul, EUA, Canadá, Espanha e Portugal. Segundo Gustavo Barreto, pesquisador da UFRJ, as primeiras parcerias da Abril com Cisneros datam de 1995 em torno das transmissões via satélites. O grupo também é sócio da DirecTV, que já teve presença acionária da Abril. Desde 2000, os dois grupos se tornaram sócios na empresa resultante da fusão entre AOL e Time Warner.

Ainda segundo Gustavo Barreto, "a Editora Abril possui relações com instituições financeiras como o Banco Safra e a norte-americana JP Morgan – a mesma que calcula o chamado ‘risco-país’, índice que designa o risco que os investidores correm quando investem no Brasil. Em outras palavras, ela expressa a percepção do investidor estrangeiro sobre a capacidade deste país ‘honrar’ os seus compromissos. Estas e outras instituições financeiras de peso são os debenturistas – detentores das debêntures (títulos da dívida) – da Editora Abril e de seu principal produto jornalístico. Em suma, responsáveis pela reestruturação da editora que publica a revista com linha editorial fortemente pró-mercado e anti-movimentos sociais".

Um ninho de tucanos

Além de ser controlada por grupos estrangeiros, a Veja mantém relações estreitas com o PSDB, que é o núcleo orgânico do capital rentista, e com o PFL, que representa a velha oligarquia conservadora. Emílio Carazzai, por exemplo, que hoje exerce a função de vice-presidente de Finanças do Grupo Abril, foi presidente da Caixa Econômica Federal no governo FHC. Outra tucana influente na família Civita, dona do Grupo Abril, é Claudia Costin, ministra de FHC responsável pela demissão de servidores públicos, ex-secretária de Cultura no governo de Geraldo Alckmin e atual vice-presidente da Fundação Victor Civita.

Não é para menos que a Editora Abril sempre privilegiou os políticos tucanos. Afora os possíveis apoios "não contabilizados", que só uma rigorosa auditoria da Justiça Eleitoral poderia provar, nas eleições de 2002, ela doou R$ 50,7 mil a dois candidatos do PSDB. O deputado federal Alberto Goldman, hoje um vestal da ética, recebeu R$ 34,9 mil da influente família; já o deputado Aloysio Nunes, ex-ministro de FHC, foi agraciado com R$ 15,8 mil. Ela também depositou R$ 303 mil na conta da DNA Propaganda, a famosa empresa de Marcos Valério que inaugurou um ilícito esquema de financiamento eleitoral para Eduardo Azeredo, ex-presidente do PSDB. Estes e outros "segredinhos" da Editora Abril ajudam a entender a linha editorial racista da revista Veja e a sua postura de opositora radical do governo Lula.

domingo, 10 de setembro de 2006

Filho acusa Siqueira Campos de crimes em Tocantins.

Maria Lima - O Globo

BRASILIA - Uma briga de família promete agitar a disputa eleitoral em Tocantins. O empresário José Wilson Siqueira Campos promete entregar ao Ministério Público Federal três pastas de documentos que comprovariam fraudes e crimes cometidos pelo pai, o ex-governador Siqueira Campos, favorito nas eleições para governador de Tocantins, ao longo dos últimos 32 anos. Com a autoridade de quem esteve durante três décadas na linha de frente dos negócios que resultaram num império econômico calculado em mais de R$ 50 milhões, o primeiro passo do primogênito dissidente dos Siqueira é mostrar que a declaração de bens apresentada pelo pai ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com patrimônio de apenas R$ 431 mil, é uma peça de ficção.

Com a farta documentação que inclui cópias de certidões de imóveis, cheques, promissórias e até um manuscrito do pai com a contabilidade milionária de uma das campanhas, Siqueira Júnior garante ter como provar que desde a criação do estado do Tocantins e o primeiro governo do pai, este teria construído uma organização criminosa para se apropriar de terras públicas e comprar um complexo de comunicação com 20 rádios, jornais e TVs espalhado em Palmas e interior do Tocantins. As empresas, imóveis, táxi aéreo e fazendas teriam sido colocadas em nome de laranjas, o principal, segundo ele, Geraldo Mota, administrador da Palmas Participações, um conglomerado que abrange todas as propriedades e empresas.

Para comprovar a ligação do ex-governador com as empresas, ele vai sugerir que o Ministério Público comece investigando os primeiros donos das rádios, jornais e TVs, colocados em nome de filhos de motoristas e cozinheiros que não teriam dinheiro nem para comprar um carro. Com seu desligamento da família, segundo ele por não concordar que o pai continuasse "assaltando" o estado, a irmã, Stela Siqueira Campos teria assumido a frente de tudo, inclusive a administração de contas em paraísos fiscais.
- Meu pai começou uma história linda, com a construção de um estado, mas ela hoje é horrorosa. Começou cometendo pequenos delitos e não parou mais.

Vou fazer as denúncias ao Ministério Público Federal porque existem crimes federais, como a apropriação indébita de terras desapropriadas, por exemplo, para a construção de Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) que nunca saíram do papel. Essas terras foram passadas para o nome de Zeca Mota, pai do Geraldo Mota. Muitos crimes já prescreveram e dificilmente o Siqueira irá pra cadeia porque já tem 75 anos, mas minha irmã pode ir, o que é uma injustiça - afirma Siqueira Júnior, dizendo que não vai parar enquanto não desmontar a organização criminosa que ele mesmo ajudou a montar.

Na declaração de rendimentos apresentada ao TRE, o candidato do PSDB listou apenas uma casa de R$ 13 mil. Mas segundo Siqueira Júnior, ele mora na melhor casa de Palmas, comprada por Geraldo Mota e "vendida" aos filhos do segundo casamento do ex-governador com a promotora pública Marilúcia Uchôa: Alexandre e Francisco Henrique. Os irmãos do segundo casamento seriam adolescentes e não teriam renda para comprar o imóvel, avaliado em mais de R$ 1 milhão. Ao lado da mansão, o ex-governador criou também seu museu em vida, uma construção moderna que tem até academia de ginástica. Na escritura original, o imóvel foi passado para os meninos, com usufruto do casal Siqueira e Marilucia.

Em relação às terras desapropriadas dentro da capital Palmas e nos arredores, Siqueira Júnior diz que o caso mais escandaloso é do loteamento batizado de "Morro do governador". Essa chácara de 1.004 hectares pertencia a Leontino Milhomens e foi desapropriada pelo governador na epoca da construção de Palmas. Essa área, por decreto, transformou-se na reserva ecológica. Mas dois dias antes de Siqueira deixar o governo, em 1991, foi repassada como lote único ao laranja José Carlos Camargo, ex-funcionário do jornal 'Folha Popular', de propriedade do pai. Em 2003 José Carlos repassou a área para Geraldo Mota, segundo Siqueira Junior.
- Quando eu vendi um carro para ajudar a comprar equipamento para a primeira

TV, eu perguntei: pai, porque tem que colocar no nome do filho do motorista?
Ele dizia que não podia colocar no seu nome porque era político. Hoje ele é dono de metade do estado. Se acendem a luz ou dão descarga ele ganha dinheiro.

O hino do Tocantins tem o seu nome e eu e todos os filhos temos estátuas banhadas a pó de ouro italiano na praça de Palmas. Mas minha familia está destruída. Minha mãe, de 82 anos, está esclerosada. Uma hora ela escreve cartas terríveis relatando tudo que assistiu, outra hora dá depoimento elogiando até as amantes dele - diz Siqueira Júnior.

Ele nega que esteja travando essa guerra familiar por dinheiro ou porque está sendo explorado pelo adversário do pai, o governador Marcelo Miranda, afilhado de Siqueirão que hoje criou um grupo político próprio.
- Não sou nenhum adolescente para ser manipulado. Para mim, seria muito mais fácil ser o filho do Siqueira e usufruir de sua herança. Só de chegar ao estado todos me abrem as portas. Quando vejo no Jornal Nacional um deputado recebendo dinheiro e sendo absolvido no dia seguinte fico revoltado. Se conseguir impedir a eleição de mais um corrupto, estou satisfeito.

http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2006/mat/2006/09/06/285560044.asp

Plantão | Publicada em 06/09/2006 às 10h19m

sábado, 9 de setembro de 2006

Pesquisa confirma parcialidade tucana dos grandes jornais

Uma pesquisa divulgada terça-feira (29) pelo Observatório Brasileiro de Mídia (OBM) avalia o espaço dado pelos jornais impressos aos quatro principais candidatos à Presidência da República. Os nomes de Lula, Geraldo Alckmin, Heloísa Helena e Cristovam Buarque foram mencionados 3.667 vezes em reportagens nos seguintes veículos analisados: O Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e Correio Braziliense.
Ao todo são 2056 menções, em reportagens, aos dois principais candidatos à Presidência. Geraldo Alckmin responde por 798 delas, sendo que 544 menções são positivas ou neutras, e 254 são negativas.
Já Lula, como “candidato”, é citado 1.258 vezes nas matérias avaliadas, sendo que 439 citações são positivas e 740, negativas. A pesquisa tem um índice semanal de avaliação das notícias positivas, negativas e neutras, que vai de 7 de julho a 25 de agosto.
O número de menções a Luiz Inácio Lula da Silva nas reportagens tende a ser maior, por ele ser presidente da República. Segundo Kjeld Jakobsen, membro do Observatório de Mídia, Lula não deve reclamar da falta de espaço na imprensa, mas do tipo de atenção que recebe. “Ele é o alvo da mídia, justamente por ser presidente e ter origem de esquerda”, analisa.
Os dados permitem dizer que, no total, o Lula “candidato” tem 47,30% de notícias negativas e 52,70% de notícias neutras ou positivas na imprensa, no período avaliado. Já Alckmin tem um saldo maior de menções positivas ou neutras: 68,18% de todas as reportagens avaliadas. As citações negativas endereçadas ao candidato correspondem a 31,82% do total.
Para Jakobsen, os dados refletem a preferência da grande imprensa por Geraldo Alckmin, que é do PSDB. Ele cita três veículos em que considera existir apoio explícito à candidatura tucana: Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo.
Na sua opinião, “um meio de comunicação pode apoiar este ou aquele candidato. Mas nenhum dos três deixa explícito aos leitores quem apóia, seja em editoriais ou outros espaços”. Para Jakobsen, que preside o Instituto Observatório Social, ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), esta prática da imprensa prejudica a democracia.
“Houve casos de eleições em que a ajuda da mídia literalmente levou candidatos ao poder, como foi o caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello”, diz ele. Mas hoje, em sua opinião, esse impacto se reduziu porque a população tem mais esclarecimento quanto à política e eleições do que possuía há 18 anos.
Jakobsen acredita que os meios de comunicação impressos perderam a capacidade de mudar os resultados de uma eleição, “ao contrário da televisão e do rádio, que ainda pautam muitos eleitores”.
O especialista, porém, descarta que haja uma “guinada à esquerda” por parte das emissoras de TV que demonstram imparcialidade ou apoio a Lula. “Os proprietários dos grandes meios impressos são conservadores, e eles também dominam as emissoras de rádio e televisão, como é o caso do Globo”.
Os gráficos fornecidos pelo OBM diferenciam o “candidato” Lula do “presidente” Lula. A pesquisa em termos relativos para cada semana aponta que, em média, o “presidente Lula” têm o mesmo número de notícias negativas (49,50%) que as neutras e boas somadas (50,50%). Ou seja, há um equilíbrio na imprensa entre “bater” e “elogiar”, ou “não maltratar” o presidente.
Porém a “condescendência” com seu principal adversário, Alckmin, é maior se avaliada por este ângulo: ele tem 72,29% da soma de notícias positivas (41,29%) e neutras (31%) a seu respeito, enquanto as notícias negativas sobre o tucano, que esteve à frente do governo de São Paulo por seis anos, correspondem a 27,71% do total.
Outros candidatos
No que tange as reportagens positivas, os candidatos Geraldo Alckmin e Heloísa Helena são os “queridinhos” da grande imprensa.
Em nenhum momento as menções negativas superam as positivas no caso de Heloísa Helena, que é citada positivamente em 56,76% das reportagens publicadas entre os dias 11 e 18 de agosto.
Já Alckmin aparece bem em 41,86% das reportagens no mesmo período. É no momento imediatamente posterior ao dia 18, medido até o dia 25 de agosto, que o candidato recebe o maior número de reportagens negativas – 57,65%, de acordo com a pesquisa do Observatório de Mídia.
“Com certeza as notícias negativas surgem porque a campanha dele vai mal”, diz Jakobsen. Ele menciona a falta de apoio que Alckmin têm do candidato ao governo do Ceará, Lúcio Alcântara, como um exemplo. “Essa é uma reportagem reproduzida por todos os jornais, péssima para o candidato tucano”, explica.
Para ele, o reduzido número de reportagens sobre Heloísa Helena e Cristovam Buarque leva o foco das citações para as propostas de governo e outras menções positivas.
A melhor avaliação de Cristovam Buarque foi feita entre 11 e 18 de agosto, quando atingiu 66,67% de boas menções na imprensa. Já a semana entre 21 e 27 de julho inverteu a lógica: as notícias negativas sobre ele foram de 52,63%, bem maiores do que na semana anterior, quando eram 28,57%.
Criação
O Observatório de Mídia teve sua primeira pesquisa elaborada em 2004, “sob caráter experimental” nas palavras de Jakobsen, para as eleições da prefeitura de São Paulo. Na época, foram analisadas reportagens sobre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, de forma similar à que hoje se configura para as eleições de presidência da República.
Criado formalmente no Fórum Social Mundial, em janeiro de 2005, o OBM terá uma atuação permanente a partir deste ano, segundo o especialista.
“Queremos avaliar a forma como a mídia impressa trata temas relevantes, como a educação, a saúde e o trabalho”, diz Jakobsen. Ele explica que a metodologia desenvolvida pelo Observatório não pode ser aplicada às emissoras de televisão e rádio, “muito mais difíceis de acompanhar”.
Fonte: Agência Carta Maior

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Monopólio dos meios de comunicação, por Raimundo Vasconcelos

Um pouco das malandragens de The Globe

Roméro da Costa Machado, 56 anos, é autor dos livros Afundação Roberto Marinho e Afundação Roberto Marinho 2. As obras relatam o período de dez anos em que trabalhou nas Organizações Globo, onde chegou ao cargo mais alto de uma fundação, o de controller. Nesta oportunidade, em entrevista a Marcelo Salles, o escritor revela desde crimes comuns praticados pela Globo, como revenda de carros roubados e falsificação de documentos, até a manipulação do noticiário em favor de interesses obscuros, citando literalmente a invenção dos "caras-pintadas".
Roméro é categórico ao confirmar a relação íntima da emissora do Jardim Botânico com os governos ianque e "brasileiro" subserviente aos interesses do FMI. O escritor também adianta histórias de seu novo livro sobre um país fictício, onde um golpe militar só deu certo por conta do esquema de comunicação "visando domesticar e domar a população".
Leia a matéria na integra: http://www.anovademocracia.com.br/31/25.htm

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Sanguessugas começaram a agir desde 1998, quando SERRA assumiu como ministro da Saúde.

CPI não pode dormir com um barulho desses

Há algo estranho na chamada CPI dos Sanguessugas. Até agora, fala-se de parlamentares, por pouco não propõem fechar o Congresso, aparecem nos jornais listas com números variados de deputados e senadores, e até o relator da Comissão não escapou da suspeita. No entanto, apesar disso tudo, nenhuma daquelas vestais de algibeira, nenhum daqueles cavalheiros com talento para Catão de bordel, emite um vagido sequer sobre a origem do esquema. Todos eles são, aliás, gente muito íntegra, daquele tipo que apoiou, bajulou e se curvou a todas as privatizações de Fernando Henrique, a todos os colossais assaltos contra o povo, turbinados, todos, à custa de propinas milionárias. Isso, naturalmente, eles não acham que é corrupção. Preferem, e não é de hoje, atacar o varejo – e, às vezes, inventar o varejo -, para encobrir a corrupção por atacado.


ESQUEMA - Afinal, não foram os parlamentares que inventaram esse esquema. Seria impossível, e ninguém os acusou disso, nem mesmo os Torquemadas de fancaria. O que os envolvidos faziam - isto é, os que são realmente culpados - era receber dinheiro para apresentar emendas ao Orçamento. Com base nessas emendas, as prefeituras apresentavam projetos ao Ministério da Saúde, que os aprovava para, através de convênios, liberar o dinheiro para a compra de ambulâncias. Um esquema somente possível depois de oito anos de governo serro-fernandista, com sua despudorada avidez pela propina e pelo patrimônio coletivo, com sua ideologia importada de culto ao dinheiro, com seus métodos de que moderno e vigarista são a mesma coisa, e com seus notórios pigmeus morais e intelectuais.


Mas, seja como for, parlamentar não apresenta projetos ao Ministério, não os aprova ou desaprova, não assina convênio com prefeituras e não libera dinheiro público. O máximo que faz é apresentar emendas ao Orçamento, mas estas são apenas uma previsão de gasto – no Brasil, o Orçamento não é impositivo, isto é, pela Constituição, não é obrigatório que o governo o cumpra, exceto em dois itens: a folha salarial do funcionalismo e, infelizmente, os encargos da dívida pública, isto é, os juros.


Então, se é assim, por que a CPI (na verdade, a mídia que ela papagueia - não por coincidência, a mídia mais reacionária do país) faz esse escarcéu todo em cima dos parlamentares, e não aparece uma vírgula sobre o problema central, sobre o problema sem o qual a Planam e os Vedoin não poderiam subornar ninguém?


Como sempre acontece nesses casos, e sobretudo quando se trata dessas nulidades empavonadas, alguém está sendo acobertado com essa profusão escandalosa de denúncias mixurucas. Querem fechar o Congresso, por falta de parlamentares, cassando deputados que receberam 10 ou 20 mil reais para apresentar uma emenda. Quanto aos donos da Planam, estes já estão em liberdade, premiados por sua delação. Portanto, também não querem punir quem dava dinheiro aos deputados, isto é, quem os corrompia.


Não é difícil descobrir quem eles querem acobertar. Basta perguntar: quem falta nesse esquema? Qual o fator decisivo para que esse esquema se instalasse e existisse durante anos, até que o governo Lula desse conta dele? Em suma, como se explica que, desde 1998, os Vedoin tenham vendido pseudo-ambulâncias superfaturadas, através de projetos apresentados ao Ministério da Saúde, sem que este percebesse que as ambulâncias eram superfaturadas, e que seu equipamento era uma fraude?


HISTERIA - É evidente quem tem que ser chamado a dar explicações sobre este fenômeno. Os ministros do governo Lula já encontraram o esquema montado – e foi a Controladoria Geral, a Polícia Federal e o próprio Ministério da Saúde, sob nova direção, que o desmontaram.

O ministro sob o qual o esquema se instalou chamava-se, como se sabe, José Serra. Entretanto, é patético o empenho daqueles elementos há pouco citados, em impedir que Serra seja chamado a dar explicações. Daí essa histeria toda contra os parlamentares. Enquanto a CPI, os jornais e a TV se ocupam somente deles, quem mais deve explicações sai de cena, ou, melhor, fica oculto, não propriamente pela cena, mas pela encenação.


O empenho em encobrir Serra está na razão direta de sua responsabilidade. Evidente que as irregularidades têm que ser coibidas, mas não para deixar escapar os maiores responsáveis por elas.


Segundo a auditoria realizada pelo órgão que detectou as irregularidades na compra de ambulâncias, a Controladoria Geral da União, a Planam, entre 2000 e 2004, embolsou R$ 78,9 milhões de dinheiro do Ministério da Saúde. Desse total, 71,2% (R$ 56,5 milhões) foram liberados entre 2000 e 2002, isto é, na gestão de Serra e de seu inseparável Sexta-feira, Barjas Negri. Observe-se que o levantamento de dados referentes aos anos de 1998 a 2000, os outros da gestão de Serra, ainda não foi terminado.


Mas o que já existe é estarrecedor – pelo menos para aqueles que preferem se estarrecer diante do que realmente é estarrecedor, ao invés de encenar um falso estarrecimento diante de alguns roubos de galinha, se é que assim se pode chamá-los.


Dos 891 contratos firmados com a Planam entre 2000 e 2004, nada menos que 76,43% correspondem ao período de Serra no Ministério.


Também é interessante – e revelador - comparar os contratos para compra de ambulâncias na gestão de Serra com aqueles que foram firmados depois da posse do presidente Lula. Por exemplo, em 2002, dos contratos firmados pelo Ministério com municípios para compra de ambulâncias, 51,54% deles tiveram a Planam como fornecedora dos veículos. Já em 2004, essa percentagem caiu para 16% - e, note-se, 2004 foi o ano em que, durante o governo Lula, a Planam teve maior participação nesses fornecimentos.


Significativo são as prefeituras em que a Planam ganhou as licitações para executar a venda de ambulâncias. A Controladoria Geral da União até agora identificou 591 prefeituras nas quais a Planam levou a licitação, que, segundo seus donos, os Vedoin, foram licitações "dirigidas" - ou seja, licitações armadas para que eles ganhassem. Cerca de 40% dessas prefeituras são do PSDB (128) e do PFL (107), e, se somarmos aquelas que eram administradas pelos partidos da base de apoio do governo Fernando Henrique, o total perfaz nada menos que 76,64% (453 prefeituras).


SUPERFATURAMENTO - Em síntese: como o Ministério da Saúde, sob a gestão de Serra, não percebeu que a maioria das ambulâncias compradas através de convênios com as prefeituras eram superfaturadas? Que, de 2000 a 2002, nada menos que 681 dos contratos para a compra de ambulâncias eram, ao que tudo indica, superfaturados? E mesmo que nem todos fossem superfaturados: por que o Ministério da Saúde, sob Serra, foi incapaz de detectar um único contrato ou convênio superfaturado, se era o Ministério quem aprovava o projeto de compra das ambulâncias? Sem essa aprovação, não haveria convênio ou contrato com as prefeituras, e os Vedoin não poderiam comprar emendas nem parlamentares.


O esquema instalou-se no Ministério ao mesmo tempo que Serra, em 1998. Durante quatro anos, com Serra ministro, ele continuou impune, desinibido e prosperando dentro do próprio Ministério. Muito menos tempo levou o governo Lula para perceber que algo estava errado. A Controladoria Geral da União, em 2003, um ano depois da posse de Lula, o percebeu ao examinar alguns convênios com municípios de Rondônia. Logo, a CGU estendeu a investigação a todo o país, solicitou a ação da Polícia Federal, e solicitou a colaboração do ministro da Saúde. Foi assim que as irregularidades e a quadrilha foram descobertas.


Não por acaso os donos da Planam mostraram-se serristas convictos durante os seus depoimentos. Disse, por exemplo, Luiz Antonio Vedoin, explicando o grande número de empenhos para compra de ambulâncias durante a campanha eleitoral de Serra a presidente que "acreditava que o candidato José Serra iria vencer as eleições do ano de 2002 e as emendas iriam ser pagas normalmente, como ocorreu durante o governo Fernando Henrique Cardoso". Já sobre 2003, Vedoin revelou que ficou sem receber R$ 8 milhões, referente a cem ambulâncias superfaturadas que haviam sido entregues para as prefeituras entre julho e setembro de 2002.

Fonte: Site CUT Nacional - 17/8/2006

FIQUE BEM INFORMADO.

Leia mais: Hoje é dia de que? Datas comemorativas • A arte da vida. Apon HP. Literatura para pensar e sentir http://www.aponarte.com.br/p/hoje-e-dia-de-que-e-amanha_09.html