segunda-feira, 31 de março de 2008

A mãe do Oréco

Quando o Brasil ganhou a Copa do Mundo na Suecia, havia um jogador gaucho chamado de Oréco, por conta disso parte da equipe foi a Porto Alegre. Claro que o PB foi fazer a cobertura do evento. Chegando ao palanque armado na Av. Borges de Medeiros, dei de cara com aqueles cobrões da época e no meio deles, uma senhora idosa abraçada ao jogador Oréco chorando e dizendo:
-Meu filho...
Aproximei de microfone em punho e fui logo dizendo:
-Vamos ouvir agora a mãe do Oréco.
-A senhora poderia falar da sua emoção como mãe de um jogador tão importante?
Resposta :
-EU NÃO SOU MÃE DO ORÉCO COISA NENHUMA, PARA MIM SÃO TODOS MEUS FILHÕES.
Tóim???!!!!.....
A reportagem, mesmo gravada foi ao ar na integra. E viva o Oréco.

sábado, 29 de março de 2008

Kurytyba-Curitiba faz aniversário - por Ulisses Iarochinski (*)

Totem das cidades parceiras de Cracóvia. No alto, a placa de Kurytyba, a única cidade gêmea de honra da capital da alma polaca. Foto: Ulisses Iarochinski

Kurytyba a 11.500 km de distância de Cracóvia está fazendo 315 anos de existência. Sim, a capital dos paranaenses é a única cidade do Brasil que possui grafia própria no idioma polaco. Pois se fosse grafada como em português, os polacos diriam Tssuritiba é não Kurytyba. A cidade do segundo planalto paranaense é mais conhecida em Cracóvia do que a mundialmente famosa Rio de Janeiro, ou Buenos Aires (capital do Brasil para desavisados europeus). A prova disso é o diálogo com um motorista de táxi:
Taxista: O senhor é búlgaro, não?
Brasileiro: Búlgaro, por que?
Taxista: Porque o senhor tem cabelo escuro e apesar de falar bem polaco tem um sotaque bem estranho. O senhor não é polaco!
Brasileiro: Não! Não sou búlgaro... Sou de muito mais longe, além oceano.
Taxista: Ah! Já sei. O senhor é brasileiro... de Curitiba.
Brasileiro: Mas como o senhor sabe que sou de Curitiba?
Taxista: Ora! Porque Curitiba é a capital polaca da América do Sul, a terceira maior cidade polaca do mundo. Só perde para Chicago e Varsóvia. E convenhamos um carioca não iria saber falar tão bem o idioma polaco.

Curitiba, ou Kurytyba é mais do que isso para os polacos em geral e para a Polônia em particular. Destino de milhares de imigrantes nos séculos 19 e 20, Curitiba, durante muito tempo foi cantada em versos e prosa como a "terra onde corria leite e mel". Terra abençoada que teria sido escolhida por Nossa Senhora e indicada pelo Papa ao Imperador brasileiro Dom Pedro II como o paraíso buscado pelo sofrido e oprimido povo da nação Polônia.

O primeiro polaco a chegar à pequena Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais deve ter sido o capitão do exército, Edward Kasper Stepnowski, que chegou ao Brasil em 1826. Foi ele o primeiro polaco a se estabelecer no Paraná comprando terras na cidade de Castro, mais precisamente em 1858. Depois dele foi a vez de Hieronim Durski, que reimigrou de Joinville e se estabeleceu, em 1863, na Vila do Príncipe, atual Lapa, a 65 km de Curitiba. Mais tarde o professor viria morar em Curitiba e seria considerado o "pai das escolas polacas do Brasil". Hoje Durski é nome de rua no bairro do Bigorrilho.
Mais tarde, em setembro de 1871, chegaram mais 32 famílias de silesianos polacos (que tinham estado por dois anos em Brusque), conduzidas pelo padre Antoni Zielinski e pelo jovem silesiano Sebastian Edmund Wos Saporski, este chamado de "o pai da imigração polaca no Brasil" (e também nome de rua em Curitiba). Os chefes daquelas famílias pioneiras eram: Franciszek Polak, Mikolaj Wós, Bonawentura Polak, Tomasz Szymanski, Szymon Purkot, Filip Kokot, Michał Prudlo, Szymon Otto, Dominik Stempki, Kasper Gbur, Balcer Gbur, Walenty Weber, Antoni Kania, Franciszek Kania, Andrzej Pampuch, Stefan Kachel, Fabian Barcik, Grzegorz Chyły, Leonard Fila, Baltazar Gebrza, Leopold Jelen, Andrzej Kawicki, Marcin Kempka, Błazej Macioszek, Walenty Otto, Wincenty Pampuch, Paweł Polak Marcin Prudlik, Jozéf Purkot, Jozéf Skroch, Tomasz Szajnowski e August Walder. No total eram 164 pessoas.
A partir de então, o movimento de polacos nunca mais parou. A última a chegar certamente é Alina Prałat, de Gryfino, cidade do Noroeste da Polônia, em março de 2007. Alina, mestre em geografia pela Universidade de Berlim, casou com o curitibano Leandro Rocha e espera o nascimento nos próximos dias do último curitibano desta imensa lista de polacos-brasileiros que nasceram na "terra de muitos pinhões", em mais de 150 anos de imigração polaca em Curitiba.

QUANTOS POLACOS
Já em 1938, o Consulado da Polônia, em Curitiba, realizou um recenseamento sobre a etnia no Estado e constatou que os polacos representavam 10 por cento da população do Paraná e quase 15 por cento dos curitibanos. Na década de 70, quando Curitiba chegava ao milhão de habitantes, o médico, historiador e deputado Edwino Tempski apresentou um trabalho onde estimava que os polacos eram mais de 350 mil em Curitiba, seguidos por 210 mil moradores de origem alemã, 120 mil de origem italiana, 80 mil de origem ucraniana, 47 mil de origem síria e libanesa e 18 mil polacos-judeus.

Não por isso... Por possuir uma comunidade expressiva! Mas muito mais por tanta influência; por tanta fumaça com cheiro de pierogi saindo das chaminés das casas de madeira (patrimônio polaco-paranaense) é que a etnia polaca exerceu e exerce sobre a capital de todos os paranaenses esta atmosfera impressionante de "cidade de todas as gentes". Curitiba está em dezenas de livros sobre imigrações polacas para o mundo. E em quase todos estes livros, está este poema do curitibano-polaco-negro Paulo Leminski:

Meu coração de polaco voltou
Coração que meu avô
Trouxe de longe pra mim
Um coração esmagado
Um coração pisoteado
Um coração de poeta
Paulo Leminski, Polonaises, 1980

Kurytyba - Curitiba... Mais polaca impossível... Tuas ruas... tuas casas... tuas avenidas de chorões... teu verde das matas preservadas dos bairros ao Norte, ao Oeste, ao Leste, ao Sul... tua tez clara, teus cabelos loiros e teus olhos azuis te denunciam. Por isso nesta data querida é preciso ouvir e cantar um parabéns na quarta língua mais importante da cidade, depois do português, do curitibanês, do caingangue... o parabéns para você em polaco:

Sto lat, sto lat, sto lat
Niech żyje żyje żyje nam
Jeszcze raz
Sto lat, sto lat, sto lat
Niech żyje żyje żyje naaaaaaaaaammmmmm

Cem anos, cem anos, cem anos, viva, viva, viva para nós, mais uma vez, cem anos, cem anos, cem anos, viva, viva, viva para nnnnnnnóóóóóóóóóóóóóssssssssssssssss.

Fonte: http://iarochinski.blogspot.com/2008/03/kurytyba-curitiba-faz-aniversrio.html#links

(*) Belo artigo do meu grande amigo Ulisses Iarochinski, que no seu BLOG escreve: "
Sou polaqueiro - metade polaco, metade mineiro. Nascido no Paraná, mas com raízes na Polônia e Minas Gerais. Jornalista em tempo integral e doutorando em História na Uniwersytet Jagielloński, de Cracóvia, na Polônia.".

Valeu Ulisses!!!!!!! Um grande abraço do Paulo Branco e obrigado pela homenagem a nossa querida Kurytyba

sexta-feira, 28 de março de 2008

Meu amigo Valtor

Estou recebendo, para minha grande satisfação, a visita do meu amigo Valtor Ferreira Ramos. Chegou de Porto Alegre para ficar alguns dias por aqui. Nossa amizade tem mais de 50 anos, coisa muito rara nos dias de hoje. Conhecemo-nos da Rádio Continental de Porto Alegre, onde entre outras façanhas transmitimos (ele é um exelente operador de som) a 1ª Festa Nacional do Calçado, direto de Novo Hamburgo. Tudo com ajuda da Companhia de Comunicações do Exército, que deslocou para aquela cidade um caminhão de equipamento e instalou antenas com mais de 30 metros (década de 60). Para as informações irem ao ar hoje, daria para fazer o mesmo trabalho com um simples celular. Eta nóis.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Queria entender!!!

Não entendi ainda porque no rádio,na Tv,nos jornais ninguem disse que o tal governador que renunciou nos "states" é do Estado de NY e não de NY (cidade). Se as forças armadas brasileiras já estão prontas para judar no combate a dengue no Rio,como afirmou nosso ministro da defesa,porque ainda não estão lá. E lembre-se Quem herda,herda,quem não herda,fica na mesma.

Contate-me:

pbradialista@yahoo.com.br / pbradialista@gmail.com

quarta-feira, 26 de março de 2008

Palhaços, por Eduardo Schneider


O grande radialista Paulo Branco ficou sabendo que o Cirque de Soleil tem um palhaço brasileiro em seu elenco e se pôs a matutar.

O brasileiro é tantas vezes tratado como palhaço que já começa a se profissionalizar. Já estamos até exportando mão-de-obra especializada.

Não demora, seremos tão conhecidos pela exportação de palhaços quanto somos pela exportação de jogadores de futebol, aposta Paulo Branco.

Fonte: Jornal horaH News - Colunista: Eduardo Scheneider
http://www.horahnews.com.br/colunistas/arq_schneider/fevereiro/11.htm

Folclore - por Luiz Geraldo Mazza

O radialista Paulo Branco, de Curitiba, estava no olho do furação na crise de 1961, posterior à renúncia de Jânio Quadros. No QG da resistência e no meio da Cadeia da Legalidade pela Rádio Guaíba viveu os dramas do cerco do Palácio, o armamento do povo, a mobilização da Brigada e por fim o apoio do IIIº Exército. Passada a guerra, Brizola homenageou os radialistas que estiveram nas trincheiras da Legalidade com uma churrascada e mandou fazer uma placa de exaltação aos bravos repórteres e comentaristas. Para decepção do Paulo Branco seu nome não estava na lista e foi direto ao caudilho reclamar. Brizola prometeu que corrigiria o senão, mas nada foi feito. Alguns anos mais tarde, em função do golpe de 64, um general mandou encanar todos os que estavam na placa. Graças a isso, o Paulo Branco se viu livre da encrenca.

Fonte: Folha de Londrina - por Luiz Geraldo Mazza - FolhaPolítica http://www.bonde.com.br/folha/folhad.php?id=3677LINKCHMdt=20060804

terça-feira, 25 de março de 2008

As gafes do rádio ao vivo!

História extraída do ótimo livro "Loucuras do Futebol", de Emedê (o Marcelo Duarte, da ESPN Brasil, Rádio Bandeirantes e Guia dos Curiosos):

Em 1970, no extinto Torneio Roberto Gomes Pedrosa - a "Taça de Prata", antecessora do Campeonato Brasileiro -, Inter e Atlético Paranaense jogavam no Beira-Rio, em Porto Alegre. O Colorado aplicou 4 x 1 nos paranaenses. Rosildo Portela, narrador da Rádio Guairacá, gritou com emoção os gols do time gaúcho. No gol do Atlético, no entanto, pisou na bola. Ao receber uma visita de alguns diretores atleticanos, Portela virou-se de costas para o campo por alguns instantes e anunciou para os ouvintes a ilustre presença dos diretores. Naquele momento, Paulo Branco, que cuidava do plantão da rádio, anunciou:
- Atenção, Portela, gol.
- Gol onde, meu caro Paulo Branco?
- Aí em Porto Alegre, Dorval para o Atlético.
Como não havia torcida do Atlético no estádio, não houve barulho de comemoração e Portela nem percebeu a mudança no placar, mas narrou, com atraso mesmo, o gol dos paranaenses. Rosildo Portela trabalharia depois na Rádio Clube Paranaense. Faleceu em 2000.

Abraços a todos e ótimo final de semana!

Edu Cesar
Criador e editor de PAPO DE BOLA - O SITE
Jogue Junto Deste Time!
www.papodebola.com.br

Fonte: Radio Base http://radiobaseurgente.blogspot.com/2004/11/as-gafes-do-rdio-ao-vivo.html

Paulo Branco - Enfim "blogueiro"

Viva!!! Mal comecei a escrever e já tenho cinco leitores, todos da familia, nada mal. A quem interessar possa: Iniciei minha "brilhante"carreira de radialista na década de 50, e só tive essa profissão em minha vida. Tudo que vi e tudo o que vivi foi no rádio. Alegrias mil, algumas tristezas e foi e é tudo maravilhoso. Ha! Minha primeira emissora foi a Rádio Cultura de Erechim-RS. Rodei bolsinha pelo interior até me aventurar na capital e graças ao saudoso mestre a quem rendo minhas homenagens, Mendes Ribeiro, ingressei na equipe da Rádio Gaúcha de Porto Alegre. Depois eu conto mais. Vamos por partes como diria Jack.

Contato: pbradialista@yahoo.com.br ou pbradialista@gmail.com

FIQUE BEM INFORMADO.

Leia mais: Hoje é dia de que? Datas comemorativas • A arte da vida. Apon HP. Literatura para pensar e sentir http://www.aponarte.com.br/p/hoje-e-dia-de-que-e-amanha_09.html