quarta-feira, 30 de abril de 2008

Atenção senhores passageiros...

Falei de algumas vozes femininas do rádio brasileiro, claro que mais as daqui do Sul, mas quem ouvia a Rádio Nacional do Rio de Janeiro ou a Bandeirantes de São Paulo, sabe que eram muitas as locutoras que se destacavam. Tivemos uma que pontificou mais, foi Iris Lettieri. Quem não se lembra de:

- "Atenção senhores passageiros com destino a.....", nos aeroportos brasileiros.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Grandes Vozes - 4

No rádio brasileiro sempre pontificaram vozes masculinas, ao contrário do Uruguai e da Argentina. As pesquisas da época indicavam que as mulheres brasileiras apreciavam mais vozes másculas, ou seja, os produtos anunciados por homens vendiam mais. Estou falando do rádio porque a TV ainda não existia por aqui. No Uruguai e Argentina, usava-se muito duplas, um locutor e uma locutora. Quem se lembra, principalmente aqui no Sul, das Rádios Carve de Montevidéu, El Mundo e Corrientes de Buenos Aires, e tantas outras tocando seus tangos maravilhosos. As mulheres brasileiras hoje preferem jornalismo e neste ponto já estão em pé de igualdade com os homens, senão na frente. Quanto às vozes, lembro de grandes vozes femininas: Irene Moraes, Ojalma Martins, Leonor de Souza, Iolanda Pereira, Ana Cristina, Léa Oksemberg, Laís Mann, e Sônia Nasser. Aliás a Sônia foi a primeira mulher repórter esportiva, foi uma pioneira e marcou época no jornalismo desportivo do Paraná.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Grandes Vozes - 3

Estou escrevendo sobre grandes vozes de locutores, comentaristas, entrevistadores, daqueles que conheci na minha carreira. Já questionaram sobre as grandes vozes femininas, as quais devo citar algumas, no próximo "Grandes Vozes". Quero deixar claro, que não estou me referindo a Grandes Talentos. Conheci e conheço muitos comunicadores que mesmo não tendo uma grande voz, são talentosos e competentes. Entendo por uma boa voz, aquela que é clara, bem dosada, bem colocada, forte e agradável de se ouvir, a qualquer distancia.

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Uma coisa, outra coisa

Estou tentando contar um pouco da minha história no rádio paranaense, que começou em 1964. Lembro também, passagens pelos prados gaúchos, onde iniciei. Mas antes, o que rolava em nossa radiofonia paranaense? Quem conta com muita propriedade é o radialista e publicitário Ubiratan Lustosa em seu site: www.ulustosa.com . Lá você encontra tudo sobre os primórdios de nossa radiofonia. Ele conta a história do rádio, eu conto a minha história no rádio. Vale a pena conferir, porque "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa", como alguém já disse.

O pensamento parece uma coisa à toa...

... Mas como é que a gente voa quando começa a pensar, cantava Lupicínio Rodrigues, lá pelos idos de 1933. Vocês devem lembrar, pois Caetano regravou meio século depois. Pois é, a gente começa a flertar com o pensamento e..., dias desses comecei a pensar como será tratada a honestidade, a amizade, num futuro não muito distante.

Duas pessoas conversando. Você pode ouvir mais ou menos isso:

- "Ah!, eu não quero amizade com aquele cara, você imagina que ele compra a prazo e paga todas as prestações."
- "Pede um empréstimo e paga."
- "Nunca ouvi falar que ele tenha se metido em algum rolo."
- "Ele não troca de carro, por temer não conseguir pagar."
- "Pode uma coisa dessa."
- "Não...não...um cara assim não quero como amigo não."
- "Tá loco sô!!!"

domingo, 27 de abril de 2008

Manchetes e "Manchetes"

(Agência Estado) - Sai Parreira entra Joel. Técnico do Mengão substituirá Parreira no comando da África do Sul.
(Tribuna do PR) - Padaria com direito a voto na FPF.
Comentário de um repórter ao entrevistar um marujo que fica dias, e as vezes meses no Oceano: - "Quando não está ouvindo Raul Seixas, Curvella devora livros."
(TV Cultura - Planeta Terra) Narradora saiu com esta: - "Um bando de elefantes se aproxima." Tóim

Gente boa e competente

Conheci, convivi e com elas aprendi muito. Falei sobre a Rádio Guairacá, mas não citei todas as pessoas maravilhosas que encontrei lá, tais como o Euclides Cardoso, Humberto Lavale, Ney Costa, Sergio Luiz, Luiz Ernesto Pereira, Ana Cristina, Basilio Junior e muitos outros. Perdoem, mas vou lembrando mais histórias e vou citando. Uma com Elon Garcia já contei dias atrás. Tenho certeza que vou lembrar outras e contar. Ah! se vou...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Que divulgação, hein?

Ainda bem que eu era boêmio, só um pouco, mas aprontei muitas que ainda vou lhes contar mais adiante.

Estando na Guairacá, surgiu então oportunidade de fazer reportagens para a programação diurna da emissora. Falava do trânsito, de política, enquetes eleitorais, porém nunca gostei de lidar com barra pesada, como plantão policial por exemplo.

Assim fui em frente, e como sempre digo, gosto de desafios.

Certo dia de folga, dei uma passada de noite na rádio e encontrei o Elon Garcia, aquele vozeirão da Disapel, quem é curitibano com mais de 50 aninhos deve lembrar. Pois bem, o Elon era da nossa equipe, mas quando tinha um tempo ocioso pegava o táxi do pai dele, se não me engano, e tentava faturar algum.

Eu já de caco cheio, queria promover meu nome para a Rádio, entrei no taxi e pedi que ele subisse e voltasse pela Barão, que tinha duas mãos de tráfego. Claro que pagaria. Então meus amigos, enquanto ele subia e descia a Barão, eu ia com a mão do lado de fora do carro gritando:
- "Paulo Branco...Paulo Branco...".

Quando parava de bater na lataria do carro,virava pro Elon e dizia:
- "Que Divulgação,hein?". Só soube disso, na manhã seguinte...

Até hoje passados mais 30 anos, onde o Elon me encontra ele fala:
- "Que Divulgação,hein PB?"

Pode uma coisa dessa. E Viva o Vitório!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

E a vida foi me levando,

até que certo dia o nosso comandante Jair deixou a RI e foi dirigir a Rádio Guairacá, que foi uma das maiores emissoras paranaense, hoje não existe mais. Com carta branca e dinheiro, começou contratar membros da equipe RI, e lá fui para o novo prefixo na Barão do Rio Branco, uma rua central de Curitiba. Fui comandar o programa "A Noite é da Elite", sendo assim denominado porque a patrocinadora era a Casa Elite, um magazine da cidade. E aí tudo mudou, meu horário que era das 5 as 8 da manhã, passou a ser da meia noite até as 4 da matina. Tudo novo, nova maneira de apresentar, enfim, um novo desafio. Gosto de desafios, tanto que estou tentando escrever alguma coisa. Esse desafio agora, é dos brabos, mas fazer o quê? Deixa a vida......

quarta-feira, 23 de abril de 2008

E lá vou eu...

E lá vou eu...

Fonte: http://pbradialista.blogspot.com

Deixa vida me levar, lá vou eu

é verdade, temos que deixar a vida seguir seu curso. Assim sendo, enquanto seguia na RI com o "Paraná Bom Dia", fui criando quadros que eram sempre novidades, entre eles: "É fato ou boato". Entrevistava alguém sempre com o jargão "É fato ou é boato que você fez isto ou aquilo...", e a partir daí o entrevistado(a) respondia "SIM é FATO" ou "NÃO isto é BOATO". O fato é que patati...patatá... a entrevista fluía. Através do programa conseguia ainda, organizar excursões até a praia com preços subsidiados, e "otras cositas más". Tinha um acerto com os divulgadores de gravadoras que quando vaiajavam para SP ou RJ buscar lançamentos, ao desembarcar do ônibus 5 da manhã, iam direto para o programa divulgar o que haviam trazido. Muitas das vezes traziam a tiracolo algum famoso. Entrevistei várias celebridades que estiveram em Curitiba. Gostava de dar oportunidade aos que ainda não eram conhecidos e famosos, e ficava grato sabendo que algum tempo depois venceram com sua ideias. Lembro bem do Dalgas Frisch, o homem que primeiro gravou o canto dos pássaros no Brasil. Grandes dias aqueles. Bem... acho que a conversa está ficando longa e, pra não correr o risco de torná-la enfadonha, vou guardando para próximas. Inté.

Causos, por Eduardo Schneider

Causos, por Eduardo Schneider

terça-feira, 22 de abril de 2008

Recordando mais da Independência

Continuando a passagem pela RI (Rádio Independêcia), ainda no ano de 1964 conheci exelentes apresentadores como Wilian Sade, Tonio Luna, Hamilton Correia, Paulo Cesar, Contin Mendes e Gilberto Fontoura. E o programa "Paraná Bom Dia" seguia com muito sucesso. Na sequência, vou lembrando outros grandes apresentadores.

Gostaria de aproveitar e solicitar aos amigos, material fotográfico daquela época, para que possamos criar uma Galeria de Fotos no BLOG. Melhor ainda, seria ter gravações diversas dos grandes locutores e apresentadores. Que tal criar uma VOZOTECA? Entrem em contato pelo BLOG ou enviem para EMAIL pbradialista@yahoo.com.br

Já me cobraram de só contar sobre a Independência, mas logo teremos histórias da Guairacá, Cultura, Atalaia, Cidade, Colombo, Educativa, Curitibana e Paraná. Ufa!... acham pouco? Tem ainda rádios pelas quais passei nas regiões oeste e sudoeste do Paraná, além da andança pela Secretaria de Comunicação do Paraná, onde tive o privilégio de prestar seriços para 4 governadores. Esperem, pois temos coisas e "coisas" pra contar.

"Parana Bom Dia" - 3

..voltando as recordações: comecei então apresentar o programa "Paraná Bom Dia" com 03 horas de programação, que deveriam ser renovadas todos os dias. De 15 em 15 minutos trocava o ritmo musical e muita hora certa. Tive a oportunidade de ser intermediário na ajuda a muitas pessoas, conseguindo passagens àqueles que necessitavam tratamento de saúde, cadeiras de rodas, internações hospitalares e por aí a fora. Fazia de tudo para ajudar, já que tinha um microfone e um veículo de grande audiência como a RI (Rádio Independência). Chegaram a me propor uma candidatura num cargo eletivo, o que de pronto recusei. Respondi que se atuava a favor da população, não achava justo (como acho ainda) entrar em suas casas e pedir voto. Se o fizesse, estaria cobrando pelo que fazia. Recém chegado em Curitiba, eu gostava mesmo de ser convidado e comparecer em festas, divulgar meu programa e fazer amigos, como de fato consegui. A rádio era minha família aqui na terra dos pinheirais. A RI foi pioneira na transmissão 24 horas por dia. Não eram só programas de música, sempre havia um apresentador informando, interagindo com ouvintes e repórteres pelas ruas, inclusive com a grande equipe de esportes, sob o comando de Willi Gonzer. Tem mais.

Praga que assola Curitiba

É a praga dos altos falantes que atordoam a todos, a qualquer hora e nos mais elevados decibéis. Não há fiscalização de órgãos competentes e muito menos das Associações de Bairros que parecem não existem, salvo honrosas exceções. Estas entidades que têm força da representatividade, nada fazem e a população não sabe para quem apelar. Vereador? Nem pensar. É perda tempo. Será que isto acontece em todo o país?

Registros Profissionais

Revendo alguns documentos para relembrar fatos e causos, encontrei meus registros de radialista e jornalista na DRT - Delegacia Regional do Trabalho. O de jornalista datado de 21/10/1970, livro próprio de número 4, folhas 3v, de acordo com art.lº do decreto lei 972 de 1969; e o de radialista datado de 7/10/1980, que leva o número 287 livro 2, folhas 45v. Claro que eu já atuava nestas profissões desde a década de 50, mas obtive os registros a partir daquelas datas, pois passaram a obedecer carater obrigatório.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Álvaro Dias

Inclui a poucos dias na coluna Grandes Vozes o nome Álvaro Dias, recebi correspondência com a pergunta se era o político paranaense. Resposta: Sim. Álvaro começou sua carreira de radialista e política quase que simultaneamente em Londrina. O rádio perdeu, a política ganhou.

domingo, 20 de abril de 2008

"Paraná Bom Dia" - 2

O programa tinha de tudo o que se possa imaginar ter num programa de rádio. Sem falsa modéstia marcou época, e olha que tinham dois pesos pesados para competir, o Arthur de Souza na Colombo e o Abel Scuissiato na Cultura, donos das maiores audiências no horário. Hoje me dei conta de que não havia preocupação com o que cada um apresentava em seu programa, porque simplesmente não ficávamos ouvindo o outro. Não dava tempo e como dizia o Muricí, cada um por si e Deus por todos, naturalmente.

Causos, por Eduardo Schneider

No blog de Paulo Branco (http://pbradialista.blogspot.com), memória viva do rádio brasileiro, muitos causos saborosos.

Um deles narra como, no início dos anos 60, antes do golpe, Paulo Branco, então um jovem radialista, teve a Rádio Farroupilha tomada por ninguém menos que Brizola.
Um trecho:
- "És o locutor da hora?
- Sim senhor,... Respondi de pronto.
O caudilho então me disse:
- Anuncia aí que a Farroupilha está sendo requisitada pelo Governo Federal. Vai falar Leonel de Moura Brizola.
Anunciei e fui saindo de fininho do estúdio".

Fonte: www.horahnews.com.br - Coluna do Eduardo Schneider. 02 de abril de 2008

sábado, 19 de abril de 2008

Falta de criatividade

Será que está ocorrendo mais um surto de falta de criatividade, pricipalmente no autor da novela das seis? Desde que eu lia os livros de bolso com historias de Agatha Christie que surge a pegunta: Quem é o assassino? Quem matou Ayala e muitos outros. Agora é quem matou o prefeito de Passa Perto. Ou será que ele sucidou-se. É um recurso prá lá de manjado e cansativo. Na outra novela quem é o sufocador? Tenha santa paciência senhoras e senhores

sexta-feira, 18 de abril de 2008

"Paraná Bom Dia"

Depois de uma pausa para refrescar a memória, volto às minhas andanças pelo Rádio Paranaense. Já contratado pela Rádio Independência, passei apresentar notícias de hora em hora e um grande noticiário, conhecido como jornal falado devido duração e conteúdo maiores, em dupla com Adelson Alves. Depois, Adelson foi para Rádio Globo do Rio de Janeiro(RJ) e atualmente está na Rádio MEC (Ministério da Educação e Cultura). Conheci os integrantes da Equipe Independência, entre eles, Irineu Silva, Jota Pedro(não confundir com o JP), Camilo Jorge e Ivan Cury, entre outros nomes que agora não me ocorrem. Todos sob a direção do Jair de Brito. Certo dia o Jair perguntou se eu não gostaria de apresentar um programa. Topei na hora e passei apresentar o "Paraná Bom Dia", das 5 as 8hs da manhã. Adorei fazer aquele programa.

Leia outras matérias e comente no BLOG, sua participação é muito importante.

Sai dessa meu!

A repórter novata fazendo cobertura da menina Isabella, assassinada em São Paulo(SP), saiu com a seguinte informação:
- "só não se sabe ainda se o casal que está sendo investigado chegará junto ou separado". O que importa? Só faltou ela acrescentar: - "nesta tarde chuvosa e friorenta".
E o comportamento da população acompanhando no local os acontecimentos. O pessoal se dirige para a casa dos Nardoni como se fosse para uma festa. Todos sorrindo, dando tchauzinho para as câmaras de TV e fotógrafos. Teve um que chegou a afastar um pouco para que o carona tirasse uma foto. E a cara dele era só alegria, parece que ia receber os jogadores do seu time que acabara de ganhar um campeonato. Tem uns com jeito de "olha eu estou aqui, tá me vendo". Tem muita gente sofrendo com acontecido e você aí comemorando? Sai dessa meu!

Obrigado Ulisses

Agradeço a recomendação do Ulisses Iarochinski (Crakovia/Polônia) em seu BLOG: http://iarochinski.blogspot.com/ , por me incluir entre tantas organizações e principalmente, por ficar junto aos ilustres jornalistas Luis Nassif e Solda. Farei o que estiver ao meu alcance para fazer jus a tão honrosa indicação. Vamos em frente e seja o que Deus quiser.

Paulo Branco, "felicidad, amor y plata" Visite e comente no BLOG: htpp://pbradialista.blogspot.com

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Os Impecáveis

Luiz Geraldo Mazza, José Wille, Eduardo Schneider, Ruth Bolognese, Fábio Campana, Dante Mendonça, estão entre poucos. Para mim são impecáveis, porque não consigo discordar do que comentam e escrevem em sua colunas de jornais e programas de rádio. Voltarei aos Impecáveis, em breve. Uma palavrinha aos repórteres de Rádio e TV novatos, que não esqueçam daquela regrinha simples: Quem-Quando-Onde-Porque. Respondendo a estes quesitos, estará pronta a informação e o todo mais é complemento ou esclarecimento.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Fui, vi e resgatei, por Paulo Branco

Só para não esquecer, ou melhor, para lembrar sobre o FUNDO 157. Pois se você tem mais de 40 anos, deve dar uma olhadinha no sítio http://www.cvm.gov.br/ Acesso Rápido > Consulta Fundo 157. Após consulta, você saberá se teve aplicação, em qual período e instituição financeira você tem algum cascaio, inclusive as que foram incorporadas (ex: Bamerindus para HSBC, Banestado para o ITAU, etc...).

Você pode ter uma bufunfa para receber, pois ainda 500 milhões estão a disposição dos donos. Somente pessoas que declararam Imposto de Renda, nos exercícios entre 1967 e 1983, e que tinham imposto devido neste mesmo período, são os que podem ainda, possuir aplicação no referido Fundo.

Aviso aos navegantes: insista no(s) banco(s) onde tiver o "seu dinheirinho" aplicado (Fundo 157). Se tentarem te enrolar chame o gerente e, se não houver colaboração, denuncie para o BACEN ou CVM. Te digo uma coisa, não é fácil tirar dinheiro dos banqueiros, nem quando o dinheiro é seu.

Vale a pena tentar e quem sabe resgatar uma graninha. Isto, é não pagar para ver.

Colaborou José Daniel, BLOG "Da Boca do Jacaré", http://dabocaddojacare.blogspot.com

Fonte: http://pbradialista.blogspot.com

Esta matéria é de utilidade pública. Ajudei meu pai a postar no seu BLOG e achei interessante, replicá-lá aqui. Ajude-nos a disseminá-la, mas fique sabendo que os banqueiros é que não vão gostar. Fazer o quê? Como dizia meu saudoso sogro Cesário Freitas, "Vamos risar...!".

Dia da Voz

Paulo Branco não iria deixar este 16 de abril em branco. Hum..., que trocadilho hein? Mas, parabéns a todos que cuidam e utilizam a voz profissionalmente, ou simplesmente, tiveram um toque divino e apresentam-na em atos, igualmente divinos. Sem muitas delongas, e como tenho lembrado e homenageado vozes famosas de locutores em matérias, hoje vou homenagear aqueles que estudam e ensinam a utilizar esse instrumento de trabalho. Citando a autora do texto abaixo, espero que todos que se dedicam à VOZ, sintam-se homenageados neste dia.

.:: Cuidados especiais para quem utiliza a voz profissionalmente

Autora: Karla Roberta Lima de Araújo
Trabalho desenvolvido no 3º Período da UNIPÊ (Centro Universitário de João Pessoa)

Os profissionais da voz são todos os indivíduos que tem como seu instrumento de trabalho a VOZ, ou seja, dependem da voz para exercer a sua profissão.

Os chamados profissionais da voz são: Cantores, Atores, Professores, Pastores e Padres, Advogados, Juízes, Promotores, Repórteres, Radialistas, Operadores de telemarketing, Leiloeiros, Políticos, Dubladores, Vendedores, etc.

A voz é algo tão característico e importante como a nossa própria fisionomia e impressão digital ela varia de acordo com o sexo, idade, profissão, personalidade, estado emocional e a intenção que a usamos. É através da nossa voz que expressamos nossos sentimentos, emoções, idéias e pensamentos. Ela também mostra quem nós somos, além de conseguimos nos comunicar com outras pessoas só utilizando a voz, como por exemplo em uma conversa ao telefone, e seremos compreendidos perfeitamente.

Continua - http://www.fonoaudiologia.com/trabalhos/estudantes/estudante-005.htm

terça-feira, 15 de abril de 2008

Grandes Vozes 2

Voltando nossas homenagens a grande locutores que tinham e têm grandes vozes, menciono mais alguns hoje: Jamur Junior, Geraldo Santos, Jurandir Carioca, Antenor Ribeiro, Willi Gonzer, Carlos Marassi, Amauri Tomé, Reginaldo Loyola, Alvaro Dias, Claudio Ribeiro, Wilian Sade, Hamilton Correa, Tonio Luna, Paulo Cesar (A baiúca do Xiló), Ivan Cury, Pedro Washington, Sergio Luiz Picheto, Ruben Rolo, Emilio Pitta, Silvio de Tarso, Algaci Tulio, Aden Rossi.

Aos poucos vou lembrando e escrevendo, como se fosse numa grande "Placa de Ouro", pois bem o merecem pelo muito que fizeram pelo rádio brasileiro, cada um na sua especialidade.

AH! Não esqueci as vozes femininas, em breve, capítulo especial. Quem puder ajudar, por favor escrevam, direto no BLOG ou pelo email: pbradialista@yahoo.com.br

Tchau
.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O último factóide, por Luis Nassif

(Fonte: http://www.projetobr.com.br/web/blog/5 )

Como juntar fatos velhos e criar um escândalo para enviar informações para comentar

No capítulo “O Estilo Veja de Jornalismo” mostrei os princípios de atuação ficcional da revista e algumas análises de caso – como a material fantasioso sobre o estouro do câmbio em 1999.

Não poucas vezes, a revista "criou" notícias meramente recorrendo a um recurso que, em jornalismo, se chama vulgarmente de “cozidão” – isto é, um apanhado de fatos velhos, já divulgados, mas apresentados como novidade.

Durante a campanha do "mensalão" e depois dela, poucas vezes se viu tamanha quantidade de factóides criados por uma única publicação. O surpreendente é que cada matéria, por mais inverossímil que fosse, acabava recebendo ampla repercussão dos demais veículos da grande mídia - com a irracionalidade e falta de critérios típicos do chamado "efeito-manada".

O último factóide da revista, aquele que aparentemente fez cair a ficha da mídia em relação ao festival de ficções, envolveu diretamente o Supremo Tribunal Federal (STF).

Foi a matéria “A sombra do estado policial”, de Policarpo Júnior, capa da edição de 22 de agosto de 2007 (clique aqui), ainda dentro do clima conspiratório herdado da campanha eleitoral.

Como sempre, capa, manchete, submanchete, tudo recendia a conspiração:

Medo no Supremo

Ministros do Supremo reagem à suspeita de grampo na mais alta corte de Justiça do país.

Ninguém mais na mídia tinha percebido qualquer sinal de "medo" do Supremo, ou de generalização das escutas atingindo os Ministros. Aliás, os últimos abusos contra juízes haviam partido da própria revista e do próprio autor da reportagem, no falso dossiê contra o então presidente do Superior Tribunal de Justiça Edson Vidigal - abordado no capítulo “O dossiê falso”. Veja sempre cultivou relações íntimas com produtores de dossiês.

Não se sabia ao certo a intenção da matéria. Seguramente, uma tentativa canhestra de se aproximar do Supremo, utilizando a moeda de troca da qual a revista sempre se prevaleceu: a visibilidade, a apologia, explorando uma das grandes fraquezas humanas, a vaidade.

Que era um factóide, não havia dúvida.

Na abertura, forçava um lide, dentro do estilo tatibitate-recitativo (“sim, beira o inacreditável”) de Mario Sabino:

“É a primeira vez que, sob um regime democrático, os integrantes do Supremo Tribunal Federal se insurgem contra suspeitas de práticas típicas de regimes autoritários: as escutas telefônicas clandestinas. Sim, beira o inacreditável, mas os integrantes da mais alta corte judiciária do país suspeitam que seus telefones sejam monitorados ilegalmente”.

Quando pretende "esquentar" um tema, um dos truques de retórica mais utilizados pela revista é a história do "nunca antes" - alvo de ironia quando dos discursos oficiais.

Seguia-se o velho estratagema das estatísticas de fontes:

“Nas últimas semanas, VEJA ouviu sete dos onze ministros do Supremo – e cinco deles admitem publicamente a suspeita de que suas conversas são bisbilhotadas por terceiros. Pior: entre eles, três ministros não vacilam em declarar que o suspeito número 1 da bruxaria é a banda podre da Polícia Federal”.

Ia além

"As suspeitas de grampos telefônicos estão intoxicando a atmosfera do tribunal".

Uma capa de revista semanal é uma celebração. É tema relevante, quente, em que se colocam os melhores quadros para apurar os dados.

Porém, de informações objetivas, a reportagem tinha o seguinte:

"A Polícia Federal se transformou num braço de coação e tornou-se um poder político que passou a afrontar os outros poderes", afirma o ministro Gilmar Mendes, numa acusação dura e inequívoca".

Notícia de 24 de maio de 2007, na "Folha" (clique aqui).

"O ministro (Sepúlveda Pertence) diz que as suspeitas de que a polícia manipula gravações telefônicas aceleraram sua disposição em se aposentar. "Divulgaram uma gravação para me constranger no momento em que fui sondado para chefiar o Ministério da Justiça, órgão ao qual a Polícia Federal está subordinada. Pode até ter sido coincidência, embora eu não acredite", afirma".

A notícia era de janeiro de 2007, conforme o Terra Magazine (clique aqui). Mais: o grampo da Polícia Federal não tinha sido em cima do Ministro, mas em um lobista envolvido em uma transação em Sergipe e que estava sob investigação da PF.

A matéria de Veja esquentava o recozido, sem nenhum respeito aos fatos:

"Na quinta-feira passada, o ministro Sepúlveda Pertence pediu aposentadoria antecipada e encerrou seus dezoito anos de tribunal. Poderia ter ficado até novembro, quando completa 70 anos e teria de se aposentar compulsoriamente. Muito se especulou sobre as razões de sua aposentadoria precoce. Seus adversários insinuam que a antecipação foi uma forma de fugir das sessões sobre o escândalo do mensalão, que começam nesta semana, nas quais se discutirá o destino dos quadrilheiros – entre eles o ex-ministro José Dirceu, amigo de Pertence. A mulher do ministro, Suely, em entrevista ao blog do jornalista Ricardo Noblat, disse que a saída de seu marido deve-se a problemas de saúde. O ministro, no entanto, diz que as suspeitas de que a polícia manipula gravações telefônicas aceleraram sua disposição em se aposentar. "Divulgaram uma gravação para me constranger no momento em que fui sondado para chefiar o Ministério da Justiça, órgão ao qual a Polícia Federal está subordinada. Pode até ter sido coincidência, embora eu não acredite", afirma".

Tinha mais.

"Os temores de grampo telefônico com patrocínio da banda podre da PF começaram a tomar forma em setembro de 2006, em plena campanha eleitoral. Na época, o ministro Cezar Peluso queixou-se de barulhos estranhos nas suas ligações e uma empresa especializada foi chamada para uma varredura".

A notícia era de 17 de setembro de 2006 (clique aqui).

"O ministro Marco Aurélio Mello recebeu uma mensagem eletrônica de um remetente anônimo. O missivista informava que os telefones do ministro estavam grampeados e que policiais ofereciam as gravações em Campo Grande.O caso foi investigado, mas a Polícia Federal - ela, de novo - concluiu que a mensagem era obra de estelionatários fazendo uma denúncia falsa".

No decorrer da semana, Blogs e veículos da grande imprensa desmascararam a farsa. Praticamente todo leitor bem informado percebeu que estava diante de um “cozidão”.

Os dois principais fatos da reportagem: as declarações de Sepúlveda Pertence e de Marco Aurélio de Mello foram colocadas nos devidos termos pelos próprios Ministros.

O desmentido de Sepúlveda

No dia 20 de agosto de 2007, o jornalista Bob Fernandes, da Terra Magazine, ouviu o Ministro Sepúlveda Pertence (clique aqui)

- Ministro, boa tarde. Estou ligando para falar sobre a denúncia, sobre a hipótese de grampo telefônico contra o senhor, contra ministros do Supremo, publicada na Veja desta semana.

- Sim, eu falei com a revista sobre o assunto.

- O senhor foi grampeado?

- ... falei sobre um assunto que aconteceu comigo (publicado neste Terra Magazine em janeiro, leia aqui).

- Sim, é um assunto que conhecemos. Mas, lhe faço uma pergunta: O senhor crê ter sido grampeado?

- Não...

- O senhor acredita ter sido grampeado, ou seus colegas terem sido grampeados?

- Não, não creio em grampos contra mim.

- Nem contra...

- Não, não tenho nenhuma razão para crer em grampo telefônico...

- Mas...

- ... o que eu falei foi sobre aquele episódio... salvo aquele episódio, não tenho nada a dizer sobre este assunto.

- O ministro Marco Aurélio Mello já desmentiu, nesta segunda, a existência de grampo, disse que falava por ele... O senhor acha que houve um engano?

- ... um engano.

O desmentido de Mello

No domingo do próprio fim-de-semana em que a capa saiu, ouvido pelas rádios, Marco Aurélio Mello desmentiu o teor da matéria.
Denúncia de grampo no STF era falsa

O Globo; CBN (clique aqui)

BRASÍLIA - A Polícia Federal afirma que era falsa a denúncia de que agentes federais estariam negociando escutas telefônicas com conversas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação mostrou que os e-mails apócrifos recebidos pelo ministro Marco Aurélio de Mello, relatando o suposto grampo, faziam parte de uma vingança pessoal. Um funcionário do INSS exonerado por corrupção tentou incriminar o delegado da PF que o investigou.

Marco Aurélio recebeu o resultado da investigação do ministro da Justiça, Tarso Genro, e o encaminhou ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza

- O sujeito (funcionário do INSS) queria fustigar o delegado. Trata-se de retaliação. Foi satisfatória a apuração. Dei o episódio como suplantado - disse Marco Aurélio.

Requentando o recozido

Não adiantou. O amadorismo e a falta de sensibilidade jornalística impediram a direção de redação de ver que o modelo de criar factóides já tinha se esgotado.

Na semana seguinte, a direção de redação recorreu aos mesmos estratagemas conhecidos, para dar sobrevida à falsificação.

Na seção de cartas, só foram publicadas aquelas a favor. Mais: recorreu-se à velha barganha para garantir a continuidade do tema. Em troca de visibilidade um deputado anunciava a intenção de abrir uma CPI. O contemplado foi o ex-Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Marcelo Itagiba, velha fonte de Lauro Jardim.

Dizia a matéria (clique aqui):

"Os grampos telefônicos, uma das principais ferramentas de investigação policial da atualidade, vão passar por uma devassa. Na semana passada, a Câmara dos Deputados recolheu 191 assinaturas para criar a CPI dos Grampos, que pretende investigar a suspeita de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tiveram seus telefones interceptados ilegalmente, conforme VEJA noticiou em sua edição passada. Cinco dos onze ministros do STF admitiram publicamente a suspeita de que suas conversas telefônicas podem estar sendo bisbilhotadas clandestinamente. A CPI, que terá prazo de 120 dias para concluir a investigação, deverá ser instalada já no início do próximo mês. "Quando a mais alta corte do país se sente ameaçada e intimidada, isso é uma coisa muita séria, que precisa de uma resposta urgente", diz o deputado Marcelo Itagiba, do PMDB do Rio de Janeiro, delegado licenciado da Polícia Federal e autor do requerimento de criação da CPI".

Era a mesma manobra do caso Edson Vidigal. Na ocasião soltou a matéria e informou que o Conselho Nacional de Justiça recebeu uma denúncia. Houve denúncia, de fato, mas depois da matéria ter sido publicada – e utilizando a própria matéria como elemento de prova. A armação era nítida, como era nítida a armação com Itagiba, para propor a CPI.

O factóide da escuta no Supremo foi um marco importante, por ter sido o primeiro absurdo da Veja que não mereceu repercussão na mídia. Até então, todos os abusos eram repercutidos, por um efeito pavloviano que fez com que o esgoto que vazava da cobertura da revista acabasse contaminando o restante da mídia.

Mas, como resultado do factóide, o Congresso abriu uma CPI do Grampo, tendo como relator o próprio Marcelo Itagiba. Enquanto isto, a proposta da CPI da Veja não saiu do papel. Hoje em dia, são poucos os parlamentares com coragem de criticar a revista, por conta de seus métodos e chantagens. E a revista ainda conseguiu que até um Ministro do STF, Joaquim Barbosa, aceitasse participar de sua campanha publicitária.

VISITE http://www.projetobr.com.br/web/blog/5 e veja as outras matérias (A catarse e a mídia; A mudança de comando; A guerra das cervejas; O caso André Esteves ; O caso COC; Primeiros ataques a Dantas; Assassinatos de reputação; O quarteto de Veja; Os Primeiros Serviços; O caso Edson Vidigal; O dossiê falso; O bookmark de Mainardi; Lula, meu álibi; Os Mais Vendidos; A imprensa e o estilo Dantas; O método Veja de jornalismo; A cara de Veja; O último factóide;O araponga e o repórter);

ou então CLIQUE http://luis.nassif.googlepages.com/gramponostf


ou insreva-se na Comunidade "O Caso da Revista VEJA" no ORKUT http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44717216

Kurytyba-Curitiba faz aniversário

Sábado, 29 de Março de 2008 - Kurytyba-Curitiba faz aniversário - por Ulisses Iarochinski (*)


Totem das cidades parceiras de Cracóvia. No alto, a placa de Kurytyba, a única cidade gêmea de honra da capital da alma polaca. Foto: Ulisses Iarochinski

Kurytyba a 11.500 km de distância de Cracóvia está fazendo 315 anos de existência. Sim, a capital dos paranaenses é a única cidade do Brasil que possui grafia própria no idioma polaco. Pois se fosse grafada como em português, os polacos diriam Tssuritiba é não Kurytyba. A cidade do segundo planalto paranaense é mais conhecida em Cracóvia do que a mundialmente famosa Rio de Janeiro, ou Buenos Aires (capital do Brasil para desavisados europeus). A prova disso é o diálogo com um motorista de táxi:
Taxista: O senhor é búlgaro, não?
Brasileiro: Búlgaro, por que?
Taxista: Porque o senhor tem cabelo escuro e apesar de falar bem polaco tem um sotaque bem estranho. O senhor não é polaco!
Brasileiro: Não! Não sou búlgaro... Sou de muito mais longe, além oceano.
Taxista: Ah! Já sei. O senhor é brasileiro... de Curitiba.
Brasileiro: Mas como o senhor sabe que sou de Curitiba?
Taxista: Ora! Porque Curitiba é a capital polaca da América do Sul, a terceira maior cidade polaca do mundo. Só perde para Chicago e Varsóvia. E convenhamos um carioca não iria saber falar tão bem o idioma polaco.

Curitiba, ou Kurytyba é mais do que isso para os polacos em geral e para a Polônia em particular. Destino de milhares de imigrantes nos séculos 19 e 20, Curitiba, durante muito tempo foi cantada em versos e prosa como a "terra onde corria leite e mel". Terra abençoada que teria sido escolhida por Nossa Senhora e indicada pelo Papa ao Imperador brasileiro Dom Pedro II como o paraíso buscado pelo sofrido e oprimido povo da nação Polônia.

O primeiro polaco a chegar à pequena Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais deve ter sido o capitão do exército, Edward Kasper Stepnowski, que chegou ao Brasil em 1826. Foi ele o primeiro polaco a se estabelecer no Paraná comprando terras na cidade de Castro, mais precisamente em 1858. Depois dele foi a vez de Hieronim Durski, que reimigrou de Joinville e se estabeleceu, em 1863, na Vila do Príncipe, atual Lapa, a 65 km de Curitiba. Mais tarde o professor viria morar em Curitiba e seria considerado o "pai das escolas polacas do Brasil". Hoje Durski é nome de rua no bairro do Bigorrilho.
Mais tarde, em setembro de 1871, chegaram mais 32 famílias de silesianos polacos (que tinham estado por dois anos em Brusque), conduzidas pelo padre Antoni Zielinski e pelo jovem silesiano Sebastian Edmund Wos Saporski, este chamado de "o pai da imigração polaca no Brasil" (e também nome de rua em Curitiba). Os chefes daquelas famílias pioneiras eram: Franciszek Polak, Mikolaj Wós, Bonawentura Polak, Tomasz Szymanski, Szymon Purkot, Filip Kokot, Michał Prudlo, Szymon Otto, Dominik Stempki, Kasper Gbur, Balcer Gbur, Walenty Weber, Antoni Kania, Franciszek Kania, Andrzej Pampuch, Stefan Kachel, Fabian Barcik, Grzegorz Chyły, Leonard Fila, Baltazar Gebrza, Leopold Jelen, Andrzej Kawicki, Marcin Kempka, Błazej Macioszek, Walenty Otto, Wincenty Pampuch, Paweł Polak Marcin Prudlik, Jozéf Purkot, Jozéf Skroch, Tomasz Szajnowski e August Walder. No total eram 164 pessoas.
A partir de então, o movimento de polacos nunca mais parou. A última a chegar certamente é Alina Prałat, de Gryfino, cidade do Noroeste da Polônia, em março de 2007. Alina, mestre em geografia pela Universidade de Berlim, casou com o curitibano Leandro Rocha e espera o nascimento nos próximos dias do último curitibano desta imensa lista de polacos-brasileiros que nasceram na "terra de muitos pinhões", em mais de 150 anos de imigração polaca em Curitiba.

QUANTOS POLACOS
Já em 1938, o Consulado da Polônia, em Curitiba, realizou um recenseamento sobre a etnia no Estado e constatou que os polacos representavam 10 por cento da população do Paraná e quase 15 por cento dos curitibanos. Na década de 70, quando Curitiba chegava ao milhão de habitantes, o médico, historiador e deputado Edwino Tempski apresentou um trabalho onde estimava que os polacos eram mais de 350 mil em Curitiba, seguidos por 210 mil moradores de origem alemã, 120 mil de origem italiana, 80 mil de origem ucraniana, 47 mil de origem síria e libanesa e 18 mil polacos-judeus.



Não por isso... Por possuir uma comunidade expressiva! Mas muito mais por tanta influência; por tanta fumaça com cheiro de pierogi saindo das chaminés das casas de madeira (patrimônio polaco-paranaense) é que a etnia polaca exerceu e exerce sobre a capital de todos os paranaenses esta atmosfera impressionante de "cidade de todas as gentes". Curitiba está em dezenas de livros sobre imigrações polacas para o mundo. E em quase todos estes livros, está este poema do curitibano-polaco-negro Paulo Leminski:

Meu coração de polaco voltou
Coração que meu avô
Trouxe de longe pra mim
Um coração esmagado
Um coração pisoteado
Um coração de poeta
Paulo Leminski, Polonaises, 1980

Kurytyba - Curitiba... Mais polaca impossível... Tuas ruas... tuas casas... tuas avenidas de chorões... teu verde das matas preservadas dos bairros ao Norte, ao Oeste, ao Leste, ao Sul... tua tez clara, teus cabelos loiros e teus olhos azuis te denunciam. Por isso nesta data querida é preciso ouvir e cantar um parabéns na quarta língua mais importante da cidade, depois do português, do curitibanês, do caingangue... o parabéns para você em polaco:

Sto lat, sto lat, sto lat
Niech żyje żyje żyje nam
Jeszcze raz
Sto lat, sto lat, sto lat
Niech żyje żyje żyje naaaaaaaaaammmmmm

Cem anos, cem anos, cem anos, viva, viva, viva para nós, mais uma vez, cem anos, cem anos, cem anos, viva, viva, viva para nnnnnnnóóóóóóóóóóóóóssssssssssssssss.

Fonte: http://iarochinski.blogspot.com/2008/03/kurytyba-curitiba-faz-aniversrio.html#links

(*) Belo artigo do meu grande amigo Ulisses Iarochinski, que no seu BLOG escreve: "Sou polaqueiro - metade polaco, metade mineiro. Nascido no Paraná, mas com raízes na Polônia e Minas Gerais. Jornalista em tempo integral e doutorando em História na Uniwersytet Jagielloński, de Cracóvia, na Polônia.".

Valeu Ulisses!!!!!!! Um grande abraço do Paulo Branco e obrigado pela homenagem a nossa querida Kurytyba
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Marcadores: curitiba, kurytyba, ulisses iarochinski

OS FATOS OCULTOS e a FACE OCULTA da mída

(postado em 17/06/2006,Fonte: Comunidades > EU ODEIO A IMPRENSA MENTIROSA > Fórum: > ORKUT)

Alô meus Caros Amigos.. passando para desejar muita paz e saúde..CUIDADO com a mensagem sobre as fotos do acidente da GOL, pois é VIRÚS..sabe com é ..enquanto alguns passam estes trotes e tratam com desdém a tragédia alheia, NÓS LUTAMOS POR UM BRASIL justo, fraterno e solidário..apoiamos a luta pela imprensa livre, comunitária e para todos.. hoje, infelizmente, com a nossa mídia sendo comprada por grupos racistas e preconceituosos(Caso da editora ABRIL agora com participação do antigo APARTHEID e do PIETR BOTHA) e outras mídias brasileiras na mão do CISNEIROS (UOL/BOL,Folha, etc...)Pior ainda, é a mídia fazer o que fez em 89 (só ver BRASIL ALÉM DO CIDADÃO KANE) e repetir tudo novamente nesta eleição(ver Carta Capital desta semana - matéria OS FATOS OCULTOS e ainda os jornalistas mensaleiros(ver denúncia do JIBRA);só nos resta lutar por uma mídia sob o controle do povo brasileiro. -- visitem o http://dabocadojacare.blogspot.com ---

Amordaçada.

A imprensa mineira nada diz sobre a greve da Polícia Civil, vários jornalistas foram demitidos depois que revelaram alguma coisa contra o governo mineiro. É quase como na Alemanha nazista só que em Minas a dominação é economica.

Viva a liberdade de imprensa.

Fonte: > ORKUT > EU ODEIO A IMPRENSA MENTIROSA > Fórum: em 15/05/07, escrevu GUINEVER

Grandes vozes

Não, não estou me despedindo mas sim escrevendo tudo o que me vem à mente e ao coração. Portanto, não posso me furtar de falar naqueles que eu conheci e que tiveram e têm grandes vozes. A voz é nosso principal instrumento e há que utiliza-lá da melhor forma possível.

No Rio Grande do Sul(RS): Lauro Hagmann (O Reporter Esso da Rádio Farroupilha), Jose Delia, Euclides Prado, Rubens Alcantara, Braga Gastal, Iolanda Pereira, Ojalma, Mendes Ribeiro, Carlos M.Voigt, Hermes Pons; esses os que me lembro, mas claro que existiram e existem dezenas deles.

No Paraná(PR): Alcides Vasconcelos, Ovando Stori, Camilo Jorge, Adelson Alves, Irineu Silva, Ubiratan Lustosa, Luiz Borba, Elon Garcia, Cuatí (não lembro o nome dele), João Feder, Rafael Iatauro, Nestor Baptista, Ovande de Castro, e tantos outros,os quais aos poucos vou lembrando e mencionando sempre que for possível.

Voltarei ao assunto e citar também as vozes femininas. Quem puder me ajudar, por favor escrevam, direto no BLOG ou pelo email: pbradialista@yahoo.com.br
Tchau.

domingo, 13 de abril de 2008

Feliz reencontro

Feliz reencontro tive domingo (13) com o amigo e companheiro Oscar Voupini,conhecido e bastante conhecido, por somente VOUPINI. Brilhante jornalista, prestou serviços tambem ao Estado, na Secretaria de Comunicação Social. É isso aí Voupini,bola prá frente.

Operador de som

O operador de som é peça fundamental para qualquer programa de rádio, seja noticiário, entrevista ou entretenimento. Sem um bom operador para dar colorido ao programa, de nada adianta, porque esse profissional é 50% do sucesso de uma programação. Assim sendo, quero prestar minhas homenagens e agradecimentos aos senhores operadores, que sempre estiveram presentes em minha vida de radialista,tanto no RS quanto no PR. Amigos, onde quer que estejam, recebam meus sinceros agradecimentos, pois sem vocês não teria alcançado sucesso em minhas empreitadas. Junto aos operadores temos também os discotecários-programadores, os quais quero também homenagear. Obrigado amigos por tudo, e que Deus os faça muito felizes e realizados quanto sou. Quero pedir licença a todos para citar o nome do meu primeiro operador no Paraná, e que se revelou mais tarde um grande apresentador. Te devo muito, embora não estejas mais entre nós: ANTENOR SANTOS. Obrigado amigão.

terceiro mundo, terceira idade

Países da Europa, Japão e também os Estados Unidos, se dizem "país de primeiro mundo" e todos outros são considerados de "terceito mundo". Pergunto onde estão os paises de "Segundo Mundo"?

Outra coisa que acho intrigante é existir pessoas que estão na terceira idade,mas não ouço ninguém falar nas pessoas que estão na primeira ou segunda idade.

Gostei de uma tirada do José Ville da CBN sobre a idade. Dois amigos se encontram,conversa vai, conversa vem e um deles dispara:
- "que idade voce tem?
- "eu tenho 80 anos
!", reponde o outro.
- "ah!... você está muito bem".

sábado, 12 de abril de 2008

Depois daquele lauto café...

...em minha chegada a Curitiba,perguntei a alguém que passava onde tinha uma Rádio, e me mandaram para um endereço onde funcionavam duas,se não me engano a Curitibana e a Cruzeiro. Foi lá que travei a primeira amizade na capital paranaense,e foi muito duradoura.Conheci Léo Paz (El Morocho)gerente das duas Rádios, mas que só tocavam músicas.Não tinha vaga para mim.Dali acompanhado pelo meu já amigo El Morocho,Deus te abençõe onde estiver amigo,fomos até a Rádio Cultura,a primeira em notícias naquela época.O gerente Marco Aurélio de Castro disse que gostava de locutor gaúcho, mas que o quadro estava lotado.Léo me levou então até o edifício ASA, falar com o Jair de Brito na Rádio Independência e voltou para seu trabalho.Conversei bastante com o Jair,que me disse para voltar bem a tardinha.Andei pela cidade a esmo para conhecê-la.Voltei na Independência lá pelas seis horas daquela tarde.Vapt-vupt, estava empregado no mesmo dia em que aqui cheguei e, graças a Deus, nunca fiquei desempregado.Depois eu conto mais um capítulo da minha história no Paraná e acreditem, só tem coisa boa,porque as más eu esqueço rapidamente.

SlideShown de Paulo Branco

Povo e Pova, vejam fotos do meu velho e querido pai, seu Paulo Branco, e vistem o BLOG dele: http://pbradialista.blogspot.com

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Meu primeiro lauto café em Curitiba

Lá estava eu na pacata cidade de Rio Grande(RS),cidade portuária com duas emissoras de rádio, a Cultura e a Riograndina.Trabalhava numa segunda,quando decidi deixar as plagas gaúchas e me aventurar pelo Brasil,começando pelo Paraná, e se não desse certo iria para São Paulo.Eu não sabia mas estava fazendo a coisa certa,depois de tantas erradas;isto foi a exatos 44 anos e 7 dias.Caprichei na minha chegada,não deixei por menos e vim de Mercedes (gostaram ),só que era um ônibus da Penha.Meu primeiro lauto café na capital paranaense não teve café, mas um gostoso sanduíche que truxera, de "fiambre"; e foi num banco da praça Carlos Gomes,no dia 7 de Abril.Aguardem o próximo capitulo na sequência.

Liberaram a niquileira do Abadía

Gostei muito de ver que a justiça, liberou para leilão a "niquileira" do Abadía.Valeu,o povão foi às compras, mas e as mansões, apartamentos, carros de luxo, etc...etc... Outra coisa que me deixa encucado são aqueles ônibus estocados lá em Foz do Iguaçu,que pertenceram a traficantes e contrabandistas.Estão se deteriorando e ninguém faz nada.E com tanta criança andando enormes distâncias no interior para chegar à escola.

Liberaram a niquileira do Abadía

Gostei muito de ver que a justiça, liberou para leilão a "niquileira" do Abadía.Valeu,o povão foi às compras, mas e as mansões, apartamentos, carros de luxo, etc...etc... Outra coisa que me deixa encucado são aqueles ônibus estocados lá em Foz do Iguaçu,que pertenceram a traficantes e contrabandistas.Estão se deteriorando e ninguém faz nada.E com tanta criança andando enormes distâncias no interior para chegar à escola.

Dá-lhe Tuca!

Registro aqui nossos parabéns a professora de hidroginástica da Academia Movimento's,Marcia Cristina Dias Willy,a qual carinhosamente tratamos por Tuca. Ela obteve excelente performance no Campeonato Brasileiro Amador de Triatol,realizado em Vitoria(ES).Estamos aprendendo muito com você.Abraços meus e da Zena,minha mulher.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Prende, solta, prende, solta

As emissoras de TV estão noticiando toda hora as enchentes no nordeste, milhares de pessoas desabrigadas, governadores decretando estado de emergência em varias regiões. A seguir vem as informações de que o Governo Federal liberou tantos milhões de reais para socorrer aquela pobre gente, e logo, vem notícias de que o dinheiro não chegou como previsto, que os desabrigados continuam desabrigados. Aí o governo diz que mandou o dinheiro, os governadores dizem que não receberam o suficiente e os desabrigados continuam desabrigados. Cadê o dinheiro? Daí chega uma notícia sobre o FPM -Fundo de Participação dos Municípios -; e para ter ataque de riso: foram presos 14 prefeitos e dezenas de pessoas ligadas aos "esquemas". Como sempre fraude, formação de quadrilha, suborno, locupletação desmedida, etc...etc... Muitas provas, muitos computadores e malotes transportados. Na sequência começam as solturas, uma por causa disso, outra por causa daquilo. É sempre assim, prende-solta-prende-solta e a festa continua.

PB no "Revivendo", por Ubiratan Lustosa

Amigo Paulo, visitei seu Blog.
Está excelente, muito atrativo. Gostei mesmo e envio meus parabéns. Sempre que puder darei uma corujada nele.
Se você permitir, contarei alguns dos seus causos no meu programa "Revivendo", na Educativa. (Sempre citando a fonte, é evidente).
Um grande e fraterno abraço do
Ubiratan Lustosa.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Tempestade de neve?

Em 1986 eu apresentava um noticiário as 7:30 da manhã, na Radio Estadual (Educativa) juntamente com Sergio Luiz Picheto, Léa Oksenberg, Ovande (ou Ovando) Stori.

O Sergio fazia imitação de um consagrado locutor brasileiro correspondente de uma grande emissora brasileira no Canadá. O dito cujo era chegado num bom wiski e as vezes passava da conta.

Numa destas foi fazer um noticiário para o Brasil e leu:
- "VIOLENTA TEMPESTADE DE MERDA SE ABATEU SOBRE QUEBEK. AS CRIANCINHAS SE DIVERTIAM JOGANDO PELOTINHAS DE MERDA UMAS NAS OUTRAS".

Só que a tempestade realmente era de neve..., é claro!

Em Curitiba existem grandes locutores, dois destes, o Castro e o Stori. Só que um é Ovando e outro é Ovande. Daí minha confusão. Desculpem nossa falha.

Paulo Branco - http://pbradialista.yahoo.com.br

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Alô Prado

Cheguei em Curitiba no dia 7 de abril de 1964. Havia um excelente locutor esportivo cujo nome era Euclides Prado. Não deu outra, o Plantão na afobação de dar mais uma informação, lascou a seguinte frase para chamar a atenção do narrador: "ALÔ PRADO, o time tal está classificado para segunda fase do campeonato". Tchan...Tchan...Tchan...Tchan. Imagine o que aconteceu.

Contato: http://pbradialista.yahoo.com.br

sábado, 5 de abril de 2008

Livro de minhas memórias

Seguidamente perguntam se estou pretendendo escrever livro de minhas memórias. Não tenho essa pretensão, até porque na maioria do meu tempo em rádio, utilizava a voz. Meu negócio era e é falar.
Escrever um bom noticiário, uma boa matéria jornalística, um bom texto de abertura, era tarefa doutro time. Cheguei a conclusão que ser redator de notícias para rádio hoje em dia é mais tranquilo. Já não sabemos da origem, se construída ou simples copia da internete. Ler noticiário seja qual for a duração, me parece mais fácil.
Difícil é enfrentar um teclado, tirar lembranças ou conceitos da cachola e ainda, preocupar em se fazer entender num bom português. Resumindo, prefiro enfrentar a "latinha", como se dizia antigamente.
Mas vamos em frente, navegando, escrevendo, postando. Conto e gostaria da sua ajuda, ora corrigindo, ora criticando e ora, por que não, elogiando meu trabalho.
Se permitido for, sem o intuito de parafrasear um trecho do livro "Memórias de Minhas Putas Tristes" de Gabriel García Marquez; ouso adaptar para minha realidade:
- "Nunca fiz nada diferente de locução e não tenho vocação nem virtude de escrever, ignoro por completo as leis da composição dramática, e se embarquei nessa missão é porque confio na luz do muito que li pela vida afora. Dito às claras e às secas, sou da raça sem méritos nem brilho, que não teria nada a legar aos seus sobreviventes se não fossem os fatos que me proponho a narrar do jeito que conseguir, minhas memórias neste espaço informático".

E assim encerramos o programa "PB ONDE ANDA VOCÊ" que voltará ao ar amanhã, neste mesmo local. Se Deus quiser. Na mesma situação um gaúcho tradicionalista, e qual gaúcho não é, diria mais ou menos assim:
- Até amanhã, se o patrão velho lá em riba assim permitir.

(Técnica de som , prefixo musical vai subindo, subindo e CORTA). OPS! Ato falho. Não estou num estúdio com microfone à frente.

Paulo Branco - http://pbradialista@yahoo.com.br

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Seu Osvaldo, o Cambota

Lá estava eu trabalhando numa boa Rádio de Porto Alegre, quando recebi a visita de um senhor. Osvaldo era seu nome, que me fez convite para dirigir uma Rádio em Minas do Butiá, no interior do RS. Cidadezinha que vivia em função das minas de carvão (que cheiro de enxofre minha gente, epa). Ele era padeiro entregando pães de casa em casa, como habitual naqueles tempos. Nada entendia do assunto e por isso queria alguem que entendesse de Rádio. Eu tinha vinte e poucos anos, estou agora com 76. Fiquei pensando no assunto, mas acho que pensei demais até tomar uma decisão. Tinha custado muito para chegar a Meca do Rádio gaúcho, depois voltar para o interior. Pois larguei tudo, tomei um ônibus (sou meio invocado com esse negocio de TOMAR UM ÔNIBUS, mas que seja) e fui para tal cidade sem nada conhecer da região. Chegando lá um bela surpresa! Já havia outro no cargo oferecido, mas como um otimista ferrenho e o dono da Rádio uma excelente pessoa com um grande coração, me ofereceu vaga para fazer locução e apresentar um programa de auditório. Fui muito feliz por lá. O apelido do seu Osvaldo era CAMBOTA (pessoa que tem as duas pernas muito tortas, diziam que dava para passar matilha de cães brigando entre suas pernas). Cambota onde quer que estejas, muito obrigado amigão, jamais esquecerei de ti.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Conhecendo o Rio de Janeiro

Tive que ir ao Rio, ou mais propriamente ao Ministério do Trabalho, muito tempo antes de Brasilia ser a capital federal. Lá chegando, pergunta daqui, pergunta dalí para o prédio do Ministério. Bem próximo do meu objetivo tinha que atravessar uma rua muito larga, mas de pouco ou nenhum movimento. Via carros todos alinhados a uns 500 metros. Deve ser um estacionamente, pensei. Não mais que de repente eles acordaram e vieram em minha direção. Estava no meio da travessia e eles (os carros) se aproximando. Correr não dava, voltar não dava; então fiquei estático vendo carros passando pela minha direita e pela esquerda. De repente tudo cessou e consegui ir até o outro lado. Sabem onde estava? Estava no meio da Av. Presidente Vargas. Foi assim que conheci o Rio de Janeiro, que continua lindo. Dá para esquecer uma coisa assim?

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Memórias

A imprensa noticiou que o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos vai mandar para o Arquivo Público, as memórias que escreveu desnudando, espero, coisas durante sua estada lá. Mas com recomendação de que sejam reveladas daqui a 50 anos. A quem pode interessar lá pelo ano 2.042 o que aconteceu neste ou em qualquer outro governo? Aos meninos que tem 8 anos hoje? Faz me rir ex-ministro, ou são coisas que abalariam o mundo hoje?

Novato, mais uma vez... navegando.

Quarta-feira, 2 de Abril de 2008 fonte: http://pbradialista.blogspot.com


Hesitei (1) muito em tomar a decisão de enfrentar esta máquina maravilhosa, o tal do computador e seus tentáculos: Internet, WEB, programas e tantos outros. Pior ainda, começar tudo de novo.

Mas como é bom nesta altura dos acontecimentos tentar algo novo e empolgante. Como tudo tem seu tempo, nada de fanatismo. Na minha vida sempre tive uma regra: não se fanatizar por política, futebol ou religião.

A petizada adere logo e são rápidos. Aos mais idosos, ou politicamente correto, aos da melhor idade que ainda não aderiram ao "internetês", naturalmente não estão acessando qualquer BLOG.

Você que nos dá a honra da visita, mostre o que eles estão perdendo. Tem de tudo, até o que jamais se imaginou neste "demoniozinho".

Vale a pena tentar, incentive-os a começar agora, nunca é tarde. Podem escrever primeiro para família, depois aos amigos e enfim, o mundo.

Navegue, naveguem... Não no sentido de Pompeu: "Navigare necesse; vivere non est necesse" (2). E sim no sentido de Fernando Pessoa em "Navegar é preciso" (3).

Espero que me escrevam contando os resultados. Vamos lá, você nunca foi de rejeitar um desafio. Tenho certeza, não vai ser agora que vais correr da briga.

Vale esclarecer que tenho tido ajuda, primeiro um cursinho no SESC ( alô professor Eric Mar 69 - obrigado por tudo,valeu!) e segundo, meu professor permanente Jose Daniel, o Jacaré. O meu garoto está com 50 anos, entende do assunto prá mais de metro. É da área de Suporte em Informática do Banco Itaú. Acho que vai longe esse Guri.

E acredito que BLOG também é cultura. Segue notas:
(1) - Hesitar ou Exitar? Hesitar é a forma correta quando o verbo significa: demonstrar dúvida; não estar ou não se mostrar seguro; duvidar; vacilar; gaguejar; titubear. Já exitar é o mesmo que ter bom êxito, bom sucesso, resultado satisfatório. Hesitar e exitar têm significados bem diferentes. Lembre-se disso para não hesitar ao escrevê-los. Fonte: http://www.redebomdia.com.br/ - Coluna de Língua Portuguesa.

(2) - "Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra, cf. Plutarco, in Vida de Pompeu]

(3) - Em "Navegar é preciso", o poeta Fernado Pessoa exprime:

- "Navegar é preciso; viver não é preciso"
Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo."
Paulo Branco - pbradialista@yahoo.com.br / pbradialista@gmail.com

Colaborou na matéria: José Daniel
Postado por Paulo Branco às 21:40 0 comentários Links para esta postagem
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terça-feira, 1 de abril de 2008

Veja meu Slide Show!

BLOG - por Eduardo Schneider

Blogueiro novo na praça. É Paulo Branco, o grande radialista. Ele conta causos, mostra fotos e faz comentários do alto dos seus cinqüenta anos de janela. Imperdível.

No endereço: http://pbradialista.blogspot.com

Fonte: www.horahnews.com.br - Coluna do Eduardo Schneider.

Conhecendo Brizola

Transcorriam aqueles anos efervecentes, antes de 64. Este locutor que vos fala, estava numa noite fazendo locução da Radio Farroupilha de Porto Alegre. Lá pelas 11 da noite, do estúdio vislumbrei a chegada de um grupo tendo a frente uma figura que eu já conhecia pela imprensa, Leonel Brizola. Era de tremer para um gauchinho de vinte e poucos anos vindo lá do Planalto Médio, de uma cidadezinha chamada Passo Fundo. Brizola entrou se apresentou e perguntou:
- és o locutor da hora?
- sim senhor, ... Respondi de pronto.
O caudilho então me disse:
- anuncia aí que a Farroupilha está sendo requisitada pelo Governo Federal. Vai falar Leonel de Moura Brizola.
Anunciei e fui saindo de fininho do estúdio, que apesar de grande, estava totalmente lotado. E perna pra que te quero. Soube que ele falou até as 3 da manhã. Foi assim que conheci LMB. Eta mundo. Isto aconteceu já faz quase 50 anos.

FIQUE BEM INFORMADO.

Leia mais: Hoje é dia de que? Datas comemorativas • A arte da vida. Apon HP. Literatura para pensar e sentir http://www.aponarte.com.br/p/hoje-e-dia-de-que-e-amanha_09.html