sábado, 31 de maio de 2008

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE - por Ubiratan Lustosa

Comemora-se em 5 de Junho o
DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE.
É o Dia da Ecologia.
É o dia destinado a um exame de consciência, a uma tomada de posição, no qual nos perguntamos o que temos feito visando a proteção do ambiente em que vivemos, e decidimos tomar um caminho, realizar alguma coisa.
Em verdade, já se tem caminhado bastante no terreno da conscientização do povo para os problemas da ecologia. Não há que negar que já foram tomadas medidas efetivas visando a proteção do meio ambiente. É forçoso reconhecer, no entanto, que ainda temos muito a caminhar.
Infelizmente continuamos derrubando matas, desnudando a terra até mesmo nas cabeceiras dos rios.
Deploravelmente continuamos matando animais, mesmo aqueles cujas espécies estão em extinção.
Irresponsavelmente continuamos poluindo o ar que respiramos. Criminosamente continuamos lançando resíduos industriais nos rios que estão morrendo.
Desgraçadamente continuamos promovendo o desequilíbrio da natureza. Pratica-se, ainda, uma agricultura de rapina, imediatista, em que o mau uso do solo o depaupera e as camadas férteis de terra, formadas ao longo dos séculos, são transformadas em faixas pobres e até estéreis, num criminoso processo de desertificação.
O desmatamento inconseqüente, a inadequada derrubada de árvores ocasiona o aumento da velocidade dos ventos, a irregularidade das chuvas, a erosão, o assoreamento dos rios, a transformação climática com a qual a natureza se vinga das agressões que sofre.
Falta, ainda, uma consciência ecológica generalizada. O trabalho dos Governos e a dedicação dessas entidades que idealisticamente se lançam à luta visando a preservação da natureza, devem receber o mais decidido apoio e a mais ampla colaboração.
O homem, em sua ação predatória, atinge mortalmente a natureza e destrói o que temos de mais caro. Tira sem método, desperdiça, extermina em nome do progresso o que possuímos de mais precioso:
a terra em que vivemos.
5 de Junho é um dia apropriado para se pensar. Pensar e decidir. Decidir e agir.
Fortunas imensas são gastas pelos Governos no combate à erosão. São verbas substanciais que poderiam ser aplicadas em outros setores que exigem atenção, como a saúde e a educação, não fosse a incúria de muitos que, por ignorância ou negligência - ou ganância de lucros - desrespeitam as leis da natureza. Ela pode dar frutos opimos ou áridos desertos, respondendo-nos conforme nosso procedimento em relação a ela.
Acontece que há muitos corações, há muitas consciências em que os devastadores ventos do exacerbado desejo de lucro imediato já provocaram a erosão dos sentimentos. Há muitas almas que já se transformaram em desertos. Por isso é preciso insistir na necessidade de uma reciclagem dos homens para que se possa garantir o respeito à natureza.

( Do livro "Nosso Encontro", coletânea de crônicas radiofônicas, e do site www.ulustosa.com).

sexta-feira, 30 de maio de 2008

A hora que a Iguaçú saiu do ar

Eu não estava lá, na hora em que a Rádio Iguaçú saiu do ar para nunca mais voltar, naquele fatídico 27 de maio. Tinha sido escalado para fazer cobertura de evento na Refinaria da Petrobrás, algo relativo a Usina de Uréia. Próximo ao almoço, chegou um colega de uma outra emissora e me disse que a Rádio tinha saído do ar, por determinação federal. Foi como se eu tivesse perdido alguém da família repentinamente, tanto que não acreditei, continuei fazendo entrevistas, almocei no local e voltei para os estúdios, já no meio da tarde. Silêncio. Foi aí, e só aí, que a ficha caiu e tive consciência de que de uma hora pra outra, não tinha mais trabalho, nem equipe, nem programa e, nem salário. Inacreditável. Não tive problemas financeiros que outros devem ter tido, já era Relações Públicas da Rádio Atalaia, além de prestar assessoria ao prefeito Luís Fernandes, de Piraquara(PR). Mas, pessoalmente, foi um baque e tanto. Os profissionais não foram respeitados, os ouvintes não foram respeitados, os patrocinadores não foram respeitados. É triste, mas é verdade. É TRISTE TAMBÉM RECORDAR, MAS DIZEM QUE RECORDAR É VIVER.

"sic"

Dentre as inutilidades que existem na Internet, achei no YAHOO Respostas, o que segue:

Pergunta: - Existe emprego mais inútil que ascensorista de elevador? Mesmo uma pessoa que não tenha as duas mãos, conseguiria apertar o andar desejado com o nariz.

Respostas mais inúteis:
- existe... o de ajudante de motorista de van!
- o farmaceutico, porque o ser humano não tem remédio!
- tem... colocador de bolinha de apito!
- O enxugador de gelo por exemplo...!
- A pessoa que tem a incunbência (sic) de escovar carvão até ficar branquinho, branquinho...!
- Os fiscais da natureza que passam o dia na calçada contando as folhas que caem da árvore...!

Entre a pergunta idiota e tantas respostas idiotas, faltou alguém pensar um pouco, punho em queixo, cotovelo no joelho, e refletir:

- " na situação do acensorista de elevador, num prédio de 20 ou mais andares. No térreo lota, vai subindo, aí alguém resolve contar uma piada ao amigo no décimo andar. Desembarca sem acabar de contar a dita piada, e o acensorista como é de que fica? "

Já pensou nisto? Como conseguiu viver até hoje sem pensar no dito cujo...

Para não ficar somente na inutilidade do texto acima, vamos explicar o "sic" utilizado: (fonte: wikipédia)

Sic é um termo da língua latina cuja tradução literal é "assim". A palavra Sic é usada freqüentemente em português para indicar é desta forma (Sic et simpliciter). É possível, de facto, que a palavra "sim" do português tenha origem neste termo.

A palavra "sic" é usada para evidenciar que o uso incorreto ou incomum de pontuação, ortografia ou forma de escrita presente em uma citação, provem do autor original da mesma. Serve assim para deixar claro ao leitor que não houve um erro de tipografia. Além desse uso como advertência, a palavra também pode ser empregada para denotar ironia, como neste exemplo:

"O ministro Antônio Rogério Magri afirmou ontem que Fernando Collor é imexível [sic]."

Via de regra a palavra aparece no texto da forma exemplificada: entre colchetes e itálico. Isto visa deixar claro que o "sic" não faz parte da citação em si mas foi acrescentado pelo autor da transcrição..

Colaborou: JDaniel

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Reencontrando amigos - por Donato Ramos

CARAMBA, SIÔ! Como diria um mineiro que se mudou pro México!

Não acredito! DESCOBRI O PAULO BRANCO depois de quarenta anos! Não sou mais radialista. Fui durante 33 anos e, agora, nem a Rádio Comunitária do Campeche me quiz. Fui até lá, apresentei-me, doei um dos meus livros, o que fala sobre Rádio, ensina algumas coisinhas das antigas, doei uma máquina de escrever, entrei de sócio, levei uns quadros que pintei, doei uns CDs que gravei tocando gaita de boca. Não penduraram o quadro, não leram o livro, não tocaram na máquina nem devolveram, não tocaram o disco e nem me entrevistaram. Não voltei mais lá e nem liguei mais a Rádio. Primeiro porque não quiz e, depois, porque não pega.

Pois é, amigão: estou aqui na Ilha da Magia, do Antunes Severo, do Emílio Cerri, do Iran Nunes, do Mauro Amorim, da Cláudia, filha do tão lembrado e querido Zininho, Luciando Corbeta e tantos outros... e de outros dinossauros!

Fui vinte anos presidente de sindicato em Cascavel (Comerciários), fui candidato a vice prefeito e nunca vi um cara perder tão feio como eu.

Daí, resolvi descansar aqui. Durante alguns meses isso foi possível.

Descobriram-me e, resumindo, estou "descansando" como: Diretor Responsável de um Jornal (vida&cidadania - porta-voz da Terceira Idade), Presidente do INSTITUTO VIDA & CIDADANIA, dedicado às coisas do LAZER E DA CULTURA NA TERCEIRA IDADADE (São 147 Grupos de Idosos sob a orientação da Gerência do Idoso da Secretaria da Assitência Social da Prefeitura). Escrevo para uns quatro ou cinco sites. Continuo editando meus livros (agora são 14). Sou Imortal da ACL - Academia Cascavelense de Letras. Amanhã(27.5.08) serei aceito em solenidade na ALIFLOR - Associação Florianopolitana de Escritores.

Mas sobra um tempão para abraçá-lo. Moro no Campeche - Servidão Ilha Paraíso, 98

Fiquei muito contente em descobrir você, porque foram poucos os que sobraram em pé!

Donato Ramos - 26 de maio de 2008

donatoramos@uol.com.br - www.vidaecidadania.zip.net




quarta-feira, 28 de maio de 2008

Anoiteci, e não amanheci em Soledade

Foto: Portal de Soledade, a Capital da Pedras Preciosas

A primeira grande emoção que o rádio me proporcionou foi desagradável. Com pouco mais de vinte anos e trabalhando na Rádio Cristal, Soledade(RS), fiz a cobertura do desaparecimento de uma criança recém nascida, em circunstâncias misteriosas.

O pai, um médico veterinário que viajava pelo interior da região, trouxe para casa uma criancinha, dizendo que a havia encontrado à beira de uma estrada e convenceu a esposa na adoção. Passam alguns dias e a criança some. A suspeita principal recai sobre a mãe adotiva. Não deu outra, o corpo da criança foi encontrada pela polícia e populares, depois de muitas buscas, dentro de um poço abandonado e coberto de cal, logo nos fundos da residencia do casal que era de familia tradicional.

E qual a emoção? Eu alí, transmitindo a retirada de uma criança morta de dentro do poço, já um tanto desfigurada pela cal, produto químico colocado com intuito de desamanchar o corpinho da recém nascida. Foi demais para o jovem repórter. Entrevistei a assassina dentro da cadeia, e ao perguntar se estava arrependida, de pronto ela respondeu: "SIM". Confissão de culpa, gravada. Ela descobriu que a criança era filha do marido, com uma moça do interior. É o caso do "explica, mas não justifica".

Vai daí que os parentes da família abstada me cassavam por toda a cidade, enviando ameaças e querendo me encontrar para comprar a fita. Entreguei a fita ao padre, diretor da rádio, e não soube de mais nada. Achei melhor sair da cidade. Amigos me aconselhavam: "Olha, a familia é poderosa..., pode fazer muito mal a você".

Anoiteci, e não amanheci em Soledade. Não deu nem para sentir saudade.

Primeira vez em Brasília

Na fase áurea da Guairacá, antes de se tornar Rádio Iguaçú, fiz também uma grande cobertura direto de Brasília quando o Ministro da Agricultura era o paranaense Ivo Arzua. Fui pela primeira vez na capital do país para cobrir um seminário sobre agricultura. O Arzua fez questão da presença de jornalistas e radialistas paranaenses no evento. Muitas das idéias lá debatidas estão ainda em evidência. Aliás, lembrando que quando Ivo Arzua foi administrador da cidade, fez entre outras coisas, a Avenida Paraná.
Foto 1: ônibus trafegando pela canaleta no Bairro Santa Cândida, quando a Av. Paraná foi transformada numa das conhecidas canaletas do EXPRESSO.
Foto 2: Avenida Paraná.(1977)

O Arzua fazia também, a chamada "Operação Concentrada". Sempre às quintas-feiras, levava para um bairro de Curitiba todos os técnicos, engenheiros, máquinas, tudo o que fosse necessário para resolver os problemas prementes da região. O almoço era servido no local, e ele com toda a equipe, mais a imprensa, almoçavam numa cozinha de campanha.
Fonte das FOTOS: http://onibusdecuritiba.com.br/novo/index.php?option=com_content&task=view&id=14&Itemid=21

terça-feira, 27 de maio de 2008

Iguaçú, num triste dia - por Paulo Branco

Maio, grandes alegrias e tristeza. Isso mesmo, uma grande alegria de ser contratado pela Rádio Guairacá, como já detalhei aqui, mas foi também em um mês de Maio que tive uma grande tristeza , o fechamento da Rádio Iguaçú que veio a substituir a marca Guairacá. A Iguaçú por motivos políticos, teve sua licença de funcionamento cassada pelo governo federal no dia 27 de Maio de 1977, a trinta e um anos. Mais uma equipe ficou a ver navios de uma hora pra outra, sem mais nem menos, se bem que Paulo Pimentel pagou, conforme havia prometido, todos os nossos direitos trabalhistas.Tivemos com ele uma reunião alguns dias depois do acontecido e ele disse, me lembro como se fosse hoje: "Eu acho que é o governo que tem que pagar, mas se for eu, pagarei." E pagou. Mas a emoção daquele dia jamais se apagou. Voltarei ao assunto.

Iguaçú, num triste dia

Maio, grandes alegrias e tristeza. Isso mesmo, uma grande alegria de ser contratado pela Rádio Guairacá, como já detalhei aqui, mas foi também em um mês de Maio que tive uma grande tristeza , o fechamento da Rádio Iguaçú que veio a substituir a marca Guairacá. A Iguaçú por motivos políticos, teve sua licença de funcionamento cassada pelo governo federal no dia 27 de Maio de 1977, a trinta e um anos. Mais uma equipe ficou a ver navios de uma hora pra outra, sem mais nem menos, se bem que Paulo Pimentel pagou, conforme havia prometido, todos os nossos direitos trabalhistas.Tivemos com ele uma reunião alguns dias depois do acontecido e ele disse, me lembro como se fosse hoje: "Eu acho que é o governo que tem que pagar, mas se for eu, pagarei." E pagou. Mas a emoção daquele dia jamais se apagou. Voltarei ao assunto.

sábado, 24 de maio de 2008

Blog Paulo Branco - Radialista (continuação)

Sábado, 24 de Maio de 2008

Os Festivais da MPB
Nós daqui podíamos assistir a tudo ou, como a maioria do povo, ouvir pelo radinho. Entao, cada "Festival da MPB" da Record(1) sempre era uma grande cobertura e marcou época também no nosso rádio paranaense. Cobríamos da maneira que dava, e sempre dávamos um jeitinho. Na quinta-feira, eu e o Carlos Rocha íamos para São Paulo acompanhar os ensaios no Teatro para estar seguro na transmissão do sábado. Assim conheci "Os Mutantes", com a Rita Lee carregando instrumentos nas costas para os ensaios. Reencontrei Elis Regina, aquela menina lá do Rio Grande do Sul, vi Jair Rodrigues nos primórdios, e tantos outros. A cobertura, bem..., não havia celular, muitos menos satélite. Era tudo feito com raça, coragem e determinação.(1) Na década de 1960 começam os chamados "Anos Dourados" da emissora que tornou-se líder na audiência. A partir de 1965 a emissora volta suas atenções à MPB e alcança grandes índices de audiência. Programas como "O Fino da Bossa" de Jair Rodrigues e Elis Regina, Os "Festivais da MPB" vindo da TV Excelsior, e "Jovem Guarda" de Roberto Carlos tinham como objetivo divulgar a música brasileira. Torna-se muito popular na época os Festivais da Música opular Brasileira. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/TV_Record

Postado por Paulo Branco às 15:01 0 comentários

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Troca Tudo
Um dos pontos altos do meu programa na Guairacá foi sem duvida nenhuma o" Troca Tudo". O ouvinte ligava ou escrevia para o programa, dizendo o que queria trocar, pelo que e até o por quê. Deu até gente trocando terreno na praia por um vestido de noiva. Trocavam de tudo. Carro por carro, carro por caminhão, charrete por carroça e assim por diante. Só nunca apareceu, foi alguém querendo trocar a mulher mais velha por uma mais nova, ou uma mais nova por outra mais experiente. E nem para trocar um Crocodilo por um Jacaré. E viva nóis!!!.

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Postado por Paulo Branco às 13:42 0 comentários

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Os Festivais da MPB

Nós daqui podíamos assistir a tudo ou, como a maioria do povo, ouvir pelo radinho. Entao, cada "Festival da MPB" da Record(1) sempre era uma grande cobertura e marcou época também no nosso rádio paranaense. Cobríamos da maneira que dava, e sempre dávamos um jeitinho. Na quinta-feira, eu e o Carlos Rocha íamos para São Paulo acompanhar os ensaios no Teatro para estar seguro na transmissão do sábado. Assim conheci "Os Mutantes", com a Rita Lee carregando instrumentos nas costas para os ensaios. Reencontrei Elis Regina, aquela menina lá do Rio Grande do Sul, vi Jair Rodrigues nos primórdios, e tantos outros. A cobertura, bem..., não havia celular, muitos menos satélite. Era tudo feito com raça, coragem e determinação.

(1) Na década de 1960 começam os chamados "Anos Dourados" da emissora que tornou-se líder na audiência. A partir de 1965 a emissora volta suas atenções à MPB e alcança grandes índices de audiência. Programas como "O Fino da Bossa" de Jair Rodrigues e Elis Regina, Os "Festivais da MPB" vindo da TV Excelsior, e "Jovem Guarda" de Roberto Carlos tinham como objetivo divulgar a música brasileira. Torna-se muito popular na época os Festivais da Música opular Brasileira. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/TV_Record

Troca Tudo

Um dos pontos altos do meu programa na Guairacá foi sem duvida nenhuma o" Troca Tudo". O ouvinte ligava ou escrevia para o programa, dizendo o que queria trocar, pelo que e até o por quê. Deu até gente trocando terreno na praia por um vestido de noiva. Trocavam de tudo. Carro por carro, carro por caminhão, charrete por carroça e assim por diante. Só nunca apareceu, foi alguém querendo trocar a mulher mais velha por uma mais nova, ou uma mais nova por outra mais experiente. E nem para trocar um Crocodilo por um Jacaré. E viva nóis!!!.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Rememorar é viver

Tenho encontrado com colegas da antiga, e perguntam se não ou falar disso ou daquilo, e assim por diante. Sabem que com 76 primaveras não é simples lembrar de tudo, como a primeira vista possa parecer.

Muitas lembranças chegam, mas detalhes desaparecem. Difícil manter uma ordem cronológica dos fatos, nomes se misturam, as coisas perdem a ordem cronológica quando não se perdem totalmente da memória. Utilizo ainda a técnica de ir anotando em bilhetinhos, os quais vou deixando ao lado do computador. Mas dependo, e carinhosamente solicito dos amigos, se puderem mandar fotos, arquivos, filmes, matérias de jornais ou fontes para que possa pesquisar e enriquecer os detalhes.

Então, rememorando, já escrevi sobre andanças no Rádio gaúcho, minha chegada no Paraná, primeira emissora e tantas outras que trabalhei. Relatei algumas gafes cometidas e tudo o mais. Já passei equipes das Rádios Cultura, Curitibana, Emissora Paranaense, faltando ainda as Rádios Iguaçú, Cidade e Educativa. Ainda estou contando minha segunda fase na Rádio Guairacá. Nas várias equipes de que participei, ia reencontrando com colegas como o Luiz Ernesto Pereira (hoje vereador em Curitiba), Euclides Cardoso e Jair Brito.

Na década de 70, em funções paralelas ao rádio, fui Diretor Social do Coritiba Football Club, presidente do Sindicato dos Radialistas do Paraná, membro da Federação Nacional dos Radialistas e da CONTECOP (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comunicações e Publicidade), onde conheci e fiz amizades com pessoas da melhor qualidade.

Portanto, tenho ainda muito o que contar. Arre!!! Ufa!!!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Telegramas e boca de siri

Estamos na década de sessenta e a censura corria tão solta, que toda tarde chegava na emisora um agente da Polícia Federal, com telegramas que eram afixados no quadro de avisos.

Notícias que não deviam ser veiculadas pela rádio, e em cada telegrama, detalhes do que não era para ser noticiado. Assim ficávamos sabendo o que estava acontecendo, mas não podiamos tocar no assunto.

Radialista não podia ter "boca de jacaré", era só "boca de siri". O dito era: "quem tem boca grande, vai pro céu".

Era o Brasil do ame-o ou deixe-o.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Um vestibular especial

Após ter escrito sobre a 1ª Rádio em coberturas de vestibulares, vieram outras lembranças. Uma das que mais me marcou, foi quando fazia uma cobertura do vestibular da Universidade Federal. Apanhei meu envelope e corri para a sala de transmissão reservada na Reitoria da UFPR. Um calhamaço meus amigos, e organizado por disciplina. Meu filho José Daniel concorria em Ciências Exatas, um dos últimos blocos daquelas listagens. Fui lendo, firme, e ao mesmo tempo, procurando o nome dele. Estava lá. Neste momento subiu um nó pela garganta, que tratei de engolir, e continuei a leitura. Cavacos da profissão. Terminada a leitura, corri para o Fusquinha, pois deveria levar tudo lá para o Canal 4, onde também funcionava a Rádio Iguaçú. Era costume dos vestibulandos irem lá, para conferir e ver seus nomes vitoriosos na listagem oficial. Hoje em dia, costuma-se ir em frente ao prédio da Gazeta do Povo, na Praça Carlos Gomes. Após entregar os documentos, missão cumprida. Andei um pouco, cá e lá, e aí sim o pai, não mais o profissional, chorava, e chorava copiosamente. Exatamente como estou fazendo agora ao escrever esta memória. Engoli novamente aquele nó. Terminando minha narrativa, enxugo as lágrimas e vamos para o fecho. Vale a pena viver, e viver intensamente cada dia. Ah! se vale. Obrigado meu Deus.

domingo, 18 de maio de 2008

Blog Paulo Branco Radialista

Domingo, 18 de Maio de 2008

Um luxo só...

escrever o "Blog Paulo Branco - Radialista" que tem editor, diagramador e revisor, é o que acontece comigo. Meu filho José Daniel, o Jacaré, faz tudo isso e ainda por cima gratuitamente. Ainda por cima, reproduz todas as matérias no "Blog Da Boca do Jacaré". Quem pode, pode, quem não pode, se sacode.

Iguaçu, a primeira em vestibulares

Fatos marcantes, entre outros que já mencionei, foi o da cobertura dos vestibulares das universidades curitibanas. Certa vez fui cobrir os resultados da Evangélica. A guerra para divulgar primeiro as extensas listas de aprovados e sair na frente, era total.

A nossa audiência era fenomenal, e sabedor deste trunfo, tive uma idéia.Fui até a sala onde estavam sendo fechados os envelopes com os nomes das rádios que cobririam o evento, pois o intuito deles era para que todas recebessem a informação ao mesmo tempo.

Acontece que o "macaco velho aqui", entrou na sala e como quem não quer nada, só ser "agradável", saiu anotando nomes dos funcionários juntamente com seus pedidos de músicas preferidas, para anunciá-los na rádio. Nisso, consegui apanhar o envelope da Iguaçú.

Saí de fininho, assoviando baixinho, e disfarçadamente, corri para o telefone onde já estava postado o meu operador.Comecei rapidamente a leitura, e depois que uma lista saiu e já estava sendo anunciada, quem iria sintonizar noutra emissora?

Foi assim que marcamos mais um golaço e consolidamos mais o nome Iguaçú em vestibulares. Ficamos conhecido como "A primeira em vestibulares".

É isso aí: "cobra que não anda,não engole sapo".

Fonte: http:pbradialista.blogspot.com

Um luxo só...

escrever o "Blog Paulo Branco - Radialista" que tem editor, diagramador e revisor, é o que acontece comigo. Meu filho José Daniel, o Jacaré, faz tudo isso e ainda por cima gratuitamente. Ainda por cima, reproduz todas as matérias no "Blog Da Boca do Jacaré". Quem pode, pode, quem não pode, se sacode.

Iguaçu, a primeira em vestibulares

Fatos marcantes, entre outros que já mencionei, foi o da cobertura dos vestibulares das universidades curitibanas. Certa vez fui cobrir os resultados da Evangélica. A guerra para divulgar primeiro as extensas listas de aprovados e sair na frente, era total.

A nossa audiência era fenomenal, e sabedor deste trunfo, tive uma idéia.Fui até a sala onde estavam sendo fechados os envelopes com os nomes das rádios que cobririam o evento, pois o intuito deles era para que todas recebessem a informação ao mesmo tempo.

Acontece que o "macaco velho aqui", entrou na sala e como quem não quer nada, só ser "agradável", saiu anotando nomes dos funcionários juntamente com seus pedidos de músicas preferidas, para anunciá-los na rádio. Nisso, consegui apanhar o envelope da Iguaçú.

Saí de fininho, assoviando baixinho, e disfarçadamente, corri para o telefone onde já estava postado o meu operador.Comecei rapidamente a leitura, e depois que uma lista saiu e já estava sendo anunciada, quem iria sintonizar noutra emissora?

Foi assim que marcamos mais um golaço e consolidamos mais o nome Iguaçú em vestibulares. Ficamos conhecido como "A primeira em vestibulares".

É isso aí: "cobra que não anda,não engole sapo".

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Equipes do rádio - Guairacá, por Paulo branco

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

As equipes do rádio

Não foi uma, nem duas as equipes das quais participei, que eram formadas pelos melhores profissionais da época. No entanto, não conseguiram sobreviver por muito tempo. Olhe que não foi falta de engajamento de seus profissionais ao projeto. Algumas formadas com objetivos claramente políticos, que depois que atingiam seus ideais, deixavam seus integrantes a ver navios. Nada a fazer. Muitas vezes não havia contrato, nem carteira assinada. A última aguentou dois anos, era a da Rádio Cidade, hoje Rádio Globo. Naufragou junto com o Consórcio Nasser, grupo proprietário. Foi a maior e melhor equipe que já integrei. Mas esta história fica para mais adiante, porque antes vou contar quando esttive na Rádio Guairacá, sob a direção do Grupo Paulo Pimentel. Ali trabalhei por 9 anos, até que o governo militar cassou seu prefixo, quando então já era Rádio Iguaçu. Motivo: política. Até mais.

Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

1º de maio de 1968, nova fase na Guairacá

Nesta data comecei uma nova empreitada na minha carreira profissional. Eu chamo de segunda fase na Rádio Guairacá de Curitiba, agora em novo endereço e sob a nova direção do Grupo Paulo Pimentel . Funcionava na Barão do Rio Branco próximo da Câmara de Vereadores, junto aos jornais "O Estado do Paraná" e "Tribuna do Paraná". Uma equipe de primeira, fizemos um bom rádio com recursos técnicos que tínhamos. Meu programa era das 06 às 08 da manhã. Fazia também reportagens e coberturas de eventos. Cobri festivais, tais como o famoso festival de música da Record em São Paulo, tendo os abalizados comentários de Antonio Carlos Rocha. Ainda, na direção artística, o também profundo conhecedor de música popular brasileira e das coisas do rádio, Euclides Cardoso. Trabalhávamos bastante, mas era tudo muito divertido. Vou lembrando e contando tudo o que lembrar dessa fase áurea do nosso "broadcasting". Cheguei a realizar cobertura de um pleito eleitoral para governador, sozinho no TRE, alí no Setor Histórico de Curitiba. A parte de logística era do Antonio Cipriano Bispo, hoje advogado, tenente coronel da PM na reserva, criador e editor até hoje do "Jornal do Automóvel do Estado do Paraná". Temos muito o que contar, mas vamos por partes.
RELÓGIO DAS FLORES - (Praça Garibaldi, Alto São Francisco), Setor Histórico de Curitiba. (foto: www.curitibacityphotos.blogger.com.br - Luiz Bocian )


Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Samba de uma nota só...

(nova fase na Guairacá - continuação)

foi mais ou menos o que a direção da emissora pediu que eu fizesse. Seguinte: a emissora não ia fazer a cobertura do pleito a que me referi, mas na última hora, políticos de uma determinada região do Estado falaram com o governador Paulo Pimentel, alegando que na região deles só entrava a Guairacá. Sem a cobertura, eles não teriam notícias da votação. Começou então o corre-corre junto a Telepar, para que instalasse um linha no TRE. Lá vou eu sem material nenhum para anotações, etc, etc..., só havia a cabine e a linha para transmissão. Chegando, observando o ambiente, vi que a Rádio Independência tinha uma enorme equipe de estudantes de jornalismo para fazer a cobertura. A cabine deles era ao lado da que me foi destinada. Eles tinham listagens mimiografadas, com os nomes de todos os concorrentes. Só preenchiam com os números que iam sendo anunciados. Pedi aos colegas algumas listas. Resposta: pode pegar quantas você precisar. Foi o que fiz. Meio caminho andado. Não necessitava anunciar os resultados em primeiro, porque para onde iria transmitir só entrava a Guairacá, daí que era só esperar o pessoal da Independência anunciar. Na cabine ao lado ia anotando, quando eles terminavam, começava a ler minha lista. Simples,não? O meu amigo Bispo ainda trazia refrigerante e suculento sanduíche. Fizemos toda a cobertura e ficamos todos felizes. Missão cumprida. Houve até uma cumprimentação pelo trabalho. É como diz aquele velho ditado popular: "quem não tem cão, caça com cachorro mesmo".

Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Equipe da Voz Nativa dos Pinheirais

Recordando alguns nomes da Rádio Gairacá, a "Voz Nativa dos Pinheirais", com os quais tive a honra de trabalhar e aprender muito. Já citei alguns em matérias outras, volto a repetí-los, e outros serão "blogados" agora. Na sequência, outros grandes valores virão à memória.

Recordo com grande carinho de Valtor Ferreira Ramos, Luiz Nivaldo Maciel, Carlos Cruz, J.Neves, Tito Rakóski, Rude de Oliveira, Luiz Borba, Antonio Freitas, Hugo Luiz, Ari Laurindo, Rogerio Sermann, Jamur Junior, Abel Trevisan, Clemente Norberto, Antonio Carlos Rocha, Daltro Melandrusco, Nestor Baptista, Augusto Mafuz, Oduvaldo Brasil, Alcides Vasconcelos e Cipriano Bispo.

Trabalhei no grupo GPP por 09 anos e neste ínterim, a emissora passou por uma ampla reforma e foi transferida da Barão, juntamente com os dois jornais, para o Bairro Merces em sede própria. Lembro que ficamos seis meses sem nenhuma atividade, mas recebendo nossos salários em dia, até que fossem inauguradas as novas instalações.
Também, já citado em outro artigo, o Toni Mineiro, agora já na Rádio e TV Iguaçu, marca que sucedeu a Guairacá.

Ah!... deixei de mencionar mas vieram à cachola, outras excelências da "Voz Nativa dos Pinheirais".
Poderia ter inserido acima, mas ainda sou do tempo da velha e amiga máquina de escrever, e para não perder hábito e o papel, continuo em tempo com as lembranças de JJ de Arruda Neto, Nerval Junior (Jung) Binda, Munhoz do Turfe - o nosso querido Raphael Munhoz da Rocha, a mais de 60 anos no turfe paranaense. Lembrança carinhosa do nosso saudoso, que em registro era o Rosilto Portela, e conhecido com o nome artístico de Rosildo Portela.

Esqueci de alguém? Bem, independente da polêmica que
acabou acarretando na proibição da venda do Biotônico Fontoura - em abril de 2001 a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou no Diário Oficial uma portaria determinando que as empresas produtoras de fortificantes retirassem o etanol (álcool etílico) das fórmulas de seus produtos -, ainda tenho na farmácia de casa o Biotônico Fontoura, como também os tradicionais Merthiolate e Hipoglós. Recorrerei então ao Biotônico Fontoura, aliás recomendado por Monteiro Lobato no "Almanaque do Jeca Tatu", editado pelo Laboratório Fontoura (Fonte: www.rxonline.com.br/publicacoes/ revista Pharmacia Brasileira, mar/abr 2001).

Voltarei com novas lembranças de amigos, colegas e equipes do Rádio.

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Equipe da Voz Nativa dos Pinheirais

Recordando alguns nomes da Rádio Gairacá, a "Voz Nativa dos Pinheirais", com os quais tive a honra de trabalhar e aprender muito. Já citei alguns em matérias outras, volto a repetí-los, e outros serão "blogados" agora. Na sequência, outros grandes valores virão à memória.

Recordo com grande carinho de Valtor Ferreira Ramos, Luiz Nivaldo Maciel, Carlos Cruz, J.Neves, Tito Rakóski, Rude de Oliveira, Luiz Borba, Antonio Freitas, Hugo Luiz, Ari Laurindo, Rogerio Sermann, Jamur Junior, Abel Trevisan, Clemente Norberto, Antonio Carlos Rocha, Daltro Melandrusco, Nestor Baptista, Augusto Mafuz, Oduvaldo Brasil, Alcides Vasconcelos e Cipriano Bispo.

Trabalhei no grupo GPP por 09 anos e neste ínterim, a emissora passou por uma ampla reforma e foi transferida da Barão, juntamente com os dois jornais, para o Bairro Merces em sede própria. Lembro que ficamos seis meses sem nenhuma atividade, mas recebendo nossos salários em dia, até que fossem inauguradas as novas instalações.
Também, já citado em outro artigo, o Toni Mineiro, agora já na Rádio e TV Iguaçu, marca que sucedeu a Guairacá.

Ah!... deixei de mencionar mas vieram à cachola, outras excelências da "Voz Nativa dos Pinheirais".
Poderia ter inserido acima, mas ainda sou do tempo da velha e amiga máquina de escrever, e para não perder hábito e o papel, continuo em tempo com as lembranças de JJ de Arruda Neto, Nerval Junior (Jung) Binda, Munhoz do Turfe - o nosso querido Raphael Munhoz da Rocha, a mais de 60 anos no turfe paranaense. Lembrança carinhosa do nosso saudoso, que em registro era o Rosilto Portela, e conhecido com o nome artístico de Rosildo Portela.

Esqueci de alguém? Bem, independente da polêmica que
acabou acarretando na proibição da venda do Biotônico Fontoura - em abril de 2001 a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou no Diário Oficial uma portaria determinando que as empresas produtoras de fortificantes retirassem o etanol (álcool etílico) das fórmulas de seus produtos -, ainda tenho na farmácia de casa o Biotônico Fontoura, como também os tradicionais Merthiolate e Hipoglós. Recorrerei então ao Biotônico Fontoura, aliás recomendado por Monteiro Lobato no "Almanaque do Jeca Tatu", editado pelo Laboratório Fontoura (Fonte: www.rxonline.com.br/publicacoes/ revista Pharmacia Brasileira, mar/abr 2001).

Voltarei com novas lembranças de amigos, colegas e equipes do Rádio.

Equipe da Voz Nativa dos Pinheirais

Recordando alguns nomes da Rádio Gairacá, a "Voz Nativa dos Pinheirais", com os quais tive a honra de trabalhar e aprender muito. Já citei alguns em matérias outras, volto a repetí-los, e outros serão "blogados" agora. Na sequência, outros grandes valores virão à memória.

Recordo com grande carinho de Valtor Ferreira Ramos, Luiz Nivaldo Maciel, Carlos Cruz, J.Neves, Tito Rakóski, Rude de Oliveira, Luiz Borba, Antonio Freitas, Hugo Luiz, Ari Laurindo, Rogerio Sermann, Jamur Junior, Abel Trevisan, Clemente Norberto, Antonio Carlos Rocha, Daltro Melandrusco, Nestor Baptista, Augusto Mafuz, Oduvaldo Brasil, Alcides Vasconcelos e Cipriano Bispo.

Trabalhei no grupo GPP por 09 anos e neste ínterim, a emissora passou por uma ampla reforma e foi transferida da Barão, juntamente com os dois jornais, para o Bairro Merces em sede própria. Lembro que ficamos seis meses sem nenhuma atividade, mas recebendo nossos salários em dia, até que fossem inauguradas as novas instalações.
Também, já citado em outro artigo, o Toni Mineiro, agora já na Rádio e TV Iguaçu, marca que sucedeu a Guairacá.

Ah!... deixei de mencionar mas vieram à cachola, outras excelências da "Voz Nativa dos Pinheirais".
Poderia ter inserido acima, mas ainda sou do tempo da velha e amiga máquina de escrever, e para não perder hábito e o papel, continuo em tempo com as lembranças de JJ de Arruda Neto, Nerval Junior (Jung) Binda, Munhoz do Turfe - o nosso querido Raphael Munhoz da Rocha, a mais de 60 anos no turfe paranaense. Lembrança carinhosa do nosso saudoso, que em registro era o Rosilto Portela, e conhecido com o nome artístico de Rosildo Portela.

Esqueci de alguém? Bem, independente da polêmica que
acabou acarretando na proibição da venda do Biotônico Fontoura - em abril de 2001 a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou no Diário Oficial uma portaria determinando que as empresas produtoras de fortificantes retirassem o etanol (álcool etílico) das fórmulas de seus produtos -, ainda tenho na farmácia de casa o Biotônico Fontoura, como também os tradicionais Merthiolate e Hipoglós. Recorrerei então ao Biotônico Fontoura, aliás recomendado por Monteiro Lobato no "Almanaque do Jeca Tatu", editado pelo Laboratório Fontoura (Fonte: www.rxonline.com.br/publicacoes/ revista Pharmacia Brasileira, mar/abr 2001).

Voltarei com novas lembranças de amigos, colegas e equipes do Rádio.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Samba de uma nota só...

(nova fase na Guairacá - continuação)

foi mais ou menos o que a direção da emissora pediu que eu fizesse. Seguinte: a emissora não ia fazer a cobertura do pleito a que me referi, mas na última hora, políticos de uma determinada região do Estado falaram com o governador Paulo Pimentel, alegando que na região deles só entrava a Guairacá. Sem a cobertura, eles não teriam notícias da votação. Começou então o corre-corre junto a Telepar, para que instalasse um linha no TRE. Lá vou eu sem material nenhum para anotações, etc, etc..., só havia a cabine e a linha para transmissão. Chegando, observando o ambiente, vi que a Rádio Independência tinha uma enorme equipe de estudantes de jornalismo para fazer a cobertura. A cabine deles era ao lado da que me foi destinada. Eles tinham listagens mimiografadas, com os nomes de todos os concorrentes. Só preenchiam com os números que iam sendo anunciados. Pedi aos colegas algumas listas. Resposta: pode pegar quantas você precisar. Foi o que fiz. Meio caminho andado. Não necessitava anunciar os resultados em primeiro, porque para onde iria transmitir só entrava a Guairacá, daí que era só esperar o pessoal da Independência anunciar. Na cabine ao lado ia anotando, quando eles terminavam, começava a ler minha lista. Simples,não? O meu amigo Bispo ainda trazia refrigerante e suculento sanduíche. Fizemos toda a cobertura e ficamos todos felizes. Missão cumprida. Houve até uma cumprimentação pelo trabalho. É como diz aquele velho ditado popular: "quem não tem cão, caça com cachorro mesmo".

quarta-feira, 14 de maio de 2008

1º de maio de 1968, nova fase na Guairacá

Nesta data comecei uma nova empreitada na minha carreira profissional. Eu chamo de segunda fase na Rádio Guairacá de Curitiba, agora em novo endereço e sob a nova direção do Grupo Paulo Pimentel . Funcionava na Barão do Rio Branco próximo da Câmara de Vereadores, junto aos jornais "O Estado do Paraná" e "Tribuna do Paraná". Uma equipe de primeira, fizemos um bom rádio com recursos técnicos que tínhamos. Meu programa era das 06 às 08 da manhã. Fazia também reportagens e coberturas de eventos. Cobri festivais, tais como o famoso festival de música da Record em São Paulo, tendo os abalizados comentários de Antonio Carlos Rocha. Ainda, na direção artística, o também profundo conhecedor de música popular brasileira e das coisas do rádio, Euclides Cardoso. Trabalhávamos bastante, mas era tudo muito divertido. Vou lembrando e contando tudo o que lembrar dessa fase áurea do nosso "broadcasting". Cheguei a realizar cobertura de um pleito eleitoral para governador, sozinho no TRE, alí no Setor Histórico de Curitiba. A parte de logística era do Antonio Cipriano Bispo, hoje advogado, tenente coronel da PM na reserva, criador e editor até hoje do "Jornal do Automóvel do Estado do Paraná". Temos muito o que contar, mas vamos por partes.
RELÓGIO DAS FLORES - (Praça Garibaldi, Alto São Francisco), Setor Histórico de Curitiba. (foto: www.curitibacityphotos.blogger.com.br - Luiz Bocian )

terça-feira, 13 de maio de 2008

Ei cara, está fugindo por quê?

Não é um causo do rádio, mas tem um radialista presente. Então, vale. A poucos dias fui até o Hospital Evangélico, um dos mais tradicionais de Curitiba, e enquanto esperava minha vez de consultar, ouvi relato de um paciente. Referia-se a um parente que fôra fazer exame de tórax no Evangélico, que está passando por grandes reformas, e ao tentar deixar o hospital, não encontrava a saída por causa do amontoado de obras. Tenta aqui, tenta ali, até que o parente viu uma luz no fim do túnel. Ao chegar lá, finalmente vislumbrou a rua, pensou ele. Ledo engano. Um enfermeiro que vinha acompanhando as manobras do dito cujo, segurou o infeliz pelo braço e perguntou:- "Onde pensa que vai, seu fujão!"Havia confundido nosso herói com um doente que estaria tentando fugir. De nada adiantou tentar explicar. O profissional da saúde foi logo perguntando:- "Qual andar é seu quarto?", enquanto conduzia o apavorado, e agora denominado "paciente", pelo braço. E segue a conversa entre os dois:- "Você é do quarto andar, do quinto, fala cara". - "Não, eu só vim fazer um exame."- "Qual o que, você não me engana, sou experiente nesse assunto. Qual é teu médico?"- "É o doutor fulano".- "Vamos procurá-lo e passar esta história a limpo."Acontece que o médico, do atarantado e já não tão paciente parente do nosso amigo, estava num Congresso em Porto Alegre.- "Ah! viu, você está mentindo!"Não teve jeito. Pegou "nosso achegado" e o conduziu para um quarto. Não importava qual. Deixou o nosso já "impaciente achegado" com ordem de que se saísse, seria amarrado à cama. Como já estava na hora do lanche, o parente do nosso amigo pensou:- "bem..., a confusão está formada..., eles que se virem. Vou mais é lanchar!"Tomou lanche, até que chegou uma filha e disse:- "estamos todos preocupados lá em casa. Por que o senhor não voltou do hospital?"Desfeita a confusão, com os devidos pedidos de desculpas, tudo voltou ao normal. Comentam que ele só voltará a fazer qualquer exame, quando as obras acabarem. Leve o tempo que levar...

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Ei cara, está fugindo por quê?
Fonte: http://pbradialista.blogspot.com

Aplaude-se uma mentira...

Aplaude-se uma mentira...

Fonte: http://pbradialista.blogspot.com

As equipes do rádio

As equipes do rádio

Fonte: http://pbradialista.blogspot.com

segunda-feira, 12 de maio de 2008

As equipes do rádio

Não foi uma, nem duas as equipes das quais participei, que eram formadas pelos melhores profissionais da época. No entanto, não conseguiram sobreviver por muito tempo. Olhe que não foi falta de engajamento de seus profissionais ao projeto. Algumas formadas com objetivos claramente políticos, que depois que atingiam seus ideais, deixavam seus integrantes a ver navios. Nada a fazer. Muitas vezes não havia contrato, nem carteira assinada. A última aguentou dois anos, era a da Rádio Cidade, hoje Rádio Globo. Naufragou junto com o Consórcio Nasser, grupo proprietário. Foi a maior e melhor equipe que já integrei. Mas esta história fica para mais adiante, porque antes vou contar quando esttive na Rádio Guairacá, sob a direção do Grupo Paulo Pimentel. Ali trabalhei por 9 anos, até que o governo militar cassou seu prefixo, quando então já era Rádio Iguaçu. Motivo: política. Até mais.

Aplaude-se uma mentira...

Está lá na coluna do Eduardo Schneider do Hora H: "Aplaude-se uma mentira bem contada, louva-se uma versão que não contenha muitos furos de lógica e que por isso, possa ser engolida pelo publico pagante."

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Ei cara, está fugindo por quê?

Não é um causo do rádio, mas tem um radialista presente. Então, vale. A poucos dias fui até o Hospital Evangélico, um dos mais tradicionais de Curitiba, e enquanto esperava minha vez de consultar, ouvi relato de um paciente. Referia-se a um parente que fôra fazer exame de tórax no Evangélico, que está passando por grandes reformas, e ao tentar deixar o hospital, não encontrava a saída por causa do amontoado de obras. Tenta aqui, tenta ali, até que o parente viu uma luz no fim do túnel. Ao chegar lá, finalmente vislumbrou a rua, pensou ele. Ledo engano. Um enfermeiro que vinha acompanhando as manobras do dito cujo, segurou o infeliz pelo braço e perguntou:
- "Onde pensa que vai, seu fujão!"
Havia confundido nosso herói com um doente que estaria tentando fugir. De nada adiantou tentar explicar. O profissional da saúde foi logo perguntando:
- "Qual andar é seu quarto?", enquanto conduzia o apavorado, e agora denominado "paciente", pelo braço. E segue a conversa entre os dois:
- "Você é do quarto andar, do quinto, fala cara".
- "Não, eu só vim fazer um exame."
- "Qual o que, você não me engana, sou experiente nesse assunto. Qual é teu médico?"
- "É o doutor fulano".
- "Vamos procurá-lo e passar esta história a limpo."
Acontece que o médico, do atarantado e já não tão paciente parente do nosso amigo, estava num Congresso em Porto Alegre.
- "Ah! viu, você está mentindo!"
Não teve jeito. Pegou "nosso achegado" e o conduziu para um quarto. Não importava qual. Deixou o nosso já "impaciente achegado" com ordem de que se saísse, seria amarrado à cama. Como já estava na hora do lanche, o parente do nosso amigo pensou:
- "bem..., a confusão está formada..., eles que se virem. Vou mais é lanchar!"
Tomou lanche, até que chegou uma filha e disse:
- "estamos todos preocupados lá em casa. Por que o senhor não voltou do hospital?"
Desfeita a confusão, com os devidos pedidos de desculpas, tudo voltou ao normal. Comentam que ele só voltará a fazer qualquer exame, quando as obras acabarem. Leve o tempo que levar...

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O coração no bico da chuteira

Citei ontem, um programa que gostava muito e que foi um grande sucesso, o "Troca Tudo". Já tinha relatado sobre o "Manhã Curitibana", o "Paraná Bom Dia", e outros. Eu sempre "coloquei o coração no bico da chuteira", como dizia o nosso saudoso e querido Lombardi Junior. E graças a Deus, tive bons momentos com meu trabalho e sinto orgulho de enumerar mais alguns. Lembro de "O Paraná canta nas manhãs curitibanas", onde destacava compositores, cantores de músicas populares e outros de "alto coturno", como Bento Mossurunga que compôs o Hino do Paraná, e assim por diante. Criei também, bastante ousado para a época, o programa "Os que fazem Rádio no Paraná", que era peculiar. Eu recebia convidados de outras emissoras, que eram instados a fazer o que não faziam em seus programas. Ou seja, deveriam comentar futebol, ou declamar uma poesia e tudo aquilo que não eram acostumados.

Lancei o "Achados e Perdidos", muitos anos antes dos correios. Passei a idéia adiante, sendo que o radialista Donato Ramos chegou a pôr em prática por algum tempo. A idéia era ter um número de telefone exclusivo, para o programa receber comunicações de achados e perdidos, localizar o interessado e fazer a entrega em seu endereço, mediante pequena taxa de serviços. Se funcionou eu nunca soube.

Há uma intenção de que tenhamos uma VOZOTECA aqui no Blog. Quem tiver gravações antigas dos nossos locutores, partes ou íntegra de algum programa radiofônico, alguma entrevista, jingle, comercial ou outro material; por favor, entrem em contato diretamente pelo BLOG ou enviem para pbradialista@yahoo.com.br

Aliás, falando em entrevista, encontrei na Boca Maldita, um grande profissional e amigo, o José Maria Pizarro. Aproveitei o encontro para entrevistá-lo, com um pequeno gravador. Já temos portanto, nossa primeira entrada para a Galeria de Vozes. Poderão escutar em breve. Aguardem.

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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Recordando programas

Tem uma coluna neste BLOG onde relaciono os "blogados" por mim. A tempos, citei numa matéria o Paulo Cesar e identifiquei o programa pelo qual ele ficou famoso, que era o "A baiúca do xiló". O pessoal da época sabe que esse era o nome artístico, da mesma forma que eu uso meu nome artístico, Paulo Branco. Tinha um charme a mais, deixar o verdadeiro nome em segredo. Na verdade, não citei na matéria o verdadeiro nome do Paulo Cesar, mas tomei o cuidade de colocar seu nome verdadeiro na coluna dos "blogados".

Baseados no fato que já relacionei este e alguns outros programas famosos no rádio paranaense, deram uma idéia que achei sensacional, apesar da dificuladade. Pediram para que eu citasse famosos programas doutras épocas. Existiram aos montes, será muito difícil nominar todos, pois certamente deixaremos alguns de fora. Iniciaremos pesquisa e desde já, solicito ajuda dos "velhos" companheiros. Mas, como gosto de desafios, vou lembrando e relatando aos poucos, ou "em partes" como diria Jack. Lá vai uma primeira rodada:
Revista Matinal - Arthur de Souza - Rádio Colombo;
Despertador da Cidade - Abel Scuissiato -Rádio Cultura;
Troca Tudo - Paulo Branco - Rádio Guairacá;
Preto no Prato - Wilian Sade - não se tratava de feijão e sim de disco, que era preto e rodava no prato do toca discos;
A Voz do Povo - Jorge Nassar - Rádio Curitibana;
A Hora do Feijão - Nhô Jeca - Rádio Curitibana;
É o fim da Picada - Nhô Juvêncio - Rádio Clube, Rádio Colombo.

Aguardo colaborações pelo pbradialista@yahoo.com.br ou diretamente pelo Blog.

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terça-feira, 6 de maio de 2008

Coderine e a confusão do padre

Outra passagem interessante na Rádio Cultura aconteceu com o inesquecível Aníbal Coderine, locutor e pescador. Qualquer folguinha, lá ia para beira dum rio pescar. Era um tipo brincalhão, alegre, de bem com a vida. Tirava "sarro" de todo mundo. Morreu na flor da idade. Na missa de Sétimo Dia do Coderine, a igreja estava lotada, ele tinha muitos amigos. O padre na hora de oficiar a missa e falar em nome de quem seria realizada, saiu com essa: "Estamos aqui reunidos, para prestar uma última homenagem ao nosso querido Aníbal "Catarina"... ". Sabedores da genealogia do Aníbal, quase houve risada geral na igreja. Era só gente saindo, pois ninguém aguentava mais. Tinham que rir. E me disseram que o padre repetiu várias e várias vezes. Era Aníbal "Catarina" o tempo todo, ao invés de Coderine. Ah! querido amigo, até nessa hora você deu mais uma alegria para a rapaziada.Reeditamos fatos como esses para que os que estavam presentes relembrem com alegria do colega tão querido.

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Fuad Kalil, um craque

O Aguiar, dono e administrador da Rádio Cultura quando funcionava ali na José Loureiro esquina com Barão do Rio Branco, bem no centro de Curitiba, não aguentava mais pagar contas altas de telefone. Foi quando ele resolveu colocar cadeado no disco, de forma não serem feitas mais ligações, principalmente no período noturno. A turma namorava demais. O que aconteceu? Ficamos craques em fazer ligação, só batendo no gancho. Lembre-se que os números não não eram teclas, e sim girando o disco. Após um treinamento..., não é que dava certo? Fácil era do 1 ao 3, mas quanto maior o número, o intervalo entre as "tecladas" tinha que ser maior, e as vezes não dava certo. Imagina ligação com o número 9, tínhamos que bater 9 vezes. No caso do zero, eram 10 as batidinhas, e olha que era difícil acertar na tampa. Mas para alguns craques dava certo, não é Fuad Kalil?

domingo, 4 de maio de 2008

Entrevista com Ulisses Iarochinski (final)

Radialista desde criança (continuação)

Paulo Branco – E quando você teve sua primeira experiência internacional?

Ulisses – Pois então. Tinha me formado em jornalismo da Federal, estava trabalhando na TV Iguaçu e no Jornal do Estado, quando ganhei uma bolsa de estudos do governo espanhol para fazer uma pós-graduação em Madrid. E lá fui eu para as terras espanholas. Lá, depois do curso, consegui estágio na TVE - Televisão Espanhola e andei produzindo um programa especial, que foi ao ar inclusive com minha apresentação, num programa que existe até hoje, o Informe Semanal que vai ao ar todo sábado a noite e é uma espécie de Globo Repórter. Apesar do sotaque curitibano, produzi e apresentei o programa em espanhol. Isto me valeu um convite para trabalhar na Rádio Exterior de Espanha. E lá fui eu fazer entrevistas para o Programa “Cita em Espana”, com Carlos Secco e Nicomedes Santacruz. Cheguei a fazer um especial com o grupo de rock brasileiro “Paralamas do Sucesso”, que estava participando de um Festival Ibero-Americano de Rock.

Paulo Branco – E como acabou esta fase internacional?

Ulisses – A saudade de casa. Voltando, fui trabalhar de novo no Jornal do Estado e na TV Manchete com Dirceu Pio e Reinaldo Bessa. Com a pós-graduação, arrumei emprego de professor no curso de jornalismo da UEPG. E numa experiência da então Rádio Estação da Luz, fiz por mais de um ano o programa “Expresso Espanha” com noticiário e músicas espanholas. Fazia a locução em espanhol. Depois disso andei trabalhando como comentarista de segurança no trânsito na "Rádio CBN".

Paulo Branco – Ah! Sim. Lembro-me que você fez um excelente trabalho na Volvo do Brasil nessa aérea. Fazendo as pessoas até esquecerem que você era um radialista.

Ulisses – Mais uma vez, um antigo colega seu de rádio me descobriu. Primeiro foi o Jair Brito e depois o Jota Pedro... Ele estava na Volvo e me convidou para trabalhar lá. Fui e fiquei. Acabei vice-presidente do Instituto Nacional de Segurança no Trânsito, que infelizmente acabou.

Paulo Branco – Esta mudança de ares te fez finalmente abandonar a carreira de radialista?

Ulisses – Que nada! Depois da minha saída da Volvo. Fui ainda trabalhar na Fundação Roberto Marinho. Fiz um mestrado da Suécia em Segurança no Trânsito e participei de 4 Copas do Mundo de Futebol. Fui a Itália-90, USA-94, França-98 e agora na Alemanha-2006. Apenas nos Estados Unidos trabalhei sem credencial da FIFA. Cobri estas copas do mundo para jornais, rádios e revistas do Brasil, Portugal e Polônia.
Foto:Cobrindo no Estádio de Dortmund, na Copa da Alemanha 2006 para jornais polacos.

Paulo Branco – E como você foi parar na Rádio Nederland na Holanda?


Ulisses – Esta é mais recente. Era 2001. Estava navegando na Internet. O Carlos Delgado, jornalista atualmente da "TV Massa", canal 4 do Ratinho, ligou para mim. Perguntou se eu estava conectado na Internet. Disse que sim. Ele deu me um endereço e mandou-me entrar. Não entendi nada. Uma língua estranha. Mas ele disse, "procura aí na coluna da esquerda que tem português. Clica aí”. Então pude ler um anúncio da Rádio e TV Internacional da Holanda, onde ela estava selecionando jornalista para trabalhar. O Delgado disse para me inscrever e mandar o currículo, porque ele e outros jornalistas curitibanos já tinham enviado. Como o arquivo do meu currículo já estava armazenado no computador, abri, dei umas alteradas para que ficasse com mais cara de radialista e enviei na página de inscrição.

Paulo Branco – E daí?

Ulisses – Daí que, por essa época tinha recebido convite do cônsul polaco para estudar na Polônia. Tinha escrito o livro “Saga dos Polacos” e com a repercussão e o sucesso de vendas, acabei me inscrevendo, com o apoio do cônsul, num programa de bolsas de estudos do governo polaco para estrangeiros descendentes de polacos.

Paulo Branco – Você fugiu do assunto. Perguntei pela Holanda e você está falando da Polônia.

Ulisses – Mas é que tem tudo a ver. Ao mesmo tempo em que esperava pelo resultado da bolsa para a Polônia, recebi um telefonema da Holanda nos seguintes termos: “O senhor estaria disposto a vir até a Holanda para a fase final de seleção?”. Nossa. Tinha até me esquecido daquela noite quando enviei meu currículo pela Internet. “Mas ir como?” respondi. A pessoa num inglês fluente respondeu que se eu aceitasse, a rádio pagava a estada e a passagem ida e volta. Bem..., se era assim, disse que sim.

Paulo Branco – E você foi?

Ulisses – Sim, mas antes disso alguém da rádio, agora falando em espanhol, perguntava se eu via inconveniente de ficar lá uma semana, pois em vôos transatlânticos não se vende passagem com intervalo de apenas dois dias... Eu teria que ficar uma semana na Holanda, para participar um dia da fase final de seleção. Nada mal. Claro que aceitei. Fui lá e chegando, passei por uma série de entrevistas. A primeira em espanhol com um diretor, depois em português com um grupo de brasileiros, depois em francês com uma jornalista francesa e finalmente a mais longa, em inglês com cinco pessoas da comissão de recrutamento da emissora. Fui pensando que seria apenas locutor e redator, e a vaga na verdade era para chefe da Seção Brasileira da Rádio Nederland – a rádio internacional da Holanda. Estava sendo contratado para ser correspondente internacional de uma empresa estrangeira na Europa. Era muito para quem tinha começado aos 14 anos fazendo programa sertanejo na Rádio Monte Alegre, em Telêmaco Borba.

Paulo Branco – E no que consistia o trabalho?

Ulisses – A Seção Brasileira da Rádio Nederland com 12 jornalistas brasileiros, produzia 3 programas noticiosos e dois musicais, que transmitia via satélite gratuitamente para 400 emissoras no Brasil. Minha função além de tradutor, redator e locutor dos programas noticiosos, era o coordenador da equipe encarregado da escala de serviço, contratação de correspondentes em outros países. A Seção Brasileira, além dos 12 jornalistas na sede, tinha outros 10 em diferentes países. Durante a invasão do Iraque acabei contratando o Eliakim Araújo que mora nos Estados Unidos.

Paulo Branco – E ficou lá muito tempo?

Ulisses – Não, porque tive que optar. Apesar de ter sido escolhido entre 800 jornalistas de todo o mundo que enviaram seus currículos para a Rádio Nederland, eu tinha ganhado no mesmo momento, a bolsa de estudo do governo da Polônia para fazer doutorado em história em Cracóvia. Durante um ano fiquei na ponte-aérea Amsterdam-Cracóvia. Mas não deu. Vim ser estudante em Cracóvia, e deixei um emprego e um salário muito bom na Holanda. Mas não me arrependo.

Paulo Branco – Para finalizar, conta como foi estar em Cracóvia quando o papa João Paulo II morreu?

Ulisses – Pois então. Soube naquela sexta-feira pela televisão polaca que o Papa estava nas últimas. Peguei então minha câmara de vídeo, tripé e fui para frente da Cúria Metropolitana de Cracóvia. O povo já começava a se concentrar embaixo da janela, onde tantas vezes o cardeal Karol Wojtyla conversava com os cracovianos. Não demorou muito e o José Wille da Rádio CBN de Curitiba, me chama pelo celular perguntando como estava o clima em Cracóvia.
Foto: Ulisses num microfone da Rádio CBN.

Paulo Branco – Então foi assim que você estava no lugar certo, na hora certa?

Ulisses – Sim. Dei entrevista para o Wille e continuei colhendo imagens e entrevistando as pessoas. Pensava: “vou fazer um documentário”. Logo em seguida ligou a TV Band News de São Paulo, perguntando se eu podia dar uma entrevista ao vivo. Disse que sim. Terminada a entrevista, o jornalista da Band News perguntou se poderia ligar mais tarde. Foi então que disse: “Meu caro, sou jornalista também. Dei esta entrevista como um brasileiro que está aqui na terra do Papa. Mas se querem mais, aí precisamos conversar, porque daí já é trabalho".

Paulo Branco – Então eles queriam ter você como correspondente, mas sem pagar?

Ulisses – Mais ou menos. Mas logo em seguida, ligou a direção de jornalismo da Rede Bandeirantes de Televisão e propôs que enquanto durasse a agonia, morte e enterro do Papa, eu seria o correspondente deles na Polônia.

Paulo Branco – E você aceitou naturalmente?

Ulisses – Claro. Mas foi um trabalho de faz-tudo. Câmara, repórter, editor, tudo sozinho. Entrevistava, colhia imagens, colocava a câmara no tripé, ia para a frente, fazia as passagens, e encerrava a matéria dizendo: “Ulisses Iarochinski, de Cracóvia, na Polônia, para o Jornal da Band”. Corria para casa, editava no computador a matéria e mandava por FTP, via Internet. No sábado, o Papa morreu. No domingo a noite, recebo ligação do jornal O Estado de São Paulo, perguntando se eu podia fazer uma reportagem sobre a reação dos polacos à morte do Papa. Virei também correspondente do Estadão.

Paulo Branco – Deve ter sido uma loucura... deves ter trabalhado à exaustão?

Ulisses – Sim. Deu um trabalhão enorme. Mas o melhor foi a repercussão. Recebi e-mail e telefonemas do Brasil inteiro, cumprimentando-me pelo trabalho, pela voz, pelo envolvimento e pelo conhecimento profundo da Polônia.

Paulo Branco – Conta aí o que é a Rádio Zalas?

Ulisses – Ah! Sim..., esta é melhor ouvir. É mais uma proposta do “eu-sozinho”, de oferecer programas de rádio via Internet, com músicas e informações da Polônia. Acesse em http://www.ui.jor.br/radio.htm Aceito comentários e sugestões pelo iarochinski@gmail.com.

FIQUE BEM INFORMADO.

Leia mais: Hoje é dia de que? Datas comemorativas • A arte da vida. Apon HP. Literatura para pensar e sentir http://www.aponarte.com.br/p/hoje-e-dia-de-que-e-amanha_09.html