sábado, 3 de maio de 2008

Entrevista com Ulisses Iarochinski (continuação)

RADIALISTA DESDE CRIANÇA - fase Curitiba

Paulo Branco – E quando você vem para Curitiba?

Ulisses – Bem, além de trabalhar na rádio eu estudava no SENAI, onde conclui o curso de eletricidade. Vim para Curitiba estudar na Escola Técnica (depois CEFET e hoje UTFPR). Com 16 anos desembarquei em Curitiba e um mês depois, estava trabalhando como locutor noticiarista na Rádio Colombo. Bastou um teste com o Milton José, então diretor da rádio, para ser contratado. Dia seguinte lá estava eu, adolescente ainda, entrando no estúdio para fazer o noticiário no intervalo do programa dos legendários Arthur de Souza e Elon Garcia. Mas minha experiência ali durou pouco. O Milton José mudou de prefixo e para o lugar dele veio o Pirajá Ferreira. Não deu dois dias e o Pirajá me dispensou. Até hoje não sei por quê. Desiludido fui me dedicar ao teatro. E por alguns anos me afastei do rádio. Trabalhei no teatro com o maior ator do Paraná de todos os tempos, o José Maria Santos.

Paulo Branco – Assim que o Pirajá te fez abandonar a carreira de radialista?

Ulisses – Não. Algum tempo depois, estava trabalhando numa peça de teatro com direção dos jornalistas Marilú Silveira e Reinado Jardim. Era um espetáculo de poesias de natal. Não sei como foi, mas a verdade é que o Jardim acertou com o Jair Brito que nosso espetáculo seria o especial de natal da Rádio Cidade.

Paulo Branco – Jair Brito, o diretor de rádio? Meu diretor nas rádios Guairacá e Independência?

Ulisses – Sim, o mesmo! Jair Brito tinha montado aquela grande equipe de jornalismo da Rádio Cidade e acertou com o Jardim e a Marilú para gravar o espetáculo “Atestado de Nascimento”. E lá foi todo o elenco para a AUDISOM do Camargo. Terminada a gravação, acompanhada pelo Jardim, Marilú, Camargo, Cláudia Paciornick, o Jair Brito chega para mim e diz: “Você não gostaria de trabalhar em rádio. Estou precisando de um locutor noticiarista que possa também redigir".


Paulo Branco – E você, como reagiu?

Ulisses – Bem... Fiquei nervoso, vermelho como um pimentão. Sabia que aquele senhor era o famoso diretor de rádio. O Jardim, ao nosso lado dizendo: “Mas claro que ele vai sim, Jair. Além dessa voz bonita ele está estudando jornalismo na Federal.” E assim foi que no dia seguinte fui até a Rádio, lá na Rua Princesa Isabel. No estúdio de gravação me esperava o Tuiutí. Sim, um dos decanos dos operadores de rádio de Curitiba. Mas não apenas ele. Um "bando de gente", ficou lá para ouvir a descoberta do Jair. Apesar do nervosismo fui contratado e passei a fazer parte daquela equipe fabulosa. Com o desmantelamento da equipe de jornalismo, fiquei ainda na rádio durante a fase do “ligue, peça e ouça”.

Paulo Branco – Mas então você sobreviveu a fase do Jair Brito na Cidade?

Ulisses – Sim. Em seguida, a programação mudou e vieram se juntar Paulo Branco, Jurandir Carioca, Cláudio Ribeiro, Reginaldo Loyola... O Jamur Júnior e o Pirajá Ferreira. Sim acabei me encontrando novamente com o Pirajá e agora como repórter do Programa dele. Mas, outra vez a emissora mudou a programação e daí só sobraram eu, o Toni Mineiro e o próprio Luiz Ernesto como locutores. Foi a época no “Ligue, peça e ouça”... Música escolhida pelo ouvinte 24 horas. A rádio se transformou num verdadeiro serviço de alto-falantes de quermesse.

Paulo Branco – E ficou lá muito tempo?

Ulisses – Não. O Jamur me levou para a TV Iguaçu e parei com o rádio. Voltei depois na Rádio Cidade como redator dos comentários políticos do Maurício Nasser, então candidato a deputado, pelas mãos do mesmo Jair Brito. Andei trabalhando com o Jamur na experiência da Clube FM, sintonizada nos ônibus de Curitiba, através de um contrato com a Fundação Cultural de Curitiba.

(Continua - última parte)

Contato com Ulisses Iarochinski, http://www.ui.jor.br/radio.htm , ou pelo iarochinski@gmail.com.

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