sábado, 28 de junho de 2008

A Maratona da Cidade, por Paulo Branco

Grande Maratona da Cidade

"Suar a camisa", era o lema dos profissionais das equipes em que atuei. Não só cumprir horário, ir para casa e a Rádio que se dane. Nós estávamos sempre bolando algo para melhorar a qualidade do programa que apresentávamos, e muitas vezes, uma idéia vinha à nossa cabeça. É como escrever uma poesia, a inspiração simplesmente chega. A dica: anote sempre, porque assim como vem, vai, dá um branco e "cadê que a gente lembra". Se não serve para teu programa, por causa da linha de trabalho que você traçou, passe para um colega. Pode ser que para o programa dele encaixe, e talvez, seja excelente. Se preocupar com a empresa que te contrata é uma forma de "suar a camisa". Foi assim que criei a "Grande Maratona da Rádio Cidade". Funcionava assim: por telefone, contatava com líderes de um determinado bairro e depois de explicar do que se tratava, marcava uma reunião. "Me Tocava" para bairros que nem conhecia, distantes do centro ou da Rádio que funcionava próxima do DENTEL, pertinho do Hospital Evangélico. (Tempo para nossos comerciais, a GMR Cidade volta já!.)

(Voltando a falar sobre GMR Cidade.) Na reunião, geralmente na igreja, numa escola ou associação, ia para o quadro negro e desenhava um dial de rádio, demostrando como poderiam localizar a RC. Convidava os participantes a se integrar na Grande Maratona, cada qual formando equipes para competir aos vários prêmios. Como? Ouvindo a RC, porque a qualquer momento durante as 24 horas de transmissão, poderia ser veiculada uma pergunta, cuja resposta certa valeria pontos. De cada equipe, ao menos um integrante deveria estar ouvindo atentamente a emissora. Não adiantava nada ligar para a Rádio e perguntar qual foi a pergunta, ninguém informava, tinha que ouvir e anotar. No dia da grande apresentação, a equipe de produção contava os pontos de cada equipe. Só que não parava por aí, tinha muito mais. No próximo capítulo contaremos. Tchau...

Grande Maratona, uma festa

As reuniões da GMR Cidade eram realizadas de preferência, na segunda-feira ou no sábado. Todas as equipes deveriam estar reunidas na praça principal, ou ginásio, enfim, em local escolhido pelo coordenador do evento. Isto, porque não era mais um programa de rádio, mas um verdadeiro evento de interatividade entre ouvintes, que viravam amigos,e toda a equipe da Rádio. Por que toda a equipe? Porque todos estariam lá no sábado, promovendo disputas desportivas e conhecendo o pessoal.

Para realizar a programação, conseguimos um Trailer
(foto 1-ilustrativa) emprestado com a Empresa Sul Trailer. Alô Bonamigo, aquele abraço.
Com o Galaxie (foto 2) do Luiz Ernesto (foto 3, na Tribuna da Câmara), hoje vereador em Curitiba, dava para rebocar o trailer. Chegávamos ao local fazendo a maior balburdia, os moradores do Bairro soltavam foguetes, era realmente uma grande festa.

A
TELEPAR, a esta altura, já tinha instalado uma linha, e o trailer seria o estúdio onde estavam fazendo seus programas ao vivo o Jamur Junior(foto 4, ao centro), a Dirce Alves(foto 5, ao lado de Jorge Bernardi)
, Cláudio Ribeiro (foto 6), e tantos outros. Até autógrafos dávamos na ocasião. A programação se prolongava até o meio-dia, quando as famílias locais ofereciam almoço aos radialistas. Eram dois almoços na casa de dona Maria, três na casa do seu Antonio e assim por diante. No final, premiávamos a equipe que marcou mais pontos ouvindo a Rádio e participando dos jogos no local. As segunda e terceira, também recebiam seus prêmios e ficavam felizes. Nós, voltávamos para a Rádio, felizes e realizados. Não havia cachê por isso, fazíamos porque amávamos nosso trabalho, nossa profissão.

Na sequência, falarei de um rapazinho, recém formado em jornalismo e que sempre acompanhava nossa equipe, mesmo não sendo radialista.
Logo depois se elegeu vereador, sendo hoje, um importante político de nossa cidade. Vocês imaginam quem era? Antes de finalizar este capítulo, quero registrar que íamos às reuniões e aos locais da "Grande Maratona da Rádio Cidade", com nossos próprios meios de transporte. Eram outros tempos.


(2) foto: www.amigosdogalaxiecom.br
(3) foto: www.cmc.pr.gov.br (Foto - Irene Roiko)
(4) foto: www.ulustosa.com
(5) foto: www.cmc.pr.gov.br

(6) foto: www.brasilcultura.com.br

Um jovem acompanhava a GMR Cidade

Um jovem, recém formado jornalista, assessor de imprensa da COHAB-Curitiba, acompanhava nossa equipe aos sábados, na GMR Cidade. Era sua preferência os Núcleos Habitacionais, e ficava lá conversando com os moradores, ouvindo sugestões e fazendo sua divulgação. Sabia o que queria, tando que elegeu-se vereador e nunca mais perdeu uma eleição. Permanece na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) até hoje. Aquele jovem era o Jorge Bernardi. Aliás, tínhamos bastante políticos na equipe da Rádio Cidade. Que eu lembre, faziam parte da equipe o Candido Martins de Oliveira, Mauricio Nasser, Luis Ernesto Pereira (meu afilhado de casamento), Algaci Tulio, Claudio Ribeiro e Ricardo Chab. Esqueci alguém? Agradecerei se fizer contato. Ainda voltaremos no assunto Rádio Cidade. Até...


Contato com PB: contato@paulobranco.com

Um jovem acompanhava a GMR Cidade

Um jovem, recém formado jornalista, assessor de imprensa da COHAB-Curitiba, acompanhava nossa equipe aos sábados, na GMR Cidade. Era sua preferência os Núcleos Habitacionais, e ficava lá conversando com os moradores, ouvindo sugestões e fazendo sua divulgação. Sabia o que queria, tando que elegeu-se vereador e nunca mais perdeu uma eleição. Permanece na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) até hoje. Aquele jovem era o Jorge Bernardi. Aliás, tínhamos bastante políticos na equipe da Rádio Cidade. Que eu lembre, faziam parte da equipe o Candido Martins de Oliveira, Mauricio Nasser, Luis Ernesto Pereira (meu afilhado de casamento), Algaci Tulio, Claudio Ribeiro e Ricardo Chab. Esqueci alguém? Agradecerei se fizer contato. Ainda voltaremos no assunto Rádio Cidade. Até...



Contato com PB:
contato@paulobranco.com

quinta-feira, 26 de junho de 2008

. BLOG do Paulo Branco - Radialista: Grande Maratona, uma festa

. BLOG do Paulo Branco - Radialista: Grande Maratona, uma festa

Grande Maratona, uma festa

As reuniões da GMR Cidade eram realizadas de preferência, na segunda-feira ou no sábado. Todas as equipes deveriam estar reunidas na praça principal, ou ginásio, enfim, em local escolhido pelo coordenador do evento. Isto, porque não era mais um programa de rádio, mas um verdadeiro evento de interatividade entre ouvintes, que viravam amigos,e toda a equipe da Rádio. Por que toda a equipe? Porque todos estariam lá no sábado, promovendo disputas desportivas e conhecendo o pessoal.

Para realizar a programação, conseguimos um Trailer
(foto 1-ilustrativa) emprestado com a Empresa Sul Trailer. Alô Bonamigo, aquele abraço.
Com o Galaxie (foto 2) do Luiz Ernesto (foto 3, na Tribuna da Câmara), hoje vereador em Curitiba, dava para rebocar o trailer. Chegávamos ao local fazendo a maior balburdia, os moradores do Bairro soltavam foguetes, era realmente uma grande festa.

A
TELEPAR, a esta altura, já tinha instalado uma linha, e o trailer seria o estúdio onde estavam fazendo seus programas ao vivo o Jamur Junior(foto 4, ao centro), a Dirce Alves(foto 5, ao lado de Jorge Bernardi)
, Cláudio Ribeiro (foto 6), e tantos outros. Até autógrafos dávamos na ocasião. A programação se prolongava até o meio-dia, quando as famílias locais ofereciam almoço aos radialistas. Eram dois almoços na casa de dona Maria, três na casa do seu Antonio e assim por diante. No final, premiávamos a equipe que marcou mais pontos ouvindo a Rádio e participando dos jogos no local. As segunda e terceira, também recebiam seus prêmios e ficavam felizes. Nós, voltávamos para a Rádio, felizes e realizados. Não havia cachê por isso, fazíamos porque amávamos nosso trabalho, nossa profissão.

Na sequência, falarei de um rapazinho, recém formado em jornalismo e que sempre acompanhava nossa equipe, mesmo não sendo radialista.
Logo depois se elegeu vereador, sendo hoje, um importante político de nossa cidade. Vocês imaginam quem era? Antes de finalizar este capítulo, quero registrar que íamos às reuniões e aos locais da "Grande Maratona da Rádio Cidade", com nossos próprios meios de transporte. Eram outros tempos.


(2) foto: www.amigosdogalaxiecom.br
(3) foto: www.cmc.pr.gov.br (Foto - Irene Roiko)
(4) foto: www.ulustosa.com
(5) foto: www.cmc.pr.gov.br

(6) foto: www.brasilcultura.com.br

Contatos: contato@paulobranco.com

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Grande Maratona da Cidade

"Suar a camisa", era o lema dos profissionais das equipes em que atuei. Não só cumprir horário, ir para casa e a Rádio que se dane. Nós estávamos sempre bolando algo para melhorar a qualidade do programa que apresentávamos, e muitas vezes, uma idéia vinha à nossa cabeça. É como escrever uma poesia, a inspiração simplesmente chega. A dica: anote sempre, porque assim como vem, vai, dá um branco e "cadê que a gente lembra". Se não serve para teu programa, por causa da linha de trabalho que você traçou, passe para um colega. Pode ser que para o programa dele encaixe, e talvez, seja excelente. Se preocupar com a empresa que te contrata é uma forma de "suar a camisa". Foi assim que criei a "Grande Maratona da Rádio Cidade". Funcionava assim: por telefone, contatava com líderes de um determinado bairro e depois de explicar do que se tratava, marcava uma reunião. "Me Tocava" para bairros que nem conhecia, distantes do centro ou da Rádio que funcionava próxima do DENTEL, pertinho do Hospital Evangélico. (Tempo para nossos comerciais, a GMR Cidade volta já!.)

(Voltando a falar sobre GMR Cidade.) Na reunião, geralmente na igreja, numa escola ou associação, ia para o quadro negro e desenhava um dial de rádio, demostrando como poderiam localizar a RC. Convidava os participantes a se integrar na Grande Maratona, cada qual formando equipes para competir aos vários prêmios. Como? Ouvindo a RC, porque a qualquer momento durante as 24 horas de transmissão, poderia ser veiculada uma pergunta, cuja resposta certa valeria pontos. De cada equipe, ao menos um integrante deveria estar ouvindo atentamente a emissora. Não adiantava nada ligar para a Rádio e perguntar qual foi a pergunta, ninguém informava, tinha que ouvir e anotar. No dia da grande apresentação, a equipe de produção contava os pontos de cada equipe. Só que não parava por aí, tinha muito mais. No próximo capítulo contaremos. Tchau...

Grande Maratona da Cidade

"Suar a camisa", era o lema dos profissionais das equipes em que atuei. Não só cumprir horário, ir para casa e a Rádio que se dane. Nós estávamos sempre bolando algo para melhorar a qualidade do programa que apresentávamos, e muitas vezes, uma idéia vinha à nossa cabeça. É como escrever uma poesia, a inspiração simplesmente chega. A dica: anote sempre, porque assim como vem, vai, dá um branco e "cadê que a gente lembra". Se não serve para teu programa, por causa da linha de trabalho que você traçou, passe para um colega. Pode ser que para o programa dele encaixe, e talvez, seja excelente. Se preocupar com a empresa que te contrata é uma forma de "suar a camisa". Foi assim que criei a "Grande Maratona da Rádio Cidade". Funcionava assim: por telefone, contatava com líderes de um determinado bairro e depois de explicar do que se tratava, marcava uma reunião. "Me Tocava" para bairros que nem conhecia, distantes do centro ou da Rádio que funcionava próxima do DENTEL, pertinho do Hospital Evangélico. (Tempo para nossos comerciais, a GMR Cidade volta já!.)

(Voltando a falar sobre GMR Cidade.) Na reunião, geralmente na igreja, numa escola ou associação, ia para o quadro negro e desenhava um dial de rádio, demostrando como poderiam localizar a RC. Convidava os participantes a se integrar na Grande Maratona, cada qual formando equipes para competir aos vários prêmios. Como? Ouvindo a RC, porque a qualquer momento durante as 24 horas de transmissão, poderia ser veiculada uma pergunta, cuja resposta certa valeria pontos. De cada equipe, ao menos um integrante deveria estar ouvindo atentamente a emissora. Não adiantava nada ligar para a Rádio e perguntar qual foi a pergunta, ninguém informava, tinha que ouvir e anotar. No dia da grande apresentação, a equipe de produção contava os pontos de cada equipe. Só que não parava por aí, tinha muito mais. No próximo capítulo contaremos. Tchau...

domingo, 22 de junho de 2008

Mais registros da equipe 670

Vez passada, não confundir com vespa assada, disse aqui que todos os programas começavam com a palavra Cidade. Porém, nem todos começavam como citado, mas sempre tinham a palavra Cidade. Outro registro importante, eram trocados sobrenome de alguns integrantes da equipe, pois eram mais difíceis de pronunciar ou escrever. Ulisses Iarochinski, que na língua original é mais complicado ainda, foi batizado de Ulisses Guerra. O Alceu Bodot, ficou Alceu Paraná, a Débora Jankielewic, ficou sendo Débora Ferreira. No caso do Carlos Alberto, adicione o apelido Peninha. Este, praticamente morava no Aeroporto Afonso Pena, pois você não conseguiria passar por lá, no embarque ou desembarque, sem que o Peninha te entrevistasse. O Peninha tem uma das maiores coleções de vozes do Paraná. Alô Carlos Alberto, precisamos divulgar teu acervo. Esqueci também de citar, mas o primeiro repórter policial foi Algaci Túlio, depois veio o Ricardo Chab. Faltaram alguns nomes daquela equipe "670 de Jornalismo", mas em breve, estarei almoçando com Cláudio Ribeiro e Reginaldo Loyola, e com certeza iremos lembrar. Na citação do "Cidade Agora", não está o nome de registro, apenas o artístico Paulo Branco. Naquela matéria registramos, e reiteramos agora, a inestimável colaboração do Ulisses Iaroschinski, direto de Cracóvia, onde faz doutorado em História.


Paulo Branco - Radialista
Visite - http://pbradialista.blogspot.com
Contato: contato@paulobranco.com

Mais registros da equipe 670

Vez passada, não confundir com vespa assada, disse aqui que todos os programas começavam com a palavra Cidade. Porém, nem todos começavam como citado, mas sempre tinham a palavra Cidade. Outro registro importante, eram trocados sobrenome de alguns integrantes da equipe, pois eram mais difíceis de pronunciar ou escrever. Ulisses Iarochinski, que na língua original é mais complicado ainda, foi batizado de Ulisses Guerra. O Alceu Bodot, ficou Alceu Paraná, a Débora Jankielewic, ficou sendo Débora Ferreira. No caso do Carlos Alberto, adicione o apelido Peninha. Este, praticamente morava no Aeroporto Afonso Pena, pois você não conseguiria passar por lá, no embarque ou desembarque, sem que o Peninha te entrevistasse. O Peninha tem uma das maiores coleções de vozes do Paraná. Alô Carlos Alberto, precisamos divulgar teu acervo. Esqueci também de citar, mas o primeiro repórter policial foi Algaci Túlio, depois veio o Ricardo Chab. Faltaram alguns nomes daquela equipe "670 de Jornalismo", mas em breve, estarei almoçando com Cláudio Ribeiro e Reginaldo Loyola, e com certeza iremos lembrar. Na citação do "Cidade Agora", não está o nome de registro, apenas o artístico Paulo Branco. Naquela matéria registramos, e reiteramos agora, a inestimável colaboração do Ulisses Iaroschinski, direto de Cracóvia, onde faz doutorado em História.


Paulo Branco - Radialista
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sábado, 21 de junho de 2008

A curiosa ética do Demo (ex-PFL).

Um processo ético-disciplinar no mínimo curioso é movido pela alta cúpula nacional do Demo (ex-PFL) contra um dos seus pares, o vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Feijó. O ato “anti-ético” do político gaúcho é ter revelado uma conversa gravada em que o chefe de gabinete da governadora tucana Yeda Crusius lhe expôs a caixa-preta da relação promíscua entre os caixas de campanha dos políticos aliados com as empresas estatais da governadora.

A curiosidade não é o fato de o Demo (ex- PFL) historicamente não ter afinidades com a Ética. Ou talvez seja esse um dos motivos pelos quais o camaleônico partido atabalhoe-se com o trato desse milenar bem da Humanidade e queira inverter seu conceito. Pois, em vez de tratar o uso de fundos públicos para suprir “caixinhas” de candidaturas, uma prática há décadas consagrada pela sua “classe” política, como o núcleo de sua preocupação ética, o Demo (ex-PFL) quer condenar apenas a revelação da falcatrua.

Já o demo-senador José Agripino quer punir seu aliado pela "forma como a denúncia foi feita" que "destrói o componente fundamental da relação política que é a confiança". Como é que o senador, um dos cardeais do Demo (ex-PFL), quer que se revele a delinqüência do tucanato gaúcho? Outra pérola da subversão do conceito de Ética partiu de outro demo-senador, Heráclito Fortes: o problema que lhe causou indignação foi o rompimento da “convivência civilizada” do seu correligionário com o governo Yeda. Ah, bom.


Fonte: http://boletimhsliberal.blogspot.com/

Mudando o Brasil, pra sempre.

Não é recomendável ter a mesma confiança do presidente Lula suficiente para tornar Delfim Netto seu conselheiro informal, embora concorde que ele tem uma mente lúcida a serviço do debate, conforme o classifica a Carta Capital da última semana. Na revista, Delfim considera ridículo se imaginar que FHC tenha produzido alguma política econômica. Esclarece que havia uma política econômica implícita no programa do real produzida por profissionais de alta qualidade, anda no governo Itamar.

Para Delfim, o resultado foi razoável do ponto de vista do combate à inflação, mas não evitou que o Brasil quebrasse em 1998, véspera do segundo mandato. E, sob a ótica do crescimento, o programa foi o pior de todos. Gerou uma situação externa insolúvel. Tanto que o Brasil teve de correr ao FMI e conseguir um empréstimo importante. Naquele momento, o Fundo salvou o País e a reeleição de FHC. Pressão de Bill Clinton, pelo perigo Lula. E quem passou a ditar as regras da nossa política econômica foi o FMI.

E segue Delfim: Era a política canônica que existe no mundo inteiro hoje: relativo equilíbrio fiscal, política de controle de inflação por meio de metas e câmbio flutuante. Hoje há uns 150 países que usam o mesmo tipo de política. O que Lula fez na verdade? Primeiro, radicalizou essa política canônica, porque em 2002 o Brasil estava falido de novo. Basta olhar o seguinte: entre 1998 e 2002, a dívida externa crescia a 6% ao ano e a exportação, a 4%. Não é preciso ser físico quântico para saber que estava quebrando.

(...) Na transmissão do cargo de FHC para Lula, a inflação rodava a 30% ao ano. E as reservas, excluídos os recursos do FMI, eram de apenas 17 bilhões de dólares. Era uma falência programada. O câmbio subiu porque o Brasil tinha quebrado. O presidente aumentou a taxa de juros, como as pessoas não imaginavam que ele fosse fazer, e elevou o superávit primário. É preciso dizer que, nos primeiros anos do governo FHC, o superávit primário foi zero. No segundo, foi de 3,8%, por exigência do FMI.

(...) A exportação no governo FHC crescia entre 4% e 4,5% anuais. No primeiro ano de Lula, aumentou 22% e continuou nesse ritmo até o ano passado. Foi isso que colocou o Brasil numa situação muito mais tranqüila e permitiu a acumulação das reservas internacionais. Nesta quinta-feira, o programa em rede nacional do PSDB era, como seu bordão, uma risível propaganda enganosa: “o partido que mudou o Brasil, pra sempre”. Leia o inteiro teor da entrevista de Delfim Neto na edição 500 da Carta Capital. [3]


Fonte: http://boletimhsliberal.blogspot.com/

Uma bomba que ninguém quis escutar

O Observatório da Imprensa, de 28/09/2004, publicou matéria de seu editor-responsável, Alberto Dines, sob o título acima, que pode contribuir para a atual discussão da modalidade de tributo sobre movimentação financeira. Segundo Dines, não mereceu chamada na primeira página, mas a matéria do repórter Josias de Souza na Folha de S.Paulo de 19/9 é uma peça clássica de jornalismo investigativo. Uma "bomba" de alto teor: "Novo Presidente da FIESP é um ‘sem-indústria’".

Paulo Skaf, atual presidente da poderosíssima Federação das Indústrias do Estado de S.Paulo, é um empresário sem empresa, na tradição do velho peleguismo patronal dos tempos de Vargas. Skaf deve à Previdência, à Receita Federal e aos antigos funcionários. Sua fonte de renda é o aluguel do maquinário de antiga indústria têxtil. Dines acha a revelação estarrecedora: “Implacável radiografia da mais importante organização empresarial brasileira”, bastião da nossa “renovação política e econômica”.

Mais surpreendente do que a burla curricular sobre quem “deveria ser o industrial-modelo é a constatação de que o grosso da imprensa brasileira continua rigorosamente incapaz de investigar qualquer coisa que não venha empacotado como "dossiê" secreto, grampo ou disquete surrupiado”. Para Dines “esta dependência dos vazamentos retirou de nossos grandes veículos não apenas a sua curiosidade”, “mas a capacidade de satisfazer a curiosidade dos leitores”. Ou o interesse público. [1]

Recordemos texto do Boletim H S Liberal, de 19/11/2007, com informações de Mônica Bérgamo: “O ex-ministro da Saúde Adib Jatene ganhou mais notoriedade no debate sobre a CPMF, ao passar um pito no presidente da FIESP...” À frente da poderosa entidade... Skaf “está em campanha pelo fim da CPMF”. O médico Adib, ''pai'' da CPMF, falou alto e de dedo em riste: ''No dia em que a riqueza e a herança forem taxadas, nós concordamos com o fim da CPMF. (...) Os ricos não pagam imposto e por isso o Brasil é tão desigual. (...) Os ricos têm que pagar para distribuir renda''.

Skaf tenta rebater: ''Mas, doutor Jatene, a carga no Brasil é muito alta!''. E Jatene: ''Não é, não! É baixa. Têm que pagar mais. Por que vocês não combatem a Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social), que tem alíquota de 9% e arrecada R$ 100 bilhões? A CPMF tem alíquota de 0,38% e arrecada só R$ 30 bilhões''. Skaf desconversa: ''A Cofins não está em pauta. O que está em discussão é a CPMF''. E Jatene, certeiro: ''É que a CPMF não dá para sonegar!''. Estava coberto de razão em seu diálogo acalorado com Skaf. Ele pôs o dedo na ferida com precisão cirúrgica. [2]


Fonte: http://boletimhsliberal.blogspot.com/ (Sexta-feira, 20 de junho de 2008)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Equipe 670 de jornalismo

É o seguinte: iniciei a semana relatando experiências na Rádio Cidade (80-82), e não estou recordando os nomes dos programas, aliás como já citei, sempre achei muito inteligente a idéia. Só me correm "Cidade de Pito Aceso", "Cidade Agora" que era o horário do degas aqui, e o "Cidade de Olhos Abertos" com Cláudio Ribeiro. Preciso de nomes dos componentes daquela equipe, pois a bem da verdade, não me recordo de todos. Vai daí, sabedor que o Ulisses tem uma excelente memória e um bom estoque nos seus alfarrábios, pedi ajuda. Consegui então, muitas e valiosas informações, as quais reproduzo:

"Equipe de programação:
1. Cidade de Pito Aceso (das 4 às 6 hs) - Zé do Pito, primeiro foi o Paulo Gonçalves, depois um cunhado do Luiz Ernesto, o Antonio Augusto Fiorenzano.
2. Cidade Acorda Cedo - Maurício Nasser
3. Jornal da Cidade - Paulo Ernani, Sérgio Luiz, Amauri Tomé
4. Cidade sem Censura - Cândido Martins de Oliveira
5. Correspondente da Cidade - Sérgio Luiz
6. Cidade - Reginaldo Loyola
7. Cidade Livre - Enéas Faria
8. Cidade - Toni Mineiro
9. Cidade Agora - Paulo Branco
10. Correspondente da Cidade - Amauri Tomé - depois Ulisses Guerra
11. Cidade - Jurandir Carioca
12. Correspondente da Cidade - Paulo Ernani
13. Cidade de Olhos Abertos - Cláudio Ribeiro

Equipe de Reportagem:
1.Cidade no Aeroporto- Carlos Alberto
2.Cidade na Polícia - Ricardo Chab
3.Cidade nos Transportes - Alceu Paraná (Bodot)
4.Cidade na Cidade - Bandeira Filho
5.Cidade nos Esportes - Silvio Roberto (de Tarso)"

E segue o relato do Ulisses:
"
Tínhamos como Redatores o Vanderlei Rebelo, o Roberto Guidali e o Eliseu. Na Produção, a Cláudia Paciornik, o Caco Guimarães e a Débora Jankielewicz. Logo apos, numa segunda fase, entraram o Jamur Junior e o Nelson Martins, e saíram Cândido Martins de Oliveira, Enéas Faria, Amauri Tomé, Paulo Ernani, Sérgio Luiz e o Algacy Túlio. Lembro também, de outros componentes da equipe: o Paulino Viapiana, que era um dos operadores da Rádio e atualmente Presidente da Fundação Cultural de Curitiba, e o Tuiuti, outro grande operador da equipe 670 de jornalismo. Ainda faziam parte da programação a Dirce Alves , astróloga, e a Maria de Lourdes Montenegro. O Diretor Geral era o Jair Brito, o Gerente era o Luis Ernesto Pereira Alves. Alguns não lembro dos nomes completos, mas lembro das pessoas. Me falta o nome do programa do Loyola e do Mineiro (tá vivo ainda?). Lembrando mais, te passo, por enquanto é isso."

Diante da pergunta do Ulisses e para agradeçer a colaboração, respondi:
"
Não tenho noticias do Toni, a última vez que estive com ele foi na Rádio Nacional, e olha que faz alguns anos. Quem morreu foi o Amauri, tinha um problema congênito no coração. Trabalhamos juntos no Palácio Iguaçú, até que entrou outro governo e dispensou a equipe do Lerner. Carioca também morreu, estava trabalhando no interior. O Nasser, você sabe que morreu. Mas chega de falar, morreu... morreu... Quando me perguntam quantos irmãos eu tenho, digo que são 9. Aí o interlocutor me pergunta: - Todos vivos? Respondo: - Não, o único vivo sou eu..., os outros todos trabalham. Obrigado pela grande ajuda. Vejo que está com a memória afiada. Parabéns."

Colaborou: Ulisses Iarochinski http://iarochinski.blogspot.com http://www.ui.jor.br
Contate Ulisses Iarochinski: uli@ui.jor.br

Contate Paulo Branco :
contato@paulobranco.com ou pbradialista@yahoo.com.br

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Revendo o amigo Claudio Ribeiro

Na segunda-feira que passou, reencontrei o amigo Cláudio Ribeiro, almoçamos juntos e o papo rolou descontraído. Muita recordação, inclusive do programa "Cidade de Olhos Abertos" que o Cláudio apresentava, das 00 às 04 da matina. Na terça enviei correspondência agradecendo a convivência, e vejam o que o "gentleman" do Cláudio respondeu:

Ao Mestre com Carinho

Meu amigo Paulo Branco, eu é que fiquei feliz em reencontrá-lo. Ao ouvi-lo, vendo sua disposição e amor, posso dizer sem erro: O Rádio está vivo!. Longe de ser um meio ultrapassado, o rádio reafirma constantemente sua condição de veículo indispensável no cotidiano das pessoas. Como eu disse, a vida é dialética e tudo muda, inclusive no rádio. Entre outras coisas no rádio o que deve mudar é a forma de recepção, e a forma de receber as transmissões. Os equipamentos é que deixarão de existir e as pessoas começarão a ouvir áudio pelo computador, seja ele o tradicional, portátil ou instalados nos próprios automóveis. Vamos ampliar este debate para retemperar a saúde de nossa alma de comunicadores. Me coloco ao seu lado para resgatar, reconhecer e valorizar o rádio (caixinha de conversa) e os radialistas estes sonhadores irmãos nosso.


Cláudio Ribeiro - claudioribeiro@brasilcultura.com.br

Indique o Blog http://pbradialista.blogspot.com para amigos.

Escreva para: contato@paulobranco.com

terça-feira, 17 de junho de 2008

Alguém disse...

"As coisas mais importantes da vida não são as coisas".
"Não basta ser honesto,tem que parecer honesto".
"Quem perde seus bens perde muito; quem perde um amigo perde mais; mas quem perde a coragem perde tudo".

"Onde estão enterrados os canalhas".
"Quem herda,herda.Quem não herda fica na....mesma".
"Ate hoje ninguem descobriu o mistério do homen que fugiu pelo buraco da pia".

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Cidade Agora, por Paulo Branco

Mil novecentos e oitenta, assino contrato com a Rádio Cidade a convite do Luiz Ernesto Pereira, e esta é a terceira vez que nos cruzamos em Rádio. Primeiro foi na Guairacá, depois na Curitibana e agora na Cidade. A equipe que estava se formando, de primeira. Uma grande campanha de publicidade foi feita, com grandes e pequenos cartazes pela cidade inteira. Campanha também na televisão, e o horário que iria comandar: 17 às 19 horas ," Cidade Agora". O projeto era não tocar música neste horário, somente entrevistas com políticos, artistas de todas as matizes, empreendedores, professores, líderes sociais de todos os níveis. Na produção, estavam Cláudia Paciornick e Débora Ianklevitc. Foi um grande exercício profissional. Os mais variados assuntos abordados nos 120 minutos de programa. Uma sacada genial, foi começar todos os programas com a palavra CIDADE. Falarei deles mais adiante. Não havia pontos fracos na programação, pois só atuavam profissionais de alto nível e popularidade comprovada. $$$ não faltava. Ôba!. Estava tudo nos conformes.

Visite: pbradialista.blogspot.com
Escreva: pbradialista@yahoo.com.br

Cidade Agora

Mil novecentos e oitenta, assino contrato com a Rádio Cidade a convite do Luiz Ernesto Pereira, e esta é a terceira vez que nos cruzamos em Rádio. Primeiro foi na Guairacá, depois na Curitibana e agora na Cidade. A equipe que estava se formando, de primeira. Uma grande campanha de publicidade foi feita, com grandes e pequenos cartazes pela cidade inteira. Campanha também na televisão, e o horário que iria comandar: 17 às 19 horas ," Cidade Agora". O projeto era não tocar música neste horário, somente entrevistas com políticos, artistas de todas as matizes, empreendedores, professores, líderes sociais de todos os níveis. Na produção, estavam Cláudia Paciornick e Débora Ianklevitc. Foi um grande exercício profissional. Os mais variados assuntos abordados nos 120 minutos de programa. Uma sacada genial, foi começar todos os programas com a palavra CIDADE. Falarei deles mais adiante. Não havia pontos fracos na programação, pois só atuavam profissionais de alto nível e popularidade comprovada. $$$ não faltava. Ôba!. Estava tudo nos conformes.

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sábado, 14 de junho de 2008

É quase final de caminho

A Aurora transformou-se em ocaso.
O acaso, em certezas.
Os sonhos – muitos – ficaram para trás.
Outros se concretizaram.
Criaram vidas.
Plantaram esperanças.
Merecem respeito num final feliz!
RESPEITE A IDADE!
FAÇA JUSTIÇA!
INSTITUTO VIDA & CIDADANIA
De: "Donato Ramos" <donatoramos@uol.com.br>
Para: Paulo Branco

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Atalaia, fim de outro ciclo, por Paulo Branco

Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

Encerrando minha passagem pela Atalaia, onde permaneci por 05 anos, gostaria também de registrar os momentos de lazer. Haviam times de futebol de campo, entre outros esportes, que se reuniam por uma semana numa das sedes para disputar campeonatos internos. Era muita disputa e participávamos de muita festa. Foi assim que conheci Belo Horizonte, uma bela cidade. Aqui na terra dos pinheirais, no local dos transmissores da emissora em Pinhais, tínhamos um verdadeiro clube de campo, onde eram comemorados aniversários de funcionários, Natal e tudo o mais.Tudo foi definhando com a saída dos gerentes de Curitiba e BH, venda de emissoras e com o falecimento do velho Barroso.A última a ser vendida foi a de Curitiba, para uma organização evangélica e nunca mais se ouviu aquela toada: "Attaaaaaalllllaaaaaiiiiiaaaa".


Barroso Filho adquiriu na sequência, a Rádio Antena 1 (FM), e levou Palito, que sempre esteve com o Grupo desde a fundação em 1962. Mais uma vez, Palito iria inovar, com programação brega em prefixo FM. Que eu me lembro, quem ganhou muito com a venda da Atalaia para o Grupo Evangélico, foi a Cúria Metropolitana, dona da Rádio Clube Paranaense, que sempre recebeu prêmios pelos grandes talentos do Rádio entre seus valores profissionais
(fig.1 e fig.2).


fig.1
Na discoteca da Rádio Clube José Jair de Souza, , Cláudio Ribeiro, Luiz Nivaldo Maciel, o cantor e compositor Antonio Marcos, Jurandir Ambonatti e Leo Pereira

fig.2
Equipe Bedois, recebendo o "Disco de Ouro" conferido à Rádio Clube pela gravadora Odeon, Luiz Nivaldo Maciel, Nelson Rosa, Leo Pereira, Acir Ramos, Padre Juca, Jurandir Ambonatti, Jorge Yared, Ubiratan Lustosa e Cláudio Ribeiro




Carneiro Neto
(fig.3) que comandava a B2, conseguiu o passe de um craque do Rádio, Luís Carlos Martins (fig. abaixo).
No período em que Carneiro esteve na administração da Bedois este foi um dos acontecimentos marcantes, como relata Ubiratan Lustosa em seu site www.ulustosa.com.br: "No final de 1.977 veio para Curitiba, e procurou colocação na Rádio Clube, o então quase desconhecido locutor Luiz Carlos Martins. Sem saber quais eram as suas qualidades, Paulo Alberti (que cuidava do setor de programação) deu-lhe um horário noturno, sem compromisso, e muito difícil de se obter audiência. Ele não perdeu a oportunidade. Em pouco tempo, mesmo com dificuldades, Luiz Carlos Martins revelou seu extraordinário carisma de comunicador. Carneiro Neto e Paulo Alberti estavam atentos e no início do ano seguinte lhe deram um espaço matinal para atuar. Em 15 de maio de 1.978 ele lançou o programa "MANHÃ TOTAL", das 9h às 12h, e fez um grande sucesso.".

fig.3: Carneiro Neto, mais um dos valores do nosso Rádio que emprestou o seu talento à Bedois.

Relato feito, voltemos ao PB. Em1980 assinei contrato com a Rádio Cidade. Mas aí, já é uma outra história. Inté.

Fotos: www.ulustosa.com.br

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Atalaia, fim de outro ciclo

Encerrando minha passagem pela Atalaia, onde permaneci por 05 anos, gostaria também de registrar os momentos de lazer. Haviam times de futebol de campo, entre outros esportes, que se reuniam por uma semana numa das sedes para disputar campeonatos internos. Era muita disputa e participávamos de muita festa. Foi assim que conheci Belo Horizonte, uma bela cidade. Aqui na terra dos pinheirais, no local dos transmissores da emissora em Pinhais, tínhamos um verdadeiro clube de campo, onde eram comemorados aniversários de funcionários, Natal e tudo o mais.Tudo foi definhando com a saída dos gerentes de Curitiba e BH, venda de emissoras e com o falecimento do velho Barroso.A última a ser vendida foi a de Curitiba, para uma organização evangélica e nunca mais se ouviu aquela toada: "Attaaaaaalllllaaaaaiiiiiaaaa".

Barroso Filho adquiriu na sequência, a Rádio Antena 1 (FM), e levou Palito, que sempre esteve com o Grupo desde a fundação em 1962. Mais uma vez, Palito iria inovar, com programação brega em prefixo FM. Que eu me lembro, quem ganhou muito com a venda da Atalaia para o Grupo Evangélico, foi a Cúria Metropolitana, dona da Rádio Clube Paranaense, que sempre recebeu prêmios pelos grandes talentos do Rádio entre seus valores profissionais
(fig.1 e fig.2).


fig.1
Na discoteca da Rádio Clube José Jair de Souza, , Cláudio Ribeiro, Luiz Nivaldo Maciel, o cantor e compositor Antonio Marcos, Jurandir Ambonatti e Leo Pereira

fig.2
Equipe Bedois, recebendo o "Disco de Ouro" conferido à Rádio Clube pela gravadora Odeon, Luiz Nivaldo Maciel, Nelson Rosa, Leo Pereira, Acir Ramos, Padre Juca, Jurandir Ambonatti, Jorge Yared, Ubiratan Lustosa e Cláudio Ribeiro




Carneiro Neto
(fig.3) que comandava a B2, conseguiu o passe de um craque do Rádio, Luís Carlos Martins (fig. abaixo).
No período em que Carneiro esteve na administração da Bedois este foi um dos acontecimentos marcantes, como relata Ubiratan Lustosa em seu site www.ulustosa.com.br: "No final de 1.977 veio para Curitiba, e procurou colocação na Rádio Clube, o então quase desconhecido locutor Luiz Carlos Martins. Sem saber quais eram as suas qualidades, Paulo Alberti (que cuidava do setor de programação) deu-lhe um horário noturno, sem compromisso, e muito difícil de se obter audiência. Ele não perdeu a oportunidade. Em pouco tempo, mesmo com dificuldades, Luiz Carlos Martins revelou seu extraordinário carisma de comunicador. Carneiro Neto e Paulo Alberti estavam atentos e no início do ano seguinte lhe deram um espaço matinal para atuar. Em 15 de maio de 1.978 ele lançou o programa "MANHÃ TOTAL", das 9h às 12h, e fez um grande sucesso.".

fig.3: Carneiro Neto, mais um dos valores do nosso Rádio que emprestou o seu talento à Bedois.

Relato feito, voltemos ao PB. Em1980 assinei contrato com a Rádio Cidade. Mas aí, já é uma outra história. Inté.

Fotos: www.ulustosa.com.br

terça-feira, 10 de junho de 2008

Ataaalaaaaiaaa

Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Conforme adiantei aqui, eu trabalhava na Iguaçú como locutor e redator de notícias, e realizava também cobertura de eventos, entre eles, resultados de vestibulares, eleições, festivais de música, etc... Ao mesmo tempo, na Atalaia trabalhava como Relações Públicas, pois aquela emissora não fazia reportagens, entrevistas ou qualquer outra transmissão externa. No entanto, precisava estar nas repartições públicas, tais como Câmara de Vereadores, Prefeitura, Palácio Iguaçú, Assembléia e por aí á fora. A Rádio Atalaia era uma Rádio incomum para a época, pois com a vinda de Lourival Pedrazziani (o Palito) que estava na organização em Londrina desde 1962, foi implantado um sistema totalmente diferente do que as outras emissoras faziam. A Atalaia, como escreveu Aramis Millarch no jornal "Estado do Paraná" (06/03/1988), "primeiro lugar no IBOPE entre as AMs, que com sua programação popularíssima, na base da seleção musical brega, linguagem simples, consegue aquilo que suas principais concorrentes tentam, a todo custo, obter: a fidelidade dos ouvintes"; chegou a atingir 23 pontos no IBOPE, acima, vejam bem, acima da segunda colocada. Tinha uma chamada que marcou época, um prefixo famoso e que se ouvia por todos os cantos: "Ataalaaaaiiaaaa!!!. Lembram? Aliás, também lembro e rendo homenagem a canção "Boi Barroso", que o Sistema Guaíba de Rádio elegeu para prefixo musical de suas emissoras AM e FM, talvez a toada mais popular do Rio Grande do Sul. Voltando à Atalaia, na sequência falarei mais, observaram aí, eu disse "falarei" e não "escreverei".

Boa música, mínimo de propaganda e hora certa

Com a chegada de Lourival Pedrazziani (Palito), diretamente de Londrina para dirigir a emissora, a Atalaia teve um grande impulso. Foi a implantação do seguinte esquema: uma música, intercalando-se hora certa e uma propaganda, nada mais. Notícias, só de hora em hora. Terminada a música, entrava uma voz forte e grave dizendo: - "ATALAIA, 01 hora, 10 minutos.", e assim sucessivamente, durante as 24 horas de funcionamento, ininterruptas. A voz era do locutor Geraldo dos Santos, daí seu apelido de Atalaia. O Palito, grande conhecedor da música brasileira, passava o tempo todo em sua sala ouvindo faixa por faixa dos Lps e Compactos, que eram trazidos pelos divulgadores das gravadoras. Não entrava uma só musica na programação, sem ser ouvida e analisada pelo Palito. Lembram-se do programa "Globo de Ouro", toda quinta na Rede Globo? Pois dava a impressão que os programadores da Globo ouviam a Atalaia, para compor seu programa. Música por música daquele programa, estavam programadas na Atalaia a muito tempo. Os ouvintes se deliciavam ouvindo boa música, um mínimo de propaganda e, hora certa. Simples não? Assim eram as Atalaias, quatro emissoras, localizadas em Curitiba que capitaneava a programação, Belo Horizontes, Londrina e Maringá. O Departamento Comercial chegava a rejeitar publicidade, fosse de quem fosse, se isto viesse a desequilibrar o esquema. Havia até verba para receber patrocinadores de grandes centros, para almoços e jantares, só pra lhes dizer que não seria possível aceitar suas verbas. Por isso, a Atalaia marcava 23 pontos no IBOPE, acima da segunda colocada. O proprietário das emissoras, Hélio Barroso Filho, dava carta branca para os gerentes das emissoras, para que fizessem aquilo que achavam certo. Outra coisa, não havia blá...blá...blá... de apresentadores, nem entrevistas ou qualquer tipo de promoção pessoal, de quem quer que fosse. Foi uma grande tacada. Contarei mais.

Fonte: http://pbradialista.blogspot.com

Boa música, mínimo de propaganda e hora certa

Com a chegada de Lourival Pedrazziani (Palito), diretamente de Londrina para dirigir a emissora, a Atalaia teve um grande impulso. Foi a implantação do seguinte esquema: uma música, intercalando-se hora certa e uma propaganda, nada mais. Notícias, só de hora em hora. Terminada a música, entrava uma voz forte e grave dizendo: - "ATALAIA, 01 hora, 10 minutos.", e assim sucessivamente, durante as 24 horas de funcionamento, ininterruptas. A voz era do locutor Geraldo dos Santos, daí seu apelido de Atalaia. O Palito, grande conhecedor da música brasileira, passava o tempo todo em sua sala ouvindo faixa por faixa dos Lps e Compactos, que eram trazidos pelos divulgadores das gravadoras. Não entrava uma só musica na programação, sem ser ouvida e analisada pelo Palito. Lembram-se do programa "Globo de Ouro", toda quinta na Rede Globo? Pois dava a impressão que os programadores da Globo ouviam a Atalaia, para compor seu programa. Música por música daquele programa, estavam programadas na Atalaia a muito tempo. Os ouvintes se deliciavam ouvindo boa música, um mínimo de propaganda e, hora certa. Simples não? Assim eram as Atalaias, quatro emissoras, localizadas em Curitiba que capitaneava a programação, Belo Horizontes, Londrina e Maringá. O Departamento Comercial chegava a rejeitar publicidade, fosse de quem fosse, se isto viesse a desequilibrar o esquema. Havia até verba para receber patrocinadores de grandes centros, para almoços e jantares, só pra lhes dizer que não seria possível aceitar suas verbas. Por isso, a Atalaia marcava 23 pontos no IBOPE, acima da segunda colocada. O proprietário das emissoras, Hélio Barroso Filho, dava carta branca para os gerentes das emissoras, para que fizessem aquilo que achavam certo. Outra coisa, não havia blá...blá...blá... de apresentadores, nem entrevistas ou qualquer tipo de promoção pessoal, de quem quer que fosse. Foi uma grande tacada. Contarei mais.

FIQUE BEM INFORMADO.

Leia mais: Hoje é dia de que? Datas comemorativas • A arte da vida. Apon HP. Literatura para pensar e sentir http://www.aponarte.com.br/p/hoje-e-dia-de-que-e-amanha_09.html