sábado, 21 de junho de 2008

A curiosa ética do Demo (ex-PFL).

Um processo ético-disciplinar no mínimo curioso é movido pela alta cúpula nacional do Demo (ex-PFL) contra um dos seus pares, o vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Feijó. O ato “anti-ético” do político gaúcho é ter revelado uma conversa gravada em que o chefe de gabinete da governadora tucana Yeda Crusius lhe expôs a caixa-preta da relação promíscua entre os caixas de campanha dos políticos aliados com as empresas estatais da governadora.

A curiosidade não é o fato de o Demo (ex- PFL) historicamente não ter afinidades com a Ética. Ou talvez seja esse um dos motivos pelos quais o camaleônico partido atabalhoe-se com o trato desse milenar bem da Humanidade e queira inverter seu conceito. Pois, em vez de tratar o uso de fundos públicos para suprir “caixinhas” de candidaturas, uma prática há décadas consagrada pela sua “classe” política, como o núcleo de sua preocupação ética, o Demo (ex-PFL) quer condenar apenas a revelação da falcatrua.

Já o demo-senador José Agripino quer punir seu aliado pela "forma como a denúncia foi feita" que "destrói o componente fundamental da relação política que é a confiança". Como é que o senador, um dos cardeais do Demo (ex-PFL), quer que se revele a delinqüência do tucanato gaúcho? Outra pérola da subversão do conceito de Ética partiu de outro demo-senador, Heráclito Fortes: o problema que lhe causou indignação foi o rompimento da “convivência civilizada” do seu correligionário com o governo Yeda. Ah, bom.


Fonte: http://boletimhsliberal.blogspot.com/

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