sábado, 21 de junho de 2008

Mudando o Brasil, pra sempre.

Não é recomendável ter a mesma confiança do presidente Lula suficiente para tornar Delfim Netto seu conselheiro informal, embora concorde que ele tem uma mente lúcida a serviço do debate, conforme o classifica a Carta Capital da última semana. Na revista, Delfim considera ridículo se imaginar que FHC tenha produzido alguma política econômica. Esclarece que havia uma política econômica implícita no programa do real produzida por profissionais de alta qualidade, anda no governo Itamar.

Para Delfim, o resultado foi razoável do ponto de vista do combate à inflação, mas não evitou que o Brasil quebrasse em 1998, véspera do segundo mandato. E, sob a ótica do crescimento, o programa foi o pior de todos. Gerou uma situação externa insolúvel. Tanto que o Brasil teve de correr ao FMI e conseguir um empréstimo importante. Naquele momento, o Fundo salvou o País e a reeleição de FHC. Pressão de Bill Clinton, pelo perigo Lula. E quem passou a ditar as regras da nossa política econômica foi o FMI.

E segue Delfim: Era a política canônica que existe no mundo inteiro hoje: relativo equilíbrio fiscal, política de controle de inflação por meio de metas e câmbio flutuante. Hoje há uns 150 países que usam o mesmo tipo de política. O que Lula fez na verdade? Primeiro, radicalizou essa política canônica, porque em 2002 o Brasil estava falido de novo. Basta olhar o seguinte: entre 1998 e 2002, a dívida externa crescia a 6% ao ano e a exportação, a 4%. Não é preciso ser físico quântico para saber que estava quebrando.

(...) Na transmissão do cargo de FHC para Lula, a inflação rodava a 30% ao ano. E as reservas, excluídos os recursos do FMI, eram de apenas 17 bilhões de dólares. Era uma falência programada. O câmbio subiu porque o Brasil tinha quebrado. O presidente aumentou a taxa de juros, como as pessoas não imaginavam que ele fosse fazer, e elevou o superávit primário. É preciso dizer que, nos primeiros anos do governo FHC, o superávit primário foi zero. No segundo, foi de 3,8%, por exigência do FMI.

(...) A exportação no governo FHC crescia entre 4% e 4,5% anuais. No primeiro ano de Lula, aumentou 22% e continuou nesse ritmo até o ano passado. Foi isso que colocou o Brasil numa situação muito mais tranqüila e permitiu a acumulação das reservas internacionais. Nesta quinta-feira, o programa em rede nacional do PSDB era, como seu bordão, uma risível propaganda enganosa: “o partido que mudou o Brasil, pra sempre”. Leia o inteiro teor da entrevista de Delfim Neto na edição 500 da Carta Capital. [3]


Fonte: http://boletimhsliberal.blogspot.com/

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