sábado, 26 de julho de 2008

Falemos do amigo querido José Messias, por Cajucy Cajuman

Caríssimo Paulo,

Foi uma surpresa chegar em seu blog e ver o meu artigo - comentário que fiz no blog do jornalista e não menos amigo, Fábio Campana, sobre o progresso pessoal e financeiro do hoje ilustre Ratinho.

Aliás, tomei conhecimento do seu espaço cibernético pelo blog do sempre dinâmico Zé Beto, do Jornale. Aliás, esses blogs estão fazendo escola, assim como faziam os colunistas de antigamente, não é mesmo?

Desejo a você muito sucesso nessa modalidade de comunicação e que você possa passar um pouco - ou, se puder, muito! - da sua universidade radiofônica! Você é a instituição e o mestre ao mesmo tempo. Tem muito para nos ensinar e, ainda mais, aos mais jovens da profissão.

Falemos do amigo querido José Messias

Gente boa, cara honesto, justo, amigo dos amigos.
Conheci o Messias no mesmo período em que conheci o Emir Sfair - outro grande sujeito -, lá pelos idos de 70, se não me engano.

Trabalhamos juntos: eu, o Messias, o Emir, o Nelson Faria de Barros, Dino Almeida e uma pá de outros jornalistas desde o tempo da revista Quatro Estações, livro Bandeirantes do Progresso, Coluna D.A. Informa, Jornal da Sociedade, edições especiais da Gazeta do Povo, eu nunca vi nada que desabonasse a conduta do sempre agitado Messias.

Trabalhamos juntos também no programa Mário Vendramel (eu e o Messias, ambos vinculados ao Emir na produção, edição e comercialização do programa); O Paraná, de Cascavel; revista TV Programas, e por aí vai... Depois no tempo em que o Messias estava na Secretaria de Comunicação e Prefeitura de Araucária.

Com o primeiro transplante de rins ele ficou novinho em folha, por um bom tempo. Depois houve a complicação e ele precisava, já bem mais adiante, de um novo órgão.

Um dia ele me telefonou e disse que estava com saudades e queria que eu fosse visitá-lo, na casa dele, se não me engano aquele bairro é o Jardim Mercês. Não lembro.

Fui. E não gostei do que vi. Ele estava feio no mapa. Abalado fisicamente, fraco, sem poder ficar de pé por mais de dez minutos, enfim. Conversamos longamente, fizemos uma retrospectiva de nossas vidas, demos boas gargalhadas.

E ele entusiasmado, me dizia que estava esperando um novo rim. Que tudo já estava arranjado e que em breves faria a cirurgia e já me convidava para uma nova parceria. Ele tinha sede de vida!

Precisei viajar por um período e na volta já tinha um recado dele, pedindo para eu ir visitá-lo, que já tinha saído do hospital e a cirurgia tinha sido um sucesso!

Fui novamente em sua casa, não me lembro quantos dias depois da cirurgia e ele estava radiante, corado e, para minha surpresa, havia recuperado o peso. Estava bem mais forte do que eu o havia visto anteriormente.

De pijama, no quarto, ele dizia: vamos arrebentar! Mais algumas semanas e você vai ver, dizia ele. Fizemos planos, muitos planos. Falamos do Emir, do Dino, do Fábio, do Nelsinho e de um rosário de pessoas. Sempre observações honestas e sinceras. Mesmo que às vezes, dura.

Vale registrar aqui no seu blog - já que é um blog documental - às palavras de José Messias quando se referiu ao Dr. Abdo Aref Kudri, do Diário Popular.

Ele me disse: independente do que digam do Dr. Abdo, ele é uma pessoa boa, amiga dos amigos e de profundo sentimento humano, quando não trabalham pelas suas costas. É um amigo leal e justo.

E disse mais: - e eu não sei porque ele fez questão de frisar isso - este meu novo rim eu devo ao Dr. Abdo. Se não fosse por ele, eu não estaria aqui agora, alegre e disposto para recomeçar a minha vida. Em todos os sentidos o mérito é dele. Nunca vou esquecer esse gesto e tantos outros que presenciei nesses anos todos, concluiu.

Ficou, essa passagem, registrada na minha memória, e, me parece, a necessidade que o amigo Messias tinha de deixar marcado, talvez, esse gesto sublime do que ele chama, do seu amigo Dr. Abdo Kudri. Pois então, que fique registrado também na blogosfera e no seu blog. Aliás, até hoje, eu não havia comentado isso com ninguém. Talvez por falta de oportunidade. E o assunto aqui encaixou.

Enquanto aguardava o seu pleno restabelecimento, precisei fazer mais uma viagem. Ao voltar, por acaso, peguei o jornal do dia e lá estava registrado o falecimento do jornalista, amigo e irmão José Messias. Uma pessoa simples - para alguns até, desleixado - mas que, sem dúvida, tinha um coração do tamanho do mundo!

Segundo informações, Messias não morreu por problema de rejeição do novo rim. Este estava vivo e vida lhe daria por muito tempo. Mas, ironia do destino, durante a operação, ele teve o seu fígado infectado e a causa da sua morte foi, segundo dizem, ocasionada pelo fígado - que até então era sadio - e não pelo novo rim que estava em plena recuperação.

E, dessa forma, ficamos sem o amigo José Messias.
Que sua alma brilhe no celeste!

Abraços
Cajucy Cajuman
cajucycajuman@hotmail.com



Postado por Cajucy Cajuman no blog PB em 26 de Julho de 2008 12:34

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