quinta-feira, 24 de julho de 2008

Meu amigo José Messias

Na década de 80 passei a apresentar um programa político na Rádio Colombo do Paraná, das 07 às 08 da manhã, juntamente com o jornalista José Messias. Era um programa tipo Willi/Mazza, eu lia a notícia e o JM comentava, conhecedor que era das coisas políticas do Paraná. Além das coisas políticas, o Messias participava de várias atividades na mídia paranaense. Gostaria de reproduzir uma notícia interessante, não conhecia e descobri no Blog do Fábio Campana, na qual relata uma história do Carlos Roberto Massa - o Ratinho -, em que o José Messias esteve presente. Foi relatada num dos comentários do Blog do Fábio ( http://www.fabiocampana.com.br/?p=5402 , matéria "Rabada com Polenta"), dias atrás, e tomei a liberdade de repassá-la na íntegra. Segue:
  1. "Cajucy Cajuman
    Quarta-feira, 2 de Julho de 2008 – 16:18 hs

    Tudo bem, tudo bem, tudo bem…
    Interesses à parte e política também, Carlos Roberto Massa - o Ratinho - está dando um tapa que não é de luvas de pelica na cara de muita gente. É com luvas de boxe.

    Quando ele trabalhava na CNT do Martinez, como repórter policial vivia numa “M” de dar dó! Mas, no que fazia, fazia com amor e sabia que era dali que tinha que sobreviver e dar a volta por cima. Contra todos os inconvenientes e não eram poucos.

    Lembram do carro dele? Uma Brasília (branca) velha que para pegar era só no tranco… Para sair do pátio da CNT era duro, né? Mas, não esmoreceu. Com a sua ida para a Rede Record tudo mudou.

    E digo mais: quando abriu a possibilidade de um programa popular na Rede Record em São Paulo, EU (esse que vos escreve) e também o jornalista José Messias e três outras personalidades estávamos numa reunião com o diretor da Record no Paraná, quando ele recebeu um telefonema da direção da rede nacional, cogitando a possibilidade da ida de um apresentador popular e bom de verbo para fazer um programa em rede nacional. E a resposta tinha que ser rápida.

    Esse diretor no Paraná nos pediu licença, explicou a situação, e ali mesmo, na nossa frente, ligou para o Alborguetti que era da emissora e fez o convite, priorizando o pessoal da casa, naturalmente e respeitosamente. Porém, Alborguetti por questões pessoais e políticas declinou do convite. Não se interessou.

    O então diretor da emissora, liberado da responsabilidade de prestigiar um profissional da casa telefonou na mesma hora para o apresentador Ratinho (CNT) e fez o convite. E a partir dali a vida do apresentador mudou e por COMPETÊNCIA PRÓPRIA. Digo isso, pois se não às tivesse, não chegaria aonde chegou. Ou estou enganado?

    Nunca trabalhamos juntos. Mas sempre vi a sua dedicação e profissionalismo na busca pelos seus objetivos. Uma década e pouco depois, tornou-se milionário e dono de vários empreendimentos, sendo o mais recente, UMA DAS MAIS COBIÇADAS REDES DE TELEVISÃO DO PARANÁ a TV Iguaçu, até então do todo-poderoso Dr. Paulo Pimentel.

    Ou seja: Ratinho saiu do Paraná para vencer lá fora e voltou vitorioso e comprou uma das maiores redes de comunicação do estado, entre outros empreendimentos. Esse é o verdadeiro valor do profissional.

    Quem diria que ele chegaria ao ápice de receber em sua casa - ou onde quer que seja - o Presidente da República? Qual outro representante da terra pode nos dar exemplo igual? Refiro-me, obviamente, na área da comunicação e vindo de outra cepa, que não a do poderio econômico dos barões da comunicação.

    Portanto, finalizando e pedindo desculpas pelo alongado, concluo que os méritos são todos pessoais dele, pois, mesmo sem estudo e sem berço financeiro mostrou que estava preparado, tinha talento e não teve medo de mostrar a face para ver o resultado. Resultado hoje visível por todos.

    Gostemos ou não, Carlos Roberto Massa, o Ratinho, é um talento paranaense que venceu o dragão da miséria e hoje é empregador e tem uma responsabilidade social elevada, além de ser extorquido pelos altos impostos da República, como todo cidadão brasileiro.

    Não há porque tirar os seus méritos
    Cajucy Cajuman
    cajucycajuman@hotmail.com"

Mas, voltando ao meu relato com o JM, quando transplantado de rim, não suportou a última cirurgia e faleceu. Tive uma grande tristeza com o falecimento do colega e grande amigo. Até hoje tenho dificuldade emocional em falar do acontecido, mas fazer o que, todos nós iremos um dia. Como dizia meu velho pai, "a única coisa certa da vida é a morte". Descanse em paz, meu amigo José Messias.

Indique o Blog do Paulo Branco Radialista - http://pbradialista.blogspot.com

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