quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Jamais o rádio vai acabar.

Tenho notado pelos correios enviados, que alguns radialistas estão preocupados com a automatização das Rádios. Certamente existem no país, centenas de Rádios onde os computadores é que mandam. Acontece amigos, que sem os locutores , noticiaristas, programadores e operadores, nada acontece. Na questão reportagens, está acontecendo que os repórteres não estão sendo criativos, não narram mais as reportagens. Você tem que passar para o ouvinte a imagem e, se possivel, a emoção do acontecimento, sem exageros e sem apelar para o sensacionalismo. Tem que saber transmitir para quem ouve, realmente o que está acontecendo ou aconteceu. Por exemplo: - "O cavaleiro caiu do cavalo, que se assustou com algo". Talvez para televisão, com imagens, isso já seria necessário. Eu acredito que ainda na TV, a notícia teria que ser mais rica em detalhes. Mas no rádio..., como ele caiu, por que caiu? Poderíamos assim narrar: -"Um cavaleiro vinha galopando seu belo cavalo preto, quando este assustou-se com alguma coisa, estancou a corrida, o homen voou por cima de sua cabeça, deu duas cambalhotas e estatelou-se no chão. O cavalo ficou estático, alí parado, sem saber o que estava acontecendo. O homen levantou-se, tirou o pó da roupa e verificou se estava ferido. Apenas com alguns arranhões, voltou a montar e seguiu sua caminhada a galope". A pessoa que está ouvindo, criou a imagem em sua mente e entendeu perfeitamente, como se estivesse vendo o acidente. Dependendo do repórter, mais detalhes poderiam ser acrescidos. Mas já está de bom tamanho. E mais: o rádio conta com instantaneidade, o que não acontece para qualquer outro meio de comunicação. O grau de instantaneidade – a capacidade de transmitir instantaneamente um fato – das publicações em rede, os chamados WebJornal ou Jornal Online, é o que mais aproxima-se do atingido pelo rádio. O texto de rádio é o que mais se adapta para jornalismo em rede, pela concisão, estilo direto, informalidade. No entanto, o som pela internet ainda é de baixa qualidade e com constantes lapsos, mas é uma maneira pela qual estações de rádio tradicionais alcançam audiência mundial. Este panorama começa a se modificar com a popularização do acesso de banda larga à internet. (fonte http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalismo_online ). Vejam que mais uma vez, o rádio é importante na atualidade. A TV teria um outro tipo de trabalho, mais demorado para dizer a mesma coisa, mesmo com a imagem. Por isso amigos, o nosso velho e querido RÁDIO será eterno. Pode ficar cada vez mais automatizado, mas o radialista será sempre imprescindível.

Paulo Branco, "amor, salud y plata"
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Escreva para o PB : pbradialista@paulobranco.com / pbradialista@yahoo.com.br

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