segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Privilégios dos de 1931

Sim, me sinto um privilegiado por ter nascido em 1931.
E sabem por quê?
Porque acompanhei o progresso científico e tecnológico desde a minha infância,
vendo a chegada dos primeiros automóveis em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul,
do primeiro ônibus para transporte coletivo,
de ter lido na Revista Seleções, as primeiras experiências com uma plantinha que daria para fazer bife, farinha etc..., etc...: A Soja.
Experiências também, com um raiozinho chamado "Laser".
Assisti a chegada dos primeiros rádios, telefones, TV, fotografia.
Vi também, a chegada do gravador, do tele tipo, do telex, do fax, do celular,
do disco 78 rotações feito de cêra (caiu-quebrou),
do "Long Play", do CD, do DVD, do MP3 (parece que já tem o MP7),
da máquina de fotografia Digital, fotografa, filma e grava na mesma hora.
O arado ser substituído por grandes colheitadeiras.
As retroescavadeiras substituindo centenas de trabalhadores,
que abriam valas nas ruas, para os primeiros encanamentos de água e esgoto.
Vi também a chegada dos aviões "Teco-Teco", até os Supersônicos.
E as verdadeiras fortalezas voadoras, com capacidade para transportar centenas de pessoas.
Aompanhei a viagem do homem à Lua.
E a Segunda Grande Guerra, que ceifou milhões de vidas humanas,
outras guerras de menor porte, mas nem por isso, menos sangrentas.
Vi minha cidade crescer, o Rio Grande do Sul crescer,
o Brasil crescer.
Vi o amor nascer, crescer e morrer.
Vi criança nascer, vi também, criança morrer.
Vi os velhos serem respeitados,
e vejo hoje tão menosprezados pela sociedade em que vivem.
Isto tudo, depois de terem trabalhado a vida inteira e se sacrificado,
para que o progresso de hoje fosse um fato, e não um sonho.
Por isso admiro tanto a música de Raul Seixas,
"Eu vivi, a dez mil anos atrás".
Acompanhei o surgimentos dos satélites,
do computador, da Internet, do controle remoto, da fotocélula.
A descoberta de medicamentos milagrosos para cura de várias doenças.
A descoberta do plástico, um dos maiores poluidores do planeta.
Vi as bombas de Hiroshima, de Nagazaki, e também a Bomba H.
Mas..., também a chegada da fralda descartável e das papinhas para nenens.
Acompanhei a escolha e a morte de alguns Papas,
e o surgimento de várias seitas religiosas, algumas, verdadeiros caça-níqueis.
Superei um câncer, e aqui estou lutando,
para decifrar o meu COMPUTADOR.

Clique abaixo e ouça a crônica, na voz do PB



Bem amigos, discorri um pouco sobre fatos que vi, vivenciei e acompanhei, nos meus 77 anos. É um mundo maravilhoso, que vi de forma diferente, olhar crítico e jornalístico, pois deveria repassar às mentes e ouvidos de tantos. Sim, fui um privilegiado. Mas, que alegria, quando encontrei um cidadão de 1924, sobre o qual estarei escrevendo, e agora falando, já na próxima postagem. Vale a pena conferir, pois ficou muito boa a entrevista. Muitos causos interessantes, espetaculares. Até.

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