quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Ruth Bolognese - Registrando no PB RADIALISTA

Acho que ainda vale o registro aqui no Blog, pois sempre tive e tenho muita consideração pela grande companheira Ruth Bolognese. Coloco abaixo o "post" do Blog do Zé Beto, pois concordo em número, gênero e grau. Minha cara Ruth, esperamos tê-la de volta, em breve. Um grande abraço do PB.

Salve Ruth Bolognese! Salve a Serpente Ruiva! O resto que se exploda!

28 Jul 2008

A Folha de Londrina, na qual tive a honra de trabalhar por dois anos e onde aprendi muito, pois ralava, ralava e ralava em busca de informação e texto de qualidades (e eu já tinha 14 anos de Editora Abril), perdeu a alma ao motivar a saída da jornalista Ruth Bolognese, que nos deu a honra de publicar em primeira mão a carta aberta postada abaixo, enviada ontem a José Eduardo de Andrade Vieira, aquele. Não estamos aqui comparando nada, afinal, há ainda bons jornalistas do diário que um dia já foi, disparado, o melhor do Paraná - e eu me orgulhava de fazer parte daquele time de João Arruda, Nelson Capucho, Deonilson Roldo, Mari Tortato, Joel Sampaio, Zeca Corrêa Leite, Pedro Arlant, Monica Santana, Maria do Carmo Batiston, Sandra Nassar, Elvira Fantin, Tereza Martins, Hudson José, Franco Iacomini, Nani Goes, Albari Rosa e tantos outros talentos que, se não citei aqui, sabem a quem me refiro, porque sempre os reverenciei, sempre aprendi mais um pouco, por osmose, como só acontece nas grandes redações. A saída da talentosa e venenosa Serpente Ruiva, mais do que tudo, deixa-nos órfãos, por enquanto, de um talento que tem como marca o destemor, mesmo para errar com convicção. O que será a Folha de Londrina sem Ruth? Vai continuar, sim, pode até sair do caminho triste que começou a ser trilhado quando tiraram alguns destes nomes aí de cima porque “ganhavam muito”, e se solidificou na mudança gráfica que não foi nada mais que o incineramento de uma identidade para se apresentar uma cara igualzinha a de centenas de outros jornais deste Brasil de Deus. Ruth chutou o balde em público para que não a convençam a reconsiderar, como fizeram das outras vezes quando os motivos mais sérios e a coluna suspensa. Perder uma jornalista como esta menina que conheci em 1977 e servi de cupido para que outro talento da terra, esquecido por aí, o senhor Pedro Franco Cruz, iniciasse o namoro que resultou em casamento, na belíssima Mariana e no neto Pedro, perder um talento como esse por causa de um chilique familiar, mostra a quantas anda nossa imprensa, nossa cidade, nosso estado, nosso País. Salve Ruth Bolognese! E que se explodam as toupeiras de plantão.

De Ruth Bolognese para José Eduardo de Andrade Vieira

28 Jul 2008

CARTA ABERTA AO DIRETOR DA FOLHA DE LONDRINA, JOSÉ EDUARDO EDUARDO ANDRADE VIEIRA

Meu caro amigo,

Parece que nosso destino é nos despedirmos sempre. Só que esta não é uma cerimônia de adeus e, sim, de agradecimento.Saio em definitivo da “Folha de Londrina” e tenho como motivo formal uma reclamação do vice-presidente do Tribunal de Contas do Paraná, Caio Soares, sobre nota publicada na semana passada. É motivo fútil, que dispensa olhar mais apurado, mas de certa forma, expõe a essência do meu trabalho nestes quase 5 anos de coluna diária: escrevo como se tivesse um leitor atrás de mim, cobrando a informação completa,pura,absoluta. Eis aí o fio da navalha que venho percorrendo. E, neste contexto, vale tudo, até expor agora a imensa tristeza de ter que deixar a “Folha”. Dói como as dores definitivas alojadas num coração de mais de meio século.

Em troca da liberdade de escrever, deixo como testemunho pessoal, para efeito jurídico se necessário, que respondo integralmente pelas informações publicadas, desde a primeira coluna até quinta-feira, 24 de julho, quando saiu a última.Meu maior patrimônio, o de ousar contar, é justamente o que me afasta do jornal, porque nem sempre a verdade vem com selo de comprovação. Ao contrário, quanto mais reveladora, mais escamoteada. Os erros cometidos, sempre os corrigi na mesma proporção. Por isso, receber intimações judiciais, depor em tribunais, sofrer condenações são preços baixos demais diante da única oportunidade que tive na vida de exercer meu ofício plenamente. Fazer a coluna nunca foi trabalho, Dr. Zé Eduardo, foi felicidade de dar pulinhos.Eis aí o agradecimento que lhe devo.

De imediato, preciso sair em busca de outros ofícios porque meus doentes e minhas crianças demandam afetos e recursos. E, no Brasil de agora, só os apaziguados do poder, e os corruptos, conseguem ganhar o pão sem suar o rosto. O resto, rala.

Além da minha amizade, sempre intacta, o meu abraço mais fraterno,

Ruth Bolognese

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