Retomando minha história de radialista, como já relatei anteriormente, deixei o circuito de Rádio Comercial e fui para o Rádio Estatal, servir na recém criada Secretaria da Comunicação Social, no início do governo de Álvaro Dias. Idos anos 80, em 1987, tendo como Secretário o jornalista Fábio Campana (na foto, Fábioao lado de AlvaroDias e Mussa) - fonte: http://www.cienciaefe.org.br/OnLine/0511/mussa.htm), que me convidou por indicação de Lourival Pedrazani para criar o Setor de Radiodifusão, com a finalidade de dar amplo atendimento a radialistas e radiodifusores (donos de emissoras) em nome do governo. Foi o que fiz, sem nunca deixar de tomar as providências necessárias para facilitar o trabalho dos meus colegas, assim como, não deixava quem quer que fosse sem resposta. Logo depois fui designado para formar e coordenar uma grande Rede de Emissoras Paranaenses, que teria a transmissão de uma programa de 03 minutos diários. Era o "Bom Dia Governador", onde AD fazia uma espécie de prestação de contas ao povo paranaense, quanto arrecadava e onde empregava o dinheiro arrecadado. E olha que não dispúnhamos de Internet, nem satélite, quando muito um fax e o telefone. A Telepar foi importantíssima na transmissão do programa, porque não era fácil fazer chegar às emissoras, quase duzentas, todas entrando no ar no mesmo horário, 06:45 da manhã, de segunda à sexta. Como funcionava o bloco do "eu sozinho", para gravar com o governador e fazer chegar às mais de 20 emissoras em Curitiba e em quase 200 em todo o Paraná, já daria para escrever um livro. Mas, tem mais, muito mais. Continua.Foto Palaçio Iguaçu - fonte:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/59/Palacio_Iguassu_I.jpg/278px-Palacio_Iguassu_I.jpg
Clique abaixo na foto e veja uma Panorâmica de Curitiba vista de Torre da Telepar
A primeira transmissão do rádio no Brasil foi feita em 1922; depois disso ele se tornou indispensável na vida dos brasileiros. Em Curitiba, exposição mostrou fotos e aparelhos de épocas diferentes. Estamos aqui, reproduzindo a reportagem do Portal da Globo ( Portal G1 da Globo -
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Sexta-feira, 22/08/2008 ), sobre a exposição ocorrida em Curitiba, neste mês de agosto. Já fizemos referência ao evento dias atrás, ( http://pbradialista.blogspot.com/2008/08/um-paran-ligado-no-rdio.html ) e agora finalizamos com esta reportagem, que foi ao ar no dia 22 de agosto. Parabenizamos a todos que fizeram deste evento um sucesso. Veja novamente fotos do evento.
Nesta entrevista, um pouco da História de Curitiba, contada por quem viveu nos tempos de dantes "dos de 1931". É o Miguel Ledaniwiski Filho, ou Seu Miguel,de descendência austríaca, que desde 1924 vive a nossa Curitiba. Ele nos conta, comentários surgidos com o alargamento da Avenida João Gualberto (e posteriormente também na Av. Paraná), importante via de ligação até hoje.
Como foi a plantação do primeiro Pinheiro na Praça Tiradentes, a construção do Edifício Moreira Garcêz. A passagem do dirigível Zepelin sobre o Bairro Águas Verdes.
Conta também, como eram os cortejos fúnebres da época, e como funcionavam conforme a classe social. Eu lembro que para os mais abastados, era elegante, carruagem tirada por quatro cavalos, com boleeiro de libré clara, e dentro dela, o ataúde.
Lembro, que as visitas de condolências eram realizadas com as formalidades da moda. As pessoas que não as faziam vestidas de luto, eram consideradas desrespeitosas. Trajes inteiramente pretos representavam uma condição "sine qua non" para os visitantes de ambos os sexos, e, a não ser para os vizinhos mais próximos, a etiqueta exigia uma carruagem, cocheiro com fraque e um criado de libré. Porém, todos tinham o mesmo destino.
Seu Miguel lembra-nos ainda, sobre o Bonde simples e aberto, ou com reboque, que se chamava Bonde dos Operários e transportava os trabalhadores, pela metade do preço. Curioso era o Bonde da Carne, de cor vermelha, vindo lá do abatedouro do Guabirotuba.
Ao final, para minha surpresa, Seu Miguel encerra com um poema, de improviso e sem nome, mas belo na letra e na declamação:
que tarde feliz que tarde alegre o sol já se derrama se recolhe no poente a noite se prepara para que seja vestido, das estrelas do céu e nós meditamos profundamente quando dizemos: que saudades do dia de amanhã, que saudades do meu primeiro amor.
Mas, nada melhor do que escutar, na voz do Miguel, numa entrevista de apenas 9 minutos. Vale a pena conferir.
Com muita satistação estive ontem, 25 de agosto, na UNIBRASIL, com alunos formandos do Curso de Jornalismo. Estarei postando toda a entrevista e comentários, assim que todo o material for disponibilizado. Para registrar o fato, apresento vídeos, os quais são apenas os preparativos para a entrevista. Aproveito para agradecer a todos os envolvidos no trabalho, e estarei nominando assim que estiver postando por completo.
1 - Entrando no estúdio
2 - Dentro do estúdio
Bem amigos do Blog do Paulo Branco Radialista, foi só um "aperitivo" com o pessoal da UNIBRASIL. Em breve, teremos o audio da entrevista completa. Até.
Sim, me sinto um privilegiado por ter nascido em 1931. E sabem por quê? Porque acompanhei o progresso científico e tecnológico desde a minha infância, vendo a chegada dos primeiros automóveis em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, do primeiro ônibus para transporte coletivo, de ter lido na Revista Seleções, as primeiras experiências com uma plantinha que daria para fazer bife, farinha etc..., etc...: A Soja. Experiências também, com um raiozinho chamado "Laser". Assisti a chegada dos primeiros rádios, telefones, TV, fotografia. Vi também, a chegada do gravador, do tele tipo, do telex, do fax, do celular, do disco 78 rotações feito de cêra (caiu-quebrou), do "Long Play", do CD, do DVD, do MP3 (parece que já tem o MP7), da máquina de fotografia Digital, fotografa, filma e grava na mesma hora. O arado ser substituído por grandes colheitadeiras. As retroescavadeiras substituindo centenas de trabalhadores, que abriam valas nas ruas, para os primeiros encanamentos de água e esgoto. Vi também a chegada dos aviões "Teco-Teco", até os Supersônicos. E as verdadeiras fortalezas voadoras, com capacidade para transportar centenas de pessoas. Aompanhei a viagem do homem à Lua. E a Segunda Grande Guerra, que ceifou milhões de vidas humanas, outras guerras de menor porte, mas nem por isso, menos sangrentas. Vi minha cidade crescer, o Rio Grande do Sul crescer, o Brasil crescer. Vi o amor nascer, crescer e morrer. Vi criança nascer, vi também, criança morrer. Vi os velhos serem respeitados, e vejo hoje tão menosprezados pela sociedade em que vivem. Isto tudo, depois de terem trabalhado a vida inteira e se sacrificado, para que o progresso de hoje fosse um fato, e não um sonho. Por isso admiro tanto a música de Raul Seixas, "Eu vivi, a dez mil anos atrás". Acompanhei o surgimentos dos satélites, do computador, da Internet, do controle remoto, da fotocélula. A descoberta de medicamentos milagrosos para cura de várias doenças. A descoberta do plástico, um dos maiores poluidores do planeta.
Vi as bombas de Hiroshima, de Nagazaki, e também a Bomba H. Mas..., também a chegada da fralda descartável e das papinhas para nenens. Acompanhei a escolha e a morte de alguns Papas, e o surgimento de várias seitas religiosas, algumas, verdadeiros caça-níqueis. Superei um câncer, e aqui estou lutando,
para decifrar o meu COMPUTADOR.
Clique abaixo e ouça a crônica, na voz do PB
Bem amigos, discorri um pouco sobre fatos que vi, vivenciei e acompanhei, nos meus 77 anos. É um mundo maravilhoso, que vi de forma diferente, olhar crítico e jornalístico, pois deveria repassar às mentes e ouvidos de tantos. Sim, fui um privilegiado. Mas, que alegria, quando encontrei um cidadão de 1924, sobre o qual estarei escrevendo, e agora falando, já na próxima postagem. Vale a pena conferir, pois ficou muito boa a entrevista. Muitos causos interessantes, espetaculares. Até.
Voltando à minha trajetória no meio radiofônico, e "pulando mais do que minhoca em terra lavrada", fui para a equipe da Rádio Educativa. Convidado com muito orgulho pelo Palito, Lourival Pedrazani, que fôra meu diretor na Rádio Atalaia. Comecei apresentando notícias das 07 às 07.30 da manhã (já relatei no Blog sobre este momento). Logo em seguida, o diretor do Departamento de Notícias, Lineu Borges, designou para que eu fizesse cobertura completa dos trabalhos da Câmara de Vereadores de Curitiba. Assistiria todas as sessões, faria comentários e entrevistaria vereadores. Aprendi um pouco do funcionamento parlamentar, além é claro, de realizar minhas atividades profissionais. Neste meio tempo, fui apresentado ao senador Álvaro Dias, pré-candidato ao governo do Paraná. A coordenadoria de campanha do senador me convidou para participar da campanha, numa equipe de Assessoria em Rádio. Atuava nos horários livres da Rádio, fazendo gravações, preparando "releases" entre outras atividades da equipe. Nos finais de semana, viajava para o interior e preparava a chegada do senador para os comícios. Neste ponto, entrava em ação outra equipe de campo, com carretas de palco e equipamentos de sonorização. Chegavam também, os convidados em geral, e os cantores como Vando, duplas sertanejas e Sérgio Reis, todas atrações no auge de suas carreiras(1986). Para arrematar, um helicóptero sobrevoava a cidade, voando baixo, e a população vibrando, a fanfarra tocando e o senador, sendo carregado pela multidão. Imaginem o que acontecia. Certa vez, o aparelho pousou próximo ao local da concentração, e o povão que nunca tinha visto algo parecido, correu para ver de perto aquela geringonça, que tinha hélice em cima. Foi preciso fazer uma decolagem, levando o helicóptero para outro lugar, para que o comício fosse realizado. Na Assessoria de Rádio, atuava como precursor, portanto, eu já havia visitado setores da imprensa local. Priorizava Rádios e Jornais locais, passando a agenda do candidato na região, organizando entrevistas coletivas, anunciava o comício ou reunião, o local e horário, e aproveitava para levar ao ar, pronunciamentos gravados pelo senador. E as "alvarétes", desfilavam pela cidade, convidando a população para o evento. As 186 emissoras de Rádio do Paraná receberam diariamente "releases", 450 mil notícias aproximadamente. Cheguei a percorrer 50 municípios , entre os principais do Paraná. Realmente foi uma grande campanha, na qual tive meu trabalho profissional valorizado. A campanha foi um sucesso, tanto que o Álvaro praticamente não tinha concorrente. Elegeu-se com maioria absoluta. (foto abaixo - já como governador - http://www.cienciaefe.org.br/OnLine/0511/mussa.htm - Mussa e Bacilla Neto, João Dedeus Freitas Neto e Ênio Malheiros: encontro com o governador Alvaro Dias, em 1987 (Arquivo). Interessante que no interior da campanha, tomei conhecimento das queixas dos radiodifusores, relativas a vários problemas de contato com o governo estadual, os quais um novo governo poderia dar vazão. Retornando da jornada do fim de semana, relatava ao meu coordenador. Daí, surgiu a idéia de ser criado um Setor de Radiodifusão, para fazer honras da casa, nas visitas de radialistas e radiodifusores. Assim, organizávamos entrevistas, a pedidos dos radialistas, com autoridades governamentais. Conseguíamos a entrevista solicitada, local para sua realização,cuidando até do cafézinho e transporte na capital. Não deixávamos ninguém sem resposta. Fui até guia turístico para muitos deles, inclusive suas famílias quando em férias, pela capital. Abrindo um parêntesis, fiz um bom trabalho durante os quatro anos do governo Alvarista, continuei com trabalho similar no governo Requianista, e como já relatado também neste Blog ( http://pbradialista.blogspot.com/2008/07/alvaristas-requianistas-ou-lernistas.html ), fui convidado pelo governo Lernista, fechando parêntesis. No final do governo Álvaro eu ..., bem, depois eu conto. "A pressa é inimiga da perfeição.", se bem que por vezes, também transforma-se em inovadora, criativa, corajosa, e por que não, pode beirar à perfeição. Ambigüidades a parte, até ...
Repentinamente o telefone chama. É impressionante como bichinho sempre chama, repentinamente...
Atendo..., e uma voz anuncia ser do museu. Entrei em pânico! Pensei, cá com meus botões:
-'Mama Mia, o que será que eles querem comigo?'
Desliguei, respirei fundo, esperei um pouco e atendi uma nova chamada. Era para uma entrevista, e o assunto seria sobre o Rádio. Ufa! Restabelecido, aceitei de pronto.
-'quando, a que horas, onde?'
Óbvio que para mim era crucial saber onde seria realizada a entrevista, se sobre o passado, presente ou o futuro do Rádio. Felizmente seria em minha casa, e sobre minha história pelo Rádio.
-'Ufa!..., Arre!...Avante!'
Imaginem se o convite vem doutro Museu, tipo Museu do Cairo, e eu acabo ficando por lá. Qual nada, era só imagem e som, nada pessoal contra outros museus. Mas que dá arrepios, lá isso dá.
Agradeço o pessoal do MIS, ao mediador Professor Marcio Tadeu da Costa e ao cinegrafista Daniel Corrêa pela generosa atenção. Quando o material estiver pronto, estaremos postando no Blog - http://pbradialista.blogspot.com
E aproveitando o ensejo, para aqueles que não conhecem bem o MIS, segue uma breve apresentação:
O Museu da Imagem e do Som (MIS) tem como principal objetivo resgatar e preservar a memória audiovisual do Paraná. Possui acervos de discos, fitas de áudio, filmes, vídeos, fotografias e publicações relacionadas à sua área de atuação. Em suas dependências, o visitante pode conhecer vários objetos e equipamentos que fizeram a história do audiovisual. O MIS conta com salas de exposições, em dois pavimentos, onde realiza mostras de artistas locais e internacionais de fotografia, multimídia e artes gráficas. Nessas salas também podem ser realizados lançamentos de discos, livros e cadernos de cultura. Organiza mostras de cinema e vídeo em seu auditório de 70 lugares, em especial de obras de paranaenses, acompanhadas de palestras e debates com os realizadores. Esse auditório, além disso, pode ser ocupado por outras entidades artístico-culturais para reuniões, debates e cursos. O Museu possui, ainda, duas moviolas para filmes de 35mm, que estão à disposição para cursos e trabalhos de cineastas amadores e profissionais.
No último sábado, 16 de agosto, a família presenciou o noivado do meu neto, Yuri e a sua noiva, Milena. Foi uma festa muito bonita e deixo aqui, um pequeno registro no nosso Blog. Clique no Álbum e veja alguma fotos do evento. Até.
Já alguns dias, encontrei com meu amigo José Maria Pizarro (foto 1), na Boca Maldita, em Curitiba (PR). Estava com meu velho gravador, ainda com fita cassete, e aproveitei para um grande bate-papo, que no fundo virou um entrevista. Tive que dividir em duas partes, devido restriçoes do site que recepciona as gravações. Mas é só ouvir na sequência que tudo dará certo. Na parte 1, o meu amigo Zé Maria, contou um pouco da sua trajetória pelo Rádio brasileiro, desde o início em Ribeirão Preto (SP), entre outras várias emissoras pelo interior paulista, e a ida ao Rio de Janeiro (RJ). Na cidade maravilhosa, contratado pela Tupi como noticiarista, soube que fazia concorrência com Heron Domingues, do Repórter Esso, com "O Cacique Informa". Aliás, lembrei-lhe também, que em Porto Alegre (RS) fui concorrente do Repórter Esso, apresentado pelo Lauro Hagmann, quando eu apresentava o "Reporter Único" pela Rádio Gaúcha. Lembramos porém, que o Repórter Esso era imbátivel. Zé Maria falou ainda na passagem pelo Rio, onde apresentou programas de auditório com um já famoso locutor na época, o Cid Moreira.
Foto 1 - Jose Maria Pizarro-fonte: http://www.ulustosa.com/historiaradiogafes9.htm (*) A foto é antiga, mas foi proposital, vejam no site do Ubiratan Lustosa, que o grande noticiarista da B2 na época, teve também sua "barriga"
Na 2ª parte da entrevista, vamos saber sobre uma rápida passagem por Santos (SP) e da chegada em Curitiba, a convite do Barcímio Sicupira (foto 2). Muitas experiências pela bela Curitiba, onde virou até cartola de futebol. Mas, acabou acomodando-se por aqui. E a grande declaração que ouvi do Zé Maria, foi o título desta matéria. Ele é um apaixonado pelo rádio AM, me disse que o Rádio é maravilhosos e nunca vai morrer, jamais. Vale a pena ouvir o nosso bate-papo, o nosso encontro.
Foto 2: Fonte http://www.cmc.pr.gov.br/ass_det.php?not=6316#A entrega do certificado de votos de congratulações, na Câma Municipal de Curitiba, ao Sicupira. O autor da homenagem, Jairo Marcelino (PDT), entre os ex-jogadores Sicupira e Aladim Luciano (PV), agora vereador. (Foto - Anderson Tozato)
Confira e envie sua opinião para o nosso Blog, através do contato com PB. Agradeço e fico no aguardo. Até...
Hoje estamos iniciando uma experiência nova no nosso Blog, que é comentar as matérias postadas. Não queremos apenas uma leitura da matéria, mas sim, acrescentar informações que possam enriquecer aquilo que foi escrito. Normalmente, vou postar a matéria e o comentário logo ao final. Neste primeiro caso, estarei comentando a matéria postada ontem: Jamais o rádio vai acabar - http://pbradialista.blogspot.com/2008/08/jamais-o-rdio-vai-acabar.html . Aos poucos, vou comentando e inserindo no Blog, alguns causos e histórias já descritas, com detalhes que fui lembrando. Um grande abraço, aguardo sugestões e críticas.
Tenho notado pelos correios enviados, que alguns radialistas estão preocupados com a automatização das Rádios. Certamente existem no país, centenas de Rádios onde os computadores é que mandam. Acontece amigos, que sem os locutores , noticiaristas, programadores e operadores, nada acontece. Na questão reportagens, está acontecendo que os repórteres não estão sendo criativos, não narram mais as reportagens. Você tem que passar para o ouvinte a imagem e, se possivel, a emoção do acontecimento, sem exageros e sem apelar para o sensacionalismo. Tem que saber transmitir para quem ouve, realmente o que está acontecendo ou aconteceu. Por exemplo: - "O cavaleiro caiu do cavalo, que se assustou com algo". Talvez para televisão, com imagens, isso já seria necessário. Eu acredito que ainda na TV, a notícia teria que ser mais rica em detalhes. Mas no rádio..., como ele caiu, por que caiu? Poderíamos assim narrar: -"Um cavaleiro vinha galopando seu belo cavalo preto, quando este assustou-se com alguma coisa, estancou a corrida, o homen voou por cima de sua cabeça, deu duas cambalhotas e estatelou-se no chão. O cavalo ficou estático, alí parado, sem saber o que estava acontecendo. O homen levantou-se, tirou o pó da roupa e verificou se estava ferido. Apenas com alguns arranhões, voltou a montar e seguiu sua caminhada a galope". A pessoa que está ouvindo, criou a imagem em sua mente e entendeu perfeitamente, como se estivesse vendo o acidente. Dependendo do repórter, mais detalhes poderiam ser acrescidos. Mas já está de bom tamanho. E mais: o rádio conta com instantaneidade, o que não acontece para qualquer outro meio de comunicação. O grau de instantaneidade – a capacidade de transmitir instantaneamente um fato – das publicações em rede, os chamados WebJornal ou Jornal Online, é o que mais aproxima-se do atingido pelo rádio. O texto de rádio é o que mais se adapta para jornalismo em rede, pela concisão, estilo direto, informalidade. No entanto, o som pela internet ainda é de baixa qualidade e com constantes lapsos, mas é uma maneira pela qual estações de rádio tradicionais alcançam audiência mundial. Este panorama começa a se modificar com a popularização do acesso de banda larga à internet. (fonte http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalismo_online ). Vejam que mais uma vez, o rádio é importante na atualidade. A TV teria um outro tipo de trabalho, mais demorado para dizer a mesma coisa, mesmo com a imagem. Por isso amigos, o nosso velho e querido RÁDIO será eterno. Pode ficar cada vez mais automatizado, mas o radialista será sempre imprescindível.
O segundo domingo de agosto assinala uma comemoração muito importante: o Dia dos Pais.
Essa celebração que evidentemente respeito e apoio, até porque também sou pai, leva-me a uma série de reminiscências e reflexões.
Eu volto ao passado.
Faltavam três dias para eu completar dois anos quando meu pai faleceu. O limitado discernimento nessa tenra idade poupou-me a dor da perda prematura. O sofrimento ficou para minha mãe e meu irmão mais velho. Eu não podia imaginar quanto a nossa vida mudaria.
Desde então, minha mãe foi também pai por toda a sua vida. Sentiu duramente quão penosa é a falta do homem da casa.
Sendo assim, mais do que falar sobre os pais aos quais também enalteço, sinto-me mais à vontade para falar de tantas mulheres heróicas que por circunstâncias diversas assumem a dupla função de pai e mãe.
Seja em decorrência do falecimento do marido, seja por separação, divórcio, ou doença grave do esposo que o impossibilita de exercer a chefia da família, ou ainda seja por negligência masculina ou pelo irresponsável e covarde abandono praticado por tantos homens, a verdade é que cresce cada vez mais o número de mulheres que assumem a responsabilidade total de manter o lar e criar os filhos. É um trabalho hercúleo somente suportado por autênticas heroínas.
São abnegadas mulheres que enfrentam tantos sacrifícios e de quem a vida tanto exige, que chegam a esquecer de si para lembrar apenas dos seus entes queridos.
Benditas mulheres, que são pai e mãe ao mesmo tempo. Permitam-me os genitores, a quem o segundo domingo de agosto é dedicada, que passemos a essas intrépidas batalhadoras o troféu da glória.
Ao pedir a Deus que lhes dê forças para enfrentar as agruras da vida e alcançar a vitória, com admiração e respeito enviamos a elas o nosso carinhoso abraço.
Deus abençoe as mulheres pais.
Ouça a Crônica "Mulheres Pais" de Ubiratan Lustosa na voz do Paulo Branco
Mais um pouco de registros da mostra "Um Paraná Ligado no Rádio", que continua até o dia 17 de agosto, e tem curadoria de Gil Bermudes, reunindo o acervo de seu pai, o radialista e homem de televisão, Osni Bermudes. Em "post" anterior, já registrei outros momentos em SLIDE. Voltarei com mais notas sobre o asunto.