sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Gafes: Paulo Chaves e Gilberto Fontoura

Tempos atrás, encontrei o Paulo Chaves e o Gilberto Fontoura no MIS - Museu da Imagem e do Som(na foto: PB, Marisa Vilella - Diretora Presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra -, Paulo Chaves e Gilberto Fontoura), numa homenagem a radialistas. Meu filho, que pesquisa muito pela Internet, achou essas 02 histórias, envolvendo estes grandes amigos, da velha guarda. Está no Site do Bira, o Ubiratan Lustosa (+Detalhes), onde vocês podem achar outras muitas "Gafes" de outros artistas do rádio paranaense.

Vale a pena conferir.


Este aconteceu em 2005.Rádio Paraná Educativa AM, sábado, 18 horas, programa "Nossa História", comandado com muita competência pela apresentadora Zélia Maria Sell. Um belo programa.

A audição do dia 27 de agosto de 2005 foi em comemoração à assinatura por Dom Pedro II, em 29 de agosto de 1.853, da Lei 704 que elevou a Comarca de Curitiba à categoria de Província, com o nome de Paraná.

Para esse patriótico programa, Zélia Maria teve convidados especiais, de acordo com a importância da data. Estavam presentes o desembargador Luiz Renato Pedroso, presidente do centro de Letras do Paraná e vice-presidente do Movimento Pró- Paraná, a diretora do Arquivo Público, Daysi Lucia de Andrade, e o economista Rubens Stelmachuk, pesquisador do Instituto Histórico, autor de um trabalho sobre os "Anos Dourados do Paraná".

Deu-se ao programa o título "O Paraná Dos Anos Dourados", lembrando toda a pujança do estado agrícola que naquela época se industrializava e os grandes nomes que se destacavam então. Zélia escolheu, para iniciar o programa, o "Hino do Paraná", com a Banda da Polícia Militar, e toda a pompa que a mesma representa. Muito solícito, o diretor da emissora, Paulo Chaves, já no início da semana havia falado a ela:

- "Zélia, para facilitar o seu trabalho, eu já vou deixar no computador o Hino do Paraná para o operador colocar na abertura do seu programa". Zélia Maria agradeceu contente a gentileza e ficou despreocupada.

Chegou o dia do programa, 27 de agosto de 2005.

O desembargador Luiz Renato Pedroso chegou mais cedo e, enquanto esperava pelos demais, ficou conversando com Enevaldo Moreira, o operador do horário. O assunto: futebol, pois sábado é dia de jogo. Quando Zélia chegou, após os cumprimentos, falou para o operador:

- "A música da abertura já está no computador: é o Hino do Paraná".

Tudo bem. Só que nem sempre as coisas saem conforme o programado. Ao ser iniciado o programa, não deu outra: logo após a vinheta de abertura, "A Paraná Educativa, AM 630, apresenta Nossa História, com Zélia Sell", eis que entrou o hino: "Meu Paranáááá, meu tricoloooor!", e até aquela chamadinha: "Paraná-á". Em vez do Hino do Estado do Paraná, entrou o hino do Paraná Clube.

- "Quase enfartei, Bira," - contou-me a Zélia, "você pode imaginar que situação?"

Na hora, microfone ligado, sem saber o que fazer e tendo que dizer alguma coisa, a apresentadora comentou com compreensível desconforto:

- "Alguém fez uma travessura; deveríamos abrir o programa com o Hino do Estado do Paraná, com a banda da Polícia Militar, e não com o hino do Paraná Clube." E, para desanuviar, brincou:

- "Acho que foi o senhor, desembargador, que estava conversando sobre futebol com o nosso operador."

O desembargador Pedroso, que sempre está bem humorado, topou a brincadeira e confirmou:

- "Fui eu, sim, que além de paranista fui torcedor do Ferroviário. Sou torcedor dos velhos tempos e queria ouvir o hino do meu time."

E depois dos risos e da descontração, o programa seguiu em frente e foi festejada a data histórica do nosso Estado. E meu arquivo de gafes e fatos cômicos ganhou mais um registro.

Zélia Sell, jornalista e pesquisadora, apresenta o programa "NOSSA HISTÓRIA", na Rádio Paraná Educativa.
* * * * *
Este fato aconteceu com o Paulo Chaves que no início dos anos 2000 assumiu a direção da Rádio Paraná Educativa, no governo Roberto Requião.

Foi lá pelos anos 80. Paulo Chaves, cantor e compositor, autor da música de sucesso "Piá Curitibano" (veja ao final a letra), na época cantava em orquestra e em suas atuações conversava com o público, fazia imitações e divertia a platéia. Sabedor disso, Gilberto Fontoura, que era diretor da Rádio Independência, pediu ao Aldo Malucelli que convidasse Paulo Chaves para uma conversa. O resultado foi a contratação do cantor e animador para apresentar um programa nas madrugadas da Independência. Tinha o sugestivo nome de "Clube das Corujas" e era apresentado das 2 às 4 da madrugada. Paulo criou um personagem, o Matraquinha, que ficou famoso.

Quando o locutor Tôni Marcos deixou de atuar, Paulo passou para o horário da tarde num programa do qual os ouvintes participavam por telefone. Paulo os atendia fora do ar, dizia quais as músicas que estavam disponíveis, anotava a escolha e, depois, conversava ao vivo com a pessoa, fazendo de conta que não haviam falado antes.


Certa vez, uma jovem ouvinte ligou para pedir uma música. Bem a que ela queria ouvir não estava programada e ela, contrariada, teve que escolher outra. Já no ar, inesperadamente ela se queixou:


- "Pois é, vocês não têm a música que eu queria e tive que escolher outra que eu nem gosto".

Chateado, enquanto a música tocava, Paulo Chaves fez um sinal ao operador indicando que desejava falar com ele. Em casos assim, o operador liga o microfone e ouve o que o locutor fala, sem que isso saia no ar. Então, o Paulo disse:

- "Escute aqui, quando a ouvinte que ligar for meio burrinha como essa, corte o microfone pra não saírem no ar essas reclamações".

Só que, por uma falha do operador, saiu tudo no ar e, para constrangimento do Paulo Chaves, todo mundo o ouviu chamar a ouvinte de burrinha. Ela inclusive.

O pior foi o medo de que ela ligasse novamente e dissesse coisas piores.

* * * * *

Piá Curitibano (letra da música)

Paulo Chaves

Eu conheço bem o jeito desta cidade
que é menina e usa blazer no verão
e que cuida do passado feito gente grande
e no presente, tem o futuro nas mãos

Me perdoe este jeito encabulado
é que eu nasci pros lados do Taboão
Curitiba é um passo à frente, leite quente
com orgulho, geada e muito pinhão

E é tão bom ser um piá curitibano
soltar raia, bater bete, rodar pião
e levar no rosto um grande sorriso
pra quem chega ter aberto sempre o coração

Eu conheço bem o jeito desta cidade
que estuda e trabalha por tradição
por teus modos, teu progresso
apáixonado confesso,
Curitiba mora em meu coração
Curitiba...coração...


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