quinta-feira, 2 de abril de 2009

Psicólogo ensina a detectar a aproximação de uma amiga-da-onça

17/03/2009 - 16:10 (atualizada em 17/03/2009 17:37)

Saiba interpretar os sinais que apontam que aquela grande amiga sente inveja de você e é, na verdade, uma traíra

Da Redação

Yvone deixou a casa de Silvia para ter um caso com seu marido
Yvone deixou a casa de Silvia para ter um caso com seu marido

A cada novo capítulo da trama “Caminho das Índias”, da Globo, o perfil de aproveitadora de Yvone (Letícia Sabatella) fica mais evidente. A malvada personagem, que tem um caso amoroso com o marido da melhor amiga, Silvia (Deborah Bloch), continua agindo com a colega como se esta traição não existisse na vida delas.

O golpe de Yvone começou quando, no início da novela, ela viu Silvia, em uma notícia de jornal, casada e bem-sucedida e desejou para si o sucesso da amiga. Para o psicólogo especialista em relacionamentos, Alexandre Bez, é nesse sentimento que está a raiz do problema.

Quando a inveja atinge um grau elevado, “o principal objetivo da pessoa se torna a destruição da vida alheia. Ela vai sempre trilhar seu caminho na base da mentira, da hipocrisia, contornando a realidade para conseguir o que quer”, diz.

O sentimento, que parte de uma incapacidade de administrar o sucesso alheio somada com frustrações pessoais, vem muitas vezes acompanhado pelo TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), segundo o especialista.

Atitudes compulsivas, como tentar de todo jeito conquistar o parceiro da amiga, tentam controlar pensamentos obsessivos, como o sentimento de inferioridade diante da pessoa.

A inferioridade é claramente relativa – a inveja independe da relação econômica –, o que mostra que a situação toda parte, na verdade, de uma fantasia da “amiga-da-onça”. “Existe essa característica ilusória, de achar que o outro leva uma vida melhor”, explica Bez.

Caracteriza-se esse comportamento como sendo tipicamente neurótico, “mas quando a personalidade é psicótica, a pessoa pode ser imprevisível e destrutiva”, diz o psicólogo. Por isso, fique atenta.

Como detectar uma amiga-da-onça

1º sinal
A amiga apresenta um súbito e crescente interesse pela sua vida.

2º sinal
O comportamento dela muda. Em geral, ela adquire hábitos seus e também começa a lhe elogiar e bajular. A falsidade desse ato pode ser percebida facilmente em momentos de vitória e conquista seus, segundo Alexandre Bez, quando a inveja vem à tona nas expressões facial e corporal.

3º sinal
O objetivo das mudanças de comportamento se mostra mais claro: ela quer estar sempre presente. Aumenta a frequência de telefonemas, e-mails e encontros entre vocês. Muitas vezes ela participa como se a sua vida fosse a dela.

4º sinal
Ela tenta tirar proveito do relacionamento com você e frequentemente lhe imita – comprando coisas iguais às suas, por exemplo. Para Bez, entre os homens é mais comum encontrar uma “conotação financeira” na inveja. O amigo-da-onça deseja bens matérias adquiridos pelo outro. Já entre as mulheres, é freqüente o desejo pelo parceiro.

5º sinal
Se há interesse pelo parceiro, a amiga-da-onça vai provavelmente se fazer presente no ambiente de convívio de vocês dois. Na sua casa, por exemplo. Para minar o seu relacionamento com o companheiro ou com outros amigos, a invejosa poderá inventar mentiras para criar intrigas e conflitos. “O invejoso tem o dom da manipulação e o dom teatral”, alerta Bez.

6º sinal
O último e mais perigoso. “Quando a amiga-da-onça consegue seu objetivo, ela abandona tudo. A bajulação extrema, a presença constante, tudo isso desaparece”, diz o especialista. Livrar-se dessa amizade falsa é ótimo, mas o súbito desinteresse pode ser igualmente um mau sinal.

Vida real
A pior notícia talvez seja a de que o drama não acontece só na novela. A estudante paulistana Talita Moares, 21, conta a sua experiência:

Eu e uma amiga, a Didi, conhecemos uma “bixete” (aluna do primeiro ano, na faculdade) e ela começou a andar com a gente e mudou completamente os hábitos dela pra ficar perto. Ela começou então a contar histórias de coisas que tinham acontecido com a gente e que ela não presenciou, tipo: “lembra daquele dia...”. E é claro que a gente lembrava, mas ela não estava lá!

Aí a gente se afastou dela, falou pra ela que ela tinha que seguir a própria vida, que não podia ficar baseando a vida dela na nossa. Ela sossegou, mas depois de um tempo voltou a fazer a mesma coisa. Só ia para os mesmos lugares que a gente, começou a fumar – na época, eu e minha amiga fumávamos.

A gente também não podia falar que ninguém era bonito, que ela ia atormentar o menino. Ia tentar ficar com ele. E teve uma vez que uma menina deu em cima do namorado da Didi e ela foi tirar satisfação como se fosse ela a namorada. Ela agora faz terapia. Disse pra gente que começou a fazer por causa dos problemas de relacionamento dela com as pessoas.


Fonte: www.abril.com.br

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