segunda-feira, 25 de maio de 2009

Magro ou gordo? Há um gene que define tendência

"Descoberta pode apontar novos caminhos à luta contra a obesidade e diabetes"
Investigadores norte-americanos revelaram que um único gene pode controlar se as pessoas tendem ou não a ser gordas, uma descoberta que pode apontar novos caminhos à luta contra a obesidade e a diabetes.

"Este gene controla a formação da gordura, desde os vermes aos mamíferos", disse Jonathan Graff, professor associado de biologia e medicina interna na Universidade de Texas Sudoeste e autor do estudo publicado na revista "Cell Metabolism" de 05 de Setembro, que vem descodificar agora a função do gene chamado "Adipose" (Adp), identificado pela primeira vez há 50 anos.

"Esta descoberta pode explicar por que é que muita gente luta para perder peso sem o conseguir e sugere uma direcção inteiramente nova para o desenvolvimento de tratamentos médicos que travem as actuais epidemias da diabetes e da obesidade", acrescentou.

O Adp tinha sido identificado, há 50 anos, pela cientista Winifred Doane em moscas gordas que viviam na Nigéria, num clima marcado por ciclos de fome, onde lhes seria benéfico serem altamente eficientes a armazenar gordura, mas o seu mecanismo permaneceu desconhecido até agora.

Para este estudo, financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, Graff e equipa examinaram como o Adp funciona em moscas da fruta, larvas (C. Elegans), ratos modificados geneticamente e células cultivadas, explorando sofisticadas técnicas moleculares.

Manipularam o Adp através de vários métodos, ligando e desligando o gene nos animais e, por vezes, em apenas algumas partes dos seus corpos.

Gene é um «interruptor»

Descobriram que o gene, também presente em humanos, é provavelmente um "interruptor" que diz ao corpo quando acumular ou queimar gordura.

"Se o gene funcionar da mesma forma em humanos, as descobertas poderão conduzir a uma nova arma contra a obesidade", afirmam os investigadores, salientando que as pessoas frequentemente ficam gordas muito gradualmente, aumentando um quilo ou dois por ano e "depois de 30 anos isso é muito".

Os investigadores descobriram que nos ratos, por exemplo, o aumento da actividade do Adp melhorava a saúde dos animais de diversas formas.

Os ratos com actividade do Adp aumentada experimentalmente comeram tanto ou mais do que os ratos normais, mas eram mais magros, tinham células gordas resistentes à diabetes e eram capazes de controlar melhor a insulina e o metabolismo de açúcar no sangue.

Pelo contrário, animais com actividade do Adp reduzida eram mais gordos, menos saudáveis e tinham diabetes.

Fonte: diario.iol.pt

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