segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sim, para a gordura boa

Quem tem criança em casa sabe como é: se elas puderem escolher, comem só batata frita, biscoito e chocolate. Frutas e verduras, nem na marra. Mas novas pesquisas mostram que nem sempre gordura e açúcar fazem mal à saúde delas.



Todo o esforço é válido para convencer este distinto público de que batata frita é ruim e que o bom é fruta, cenoura, alface, legumes. Tarefa difícil.

Gordura pode fazer bem e é importante para o crescimento das crianças, assim como o açúcar. Esses dois vilões da alimentação infantil agora são vistos com outros olhos pelos especialistas. Quem come pouca gordura boa, por exemplo, está frito.

Um exemplo de gordura boa é a ômega 3. Ela está em peixes como salmão, cavala, truta, atum, sardinha e bacalhau. Também existe, mas em concentração menor, nas vagens, no feijão, na soja e na linhaça.

Além de prevenir ataques cardíacos, depressão e ajudar a memória, ela seria capaz de aumentar a inteligência das crianças. Durante seis meses, 300 meninos e meninas de 8 anos foram acompanhadas pela pesquisadora Madeleine Portwood. Metade das crianças consumiu cápsulas de ômega 3, as outras receberam uma cápsula com um óleo que não fazia efeito algum. Segundo a pesquisadora, as crianças apresentaram melhoras no desempenho escolar.

Um dos alunos, Mathew, percebeu a diferença. Ele diz que antes, nunca conseguia terminar uma lição.Agora o menino diz que agora faz tudo rapidamente.

Um outro estudo revela a importância da gordura, na dose certa, na alimentação das crianças.
Cientistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, notaram, que por medo da obesidade, pais vêm adotando - para os filhos - uma dieta de baixo conteúdo de gordura. Isso é ruim pras crianças. Quer ver por quê?

Ana, de 7 anos, acompanhava o regime alimentar da mãe Gabriela, uma dieta só com produtos diet e light, com pouquíssima gordura.

“Leite desnatado, o pão, mussarela, refrigerante”, conta a mãe da Ana, Gabriela Campos Ribeiro, dona de casa.

Mas Ana não se preocupava com a quantidade do que comia.

“Café da manhã: em vez de comer as duas fatias de pão, ela podia comer quatro, cinco”, diz a mãe.

Resultado: Ana nunca conseguiu emagrecer. Ao contrário: só engordou. Agora com acompanhamento médico, Ana voltou a emagrecer, mesmo deixando de comer produtos light.

“O importante não é fazer uma dieta, digamos, eliminando totalmente, ou quase totalmente, açúcares e gorduras, é fazer uma dieta balanceada e que todos esses componentes, mais as proteínas, devem ser colocados de uma forma”, explica o professor de endocrinologia (USP) Marcelo Bronstein.

O que as pesquisas aconselham às vezes é difícil de se adaptar à realidade. Montamos uma grande mesa, com a assessoria de algumas nutricionistas, com alimentos saudáveis e outros apenas gostosos. Convidamos algumas crianças. Elas vão entrar e vamos ver quais são as preferências. Não existe dúvida sobre o que a turma escolheu primeiro: batata frita. Depois vieram as coxinhas fritas, doces, chocolates e duas únicas folhas alface.

Ninguém quer saber de peixe?

“Gosto de peixe só no aquário”, diz um dos meninos.

Entram as mães. Elas adivinham de primeira qual é o prato elaborado por seus filhos.

“Misturou biscoito com salgado”, diz a publicitária Angela Pinheiro.

São os motivos e as dificuldades para convencer a criança a comer melhor. O principal deles está na ausência das mães nas refeições dos filhos. “Ele fica com a moça que toma conta dele em casa, é quem prepara as refeições”, conta Ângela.

“Para empregada é muito mais fácil e prático fazer o que eles querem”, aponta a consultora de vendas Silvana Martins.

“Acho importante que a gente ensine para as crianças, porque é importante se alimentar de todos os nutrientes e alimentos que existem: verduras, legumes, frutas”, diz a nutricionista Rosana Perin.

Então anote a receita ideal para a alimentação de uma criança: 55% de carboidrato, 15% de proteína e 30% de gordura, mas só vale para as boas, a gordura trans, que está nos salgadinhos industrializados, por exemplo, esta sim deve ser evitado. “Nada é proibido. Eu não posso impedir uma criança de ir a uma lanchonete, ou de uma festa de aniversário. Mas o equilíbrio, o bom senso, é importante”, indica a nutricionista.

Fonte: Globo.com - Fantástico


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