quarta-feira, 10 de junho de 2009

Eu e o Elon, não dávamos prejuízo pro "Velho Eugênio"

"eu e o Elon Garcia fazíamos gravações um pequeno disco de alumínio recoberto por uma camada de acetato, uma espécie de resina preta. Se um erro era cometido, perdia-se o disco e era prejuízo para o Estúdio do "Velho Eugênio", grande guerreiro."


Existem vários tipos de locução, porque ser locutor não é simplesmente falar ao microfone de uma Rádio ou TV, hoje até pela Internet, é muito mais. Há locutores que gostam e se adaptam mais a ler notícias, são os ledores, como já falei nesse Blog. Outros locutores gostam de apresentar programas, e mesmo os programas têm diferenciação, ou é um programa com "script" pronto, completo; ou é um programa em que o apresentador comenta, improvisa, anuncia músicas, entrevista convidados.

Por exemplo, a Rádio Ouro Verde de Curitiba, não é meu estilo de locução porque é só OUVIMOS e VAMOS OUVIR. Com o decorrer do tempo, o locutor novato vai buscando seu espaço para fazer o que mais gosta em locução, e engraçado, têm excelentes locutores noticiaristas e que não se saem bem como apresentadores. Assim como, têm apresentadores que não lêem bem noticiários. Ainda, temos excelentes locutores de comerciais, que no entanto não se saem bem quando apresentam notícias ou programas.

No começo de minha carreira em 52, até meados de 60, não existiam gravadores, então tudo era mais caprichado, não havia espaço para erros. Lembro em Curitiba, já em 64, eu e o Elon Garcia fazíamos gravações em um pequeno disco de alumínio recoberto por uma camada de acetato, uma espécie de resina preta. Se um erro era cometido, perdia-se o disco e era prejuízo para o Estúdio do "Velho Eugênio", grande guerreiro. E para piorar as coisas, o dono da Casa Buri instalada na Praça Tiradentes, queria em 30 segundos enumerar todos os produtos que tinha para vender. Tínhamos que falar muito rápido, dar a inflexão certa e não extrapolar o tempo. Que eu lembre, nunca perdemos um disco sequer. Chegando o gravador, acho que os locutores passaram a gravar com uma certa displicência, porque qualquer erro, pode ser corrigido, bastando gravar novamente.

E para gravar comerciais para TV então, era mais dramático, porque quando o tempo de locução estava certo, o VT poderia não estar, ou a sonoplastia entava um segundo atrasada. Não tinha como armazenar o que havíamos gravado, voltávamos tudo ao ponto de partida. Cheguei a ficar duas horas gravando um texto de 30 segundos.

Quanto aos tipos de locução, temos o noticiarista, o apresentador, o anunciador, o entrevistador e o "faz-tudo" ou "generalista", aquele que manda tudo no momento que for demandado.

Legal era que ninguém ficava nervoso, estressado, ou tinha aqueles "chiliques" nas gravações. Tornava o trabalho muito mais fácil e divertido.

Mais adiante falaremos do repórter e do redator. Bom proveito.

Clique e escreva para: pbradialista@yahoo.com.br

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