segunda-feira, 1 de junho de 2009

Profissionais de web discutem o papel do jornalista em veículos online


Publicado em: 05/05/2009 15:58 - Por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA

Entre os diversos assuntos debatidos no Painel "Ainda que tardia: as ferramentas digitais de colaboração e a liberdade de expressão" - composto por Rosana Hermann (blog Querido Leitor), Lia Rangel (TV Cultura) e Tiago Dória (Blog Tiago Dória) - no II Fórum Liberdade de Imprensa e Democracia, figuraram o controle de conteúdo na Internet, jornalismo gonzo em blogs, mau uso da linguagem, futuro da mídia impressa e cobrança de conteúdo online.

Divulgação
Rosana Hermann
Entretanto, talvez a discussão mais relevante do evento ocorrido na última segunda-feira (04) tenha sido a do papel do jornalista diante dessas novas plataformas de comunicação. "Se todo mundo pode produzir informação, qual é o papel do jornalista e do Jornalismo?", questionou Lia Rangel, que coordena as coberturas participativas do programa "Roda Viva" e outros programas de convergência da TV Cultura.

Para ela, com a Internet houve uma quebra de paradigma no modelo de produção e distribuição, "pois quem era público agora é produtor da informação. O que vemos é um protagonismo de quem antes estava do lado de lá. O Jornalismo deixa de ser uma palestra e passa a ser um diálogo".

Rosana Hermann explicou que deveríamos esperar uma ética do leitor - que nem sempre existe - por conta dessa possibilidade do conteúdo participativo. "A Internet é um movimento maravilhoso de igualdade de meios para todo mundo se expressar, é a tão esperada via de duas mãos na comunicação. No entanto, para muita gente a liberdade e a democracia na Internet são um meio de ofender. Apesar de ser um meio de compartilhamento, o ser humano ainda a usa para desafiar, provocar publicamente", afirmou.

Segundo ela, trabalhar com comunicação permite perceber o quanto a Internet precisa ser compreendida e explicada. "Alguém tem que criar o 'Ministério do Bom Senso', por isso o jornalista é o curador da informação. Tiago Dória concordou: "O ideal é a auto-moderação da comunidade, mas isso é uma utopia que nem sempre é possível. Justamente pelos projetos colaborativos que a Internet permite, você tem que ser mais jornalista ainda, checar mais a informação". Também para Lia o papel do jornalista é o de mediador, articulador de informação.

Essa discussão levou a outra questão, a do controle de conteúdo na web. O fato das ferramentas serem abertas e neutras, disse Tiago, permite que elas sejam usadas de maneiras boas e ruins. "O que você pode fazer é restringir o uso, mas como a Internet nasce de uma lógica de descentralização, o controle de conteúdo iria matá-la. Regular a internet é complicado, porque ela não tem fronteiras, tem uma lógica meio revolucionária. A formação dos internautas é mais importante do que as leis", afirmou Lia Rangel.

Em relação aos desafios da mídia impressa de se manter no mercado com a Internet, Tiago declarou que, apesar de no Brasil a mídia impressa ainda ter mercado, "a tendência mundial é o meio online, principalmente para a geração que está vindo agora".

Após uma pergunta do público sobre a cobrança de conteúdo, Rosana declarou que "estamos mal-acostumados, não queremos pagar nada para ninguém. Que espécie de informação é essa, tão privilegiada, que só um jornalista teria a ponto de cobrar por ela?". Tiago acha que para o jornalismo generalista, o conteúdo pago não funciona, já que ele acaba ganhando em assinatura mas perdendo relevância. No entanto, existem nichos, tipo de informação restritas que permitem essa cobrança.


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