sexta-feira, 31 de julho de 2009

Videotape da Vida

Esta é uma crônica que fiz, num momento de reflexão, e com alguns "pitacos" do meu amigo Wasyl, o Basílio. Depois, foi só ir no estúdio do Wasyl, e com sua grande habilidade e criatividade, gravamos a crônica. Vejam um trecho e ouçam na íntegra, logo abaixo.

"... Depois, só, naquela esquina, fiquei eu a matutar.

Cada um tem uma maneira de encarar as coisas.

Uns, se acham injustiçados e sentem-se frustrados quando penduram as
chuteiras;

Outros, relembram as ações do passado com saudosismo;

E, eu?

Me aposentei do serviço público que, como radialista, desenvolvi durante
muitos anos, mas não me aposentei como radialista.

E nunca me aposentarei.

Fui, sou e sempre serei radialista!

Quando não tenho o que fazer, procuro, invento, sempre a busca da nova
notícia.

Os tempos são outros, a linguagem vai se transformando e as notícias correm
com maior celeridade. Mas o espírito irrequieto do repórter e apresentador
de rádio continua presente."



Clique abaixo e ouça na íntegra, a Crônica "Vídeotape da Vida"



fonte para download: Divshare


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quinta-feira, 30 de julho de 2009

PRECAUÇÃO E ÁGUA BENTA

"Ah, Dona Antonia, não há de ver que um vírus detonou o nosso provérbio preferido? Agora até água benta pode fazer mal transmitindo a doença'."
Olá Amigas e Amigos. Para ler basta clicar no
www.ulustosa.com/Cronicas/PRECAUCAO_E_AGUA_BENTA


Um grande abraço do Ubiratan Lustosa


fonte: PRECAUÇÃO E ÁGUA BENTA - josedaniel13 - Gmail

Série sobre minorias étnicas destaca modo de vida dos ciganos

Fonte: Rádio ANPR - Confira nesta edição a realidade desta comunidade e os problemas enfrentados pela minoria étnica. 24.7.2009

Nesta semana, o programa Direto ao Cidadão apresenta a terceira edição da série “minorias étnicas e o Ministério Público Federal”. Neste programa, são abordados a cultura e o modo de vida dos ciganos.

A série “minorias étnicas e o Ministério Público Federal” buscar divulgar o modo de vida diferenciado de comunidades tradicionais. Na próxima semana, o último programa da série abordará a realidade dos ribeirinhos.

O Procurador Regional da República Luciano Mariz Maia participa do programa e comenta o trabalho, promovido por membros do MPF, em prol das comunidades ciganas. O coordenador de projetos especiais da Associação Brasileira dos Ciganos no Paraná, Wasyl Stuparyk, foi ouvido pelo Direto ao Cidadão. Ele fala sobre as dificuldades enfrentadas pela minoria.

Entrevista Wasyl Stuparyk na Radio ANPR


Duração: 6’24’’

O Direto ao Cidadão vai ao ar neste sábado (25/7), às 13h45, pela Rádio Justiça. A rádio pode ser sintonizada em FM, na frequência 104,7 MHz, em Brasília-DF, ou pela internet, no endereço www.radiojustica.jus.br.

Outras edições do programa Direto ao Cidadão estão disponíveis no link Rádio ANPR."

link: Associação Nacional dos Procuradores da República - Série sobre minorias étnicas destaca modo de vida dos ciganos


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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Eu te proponho

Fonte: Carta Maior - Blog do Emir

28/07/2009

Aproveitando os 50 anos de carreira do Roberto Carlos, façamos propostas, como, por exemplo:

- A Petrobras deve abrir os arquivos de todos os patrocínios durante o governo de FHC, para que se possa comparar com os do governo Lula.

- O Obama pediu ao Lula que interceda junto ao Irã em função do tratado de controle de armamentos nucleares. O Lula poderia topar falar com o Adminejead, contanto que o Obama tope fazer o mesmo, para que Israel retire suas tropas dos territórios palestinos ocupados, aceitando a resolução das Nações Unidas e reconheça o direito dos palestinos de ter um Estado, como Israel já tem há mais de 50 anos.

- O Luis Nassif diz que o Otavinho sabe das razões pelas quais a FSP (Força Serra Presidente) calou sobre os casos de corrupção de Sarney durante o governo FHC e agora bota a boca no trombone. Que o Otavinho revele as razões dos dois pesos, duas medidas.

- Aproveite para confirmar que a empresa dos Frias emprestou carros para que a Oban atuasse disfarçadamente em suas operações terroristas durante a ditadura.

- Que o Senado vote definitivamente o ingresso da Venezuela no Mercosul. (O argumento sobre o sistema político, além de falso, não valeu para o Paraguai, em plena ditadura do Partido Colorado.)

- Que a Igreja Católica brasileira, que se pretende tão avançada em temas sociais, apóie efetivamente o direito ao aborto.

Postado por Emir Sader às 08:18

Nadyesda Almeida Bonet e Diogo Cavazotti homenageados em Cinemaskope

Antecipando as comemorações dos 15 anos do programa Cinemaskope, A Maravilhosa Música do Cinema, que acontece em setembro de 2009, vai ao ar na próxima quinta-feira (30/07), à meia noite, pela Paraná Educativa FM 97,1 a trilha sonora do filme “Melodia Imortal” e um especial com canções de cinema na voz de Bette Davis.

Quem tem mais de 50 anos deve lembrar-se da cinebiografia do pianista Eddy Duchin, vivido por Tyrone Power, num dos mais populares musicais da década de 50 – “Melodia Imortal” foi um dos filmes prediletos do saudoso Dino Almeida, que promoveu em 1956 uma pré-estréia do filme no antigo Cine Palácio, tendo como patronesse a então primeira dama do Estado Hermínia Lupion.

A programação especial inclui também uma verdadeira raridade – A atriz Bette Davis cantando temas de seus filmes mais famosos como: “O Que Terá Acontecido a Baby Jane ?” e “Com A Maldade na Alma” além de uma versão em inglês da canção francesa “Que Rest-til de Nous Amour”, um dos maiores sucessos do cantor Charles Trenet. O programa produzido por Tiomkim e editado por Joacir Santos presta homenagem aos jornalistas Diogo Cavazotti e Nadyesda Almeida Bonet. (foto abaixo)

Serviço: Cinemaskope, A Maravilhosa Música do Cinema

Homenagem à Nadyesda Almeida Bonet e Diogo Cavazotti

Paraná Educativa FM 97,1
Data: 30 de julho de 2009 (quinta-feira)
Hor: Meia Noite
Produção: Tiomkim – Info: (41) 88 42 83 50

sábado, 25 de julho de 2009

Influenza - prevenção

Uma jornalista amiga minha que está no México (onde teve início a Gripe Suina atual e já está controlada) me enviou um e-mail que repasso e sugiro que leiam. Um abraço. Ubiratan Lustosa

'Oi pessoal,

Vi que agora o Influenza está causando estragos por aí. Não sei se é uma impressão errada minha, mas nos sites de notícias que tenho visitado, há informações incompletas e pouca ênfase na prevenção. Creio que vale a pena mudar alguns hábitos e tomar algumas precauções, especialmente agora no inverno. Envio a seguir a receitinha básica de prevenção que aqui no México foi repetida na TV, jornais e rádios à exaustão e deu muito certo. Creio que poderiam ser melhor divulgadas aí e vocês podem ajudar enviando esse e-mail para todos os seus conhecidos.

Sintomas (acontecem repentinamente):
Febre alta, dor de cabeza, dores nos músculos e articulações, tosse e dor de gargante, cansaço extremo.

Formas de contágio:
Pela saliva ou secreção da pessoa contagiada. Ao falar com proximidade, ao tossir, ao espirrar, ao cumprimentar com as mãos e com beijos, ao ter contato com objetos contaminados (barras onde seguramos nos ônibus, dinheiro). A forma mais comum é pelas mãos, pois o ser humano coloca as mãos no rosto inúmeras vezes sem perceber (olhos, boca).

Dicas de prevenção:

1) Lavar as mãos com água e sabão frequentemente;
2) Usar lenços descartáveis
3) Jogar os lenços usados no lixo e lavar as mãos em seguida;
4) Ao espirrar ou tossir cobrir a boca com o antebraço (NÃO COM AS MÃOS);
5) Não cumprimente as pessoas com as mãos e com beijos
6) Não compartilhe copos e talheres.
7) Alimente-se com frutas e verduras, tome muita água e pratique exercícios para melhorar sua imunidade.
8) Mantenha os ambientes ventilados, mas sem correntes bruscas de ar.
9) Limpe constantemente objetos de uso comum com álcool (telefones, por exemplo)
10) Evite lugares com aglomeração de pessoas.

Pode parecer exagero, mas a gente aprendeu a andar sempre com um potinho de alcool gel na bolsa e quando andamos de metrô ou de ônibus, ou manuseamos dinheiro sempre passamos gel nas mãos em seguida.

Esperamos encontrar todos muito bem de saúde na volta (em setembro).
Um abração, Mônica.'"

Fonte: Sobre influenza : (Gmail - José Daniel)


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quinta-feira, 23 de julho de 2009

O FIES e a contrapartida social

Projeto do governo federal, em tramitação no Congresso, trata de amenizar o "calote" dos estudantes no FIES ( Financiamento Estudantil), cuja inadimplência chega a quase 11%. Seguinte: o estudante pagaria sua dívida quando formado, especialmente em Licenciatura ou Medicina, atuando em escolas e postos de saúde. Pois bem. Em 1982, quando eu apresentava o programa " Cidade Agora", das 17 às 19 horas na Rádio Cidade de Curitiba, abordei este tema dando uma sugestão. O médico, por exemplo, que estudou com dinheiro do contribuinte, deveria de cada 10 consultas, dedicar duas ou três gratuitas para pessoas carentes. Ou senão, por um tempo determinado, dar expediente voluntário em equipamento público, principalmente nas pequenas e médias cidades brasileiras. Talvez algo como médico da família. Além da experiência que iria adquirir, estaria retribuindo e servindo a sociedade que o auxiliou. Hoje chamam de "contrapartida social". Minha nossa, a casa quase caiu. Recebi saraivada de telefonemas me criticando e "otras cositas más". Poucos elogios. Muita paulada. Tudo bem, passados quase trinta anos, está acontecendo algo que já deveria ter acontecido a muito tempo. Estou feliz, minha idéia viajou no tempo e no espaço, mas enfim pousou em plagas brasileiras. Viva eu, viva tú. Viva o rabo do tatú.

Paulo Branco, "amor, salud y plata"

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

A época de ouro da MPB

As cantoras do rádio e Paulo Vanzolini são temas de dois documentários que registram a época de ouro da MPB. Saiba detalhes sobre a produção destes dois filmes.



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terça-feira, 21 de julho de 2009

O fechamento de jornais e o jornalismo público

O fechamento de jornais e o jornalismo público - Carta Maior: "Terça-Feira, 21 de Julho de 2009
Política| 16/07/2009 |


O fechamento dos jornais Tribuna da Imprensa e Gazeta Mercantil, além de agravar o problema do desemprego crônico de jornalistas, aumenta a também trágica concentração de informação na sociedade. A tragédia está em curso e não se escuta ainda uma proposta alternativa capaz de resolver uma das grandes dívidas acumuladas durante mais de século para com o povo brasileiro, a dívida informativo-cultural. O Brasil está em pior posição que o nível de leitura de jornal na Bolívia, país mais pobre da América do Sul. O artigo é de Beto Almeida.


Beto Almeida (*)


No mês passado foi a vez do fechamento do jornal Gazeta Mercantil, com 90 anos de história e deixando a marca de ter sido um periódico qualificado, avaliação partilhada até mesmo pelos discordantes de sua linha editorial, voltada para o público empresarial.

Antes havia ocorrido o fechamento do também legendário Tribuna da Imprensa, agravando o problema do desemprego crônico de jornalistas, já sem ter para onde correr, além de fazer aumentar a também trágica concentração da informação nesta sociedade.

Se olharmos para cenário internacional também registram-se sucessivos fechamentos de jornais, seja nos EUA ou na Europa. No Brasil, especialistas prevêem a continuidade desta trágica tendência de falência de jornais, de redução de postos de trabalho e de lamentável estreitamento das fontes informativas.

A tragédia está em curso e não se escuta ainda uma proposta alternativa capaz de resolver uma das grandes dívidas acumuladas durante mais de século para com o povo brasileiro, a dívida informativo-cultural. O povo brasileiro é vítima de indicadores raquíticos de leitura de jornal e revista, são trágicas as estatísticas da Unesco, estamos em pior posição que o nível de leitura de jornal na Bolívia, país mais pobre da América do Sul.

Comecemos nos indagando se o mercado será capaz de evitar o fechamento do jornais, o desemprego de jornalistas e gráficos e a concentração da informação em poucas empresas. Não tem sido. Ao contrário, o mercado tem se tornado cada vez mais cartelizado, cada vez menos concorrencional, inclina-se notavelmente para o oligopólio, devasta as esperanças dos que ainda sonhavam com um jornalismo com capilaridade, com regionalização, capaz de assegurar informação diversificada, plural e acessível a todo os brasileiros. Falemos do tamanho da tragédia: somadas, as tiragens de todos os pouco mais de 300 jornais diários brasileiros não atingem a marca dos 7 milhões de exemplares. Indigência democrática! O povo brasileiro está praticamente proibido da leitura de jornais, portanto, proibido de ter acesso a uma tecnologia do século XVI, a imprensa de Guttemberg.

Exército de diplomados desempregados
O mercado tem discutido alternativas a isto? As universidades? O movimento sindical? Não se registram debates sobre como assegurar a massificação da leitura de jornal e revista. Nem mesmo a Fenaj que acaba de ser derrotada na sua luta para manter a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo apresenta - nem antes, nem agora - alternativas para evitar que estes profissionais não formassem apenas um imenso exército de diplomados-desempregados. É preciso regulamentar a profissão, mas também é preciso assegurar o fim da proibição à leitura de jornal. Também devemos elaborar políticas públicas - já que o mercado exibe sua incapacidade - para que os brasileiros assim como recebem do estado merenda escolar, remédios, camisinhas, dentaduras, bolsa família, também recebam jornais e revistas para a sua informação. Seria nada mais do que assegurar o cumprimento da Constituição quando esta estabelece a informação como um direito do cidadão. Para que , afinal, que isto não seja apenas retórica legislativa...

Para se avaliar como o sistema de proibição da leitura de jornal vigente contra os brasileiros é tão trágico e paradoxal basta informar que a indústria gráfica registra capacidade ociosa crônica de 50 por cento de suas instalações anualmente. E isto é crônico! Ou seja, povo sem ler, jornalistas e gráficos desempregados e indústria gráfica paralisada na metade do tempo!!! Por que não juntamos os tres ingredientes acima numa política pública de jornalismo para a sua superação da crise? Será que com a nossa indigência de leitura, com a nossa dívida informativo-cultural podemos nos dar ao luxo de ficar esperando indefinidamente por soluções de mercado, quando o este apenas nos sinaliza com freqüência exuberante a sua tendência de fechamento de mais e mais empresas jornalísticas, mais desemprego e mais concentração?

Uma oportunidade perdida
Não é que não existam tentativas de criar condições e instrumentos para que o povo tenha acesso à leitura e à informação cidadã e qualificada. Uma destas tentativas se deu quando em 1994 o professor Cristovam Buarque elegeu-se governador do Distrito Federal. Um grupo de jornalistas reunidos pelo Sindicato dos Jornalistas de Brasília apresentou ao recém eleito um elenco de medidas destinado a assegurar à população candanga o acesso a informações, a jornais etc. Propunha-se a criação de uma Fundação Brasiliense de Comunicação, com a participação e controle social, capaz de reunir a Rádio Cultura FM, montar uma tv a cabo mas com a democratização e popularização de tvs receptoras que superassem o confinamento sócio-econômico da Lei da Cabodifusão e um sistema de imprensa que se uniria à idéia da Agência Brasília de Notícias, que funcionou, embora sem muita repercussão.

Os jornalistas haviam feito um levantamento do número de equipamentos gráficos e de profissionais de comunicação disponíveis na estrutura do GDF para a edição de um jornal diário, que seria sustentado pelas empresas estatais locais, com distribuição massiva e possivelmente gratuita. Havia capacidade gráfica ociosa, havia jornalistas disponíveis, havia a proposta, havia e ainda há a necessidade social de democratizar a informação. Sonhava-se com um jornal de espírito público, plural, diversificado, chegando às grandes massas trabalhadoras, à população mais carente na periferia do Plano Piloto, havia disposição sustentar este sistema público de comunicação. Entretanto, não havia decisão política para implementá-lo.

A primeira reação da assessoria do novo governador foi: “Não vamos fazer um novo Pravda!” Ninguém havia proposto um jornal nesses moldes. A proposta previa participação social, haveria diversidade informativa, aliás, provavelmente superior ao jornalismo praticado pelo mercado, dado o grau de interferência do cartel de anunciantes na linha editorial, via departamento comercial das empresas, seu verdadeiro “editor”. Não era um pravda, mas a verdade é que faltou audácia, faltou acreditar nas utopias para além dos discursos.

A oportunidade foi perdida. Nem mesmo as antenas e torres de repetição do sinal da Rádio Cultura FM foram instaladas, com o que o sinal da emissora, que poderia inclusive ser uma cabeça de rede de rádios públicas, educativas e universitárias, continuou e continua até hoje alcançando sofrivelmente apenas o Plano Piloto. A TV educativa ou cultural do GDF até hoje não foi criada. E os 93 por cento dos recursos gastos em publicidade naquele período destinaram-se apenas à maior rede de tv e ao maior jornal local.

A amarga ironia é que a idéia do jornal de distribuição gratuita foi aproveitada, anos depois, por um grupo empresarial local, sendo hoje o jornal “Coletivo” um sucesso e uma das poucas possibilidades de informação a que tem direito o povo pobre do Distrito Federal. Setenta mil exemplares são distribuídos diariamente a cada fim de tarde na Rodoviária do Plano Piloto, chegando a todas as regiões do DF. Gratuitamente. Sustentado com publicidade das estatais locais. Descartada pela esquerda,a idéia foi assumida pelo empresariado. Ou seja, pelas mãos dos que sempre impedem e travam o desenvolvimento da comunicação pública, comprovando-se que a idéia do jornal público e gratuito era e é plenamente viável.

Será que nem diante do irreversível processo de fechamento de jornais nos tomamos de senso de realismo , de audácia e de responsabilidade para propor um programa público para a massificação da leitura de jornais?

Nascem jornais públicos, fecham jornais privados
Exemplos nos chegam a cada dia. Evo Morales, cansado de perceber que os jornais privados estão editorialmente comprometidos com a fragmentação da Bolívia, com os planos nacionais e internacionais de desestabilização da democracia, e que eram jornais inacessíveis à grande massa pobre de bolivianos, lançou o jornal “Cambio”, destinado a ser um órgão de informação de circulação popular, a preços populares. Também agora na Venezuela, quando praticamente todos os jornais encontram-se enfileirados na oposição ao governo eleito de Hugo Chávez, ressurge o jornal popular e público “Correio do Orenoco”, recuperando o nome original do periódico fundado por Simon Bolívar, no qual foi redator o General José Inácio Abreu e Lima, brasileiro que lá é considerado herói na luta de libertação contra o Império Espanhol.

Mas, não apenas em governos considerados de esquerda surgem iniciativas deste naipe, como alguns poderiam objetar. Também na França há sólidas experiências bem sucedidas de jornalismo público, como o periódico editado pelo sistema previdenciário francês que chega à casa de cada segurado, com informações sobre toda a realidade nacional e internacional, sobre a cultura e a economia, e não apenas sobre temática previdenciária.

Assim, há razões públicas defensáveis para que o governo salvasse um jornal de tradição de 90 anos como a Gazeta Mercantil. Não apenas porque provavelmente também estará em débito com os cofres públicos. Quantas vezes empresas jornalísticas em dificuldades financeiras recorreram aos cofres públicos para superar suas crises? E seguiram depois condenando editorialmente o papel do estado mas, na primeira dificuldade, batem novamente às portas do estado?

Por que ao invés de empréstimos, não pode o estado assumir o controle acionário de um jornal como o Gazeta Mercantil, ou como o Tribuna da Imprensa, aproveitando sua estrutura industrial, empresarial, seus recursos humanos, sua tradição informativa, sua marca social na sociedade e, com novos critérios administrativos, transformá-los em jornais de ampla circulação popular, com tiragens realmente massivas, de milhões de exemplares, a preços módicos ou mesmo distribuição gratuita, já que o direito à informação é um direito constitucional do cidadão?

O papel protagonista do estado
No início governo Lula, em 2003, divulgou-se a existência de um Proer da Mídia, pelo o qual as empresas de comunicação endividadas, tal como os bancos a que alude a sigla, recorreriam ao estado para escapar à ameaça de falência. Houve solicitação ao BNDES para reestruturação das dívidas das grandes empresas de mídia. Na época o então Ministro José Dirceu pronunciou a frase forte “a Globo é uma questão de estado”. Foi proposto então que a serem empregados recursos públicos no salvamento da empresa das dificuldades, que estes recursos fossem investidos como compra de ações, passando o estado a ser acionista destas empresas desvedoras, assegurando que os recursos não fossem empregados em vão, como já ocorreu, e em certas circunstâncias, mais de uma vez, com as crise repetindo-se.

Agora estamos diante de uma crise sem precedentes, crise internacional, até mesmo City Bank e a General Motors já se transformaram em empresas estatais, ocorrendo o mesmo com inúmeros bancos na Inglaterra, na Alemanha, na França. Aqui a Caixa Econômica anuncia que irá lançar um cartão de crédito próprio para não mais depender do cartel internacional que domina e impõe regras discricionárias ao segmento. Os exemplos estão aí. Será que mesmo assim não teremos capacidade, como sociedade, de realizar um debate sobre como garantir que o povo brasileiro tenha finalmente o acesso à leitura de jornal?

São muito positivas as iniciativas de comunicação partidas do campo público recentemente, seja o Blog da Petrobrás, as colunas O Presidente Responde, a criação da Empresa Brasil de Comunicação, além da convocação da I Conferência Nacional de Comunicação. Mas, o público ainda se queixa: “como sintonizar esta TV Brasil? Ela só pega na tv a cabo? Isto é pra quem pode pagar!” Da mesma forma que as colunas escritas diretamente pelo presidente, embora importantes, não chegam ao grande público, já que as tiragens de jornal continuam raquíticas e não existe ainda um jornal ou vários jornais populares de grande circulação, seja gratuita ou a preços bem módicos. Existiria alguma proibição escrita nas estrelas determinando que não se possa também uma política pública para a democratização da leitura de jornal no Brasil? Não é razoável que a EBC assuma também a publicação destes jornais? Não é razoável que o BNDES que tanto financia grandes empresas privadas e até transnacionais apoie um projeto de um jornal público, de massa, gratuito?

Enquanto isto, jornais fecham as portas e há prenúncios de que novas falências venham a ocorrer. Não é hora, portanto, de debater um programa público de massificação da leitura de jornal?

(*) Beto Almeida é presidente da TV Cidade Livre de Brasília"


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Congresso em Brasília discute o futuro do rádio

Em Brasília, empresas brasileiras e estrangeiras mostram as novidades para o rádio, como aparelhos digitais. O encontro também discutiu qual padrão da nova tecnologia será utilizado no país.





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domingo, 19 de julho de 2009

Os espinhos renitentes do nosso idioma

Colunistas| 13/07/2009 | - Os espinhos renitentes do nosso idioma

"A última reforma ortográfica, promovida pela academia criada por Machado de Assis e outros homens valorosos, não é apenas um desastre, é uma ofensa aos cidadãos inteligentes. Tirar o acento agudo de “idéia” foi um pecado, como disse um certo entrevistado na TV. Mas há outras mudanças doloridas."

Talvez um dia descobriremos que José Sarney é inocente de todas as acusações que pendem sobre ele no Senado e na mídia nacional. Mas isso não o exime da culpa de levar milhares de empresários à falência durante seu reinado na década de 1980. Os escândalos envolvendo a família do senador nos últimos anos são demasiado volumosos para que possamos suspeitar de algum complô contra ele. Tudo isso multiplica minha revolta quando lembro que a instituição que decidiu mudar minha forma de escrever tem acolhido indivíduos como José Sarney.

A última reforma ortográfica, promovida pela academia criada por Machado de Assis e outros homens valorosos, não é apenas um desastre, é uma ofensa aos cidadãos inteligentes. Era necessário inovar, sim, tirar todos os espinhos e preservar as flores da nossa língua. O que se fez foi obra de uma tesoura inapta, que passou por este frondoso roseiral mascando aqui e ali, sem nenhum critério que considerasse nossa riqueza lingüística e literária.

Tirar o acento agudo de “idéia” foi um pecado, como disse um certo entrevistado na TV. Mas há outras mudanças doloridas. A supressão de hífens e acentos obedece a uma lógica nada criteriosa. Se eram um problema para alunos distraídos ou preguiçosos, então que se suprimissem todos os hífens e acentos. Ou que se estabelecessem regras para facilitar — não para complicar ou deixar na mesma — a utilização e a leitura de palavras acentuadas ou hifenizadas. Com o modelo que a ABL apresentou, alunos e escribas em geral continuarão sofrendo a língua portuguesa, em vez de desfrutá-la.

A quem interessa uma mudança na escrita que visa melhorar as relações entre os países de língua portuguesa, além daqueles que têm um relacionamento direto com outros países de língua portuguesa? A jornalistas, exportadores, altos funcionários dos governos, isto é, no máximo 0,1 % da população desses países. Ao resto do povo brasileiro, qual o interesse real pelo idioma falado em Angola ou Moçambique? Com todo respeito a esses povos, as diferenças eram motivo de graça, de brincadeiras que, acredito, nunca fizeram um grande mal a ninguém.

A comunicação entre os países de língua portuguesa era suficientemente eficaz. Os acadêmicos talvez pensaram que estariam realmente criando uma grande unidade com esse amálgama, mas na verdade os problemas de interpretação de uma ou outra frase ocorrem em função dos estilos, da forma singular de comunicação de cada país, não das diferenças gramaticais. E estilos de linguagem não se modifica com decretos.

Não há justificativa para a mudança, exceto, talvez, o fato de que a ABL precisava mostrar serviço, e aparecer ao menos numa uma nota de rodapé para provar ao seu primeiro presidente que as solicitações de abertura estão sendo cumpridas:

“O vosso desejo”, disse Machado na inauguração da Academia Brasileira de Letras, em 1897, “é conservar, no meio da federação política, a unidade literária. Tal obra exige, não só a compreensão pública, mas ainda e principalmente a vossa constância. (...) Passai aos vossos sucessores o pensamento e a vontade iniciais, para que eles o transmitam aos seus, e a vossa obra seja contada entre as sólidas e brilhantes páginas da nossa vida brasileira”.

De minha parte, continuarei escrevendo “idéia” com acento, e “tranqüilo” com trema. Pelo menos enquanto a teimosia não afetar o meu bolso, ou até os fabricantes de teclados me tirarem definitivamente esse privilégio.

Chico Guil é escritor.

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Antes tarde...

Em 1987, a sobrinha de Wendy Boswuortth viajou para ilha de Nisyros na Grécia, e mandou um cartão-postal para a tia na Inglaterra. A correpondência, no entanto, não chegou. Se Wendy chegou a ficar ressentida por ter sido esquecida pela sobrinha, agora ela não tem mais motivos para reclamar: depois de 22 anos, o postal finalmente foi entregue em Wolverhampton, onde vive. A sobrinha Joane, hoje tem 42 anos e mora em Uganda. Resta saber se a culpa foi do correio grego ou do inglês. Por via das dúvidas, os britânicos já pediram desculpas pela demora. Por hoje é só. Tchau...

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FIQUE BEM INFORMADO.

Leia mais: Hoje é dia de que? Datas comemorativas • A arte da vida. Apon HP. Literatura para pensar e sentir http://www.aponarte.com.br/p/hoje-e-dia-de-que-e-amanha_09.html