sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Rádio Atalaia - Londrina e BH

Meu caro Paulo Branco, meus cumprimentos pelo sucesso do seu site!

Muito importante, especialmente como veículo para atualização da historia do Rádio do Paraná tão esquecida, quando não, alterada no “vai e vem” das conversas informais. Com o tempo, as postagens vão surgindo, dirimindo dúvidas e filtrando o que são apenas pontos de vista, até a “verdade verdadeira” que muitas vezes tarda porque sempre há quem insista em repassar as “verdades” contraditórias. Geralmente acontece com os que pegaram o bonde andando e ignoram como ele foi colocado nos trilhos, ou porque esquecem que a “história real” de uma forma ou de outra, está sempre “documentada”.

O Rádio de Londrina, por exemplo, além de outros registros, teve grande parte de sua história grafada na Folha de Londrina, através da Coluna do Rádio, do saudoso jornalista Estelio Feldman, publicada durante muitos anos com as novidades radiofônicas da cidade: programas, projetos, lançamentos, criações, produções, inclusive com os nomes dos “pais das crianças”. Esses registros e comentários do Estélio que são testemunhos da história, estão por aí nas Bibliotecas públicas, à disposição dos interessados.

Conversas de esquina apenas confundem os menos informados.

Sobre posts envolvendo as Atalaias de Londrina e BH, gostaria de fazer algumas ressalvas e adicionar outras informações embasadas na minha participação efetiva em diversos setores e, sobretudo, no gerenciamento das duas emissoras:

- Em Londrina fui locutor, criador e diretor do rádio teatro, (desde a “escolinha” onde tudo começou) rádio ator, produtor e gerente, ( acumulando as funções de produtor e supervisor de programação) desde a sua fundação em 1963. Em 1967 passei a exercer o cargo de “gerente itinerante”, supervisionando as emissoras de Londrina, Maringá e Belo Horizonte, esta em fase de instalação.

- Em Belo Horizonte fui gerente desde a fundação em 1968 até 1980, onde, diga-se de passagem, jamais, em tempo algum, recebi ou utilizei qualquer tipo de gravação de programa, roteiro de programação ou “coisa que o valha” da Atalaia de Londrina, onde, alíás, não havia “know how” para isso, uma vez que os gerentes que me sucederam, Dorival Gimenes e depois, Lourival Pedrazani, cuja capacidade profissional não se discute, apenas deram seqüência ao que (modéstia à parte) eu havia criado nos primeiros dois anos de Atalaia:

Novelas, Aconteceu, (policial radiofonizado) Palavras amigas (que a princípio era uma sátira ao prof. Kamarozano), Minha mãe é uma heroína, O poder da fé, (inspirados em programas da rádio São Paulo) Você faz o programa, etc. Essa programação permaneceu por aproximadamente mais dois anos, até que a Diretoria de São Paulo resolveu transformá-la em MUSICAL (com a minha colaboração à distancia) plagiando a Atalaia de BH que nessas alturas, já era líder absoluta na Capital mineira com o “vitrolão brega”, como os concorrentes chamavam seu esquema musical.. A princípio esse esquema foi lançado provisoriamente por falta de instalações adequadas, requisitos técnicos mínimos e.... “grana” para contratar profissionais e executar a programação planejada anteriormente, etc... (aí já é outra estória). Entretanto, com o sucesso “ inesperado” o “musical”, que seria provisório, permaneceu por mais de dez anos.

Um detalhe que os “estoriadores ” também não sabem: A Atalaia de BH , com aquele ” Vitrolão Brega”, música e hora certa, anunciados por locutores aprendizes,(da escolinha de BH) foi eleita na promoção anual da “Folha de São Paulo”(PASME!) em 1969, como a “Emissora do Ano no Brasil” por sua coragem de mudar etc,... conforme reportagem da Folha na época, fato que ajuda a preservar a “verdade verdadeira” para além da memória humana. Está lá nos arquivos da “Folha” pra quem quiser consultar!

Bem, detalhes dessa estória, mais os “trancos e barrancos” das Atalaias de Londrina e BH, Rádio Inconfidência de BH e Globo de Porto Alegre (Das quais fui Diretor) seus principais personagens, dificuldades nas estatais, superações, vitórias, causos, o inicio de carreira no rádio de políticos como Álvaro Dias (PR) e João Bosco, (MG) locutores famosos “criados” nas “escolinhas” de Londrina e BH, como Marcio Seixas, Adelicio Matina (BH) e outros que negam suas origens, fazem parte do livro assinado por Mourão Filho: “RÁDIO & CIA ....das novelas ao brega!”

Convém sempre lembrar: A precursora de todo o sucesso das Atalaias foi, sem dúvida, a de Londrina, feita com muito trabalho, sacrifício, dedicação e desprendimento, por uma equipe de novatos (a principio sob deboche dos “bons da boca” da época: o seleto grupo dos “entendedores de rádio”) .

No comando geral, orientando à distancia, com força e inteligência, estava o seu fundador e dono, o publicitário Helio Barroso, um paulista empreendedor despojado de ganância, com objetivo, sincero, honesto, humano e justo, além de profundo conhecedor do Rádio, que a despeito de não ser radialista, acertava sempre nas suas decisões de comando. Questionado, justificava: 'minha bola de cristal são as entrelinhas das pesquisas'. Grande Hélio Barroso! Mesmo após a sua morte em 1969, ele continuou “inspirando” o sucesso da empresa que sonhou e criou com muito sacrifício, renúncia e determinação.

Meu caro Paulo Branco, aí está um pouco das “minhas verdades”. Elas e muito mais, estão grafadas nos jornais da época à disposição dos historiadores que, enfim, são os que quase sempre chegam às “verdades verdadeiras”.

Um abraço,

Ozires Mourão – Londrina - oziresmourao@gmail.com - fonte: Gmail - Rádio Atalaia-Londrina e Bh:


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