terça-feira, 13 de outubro de 2009

Paulo Branco no Wikipedia


Lauro de Oliveira (Paulo Branco), nascido em 16 de setembro de 1931 em Passo Fundo(RS), tem o sobrenome Branco no seu pseudônimo em homenagem a sua mãe, e o Paulo oriundo do seu pai. Entrou para as lides radiofônicas na Rádio Cultura de Erechim(RS), após prestar serviço militar. Foi lá pelos idos de 1952, que iniciou carreira de radialista, sendo noticiarista ou um ledor de noticiários, de grandes jornais falados como se dizia na época, e das edições de hora em hora. Ao passar do tempo, foi também apresentador de programas, redator e repórter
De lá para cá atuou em várias emissoras do interior do Rio Grande do Sul. Chegou às grandes emissoras de Porto Alegre(RS), integrando equipes das Rádios Continental, Itaí,Farroupilha e Gaúcha, sempre como repórter,locutor e redator de notícias. Em 1964 resolveu tentar a vida em outras bandas e parou em Curitiba(PR), onde chegou às 06 horas da manhã e já pela tarde estava contratado pela Rádio Independência.
 Várias passagens e histórias aconteceram pelas diversas emissoras por onde atuou, como as Rádios GuairacáIguaçuCuritibanaCulturaAtalaiaCidadeColomboParaná e Educativa. Passou ainda por Rádios nas regiões oeste e sudoeste do Paraná, além da andança pela Secretaria de Comunicação doParaná, onde teve o privilégio de prestar serviços para 4 governadores. Na Secretaria de governo, foi contratado CLT e mais tarde, passou a Servidor Estatutário como Agente Profissional-Comunicador Social, permanecendo assim por mais de vinte anos, aposentando como servidor publico. Na década de 70, em funções paralelas ao Rádio, foi Diretor Social do Coritiba Football Club, Presidente doSindicato dos Radialistas do Paraná, membro da Federação Nacional dos Radialistas e da CONTECOP (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comunicações e Publicidade), onde conheceu e fez grandes amizades.
Uma das grandes amizades foi com o Wasyl Stuparik (Basílio Junior), uma das primeiras pessoas com quem fez amizade quando chegou na capital paranaense, na década de 60. Fizeram dupla em programas de Rádios, com o Basílio pintando e bordando na técnica de som, e Paulo Branco dando suas "raquetadas" na apresentação. Iniciaram na Rádio Independência, no programa "Paraná Bom Dia", das 05 às 08 da manhã, primeiro lugar de audiência. Isto, a julgar pelas cartas que receberam, festas para as quais eram convidados, almoços e coqueteis. 
Antes pela mesma IndependênciaPaulo Branco apresentava de hora em hora, um grande noticiário conhecido como "Jornal Falado", devido duração e conteúdo maiores, em dupla com Adelson Alves. Também, conheceu os integrantes da famosa Equipe Independência, entre eles, Irineu SilvaJota Pedro (não confundir com o JP), Camilo Jorge e Ivan Cury, entre outros nomes, todos sob a direção do Jair de Brito. Ainda, os excelentes apresentadores como Wilian SadeTonio LunaHamilton CorreiaPaulo CesarContin Mendes e Gilberto Fontoura.
Outro programa que o Paulo Branco destaca sempre, foi o "Manhã Curitibana" da 06 às 08hs, depois vinha o Nhô Jeca até as 10hs, então entrava o Nassar, vozeirão, inteligente, sabia fazer as coisas, tanto que tem gente até hoje tentando imitá-lo. Nesta altura dos acontecimentos, o PB apresentava o seu programa, fazia os comerciais no programa do Nassar e de tarde apresentava notícias de hora em hora na Emissora Paranaense, que era do Nagibe Chede, pioneiro da TV no ParanáPaulo Branco gostava muito também, da madrugada na Guairacá, com o "A Noite é da Elite". Foi uma grande experiência, porque ao invés de conversar com trabalhadores que acordavam cedo para ir trabalhar, foi fazer programa para notívagos, boêmios, motoristas de táxi, pessoal dos bares e por aí vai. Tinha madrugada, que terminava o programa com o estúdio cheio de visitantes, homens, mulheres, muita comida e bebida. Vez por outra surgia um cantor, cantora, instrumentista que estava fazendo show na cidade, e que Paulo Branco anunciava e entrevistava com toda a pompa. Paulo Branco dizia: -"Fiquei sozinho e tomei conta da madrugada curitibana, modéstia a parte. Boêmio eu, só um pouquinho e depois das quatro da manhã, naturalmente.".
Outros grandes sucessos foram os programas "Troca Tudo", e "Grande Maratona da Cidade". Paulo Branco dizia que sempre "colocava o coração no bico da chuteira", como dizia o nosso saudoso e querido Lombardi Junior. Lembra ainda, o "O Paraná canta nas manhãs curitibanas", onde destacava compositores, cantores de músicas populares e outros de "alto coturno", como Bento Mossurunga que compôs o Hino do Paraná, e assim por diante. Criou também, bastante ousado para a época, o programa "Os que fazem Rádio no Paraná", que era peculiar. PB, como também era chamado, recebia convidados de outras emissoras, que eram instados a fazer o que não faziam em seus programas. Ou seja, comentar futebol, ou declamar uma poesia e tudo aquilo que não eram acostumados. Lançou o programa "Achados e Perdidos", muitos anos antes dos correios. Passou a idéia adiante, sendo que o radialista Donato Ramos chegou a pôr em prática por algum tempo. A idéia era ter um número de telefone exclusivo, para o programa receber comunicações de achados e perdidos, localizar o interessado e fazer a entrega em seu endereço.
Outra grande lembrança, foi quando contratato pela Rádio Cidade. Todos tinham até campanha na televisão, e o horário que o Paulo Branco iria comandar era das 17 às 19 horas , com o programa " Cidade Agora". O projeto era não tocar música neste horário, somente entrevistas com políticosartistas de todas as matizes, empreendedoresprofessores, líderes sociais de todos os níveis. Na produção, estavam Cláudia Paciornick e Débora Ianklevitc. Foi um grande exercício profissional, lembra Paulo Branco.
Suar a camisa, era o lema que Paulo Branco gostava de levar aos profissionais das equipes que atuou. Não só cumprir horário, ir para casa e a Rádio que se dane. Deveriam estar sempre bolando algo para melhorar a qualidade do programa que apresentavam, e muitas vezes, uma idéia vinha à cabeça. Paulo Branco citava: -"É como escrever uma poesia, a inspiração simplesmente chega. A dica: anote sempre, porque assim como vem, vai, dá um branco e "cadê que a gente lembra". Se não serve para teu programa, por causa da linha de trabalho que você traçou, passe para um colega. Pode ser que para o programa dele encaixe, e talvez, seja excelente.".
Paulo Branco segue esse lema até os dias atuais, agora é blogueiro ([1]), onde continua fazendo o que sempre gostou: notícias,comentários, reportagens, entrevistas e narrações. Tem auxiliado o meio acadêmico da capital paranaense, participando de debates, entrevistas e trabalhos para conclusão de curso na área de jornalismo. Recentemente, no ano de 2009, deixou para a história do Rádio Paranaense, sua imagem e som para o Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS), onde todo o material é de domínio público e disponível para consultas. Agora, deixa sua marca também no "Memória do Paraná", um projeto de Luiz Renato Ribas do CINEVIDEO1.



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