domingo, 29 de novembro de 2009

Prazo de validade, ainda há remédio?

Mais uma vez, a imprensa paranaense levanta o problema do que fazer, com remédios fora do prazo de validade. Por aqui, até um reservatório de água foi atingido por resíduos de remédios que foram jogados no lixo. Isto me faz lembrar de uma entrevista que fiz com o então deputado federal pelo Paraná, Braga Ramos, feita para a Rádio Atalaia em 1975. o deputado Braga Ramos mostrava-se aborrecido, porque não conseguia fazer com que um projeto de sua autoria fosse levado a votação em plenário, por causa dos lobbies dos grandes laboratórios. Seu projeto determinava a venda de remédios na dose certa, ou seja, envelopes, frascos e demais produtos embalados em frações. Exemplo: o médico receita 2 comprimidos durante 10 dias, mas acontece que a caixa tem 30 ou até 40 comprimidos, e ai o que fazer com as sobras. Vai para o lixo! Ou então, fica na gaveta e por vezes, volta a ser utilizado e com prazos vencidos. O caro deputado não conseguiu decolar o projeto e morreu sem conseguir. Pesquisando sobre o assunto, achei uma matéria que retrata o problema: "Numa farmácia de Brasília, os remédios encalharam; caixas estão há dois anos nas prateleiras. Como a validade dos comprimidos está perto do fim, eles vão ser devolvidos para o laboratório. O técnico patologista Tárcio Olavo Ferraz vai à farmácia todos os meses, mas diz que não tem o hábito de procurar pelos remédios fracionados, mesmo quando precisa. “Nunca comprei, nunca pedi”, conta. A falta de procura é apenas um dos problemas do decreto que tornou facultativa a fabricação de remédios fracionados. Publicado em 2006, ele permite que o consumidor compre exatamente a quantidade de comprimidos receitada pelo médico. Além de reduzir os gastos, a medida evitaria o desperdício e a automedicação. Mas o interesse dos laboratórios tem sido pequeno. Em dois anos, apenas 171 medicamentos para a venda individualizada foram registrados na Anvisa, a agência que fiscaliza o setor – e ainda assim, os que estão disponíveis nem sempre atendem a necessidade do consumidor; por isso, têm pouca saída. Na Câmara, o projeto de lei que regulamenta o decreto tornando o fracionamento obrigatório está parado.". A matéria, publicada em 08 de fevereiro de 2008 - Jornal Hoje - Medicamentos fracionados -, demonstra as dificuldades e o descaso em relação ao assunto. A pouco tempo, o assunto voltou a baila e deu em nada, mais uma vez. Agora, véspera de eleições talvez alguma coisa seja feita. Vamos torcer para que aconteça o milagre. Duvido, mas não perco a esperança. Braga Ramos, sua idéia ainda não morreu. Ainda há remédio!


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