31/03/2009 - 06h57
Diferença entre resultado de paredão e enquetes online cria suspeitas sobre permanência de Ana
PERMANÊNCIA DE ANA CAROLINA SURPREENDEU INTERNAUTAS
No BBB, são contabilizados os votos que chegam por telefone, SMS (mensagem de texto pelo celular) e pela internet (no site oficial do programa, onde os internautas podem votar quantas vezes quiserem). A Globo não revela a fórmula matemática utilizada para chegar aos números finais - um dos segredos mais bem guardados do programa - e confirma apenas que os votos têm pesos diferentes, de acordo com cada plataforma, e são auditados. Mas também não diz por quem.
Através da Central Globo de Comunicação, a emissora afirma o seguinte sobre o assunto: "A ponderação dos votos é usada para garantir a representatividade estatística das três diferentes plataformas de votação: SMS, internet e telefone".
A edição do programa e a movimentação do público pela internet e em comunidades do orkut indicaram que Ana Carolina sairia da casa. No Globo Online, por exemplo, a enquete seguiu o caminho do UOL. Ana Carolina sairia com 57, 65%, contra 42, 35% de Josiane. A falta de uma explicação detalhada de como é medida a votação gerou insatisfação entre os fãs do programa e põe em dúvida o afunilamento do reality show, que este ano teve audiência abaixo dos padrões da atração.
"Assisto ao BBB desde a edição de estreia e é a primeira vez que o resultado não bate com a vontade popular", revolta-se Claudia Fortunato, uma das maiores fãs brasileiras do programa, acrescentando que varreu a internet em busca de respostas. "Está muito claro que a Globo quer que Ana Carolina vá à final para garantir uma audiência maior e assim poder faturar mais".
Institutos de pesquisa como Gerp e FGV desqualificam as enquetes. Alegam que são amostragens sem base científica.
"Qualquer que seja o resultado, coincidindo com o da TV ou não, será pura coincidência", diz Elizete Ignácio, analista de projetos do departamento de Pesquisas de Opinião da FGV. "Quem vota pela internet não está tão engajado quanto quem vota por telefone, que está pagando a ligação e em princípio muito mais interessado. Uma aferição dessas bem feita seria muito difícil até para institutos de pesquisa de opinião. Para conseguir um resultado mais próximo da realidade, provavelmente o que irá se configurar na tela da TV, cada pessoa pesquisada teria que assistir ao programa e estar interessada em votar".
Gabriel Eládio, diretor do Gerp, diz que não há uma tendência nas enquetes paralelas. "Para fazer algo mais correto pela internet precisaríamos conhecer os votantes, definir uma cota para este universo (por exemplo, mulheres de 25 a 60 anos, de classe A/B etc...) e o computador dos sites só aceitariam as pessoas dentro das cotas. A única informação que se pode tirar dessas enquetes é: as pessoas que navegaram pelo site durante aquele período pensam desta maneira. E só".












SÃO ESSAS E OUTRAS VERDADEIRAS ABERRAÇÕES QUE VEM ACONTECENDO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DESTE PAÍS: TEM QUE TER UM PROJETO DE LEI QUE PROIBE O DETENTOR DE MANDATO ELETIVO DE EXERCER A FUNÇÃO DE APRESENTADOR OU COMENTARISTA DE PROGRAMA VEICULADO POR EMISSORA DE RÁDIO E TELEVISÃO. TEM QUE ACABAR COM ESSES OPORTUNISTAS DE PLANTÃO OCUPANDO ESPAÇOS CUJO OS MESMOS DEVERIAM SER PREENCHIDOS POR PROFISSIONAIS QUALIFICADOS DA ÁREA DE COMUNICAÇÃO. POLÍTICOS QUE GANHAM CONCESSÕES EM TROCA DE FAVORES PESSOAIS; OS OPORTUNISTAS SALAFRARIOS QUE COMANDAM SEITAS RELIGIOSAS SE ENRIQUECENDO EM NOME DE DEUS E DA BOA FÉ DE PESSOAS SOFRIDAS E CARENTES. O MINISTÉRIO PÚBLICO TEM AGIR EM CIMA DESTES CANALHAS E DAR UM BASTA NESTA POUCA VERGONHA QUE TEM A CONIVÊNCIA DE ORGÃOS CRIADOS PARA FISCALIZAR E COMBATER.
O admirável colunista J. Pimentel está sendo preciso em sua análise sobre o deplorável panorama de negociatas milionárias que constatamos a cada dia no setor rádiotelevisivo e jornalístico.
Os políticos não têm interesse algum de criar cobras para morder seus calcanhares, entregando concessões a profissionais que não se curvam aos seus caprichos.
Por outra lado o poder econômico grassa, cada vez com mais voracidade, sobre o que resta da imprensa, rádios e tevês que ainda exercem alguma influência.
A ingerência de políticos e barganhadores de concessões é cada vez mais preocupante.
Em outros tempos já havia um certo monopõlio político nos órgãos de divulgação, pois dificilmente se constatava um jornal ou uma rádio que não pertencesse a um grupo político ou econômico.
Não poderíamos dizer que havia mais independência, mas pelo menos - e certamente - serviam a todas as comunidades e não somente a determinados donos de “cofres abarrotados”, ávidos “religiosos” ou trambiqueiros da política-partidária.
Grande parte dos órgãos de divulgação dos dias de hoje têm muita semelhança com o cockpit de um carro de corrida: senta nele o piloto que trouxer o melhor patrocínio, não importa se medíocre e incompetente. Rádios existem que tem seus balcões de negócios: são detentores de espaços quem tiver dinheiro para cobrir o custo por hora alugada, não importando o que vai ali apresentar e nem sua qualificação profissional…