sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Debate eleitoral pela internet, rádio e TV

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao sancionar a minirreforma eleitoral, vetou as restrições a debates na internet durante a próxima campanha. Diga-se, contra a vontade do Congresso Nacional. Assim, caiu a exigência para que a web seguisse as mesmas regras estabelecidas para rádio e TV."

Mais de 60 milhões de brasileiros acessam a web. Neste ano de 2010, o brasileiro vai votar para presidente da República, senador, deputados federal e estadual. E, pela primeira vez, a net poderá ser um grande diferencial nas eleições majoritárias.

Tem gente que não acredita na influência da internet no desenvolvimento de eleições, mas o fabuloso potencial de internautas vai ter muito a ver com o andamento das campanhas e dos resultados eleitorais deste ano no Brasil.

No pleito majoritário de outubro, a net será objeto de grandes investimentos por parte dos partidos políticos e candidatos. Os dois maiores partidos, PT e PSDB, já contam com assessorias de experts que atuaram nas eleições passadas dos EUA.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao sancionar a minirreforma eleitoral, vetou as restrições a debates na internet durante a próxima campanha. Diga-se, contra a vontade do Congresso Nacional. Assim, caiu a exigência para que a web seguisse as mesmas regras estabelecidas para rádio e TV.

Em debates promovidos por emissoras de rádio e TV (que são concessões públicas), é obrigatória a participação de todos os candidatos às eleições majoritárias cujos partidos tiverem representantes na Câmara).

Um terço da população brasileira – ou mais, se liga várias horas por dia na internet, o que representa, segundo pesquisadores, que 80% por cento dos eleitores são internautas e estarão receptivos à propaganda dos candidatos emitida por esse meio que se distingue como o mais democrático dentre todos.

Acrescente-se à força que será exercida pela nova tecnologia nas futuras eleições o crescimento das redes sociais online entre nós, o que, por tabela, aumentará ainda mais o poder de fogo dos muitos sites a serem criados pelos partidos e políticos na internet.

Nos EUA, Barack Obama, por exemplo, criou uma rede social própria. Seu site, superior ao do candidato oponente, foi campeão de arrecadação de recursos financeiros e responsável, até mesmo, por diminuir os custos operacionais de sua campanha vitoriosa. Os bons resultados dessa inédita interatividade com o eleitor americano estão sendo importados pelos dois principais partidos brasileiros.

O mais badalado marqueteiro político do país, Duda Mendonça, em recente entrevista concedida ao Guidorezende Blog, respondendo “Quais são as principais diferenças entre internet e os meios de comunicação tradicionais, como televisão, rádio e impressos, disse:

“A sua natureza democrática. Na TV, por exemplo, alguém cria um conteúdo e milhões de pessoas consomem esse conteúdo. Na internet, todo mundo tem a possibilidade de criar conteúdos, de fazer rádio, televisão, cinema, jornalismo. E o mais importante: de interagir com os outros.”

Nesse sentido, enquanto a TV é, em grande parte, monólogo, a internet é, principalmente, diálogo. Essa é a grande mudança, especialmente para quem é político, porque ele vai ter que ouvir, mais do que falar. Na TV, o candidato falava, não precisava nem podia ouvir.

Na internet, ele vai ter que ouvir. São milhões de pessoas que não apenas se informam, que não apenas dão a sua opinião, mas que todos os dias passam horas formando opinião na rede.”

Duda Mendonça considera que o pior adversário que se enfrenta quando se faz campanha é a falta de interesse na política, especialmente entre os jovens. E acha a internet um meio fantástico para aproximar os jovens da política: “Entrar em contato com eles de uma forma menos careta. De interagir com eles, de ouvir o que eles têm a dizer.”

Como a internet é um território em que o maior número de ações é do público jovem, espera-se que em 2010 gente acima dos 16 anos de idade se ligue mais nas eleições. E que essa participação se faça em prol da melhora da qualidade dos futuros eleitos…

A sofisticação tecnológica será grandiosa no próximo pleito. Ninguém duvida disso. Desde já, os marqueteiros de plantão trabalham a fim de usufruir o máximo proveito das ferramentas do complexo internet, adaptando as experiências que tiveram êxito na campanha de Obama aos costumes do eleitor brasileiro, atividade que deverá ser o grande diferencial da disputa eleitoral que se anuncia como espetaculosa.

Outubro vem a galope, quem viver verá!

fonte:Novo diferencial nas eleições - Caros Ouvintes


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