sábado, 13 de fevereiro de 2010

Marchinhas inesquecíveis, dos inesquecíveis carnavais

Como prometi na matéria "Cabeleira do Zezé é a marchinha mais tocada da história", estarei apresentando neste carnaval, uma seleção de marchinhas que fizeram história. São as minhas preferidas, talvez não do agrado de todos, mas tenho certeza que é uma grande seleção. São sucessos inesquecíveis e até hoje lembrados e tocados nas Rádios, nos bailes e nas festas de rua.

Você vai ouvir, em ordem aleatória, sucessos como "Bandeira Branca", "Pierro Apaixonado", "Sassaricando", "Jardineira", "Máscara Negra", "Cachaça não é água" e tantos outros. Carnaval é um dos maiores marcos da cultura brasileira, tem muita história. Por exemplo,você vai ouvir o maior sucesso do carnaval de 1941, e talvez de todos os carnavais daí em diante, que foi o "Alá-la-ô".

Veja como foi composta a letra deste grande sucesso, no belo depoimento que li no livro "Nássara. Perfis do Rio", de Izabel Lustoza: -"Eu tinha ido à RCA Victor e o chefe, Mr. Evans, me disse que era preciso adiantar a gravação do Alá-la-ô. Quem fazia as orquestrações para a RCA, na época, era o Pixinguinha. Levei a partitura para o imortal Pixinguinha, que residia na rua Chichorro, 84, em Catumbi. Sabe como é o Catumbi, ao meio-dia no verão? O sol chega a furar o asfalto. Encontrei o Pixinguinha de cuecas, no piano, suando por todo lado e mostrei-lhe Alá-la-ô juntamente com uma parte, já pronta para o piano. Apesar de bastante atolado com inúmeros trabalhos, Pixinguinha mandou eu cantar e leu a melodia. Falou-me: Nássara, tudo errado! E rasgou a parte feita para o piano cuja linha melódica não caía perfeitamente. Chamou sua mulher, Geny, e disse: Traga papel de música. Escreveu novamente toda a melodia e fez o arranjo que todos conhecem. No dia da gravação eu e Carlos Galhardo ficamos estarrecidos, Pixinguinha tinha dividido a melodia em compassos marcantes, saltitantes, brejeiros, originais, vestindo-a com roupagem da alma popular. E eu tive uma sorte danada porque Alá-la-ô ficou sendo uma das músicas mais tocadas no carnaval. Das que fiz, foi a única música que me rendeu alguma coisa.".

Achei sensacional o relato, e não poderia deixar de trazê-lo, bem como, a letra da música:

Alá-la-ô ô ô,
mas que calor ô ô.
Atravessando o deserto do Saara,
o sol estava quente
e queimou a nossa cara,
Alá-la-ô ô ô.

Viemos do Egito
e muitas vezes nós tivemos que rezar:
Alá, Alá Alá,
Meu bom Alá,
mande água para ioiô,
mande água para iaiá,
Alá, meu bom Alá...


O carnaval andou meio "axéizado" ou meio "pagodizado", mas os bons tempos estão voltando, como estamos vendo nas manisfestações pelo Brasil. Então, ligue e aumente o som do seu trio elétrico caseiro, esta máquina maravilhosa que é o seu computador, e deixa rolar. É carnaval minha gente, bota prá quebrar .



Colaboraram na matéria: José Daniel e Noemi Farias

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