quarta-feira, 24 de março de 2010

Político bom, morre!!!

Cheguei a esta conclusão de tanto ler e ouvir que o político tal morreu, que era um exemplo pra sociedade. Causa da morte, via de regra, porque estava fazendo uma devassa como presidente da comissão tal, auditoria em em tal setor, ou estava levantando todos os buzugos da administração anterior. Tem aquele que morreu, porque estava fazendo um excelente trabalho com o mandato que recebeu dos seus eleitores, e por ai vai. Durante os guardamentos dos políticos, ouvimos declarações de que eram excelentes administradores ou legisladores. Homens ou mulheres incorruptíveis, acima de qualquer suspeita. No Paraná, nos últimos 10 anos, foram quase vinte assassinados, e até onde eu sei, todos considerados bons políticos. Todos por motivos que nos levam a pensar na honestidade, no caráter, no trabalho árduo. Valeu a pena para eles? Então, uma conclusão lógica seria mudar de rumo e não ser assim tão imaculado, preservando sua própria vida? Ceder a uma corrupçãozinha aqui, uma propinazinha ali, uma comprinha de votos mais adiante e estamos conversados. É a alternativa do salve-se quem puder, porque faz bem para saúde. Conheci vários políticos que ficaram só no primeiro mandato, não querendo reeleição. Deve ser porque pensaram, ou entorto ou morro. Acabaram optando por uma terceira via, qual seja, cair fora antes que fôsse tarde demais. Lembro de um poema de Pedro Barroso, que começa assim:

"não me perguntem coisas daquelas que eu não creia
não me perguntem coisas daquelas que não sei
remeto para os senhores as decisões do mundo
tais como governar, fazer decretos lei"

Veja na íntegra o belo poema:
 

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