sexta-feira, 5 de março de 2010

Rádio, um veículo apaixonante






O RÁDIO JAMAIS SAIRÁ DE CENA...
Léo de Oliveira

Atualmente, muito tem se falado a respeito do Rádio no País. Uns, dizem que o nosso rádio já não é o mesmo de tempos atrás. Claro que não! Estamos em uma outra era e o rádio teve que ao longo de sua existência, dividir audiência com muitos outros veículos. O Brasil e o mundo cresceram, as televisões se modernizaram, os computadores chegaram, mudou-se a telefonia, os transportes ficaram mais rápidos e a vida mais difícil e dura pra muita gente. Foi-se o tempo em que as pessoas podiam se sentar ao redor de um aparelho de rádio pra escutar o seu programa de auditório ou pra ouvir sua novela preferida... Foi-se o tempo em que o romantismo dominava todas as nossas freqüências... Quem tem 50 ou mais anos de idade, sabe muito bem que o rádio teve seus anos de glória, mas que mesmo diante de tamanha concorrência, não caiu no esquecimento. As Fms chegaram pra valer no país. O som da freqüência modulada é incomparável ao das amplitudes moduladas as AMs... Mas ainda assim, sabemos que o AM optou pela notícia. Aquelas emissoras, que estão na faixa do AM, e que insistirem com as programações musicais, com certeza que estarão perdendo espaços a cada dia. Rádio AM hoje tem que tocar notícia, assim como diz o jargão da CBN (uma rádio que toca notícia). Os novos celulares, quase todos, já estão vindo com rádio e televisão. Bom que se diga que esses celulares modernos, geralmente não trazem o AM, somente o FM. Os aparelhos de som também dão prioridade à freqüência modulado. Daí, deduzirmos que o AM está sendo alijado pela moderna tecnologia. Mas ainda assim, o rádio AM , que para mim é o verdadeiro rádio, não acabará jamais. O que não vejo mais com freqüência, é o surgimento de novos comunicadores, homens que podem apresentar e animar programas no AM. Temos hoje muitas faculdades, formando muitos comunicadores, mas quase todos, jornalistas, repórteres, mas animadores, apresentadores, não. O que está havendo não sei, mas o fato é que se hoje, o rádio é diferente do que era antes, quando a carga noticiosa supera toda e qualquer iniciativa de se comunicar, o que se espera, é que cada vez mais, teremos os radialistas assim como eu (sem falsa modéstia), como o Haroldo de Andrade (falecido), o Antônio Carlos que caminhando para os 70 anos, continua um show-man da radiofonia no País, enfim, precisamos de radialistas animadores e comandantes de programas... Mas se o rádio está mudando (e não se acabando), justo que esta escassez de comunicadores aconteça como vem acontecendo... Fui de um tempo em que a minha televisão era o rádio e meu destino a comunicação. Eu amava o rádio e sonhava em fazer parte de seu mundo. Graças ao bom Deus e a muita dose de coragem e boa vontade, cheguei ao microfone... Mas o que torço, é para que toda essa onda de marasmo a que os críticos taxam o Rádio, seja apenas uma onda passageira, que não consiga encobrir o fantástico veículo que foi eleito recentemente o amigo do povo brasileiro... Portanto, neste processo de revitalização do rádio, melhor que não nos esqueçamos do poder e força que o veículo tem na transformação sócio-econômica da nação. O rádio será sempre o rádio e jamais deixará a nossa cena cultura...


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