terça-feira, 6 de abril de 2010

Médico dá dicas sobre como evitar a pressão alta em mulheres

Receita envolve controle de peso, menos sal, exercícios e ácido fólico. Se todos os fatores forem controlados, risco cai cerca de 80%.
Por Luis Fernando Correia Especial para o G1 -  22/07/09 - 11h44 - Atualizado em 22/07/09 - 11h44



A hipertensão arterial, conhecida como pressão alta, é uma das doenças crônicas mais comuns na sociedade. Se não evitada ou tratada adequadamente, pode levar a complicações importantes, como infartos do coração e insuficiência renal. Uma pesquisa publicada na revista "Journal of the American Medical Association" aponta que 6 fatores comportamentais podem ser responsáveis por 78% de diminuição na aparecimento da pressão alta para mulheres.



Os dados vêm de um estudo que acompanhou por mais de 14 anos um grupo com 80 mil mulheres de 27 a 44 anos de idade. Todas as participantes eram saudáveis quando entravam no estudo, o que permitiu a identificação das doenças à medida em que apareciam. O aparecimento da hipertensão depende de fatores de risco modificáveis e outros como raça, sexo, história familiar de hipertensão e uso de contraceptivos orais.



A lista de fatores modificáveis inclui índice de massa corporal, não seguir as recomendações dietéticas para evitar a hipertensão, uso frequente de analgésicos, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e não consumir a quantidade recomendada de ácido fólico por dia. O fator mais importante dentre esses foi o Índice de Massa Corporal. O controle do peso responde pela metade dos casos de pressão alta na sociedade. Mulheres obesas, ou seja, com IMC acima de 25, têm 48% mais chance de ter hipertensão.

Os outros fatores respondem por aumentos menores do risco. Para cada fator evitado, menor o risco de se apresentar a hipertensão. Se todos os 6 fatores puderem ser controlados, o que acontecia com cerca de 0,3% do grupo estudado, o risco pode ser diminuído em 78%. Além de controlar o peso, as mulheres que desejam evitar a pressão alta devem:



- Evitar o uso de analgésicos frequentemente, ou seja, mais de uma vez por semana. Isso pode diminuir em 17% o risco.

- Seguir as recomendações de uma dieta saudável para o coração, com pouco sal, e consumir muitas frutas e vegetais pode cortar em 14% o risco.

- Fazer 30 minutos de exercícios vigorosos todos os dias pode evitar 14% dos casos de hipertensão.

- O consumo de mais de um drinque por dia é responsável por 10% do risco de pressão alta.

- Por último as mulheres devem consumir pelo menos 400 mg de ácido fólico todos os dias e diminuir seu risco em 4%.



Apesar de difícil, quanto mais fatores de risco forem controlados, menos casos de hipertensão. O estudo mostra que esses fatores dependem de decisão pessoal mas também podem influenciados por políticas públicas. A existência de áreas que favoreçam a prática de exercícios, legislação que controle o processamento de alimentos, como o uso de gorduras trans, por exemplo, podem ajudar. Isso aponta para uma combinação entre ações públicas e privadas. As doenças cardiovasculares consomem uma parte substancial dos recursos gastos em saúde e cortam anos de vida das pessoas. Cuide-se.



Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN.



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