quinta-feira, 1 de abril de 2010

O júri popular, a imprensa e a isençao


Após muitas e muitas horas de debates, apresentações de provas e contraprovas, e muitos mais, o casal Nardoni foi condenado. Mas o que quero abordar é com relação aos jurados. Por ocasião das primeiras notícias e nos primeiros momentos da tragédia, neste ou outro crime, a pessoa ao tomar conhecimento dos fatos, imediatamente condena ou absolve os envolvidos, e ponto final. Coisa da primeira impressão, e a imprensa em geral, tem papel prepoderante nisso. Em casos de comoção nacional, como o da menina Isabella Nardoni, tudo o que se fala a respeito do crime pode, de certa maneira, influenciar o júri. Segundo o juiz Alberto Anderson Filho (Revista Veja), o perigo é que essas pessoas podem iniciar o julgamento com conclusões precipitadas sobre os fatos. Essa influência, contudo, é limitada pelo fato de que esses julgamentos constumam ocorrer alguns anos após o crime, quando a cobertura do caso já "esfriou". Tenho dúvidas, pois a imprensa volta a esquentar o caso quando chega a hora do julgamento. Passados aqueles primeiros impactos das notícias, surgem novos detalhes, novas informações e outras visões dos acontecimentos. Neste ínterim, entram os advogados de defesa alertando seus contratantes sobre algum detalhe, idéias que distorcem a realidade, cursinho rápido de teatro e tudo que puder para mudar as opiniões. Mas, eu penso, a pessoa que condenou ou absolveu, continua invariavelmente atrelada à sua primeira impressão. Vida vai, passa o tempo, e acontece o julgamento e se for a júri popular, jurados são  escolhidos da sociedade. Os membros da sociedade podem julgar casos de assassinato, tentativa de assassinato, aborto e incentivo ao suicídio. Agora vem a minha dúvida. Os jurados, ao adentrar na sala, ao sentar nas cadeiras do júri, estão isentos? Entende-se que podem ser convencidos da culpabilidade ou inocência do réu, e portanto, podem mudar suas opiniões. Ou será que prevalece a primeira impressão, o primeiro julgamento que o mesmo fez anteriormente, na época do acontecimento? Gostaria que alguém me ajudasse neste quesito. Será que só pelo fato de ter sido escolhido jurado, apagou da sua memória tudo o que leu, viu e ouviu? Agora só iria se preocupar com o que está sendo dito, acusado e defendido naquele momento no tribunal? Deste modo, como fica aquele conceito de que a primeira impressão é a que fica. Pelo sim, pelo não, devemos causar boa impressão, sempre! Ou não? Oh! dúvida cruel. Help ... 

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