domingo, 8 de agosto de 2010

Médicos ensinam como evitar o contágio por doenças sexualmente transmissíveis

Para o sexo ser bom mesmo, é necessário relaxamento e tranquilidade. É por isso que o sexo prazeroso de verdade é só aquele feito com saúde e segurança. O tema desta quinta reportagem da série “Sexo sem dúvidas” aborda exatamente essa questão: a proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis.

Com a palavra, os médicos:



1) A camisinha protege de todas as doenças sexualmente transmissíveis?


Na verdade, não. Mas, protege da enorme maioria delas. “A camisinha é indispensável em todas as relações sexuais”, deixa bem claro o ginecologista José Maria Soares Jr, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Algumas doenças só são evitadas com o bom senso”, explica o médico.


Quer um exemplo de uma doença bem grave que escapa da camisinha? O HPV - ou, como os médicos gostam de chamar, o “papilomavírus humano”. Essa é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns, tanto em homens quanto em mulheres. E um detalhe: ela é a principal causa do câncer de colo de útero.


Para você ter uma idéia, a enorme maioria dos tumores tem causas que são verdadeiros mistérios para os médicos. É muito difícil descobrir o que é que faz uma célula saudável virar um tumor. Só existem dois tipos de câncer que os médicos conseguem afirmar com certeza qual o principal fator de risco: o de pulmão, causado pelo fumo, e o de colo de útero, causado pelo HPV.


“O HPV cria feridas na área genital da mulher. Feridas feias e muito doloridas. Em alguns casos, elas só são retiradas com cirurgia”, explica Soares. São essas feridas que “instigam” as células a virarem tumores com o passar dos anos. E há outro “truque sujo” do HPV: embora muitos homens apresentem verrugas no pênis quando estão infectados, outros não apresentam sintoma nenhum. Sem sinais, eles não buscam tratamento e infectam outras mulheres.


Como o HPV faz feridas também fora da área do pênis e da vagina, a camisinha não é suficiente para evitar o contágio. Como fazer isso? A monogamia ajuda. “A melhor coisa para se proteger desse vírus é ter um parceiro único, usar camisinha e visitar regulamente o médico”, afirma o ginecologista. O HPV tem cura e, quanto mais cedo ele for detectado, melhor. Mas atenção: para a cura, é preciso que os dois membros do casal sejam tratados.


Um erro comum de mulheres com HPV diagnosticado é ter vergonha de contar ao parceiro. Por isso, não se esqueça: se você tem HPV e fez sexo, com ou sem camisinha, mesmo que seu parceiro não apresente sintoma nenhum, ele pode estar infectado. Se ele não se tratar, você vai ser infectada de novo.


Outro exemplo de doença que foge da proteção da camisinha? A “pediculose do púbis”. Assustou com o nome? Calma. Estamos falando do popular “chato”. Esse primo do piolho se instala nos pelos pubianos e, aí, não há camisinha que proteja. Tanto que a transmissão não ocorre apenas pelo sexo: pode acontecer, por exemplo, quando roupas de cama são emprestadas.


Nada disso significa, é claro, que você pode aposentar a camisinha. O preservativo é, até hoje, a única forma de proteção contra o HIV, o vírus da Aids (que, apesar de todos os avanços nos tratamentos, ainda mata e ainda não tem cura). Ele também protege contra gonorréia, sífilis, herpes, clamídia, tricomoníase e outras doenças. Portanto: sexo só com camisinha. E, para evitar chato e HPV, acompanhado de cuidado e bom senso.


2) É possível pegar DSTs no sexo oral?


Sim! Por isso, cuidado. “A herpes, por exemplo, é facilmente transmitida durante o sexo oral”, alerta o médico José Maria Soares Jr. E outra doenças, como a sífilis, a gonorréia, o HPV, o cancro mole e até a Aids (pelo vírus HIV) podem ser transmitidas dessa maneira. É mais difícil, sim, mas não impossível. “Se a pessoa tiver alguma ferida na boca, se houver algum cortezinho aberto, e o parceiro tiver uma doença sexualmente transmissível, pode haver transmissão”, explica Soares.


A contaminação por essa via é mais comum em quem pratica o sexo oral do que em quem recebe. Mas isso não quer dizer que o oposto não ocorra. Também se engana quem acredita que o risco só existe se houver ejaculação. O simples contato entre o órgão genital e a boca já é suficiente.


Como evitar? Simples: use camisinha. Sim, use camisinha até no sexo oral. "Preservativo é essencial em todas as relações sexuais, mesmo no sexo oral", alerta Soares.


Como? No caso da prática em um homem é fácil: use a camisinha masculina da forma convencional. Se a prática for em uma mulher, no entanto, pode-se usar uma camisinha partida ou um filme plástico. Para evitar o gosto ruim do preservativo, prefira aqueles que vem sem espermicida ou lubrificante. Uma boa opção é utilizar camisinhas com sabor, vendidas em farmácias.


fonte: G1.globo.com - 30/01/2009


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