domingo, 1 de agosto de 2010

Médicos esclarecem tabus sobre a masturbação

Na terceira parte da série “Sexo sem dúvidas”, um tema que até hoje é considerado tabu: a masturbação. Uma das práticas mais antigas e comuns da humanidade segue sendo motivo de vergonha para muitas pessoas - principalmente, os mais novos, que estão ainda começando a conhecer o próprio corpo.

Para resolver os mistérios do sexo, com a palavra, os especialistas: 

1) Masturbação faz mal à saúde?

Não. “Masturbação não faz mal nenhum”, afirma o médico Fernando Almeida, professor de urologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). E isso é verdade tanto para homens quanto para mulheres. “Do ponto de vista médico, não existe qualquer problema”, afirma a ginecologista Arlete Gianfaldoni, médica assistente do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Então, esqueça aquele papo de que “masturbação causa espinha”, “masturbação engorda”, “masturbação causa infertilidade” ou “masturbação deixa impotente”. Nada disso é verdade. E não tem como ninguém no mundo saber se você se masturba. A prática não deixa nenhuma “sequela”, nenhuma marca que possa ser reconhecida por outras pessoas. Não importa quantas espinhas você tenha no rosto, não há como ninguém saber se você se masturbou ontem à noite.

Recentemente, alguns estudos mostraram um possível elo entre jovens que ejacularam (tanto em relações sexuais quanto na masturbação) mais que a média e um índice mais elevado de câncer de próstata na terceira idade. Mas isso NÃO quer dizer que a masturbação aumente o risco de câncer. Na verdade, as duas coisas são resultado de um terceiro elemento: a testosterona, o hormônio masculino. O câncer de próstata está ligado à testosterona em excesso - e homens com testosterona demais tendem a se masturbar mais também. Viu? Sem perigo.

“Provavelmente não existe relação de causa nenhuma entre uma coisa e outra. Ainda não há comprovação”, explica Almeida. Tanto que, nesta semana, um estudo divulgado em uma revista científica britânica especializada em urologia mostrou o efeito exatamente oposto: homens acima dos 50 anos que se masturbam com frequência podem, na verdade, ser protegidos contra o câncer.

Ou seja, não só a masturbação não faz mal, como pode fazer bem. Inclusive para a vida sexual -- de ambos os sexos. “Se tocar é parte do processo de se conhecer. Quem se conhece, tem mais prazer. Sabe onde deve ser tocado para sentir prazer. Isso é muito importante para a atividade sexual”, afirma Arlete.
 
Só vale um alerta se a pessoa não conseguir controlar a vontade. “Não existe uma quantidade de vezes ‘normal’ para uma pessoa se masturbar. Cada caso é único. Mas vale a regra: se está atrapalhando a sua vida, se você se sente mal ou culpado ou qualquer coisa, vale procurar ajuda médica”, indica a ginecologista. Fernando Almeida concorda. “Masturbação não causa mal nenhum, desde que não seja algo compulsivo. Se a pessoa para de ter uma vida social ou só consegue pensar nisso, pode ser interessante procurar um médico”, aconselha. 

Outro alerta importante é com os “acessórios”. “O mais adequado é usar aquilo que todos nós temos: mãos e dedos. Assim você se explora sem maiores riscos”, orienta a Arlete Gianfaldoni. “Não é nada raro em um Pronto Socorro receber pacientes que se feriram gravemente tentando a masturbação com algum objeto. É preciso muito cuidado”, aconselha.

2) A masturbação acaba com o desejo na hora do sexo?

Não, muito pelo contrário. “Desejo sexual não ‘gasta’”, garante Fernando Almeida. “Não importa quantas vezes você se masturbe, não vai haver qualquer redução na libido”, afirma o urologista.

É claro que aí também cabe o bom senso. “A não ser que um rapaz se masturbe e queira ter uma relação sexual minutos depois. Daí, realmente, não vai dar. Precisa esperar um pouco”, orienta Almeida.

Para as meninas, no entanto, não há limites. O organismo feminino não tem aquele “tempo de espera” que o masculino exige entre um orgasmo e outro. Isso por que mulheres não ejaculam. Enquanto eles precisam repor o “estoque”, elas já estão prontas para outra logo em seguida. Assim, a masturbação pode não apenas não diminuir o desejo, como aumentá-lo.

O ato de se masturbar também ajuda na liberação de fantasias sexuais. “Psicologicamente, é muito bom. A pessoa ‘vivencia’ as coisas que gosta em sua cabeça. Não fica reprimindo, guardando isso”, explica a ginecologista Arlete Gianfaldoni. O resultado? Mais desejo.

Quem tenta economizar nos toques para ter fogo na cama pode, então, estar cometendo um erro bem grande. “Na verdade, a abstinência de masturbação é que parece atrapalhar mais o prazer na relação sexual a dois”, afirma Arlete. “Quem se masturba conhece melhor o próprio corpo. Logo, é mais confiante sobre o sexo e isso diminui a ansiedade na hora da relação”, garante a médica. Resultado, de novo? Mais prazer.

fonte: G1.globo.com - 28/01/2009

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