quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Missão recebida e aceita

Bem, Paulo Branco. Você se refere a tua segunda estada na Rádio Guairacá, mas vale a pena lembrar, a tua primeira estada, época em que eu estava trabalhando em São Paulo, na TV Cultura e TV Tupi, que dividiam o mesmo prédio, na Alfonso Bovero, Sumaré, pois dias antes, os estúdios da TV Cultura, na Rua 7 de Abril - prédio dos Diários e Emissoras Associados, do Chateaubriand, haviam pegado fogo.

Conto isso porque, com muitas saudades da minha querida cidade, eu ia para a sacada da pensão onde morava, na Rua Cardoso de Almeida, Perdizes, e sintonizava no meu radinho a pilha Spika - aquele com capinha de couro marron - em "onda média", a Rádio Guairacá e o teu programa da madrugada. O som ia e voltava, mas você falava das coisas da minha Curitiba. Na época, estavamos lá, eu, trabalhando com Mário Fanuchi - irmão do Radialista e Jornalista Fernando Fanuchi e criador do Corumim, aquele indiosinho símbolo da logomarca da Emissoras Associadas em todo o Brasil -, o Irineu, apresentando o Grande Jornal Falado Tupi, o Felix Miranda, como ator da TV Cultura e Rádio Ator da Rádio São Paulo e dos Estúdios de Gravação de Rádio Novelas da Hélia Terezinha, na Av. Paulista, e o Pedro Borale - grande vozeirão - na Rádio Record, Av. Miruna. Mais tarde, apareceu por lá, o Ari Laurindo. Um excelente companheiro. Como não tinhamos dinheiro para fazer nossas farrinhas - éramos jovens - o Ari pegava o seu Piston e saíamos pela noite paulistana, de boate em boate, com o Ari dando suas "canjas" e assim, tomávamos nossas cervejinhas, de graça.

Uma grande lembrança, o Rogério Serman. Grande locutor e personalidade importado da cidade de Ponta Grossa, a Princesa dos Campos.

Outro grande nome oriundo de Ponta Grossa, foi Luiz Frederico Daitchmann. Grande apresentador e animador de auditório da Guairacá. Para que os mais jovens tenham noção do que era o amor pelo Rádio, vejam a jornada de trabalho, diária, do Luiz Frederico.

Das 05:00 às 07:00 horas da manhã, apresentava com o pseudônimo de Nho Juvêncio, na cidade de Ponta Grossa, distante 104 quilometros de Curitiba. Ao meio dia, pegava o ônibus da Princesa dos Campos e vinha para Curitiba, duas horas de viagem. À tarde, corria as Secretarias de Estado, buscando notícias para, das 18:00 às 19:00 horas, apresentar o programa "Guairacá às suas Ordens". Durante a "Hora do Brasil", lanchava e preparava outro programa, o " A Hora da Saudade", lendo cartas e atendendo ouvintes de todo o Brasil. Às 21:55, encerrava o programa e saía correndo - mas correndo mesmo -, pois às 22:00 horas, saía o último ônibus de retorno a Ponta Grossa. E ele não podia perder, pois tinha que estar lá, para na manhã seguinte, reiniciar a sua jornada. Todos os dias, a mesma jornada. Lembro com saudades, do grande companheiro que em muito dignificou a profissão de Radialista. Luiz Frederico Daitchmann, da Rádio Clube Pontagrossense e Rádio Guairacá.

Você fala do Geloso. Grandes lembranças do gravador, com sua fita de um quarto de polegada e suas teclas coloridas, e que tantas reportagens nos possibilitou. Não sei se você lembra, Paulo, mas certa vez, adaptei uma trova para abertura do seu comentário:

" Se é fato, não é boato.

Se é boato, não é fato.

Mas o fato é que existe um boato,

Um boato com cara de fato
."

E aí, você comentava uma notícia de destaque na cidade. Bons tempos.

Na sequência das tuas memórias, tambem vou lembrando e postando outras notas. Se conseguir, é claro.

Um abraço a todos companheiros.

Wasyl Stuparyk - Basílio Junior

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