segunda-feira, 2 de agosto de 2010

No peito e na raça

Exatamente, era no peito e na raça que faziam os radialistas da minha geração, simplesmente porque não tínhamos as facilidades da tecnologia de hoje. Os jovens radialistas de hoje, não gostam muito de saber a opinião dos "veteranos" sobre o que estão fazendo em seus programas, reportagens e entrevistas. Dizem, que nos tornamos exigentes. Não é verdade, pois sempre fomos exigentes e perfeccionistas, tanto o pessoal da área técnica, quanto os demais profissionais de uma equipe. A partir de hoje, contarei um pouco das dificuldades que passamos, principalmente em transmissões externas. Gostaria de receber comentários de profissionais do "sem fio", sobre as agruras que enfrentaram para bem realizar seus trabalhos. Para começar, vou contar como foi possível, em 1963, detalhar a Primeira FENAC (Festa Nacional do Calçado), realizada em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Foi preciso pedir ajuda ao Comando da Quinta Região Militar em Porto Alegre, no sentido de dar permissão para a Companhia de Comunicações formar parceria com a Rádio Continental de Porto Alegre, para a cobertura do evento. Um dia antes da abertura da festa, chegou em NH, um caminhão de equipamentos de campanha. Foram instaladas duas enormes torres e antenas, para que meu trabalho chegasse aos transmissores da rádio, além dos equipamentos da própria emissora, operados pelo excelente profissional Valtor Ferreira Ramos. Foi um grande feito, com ampla repercussão. Durante toda a exposição ficamos acampados em NH, realizando vários boletins por dia, especialmente quando o tempo estava bom. Hoje, faríamos tudo com um simples celular. Então, estamos combinados, e até a próxima, queridos ouvintes (êpa ..., leitores). Na próxima postagem: Um fio, ligava os estúdios com o transmissor.

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