domingo, 31 de outubro de 2010

Guerra do Contestado


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Guerra do Contestado
Data 12 de outubro de 1912 - Agosto de 1916
Local Região do contestado, sul do Brasil
Resultado Acordo de limites entre os governos de Paraná e Santa Catarina
Combatentes
Bandeira do Contestado.svg Rebeldes Flag of Brazil (1889-1960).svg Brasil
Comandantes
Bandeira do Contestado.svg José Maria de Santo Agostinho Bandeira do Contestado.svg Maria Rosa
Bandeira do Contestado.svg Adeodato
Flag of Brazil (1889-1960).svg Carlos Frederico de Mesquita Flag of Brazil (1889-1960).svg Tertuliano Potyguara
Flag of Brazil (1889-1960).svg Marechal Hermes da Fonseca
Forças
10.000 soldados do Exército Encantado de São Sebastião 7.000 soldados do Exército Brasileiro e 1.000 civis contratados
Baixas
5.000-8.000 entre mortos, feridos e desaparecidos 800-1.000 entre mortos, feridos ou desertores

A Guerra do Contestado foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro travado entre outubro de 1912 a agosto de 1916, numa região rica em erva-mate e madeira disputada pelos estados brasileiros do Paraná e de Santa Catarina.

Originada nos problemas sociais, decorrentes principalmente da falta de regularização da posse de terras, e da insatisfação da população hipossuficiente, numa região em que a presença do poder público era pífia, o embate foi agravado ainda pelo fanatismo religioso, expresso pelo messianismo e pela crença, por parte dos caboclos revoltados, de que se tratava de uma guerra santa.

A região fronteiriça entre os estados do Paraná e Santa Catarina recebeu o nome de Contestado devido ao fato de que os agricultores contestaram a doação que o governo brasileiro fez aos madeireiros e à Southern Brazil Lumber & Colonization Company. Como foi uma região de muitos conflitos, ficou conhecida como Contestado, justamente por ser uma região de disputas limítrofes entre os dois estados brasileiros.

Importante: Já está a disposição do público,no catálogo das livrarias virtuais da AGbook e no Clube de autores,o livro História do trem no contestado,do historiador Nilson Thomé,em homenagem aos 100 anos de existência da ferrovia.

 A obra tem 302 páginas e 200 fotografias e mapas da época.

sábado, 30 de outubro de 2010

Landell de Moura


 

 
 ROBERTO LANDELL DE MOURA - (1861-1928)
Pioneiro das Telecomunicacões
INVENTOR DO RÁDIO e do Telefone Sem Fio
 
Precursor das Fibras Óticas
Patrono dos radioamadores Brasileiros
vida e obra
 
 
  Breve relato biográfico - Documentos Técnicos, Patentes, Artigos, reportagens jornalísticas, escritos sobre Landell - Biógrafos de Landell
Autor:
Luiz Netto
 Responsável por esta página - última azualização -> 20/05/2004
 
Campos eletromagnéticos em propagação
 
 
 
 



O autor desta página tem um programa de Televisão (TV +)  em São Bernardo do Campo - SP
durante um programa de Televisão, falando sobre os inventos de Landell de Moura - (2004).
 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Nossa História - Rádio Educativa AM 630

Zélia Sell


Zélia,Bira,Paulo Chaves e PB


Na quarta feira passada participei de dois programas da Radio Educativa AM:

1) Nossa História apresentado pela Jornalista e Pesquisadora, Zélia Sell.

2) Revivendo, apresentado pelo radialista Ubiratan Lustosa.

Na foto ao alto Zélia e na outra, Zélia, Bira, Paulo Chaves diretor da Rádio e que prestigiou nossa presença, e PB.

O programa da Zélia é apresentado aos sábados ás 18 horas,com reapresentação no Domingo às 13:30 hs.

Ubiratan entra no ar às 07 da manhã e é reproduzido às 01:30 da madrugada de domingo.

Sugestão para seu final de semana: Sábado às 18 horas e domingo às 07 horas da manhã, tudo nas ondas da AM 630.

Rádio União

Rádio União

     Em 10 de outubro de 1943, os empreendedores Abílio Holzmann e Manoel Machuca, presentearam União da Vitória e Porto União, com a fundação da Rádio União a ZYD3. O jornal “O Comércio de 19 de outubro de 2001, no seu Espaço Cultural, a Professora Terezinha Wolff, relata muito bem os primórdios da Rádio União:

     “Era outubro de 1943. Ano em que o Presidente Getúlio Vargas assinava a Consolidação das Leis Trabalhistas, a música sucesso de Carnaval era “Adolfito Maria Mouros, os carros moviam-se a gasogênio (um aparelho, que no período da Guerra, instalado na parte traseira substituiu a gasolina) e, em nossas cidades nascia a primeira emissora radiofônica. Diariamente, a partir de então, o locutor importava a voz para anunciar: “Neste momento está entrando no ar o ZYD3 Rádio União, a rainha do Vale do Iguaçu”...

     Se até então, rádios importados, Zenith, Saratoga e Interocean adquiridos nos grandes centros, eram privilégio de alguns, com uma emissora local instalada, passaram a ser encarados como de utilidade pela população. Adquiridos aqui, com a Casa Willi Reiche, vieram ocupar lugar nas salas de muitas residências.

     As linhas metódicas, programadas para todos os gostos, com uma discografia atualizada na época e imorredora no tempo, de músicos, cantores, orquestras nacionais e internacionais, constituíam-se em verdadeiras aulas radiofônicas pela nossa ZYD3. Quem as ouviu, naquela década, por certo as tem na memória para recorda-las vez por outra. Nomes e nomes e quem sabe, muitos mais de orquestras à instrumentais, de cantores e cantoras à conjuntos vocais de duplas sertanejas à duplas caipiras, de tenores à sopranos.

     Se procurarmos no cantinho onde fica escondida a saudade, lá ainda vibram os acordes das orquestras de Radamés Gnattalí e Fon-Fon; da típica Argentina de Francisco Canaro; da cubana de Xavier Cugat; da mexicana de Augustin Lara; das americanas de Gleen Miller; Victor Young, Jimny Dorsei e Cobe Porter. Dos instrumentistas da pianista brasileira Carolina Cardoso de Menezes; flautistas Benedito Lacerda e Dante Santoro; violonistas Garoto, Canhoto e Dilermano Reis e dos acordeonistas Antenogenes Silva e Mário Mascarenhas, todos brasileiros; Saxofonista Louis Armstrong e da organista Ethel Smith, americanos ...

     Lá estão as vozes do tenor brasileiro Vicente Celestino e do italiano Enrico Caruso; do soprano brasileiro Bidu Saião e da americana Jeanett Mac Donald ... Dos imorredouros brasileiros Gilberto Alves, Silvio Caldas, Franncisco Alves, Nelson Gonçalves e Ciro Monteiro; do Mexicano Pedro Vargas; do argentino Gregório Barrios; do Francês Charles Frenet; dos americanos Bing Crosby e Frank Sinatra...

     Discografia da ZYD3, que também ensinou líricos e clássicos de Strauss, Puccini, Verdi, Villa Lobos, Carlos Gomes, permitindo conhecer os gêneros musicais. Entre um e outro, os “ jingles” das “Pílulas de Vida, da Magnésio” de Orlando Rangel, do “Melhoral”, do Grindélio de Oliveira Júnior e dos cremes “Antissardina” e “Pond's”.... Muitas pessoas, com certeza, ainda lembram hoje, quando freqüentavam entre as décadas de 70, os programas de auditório que a Rádio União promovia, quando estava localizada na Rua Visconde de Guarapuava S/N, no prédio onde está hoje a Loja Total. Esse programa era direcionado ao público jovem, nas tardes de sábado, apresentando grupos musicais e cantores locais que cantavam músicas nacionais e internacionais da “Jovem Guarda”.

     Entre os nomes expressivos dos primeiros funcionários, que fazem parte da fase áurea da história da Rádio União, destacam-se as irmãs Daisy e Viviane Durski, locutoras que vieram de Ponta Grossa, Aristides Adam, Mano Bastos, Maria Aparecida Wanderlei na sonoplastia, as irmãs Fecci, Hilda Girardello, cantora mais tarde, Nelly Reginatto, locutora, Oliveira Índio, que tinha espaço para o seu violão, Dante de Jesus Augusto, com seu famoso “Bom dia para você”, Zenon Silva, cantor, Nelson Gonçalves Dias, Mário Rinaldi, que organizou uma bela orquestra, Lamartine Augusto e Leocádio Vieira (Cadinho), que tinham um atraente programa de esportes. Mais tarde, Carlos Jakimiu gerenciou a emissora, Pereira Filho, o valente gerente que acolheu a novela “O crime do Iguaçu”, Darcy Camargo, locutor, Jaime Resende, locutor, cantor, Trajano Pereira, diretor de teatro, Dilcy Mendes, cantora, Shirley Muller, locutora, Remy Nogara, locutor, “o menino dos olhos verdes”, Elza Stasiak, Argentino Dal'Bó, Manoel Muzillo e Arialda Ribas, Clóvis Pacheco, Ivan Vidal Portela, Alfredo Alberto Munhoz. O jornalista René Augusto foi o responsável pelo maior jornal falado, de uma época em que a Rádio União apresentava dez programas semanais, produzidos pelo Departamento de Produção Lulu Augusto, que foi uma competente diretora da emissora.

     Vale a pena lembrar também um dos nomes mais marcantes, que faz parte da história da Rádio União. É o do Deputado Estadual Aníbal Khury, conhecido como o “guru” da política paranaense. Detentor de uma personalidade carismática e sensível, um ser humano iluminado, afável e bem humorado, influenciou a história do Paraná, dedicando-se à vida pública por 32 anos e foi Presidente da Assembléia Legislativa por cinco vezes. De Curitiba, coordenou à distância, por um longo período compreendido entre 1976 à 1999, as “Organizações Curi”, da qual faziam parte a Rádio União e a Rádio FM Verde Vale Ltda (94.1MHZ), essa última foi instalada, iniciando suas atividades durante a gestão do Deputado Aníbal Khury, que conseguiu a concessão oficial para o seu funcionamento, graças à sua influência em todos os setores.

     Nesse período, grandes locutores destacaram-se como: os irmãos Orley e Airton Maltauro Filho, Claudinei e Roberto Otto, Osmair Shcroh, Carlos Eduardo, Celso Platz, Bira Barbosa e o Conjunto Montanari, formado por Fernando Montanari, no acordeon ou ao piano; Léo no violão; João Pedro, no pandeiro e a “Crooner” Iracy Pereira. Dentro do programa “Figuras e Fatos”, apresentaram-se nomes famosos como o do cantor Yvonich Furlani e dos maestros Felício Domit e Emílio Taboada. Quando aconteceu a implantação da Rádio FM Verde Vale, a Rádio União mudou-se juntamente, para as novas instalações, na Rua Dario Antonio Bordin, nº 313, no centro de União da Vitória, onde até hoje permanece instalada. Com a morte do Deputado Aníbal Khury em 31.08.99, as duas Rádios foram adquiridas por um novo grupo de profissionais competentes que as administram até o presente momento.

Rádio Ji-Paraná

fonte:  http://www.radiojiparana.com.br/historia.php



Conheça nossa História

A Rádio Ji-Paraná AM Ltda, Freqüência de 1.130 KHZ. Fundada pela família MORIMOTO, foi inaugurada em 19/03/1983, funcionou na Av. Brasil 705, Em sede alugada de 83 á 86, com potencia inicial de 1.000 Watts, teve sua potencia alterada em 1985 para 5.000 WATTS, mudou-se em 1986, para sua sede própria na Vila Jotão, onde funcionou até final do ano de 2007, repassada então para novos proprietários, mudou se novamente hoje com novo comando, com a mesma alma, funciona agora totalmente informatizada em novas e modernas instalações, Rua Feijó, 2.930 no bairro cafezinho, e o lema da Rádio Ji-Paraná continua sendo...... INDO CADA VEZ MAIS LONGE PARA FICAR MAIS PERTO DE VOCÊ.
Veja algumas fotos

Rádio Cultura de Maringá

Historia Antiga


Em 1950, o Sr. Samuel Silveira, radialista profissional, tendo exercido caros de gerência em varias emissoras, enfrentou a situação e comprou equipamentos STP e um conjunto gerador.

E em 15 de junho de 1951 a RÁDIO CULTURA DE MARINGÁ emitiu seus primeiros sons, levantando o nome de Maringá para uma região fértil e emergente, que prometia grande progresso e um desenvolvimento até então desconhecido neste grande Brasil, Samuel Silveira acreditou que aqui nasceria uma cidade impar mas que até aquela data, era apenas uma promessa ou talvez um sonho.

Como se pode observar, a Cultura nasceu praticamente antes de Maringá como município.

Na época da inauguração ainda era distrito de Mandaguari, não tendo as mínimas condições para uma estação de rádio. Sem energia elétrica, sem telefone, sem estradas, sem infra-estrutura e muita mata, este era o quadro que se apresentava aos valentes e destemidos pioneiros e desbravadores.

Como não existiam transistores, os rádios eram valvulados, encarecia muito e não era qualquer pessoa que podia se dar ao luxo de ter um. Eram necessárias duzentas e oitenta pilhas pequenas para obter a potência de uma pilha grande. Os acumuladores de automóveis também eram usados como bateria de radio. Ouvia-se o volume baixo para economizar pilha. Foi pela falta de energia elétrica na cidade e pela falta de aparelhos que a Cultura instalou auto-falantes ao longo da Avenida Brasil , a cada dois postes, desde a praça José Bonifácio até a praça Rocha Pombo. A rádio funcionava com geradores movidos a oleio e o som era levado até 80Km. Começou a funcionar numa casinha de madeira que media 6 x 6 onde ficavam o estúdio, a discoteca, o escritório,o motor...na Av. Herval,onde se encontravace, ate bem pouco tempo, os escritórios da COPEL. Ali OS discos 78 rotações, os pickups e os equipamentos da época, permitiam a irradiação de um sinal que hoje seriam considerados de baixa qualidade. Mas todas as dificuldades eram estímulo para que Samuel Silveira e os radialistas da época, levassem ao ar uma programação “ao vivo”, pois não existia gravador, até que a Rádio Cultura instalasse um de “arame” ou de “fio”.

O Sr. Francisco Dias Rocamora, foi o técnico responsável pela montagem e manutenção da emissora. Exercia também as funções de locutor de estúdio e locutor esportivo e foi ele quem colocou as primeiras palavras no ar: “Senhores, Senhora, esta é a ZYS-23, Radio Cultura de Maringá, em 1.520 kHz, inaugurando suas atividades”.

A antena da rádio funcionou muitos anos numa área que hoje pertence á Universidade Estadual de Maringá, constituindo a “Casa da Música”. Hoje, a torre esta maguinificamente instalada numa área própria de 8,500m2, na Perimetral Sul.

Em 1953, a Empresa construiu um prédio próprio, que na época era a admiração da cidade;um auditório com 300 poltronas, enorme discoteca e todos seus departamentos,Tornando-se palco de inúmeras reuniões religiosas, políticas, culturais e artísticas...Foi inaugurado no dia 10 de maio de 1954.

A Rádio Cultura comandou a Rede Paranaense de Rádio, num total de quatorze emissoras, localizadas nas principais cidades do Estado do Paraná.

OS PRIMEIROS RADIALISTAS


Não havia radialistas no norte do Paraná. A solução foi transmitir aos “aprendizes” as experiências que Samuel trazia, pois já trabalhava em emissoras de rádio na cidade de Franca – SP, e Salvador – Bahia. Assim iniciaram como locutores o Aloysio Raphael Barros, Dirce Fernandes de Souza, Thomaz Aquino Negreiros, Dirce Righetti, Joaquim Dutra, Olindor Camargo, Orlando João Zenaro Manin, Moacir Savelli, Paulo Lima, Roberto de Mello Meira, José Alfredo Silva Filho, Sergio Andreucetti, José Ambrosio Netto, Jayme Vieira Lopes, Frank Silva, José Pinto Oliveira, Everaldo Rodrigues, Antonio Lazaro do Amaral, Jairo de Oliviera Tomaz, Ivens Lagoano Pacheco, Abel Decreva, seguidos de muitos outros grandes locutores.
Os primeiros operadores de som: Jozé Augusto de Negreiro, Ilda Ramos, Olinda Oliveira, Maria Helena Sabelli, Loreto Agnaldo Bochoski, Nelson Bartolo, Bruno Piovezam, Adilson Andreatta, Aristeu Ferreira Miguel, Anaídes Batista Nogueira.

Hoje


Os escritórios e estúdios da rádio Cultura AM localizam-se hoje no pavimento interno da mesma sede de O DIÁRIO DO NORTE DO PARANÁ, Av. Mauá, 1988, Modernas instalações foram construídas proporcionando um ambiente ágil e agradável para os clientes, amigos e funcionários.

Para comemorar seus 57 anos de fundação e trabalhos sem interrupção, a Rádio Cultura continua acompanhado as evoluções tecnológicas e investimentos no homem e equipamentos. O sistema da rádio AM são informatizados, agilizando a programação e satisfazendo as expectativas do público cada vez mais exigente, pois sempre foi preocupação da Diretoria continuar a ser a melhor Rádio de Maringá e Região. A Cultura sempre foi constantemente em melhorar e crescer, por isso mesmo ela tem obtido sucesso através de tantos anos. Seus diretores são pessoas que se dedicam ao rádio como finalidade principal... e não como trampolim ou escada para outros interesses. A Cultura tem uma folha de serviços prestados e, por isso, a rádio é respeitada em todos os sentidos, seja na demonstração de confiança da comunidade, na administração, na coragem de investir, dando um exemplo para a sociedade em geral, que cria o otimismo e que se constitui um sustentáculo benéfico para toda a sociedade e todos os campos.

A antiga Diretoria de 1950 a 2002(maio) foi exercida por Samuel Silveira, Joaquim Dutra, Carlos Piovezan Filho e Reginaldo Nunes Ferreira.

Atualmente, de 2002(maio) ate hoje, a direção é exercida por Patrícia Rodrigues Vieira da Silva, Josué Tadashi Endo, Michael Vieira Da Silva e Franklin Silva.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Rádios em Português no Mundo

História

As emissoras de rádio são a origem de grande parte dos sistemas públicos de comunicação. Na Europa, estas estações surgiram no período entre-guerras (1918-1939).
De acordo com a Associação das Rádios Públicas do Brasil (Arpub), “as emissoras públicas são aquelas mantidas com recursos de governo (federais, estaduais e municipais), identificadas como educativas, culturais e universitárias”.

Brasil

No Brasil, a primeira emissora pública foi a Rádio MEC. Criada em 1923 como Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a estação foi doada, em 1936, ao Ministério da Educação por Edgard Roquette-Pinto, com a exigência de que sempre mantivesse sua missão educativo-cultural.
Em 1940, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro é estatizada pelo então presidente Getúlio Vargas. Torna-se líder de audiência por conta do direito de veicular anúncios. A Rádio Nacional, primeira emissora a transmitir em onda curtas (1942), cumpriu importante papel de integração nacional ao levar sua programação a grande parte do território brasileiro.
No ano de 2007, a Radiobrás (Empresa Brasileira de Comunicação) e a Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette-Pinto) são extintas, passando suas oito emissoras de rádio para a recém criada EBC (Empresa Brasil de Comunicação).
A Associação das Rádios Públicas representa 47 estações por todo o país, em dados de 2009.

Portugal

A Emissora Nacional de Radiodifusão (ENR) foi fundada em agosto de 1935. Antes disto, transmissões em ondas médias e curtas foram realizadas em caráter experimental.
No ano de 1976, a Emissora Nacional e outras estações nacionalizadas passam a adotar o nome RDP (Radiodifusão Portuguesa). Em 2004, a RDP se fundiu com a Radiotelevisão Portuguesa, criando a Rádio e Televisão de Portugal (RTP).

Angola

A Rádio Nacional de Angola (RNA) é uma empresa pública de radiodifusão que controla cinco canais em Luanda: Canal A; Rádio N´gola Yetu; Rádio Luanda; Rádio 5; e Rádio FM Estéreo. São 62 centros de trabalho integrados à RNA, que produzem programas em português e em 12 línguas nacionais, além do inglês e francês na programação internacional.
A RNA foi oficializada em 1975, ano em que o governo extinguiu a Emissora Oficial de Angola, fundada em 53.
Cabo Verde
Com a independência do país, em 1974, estações locais se unificaram em apenas uma emissora: a Rádio Nacional de Cabo Verde.
A Rádio de Cabo Verde (RCV) pertence à RTC (Radiotelevisão Caboverdiana). A RTC nasceu da fusão, em 1997, das extintas RNCV (Rádio Nacional de Cabo Verde) e a TNCV (Televisão Nacional de Cabo Verde).

Moçambique

A Rádio Moçambique (RM) foi criada em 1975, ano da nacionalização dos órgãos de radiodifusão moçambicanos. Em 1990, é transformada em empresa pública, com autonomia financeira, administrativa e patrimonial. A Rádio Moçambique opera as seguintes emissoras: Antena Nacional, Rádio Cidade, RM Desporto e Maputo Corridor.

Timor Leste

A Rádio Timor Leste (RTL) é uma emissora da Radio-Televisão Timor Leste (RTTL), que também detém a TVTL (Television Timor Leste). A RTL transmite programas na língua portuguesa e em tétum, os dois idiomas oficiais do país.
A RTL iniciou suas transmissões no ano de 2002, após a independência total do país, colônia portuguesa até 1975, posteriormente invadido pela Indonésia. Antes disto, a Organização das Nações Unidas (ONU) mantinha transmissões provisórias.

Outros países

Macau - Na ex-colônia portuguesa Macau, hoje uma Região Administrativa Especial da República Popular da China, foi criada em 1982 a Companhia de Televisão e Radiodifusão de Macau. Seis anos mais tarde, mudou de nome para Teledifusão de Macau (TDM). A Rádio Macau está subordinada a esta empresa.

Inglaterra - Diversas empresas públicas de comunicação mantêm serviços de rádio na língua portuguesa. Em 1938, a BBC passou a transmitir, em ondas curtas, notícias dos acontecimentos pré 2ª Guerra Mundial em português.
Em 14 de março de 1938, o jornalista Manuel Braune, conhecido como "Aimberê” , anunciou: “O Senhor Hitler entrou hoje à noite em Viena, no meio de um entusiasmo formidável. De pé, no seu carro aberto, respondeu repetidamente com saudações nazi às aclamações da multidão”. Esta foi a primeira transmissão de rádio da BBC para o Brasil.

Rússia - A Rádio Moscou iniciou, em junho de 1934, transmissões em português. O objetivo era levar as notícias da então União Soviética aos países da comunidade lusófona. Hoje conhecida como “A Voz da Rússia”, o serviço radiofônico é oferecido em 25 línguas.

China - A Rádio Internacional da China (CRI) criou um Departamento de Língua Portuguesa em abril de 1960. Sua equipe conta com 15 tradutores e apresentadores, além de um correspondente no Rio de Janeiro.

Estados Unidos - O Serviço em português da “Voz da América” para a África foi criado em 1976 e, desde então, mantém transmissão diária de notícias durante duas horas e meia. A equipe conta com correspondentes em Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

ONU - A Organização das Nações Unidas (ONU) administra, direto de sua sede, em Nova Iorque, a Rádio das Nações Unidas. O serviço disponibiliza gratuitamente notícias em português para o Brasil e para a África.

França - A Rádio França Internacional (RFI) nasceu como Rádio Colonial em maio de 1931. Somente em 1975 passa a adotar a sigla RFI. Atualmente, transmite em 19 idiomas, contabilizando 400 horas semanais de programação. Na África lusófona, as transmissões acontecem através de FMs locais, como também em ondas curtas.

Alemanha - A Deutsche Welle (DW), com sede em Bonn, é a empresa internacional de comunicação da Alemanha. As transmissões em português começam em outubro de 1954, com cinco minutos diários. Juntamente com inglês, francês e espanhol, a língua portuguesa faz parte do grupo das primeiras línguas estrangeiras na Deutsche Welle.

Japão - A NHK, empresa pública de comunicação do Japão, inaugurou o serviço em português para a América do Sul em 1938, com o nome de Rádio Tóquio. Após o fim da 2ª Guerra Mundial, a emissora ficou fora do ar, só voltando a transmitir em 1952 com o nome de Rádio Japão.

Canadá - Em novembro de 1946, a Radio Canada International (RCI), criada em 1945, começa a transmitir em português para o Brasil aos domingos. Oito meses depois, a programação passa a ser diária.

Rádios do Paraná - História da CBN

História da CBN


CBN Curitiba
Webmaster - 06/09/2006

A CBN-Curitiba entrou no ar em cinco de maio de 1995 por iniciativa dos empresários Atilano de Oms Sobrinho e Mário Celso Petráglia, da empresa paranaense Inepar. Uma grande dificuldade inicial foi o isolamento da CBN-Curitiba porque, ao contrário de outros Estados, a empresa proprietária não tinha jornal ou tv no mercado local que dessem suporte de conteúdo ou de divulgação para a CBN-CURITIBA. A emissora teve que se consolidar sozinha.

Na época a Inepar tinha apenas uma emissora FM e uma AM em Curitiba. E trazer a programação nacional da CBN foi uma sugestão do jornalista Euclides Oliveira, o primeiro diretor geral da emissora, com José Wille na direção de jornalismo. O primeiro programa foi apresentado pelos jornalistas José Wille e Luiz Geraldo Mazza, que até hoje permanecem na emissora.

A CBN entrou no ar com várias inovações. Transmitia só notícias, opção inexistente em uma emissora AM ou FM em Curitiba. As emissoras faladas eram todas AM naquela época. E se dedicavam apenas aos programas populares e policiais, com coberturas políticas dirigidas, de acordo com os grupos políticos dos proprietários. E as FMs eram todas musicais.

A CBN mudou radicalmente o quadro, tornando-se a primeira FM essencialmente jornalística do Paraná. E trouxe a fórmula ágil que permanece até hoje, adaptada ao público curitibano: Jornalismo imparcial, analítico e sempre a frente.
Inicialmente a CBN transmitia em 550 AM e em 90.1 FM. E foi a primeira emissora do Paraná com áudio na internet a partir de 1996.

O primeiro portal de rádio, com jornalismo atualizado e podcast, foi criado em 2003, armazenando e disponibilizando todos os debates, entrevistas e comentários de forma permanente. Simultaneamente a CBN lançou em 1995 a opção de um canal de áudio na NET Curitiba, na TV a cabo, sendo também a primeira a criar esta opção no Paraná.
A adaptação da emissora para receber uma nova opção de rádio começou quase dois anos antes, em 1993, com a indicação de Eli Thomas de Aquino para a direção. Houve um grande investimento do grupo Inepar na compra de novos transmissores e uma nova antena, que na época fizeram da CBN a FM mais potente do Paraná, com 110 mil watts. Foi a primeira emissora do Paraná exclusivamente jornalística e isenta, com 24 horas de notícias e sete horas de programação local.

Em 1999 a então Rádio 550 AM que também retransmitia a CBN foi vendida e a CBN ficou só em FM. Foi uma fase de grandes dificuldades até 2004, quando o empresário Joel Malucelli comprou a Rádio CBN e deu novo impulso à emissora. E trouxe para o mesmo prédio da emissora a Rádio Globo 670 am, a antiga rádio Cidade, que foi lançada com a programação do Sistema Globo de Rádio em Curitiba em setembro de 2003.

A CBN-CURITIBA pagou o preço do pioneirismo e enfrentou dificuldades iniciais no mercado, até provar a força do radiojornalismo. Mas a partir de 2004, com o grupo J. Malucelli, entrou em uma fase de recuperação e modernização acelerada. E hoje é a mais importante rádio do Paraná, com a audiência em constante crescimento.

RÁDIO GLOBO 670 AM
A Rádio Globo AM 670 já lidera a audiência em AM no horário da manhã, com o programa do Padre Marcelo Rossi. E mantém o crescimento constante de audiência na faixa popular.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Rádio Clube Pontagrossense

UM POUCO DE NÓS
Quadro de Nadir Albach


A Rádio Clube Pontagrossense foi autorizada a funcionar pela Portaria 454 de 15 de setembro de 1.939, mas a inauguração oficial ocorreu no dia 21 de janeiro de 1.940, junto ao estúdio e transmissor, instalados na Avenida Ernesto Vilela(foto) 96, sob o prefixo de PRJ-2 , Rádio Clube Pontagrossense, 1.250 Kilociclos , Ondas Médias de 240 metros e potência de 250 Watts
Fruto do pioneirismo dos empresários Abílio Holzman e Manoel Machuca, a Clube foi o berço de outras emissoras de rádio espalhadas pelo Paraná e Santa Catarina, denominada a Capitânea da Rede Paranaense de Emissoras, sendo elas: Rádio Difusora de Paranaguá; Rádio União, de União da Vitória; Rádio Rio Negro SC ; Rádio Irati, Rádio Difusora do Paraná, Londrina; Rádio Cultura do Parana, Curitiba; Rádio Legendária da Lapa; Rádio Canoinhas,SC; e Rádio Central do Paraná, de Ponta Grossa.

Com o tempo, a rede foi desfeita, restando a Rádio Clube Pontagrossense, hoje a mais antiga do Paraná em atividade, instalada na Rua XV de Novembro, 344, centro de Ponta Grossa.
O passado, a luta dos que empunharam os nossos microfones estão conservados em nossa memória, pois eles fizeram parte de uma história rica no campo das comunicações.

O desafio de hoje é a modernização, que se dá a passos largos, dentro de um novo conceito, mas com o mesmo espírito empreendedor.

Totalmente informatizada, a Clube está conectada à rede mundial de computadores, mantendo um site na internet www.prj2.com.br com áudio de qualidade e levando o cotidiano da cidade a todos os cantos do mundo.

Seu quadro de profissionais é o mais experiente do rádio local, todos já inseridos no hábito dos princesinos que sintonizam a emissora.


terça-feira, 26 de outubro de 2010

TV Brasileira

A TV BRASILEIRA
desde 1950...

Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso, reacionário ou malfeito é apenas popular, demasiadamente popular. A televisão foi implantada no Brasil em 1950, mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. No início da década de 60, no interior do país, então predominantemente rural, apenas os mais ricos possuíam um televisor.

Nas salas de visita, os enormes aparelhos ocupavam lugar de honra, ao lado da vitrola, e vizinhos e parentes menos favorecidos eram convidados a compartilhar parte da programação noturna com o vaidoso dono de uma TV.

As salas de visita eram arranjadas como pequenos cinemas domésticos da classe média (algumas cidades interioranas, nos anos 60, tinham um ou até dois cinemas, que em breve iriam fechar as portas). E, nas salas provincianas, seguindo o sistema colonial, as empregadas costumavam sentar ao fundo, em cadeiras ou bancos, enquanto os patrões e seus convidados se ajeitavam para assistir aos programas em poltronas de plástico (o plástico se espalhara como moda no Brasil, e houve até casos de famílias que trocaram todo o seu mobiliário tradicional por peças plastificadas).

Nesse tempo, os pobres dormiam cedo, depois de ouvirem o rádio. E nos domingos se arrumavam com esmero para o passeio na praça e a missa, para eles os principais programas de fim-de-semana no país de estrondosa maioria católica.

Em 1970, quando se fez a primeira transmissão de TV em cores no Brasil (Copa do Mundo do México, com o Brasil Tricampeão), pela EMBRATEL, em caráter experimental e fechado, para um público seleto, iniciando uma nova divisão social entre os que podiam trocar seu velho aparelho pelo colorido e os que tiveram que manter a relíquia em preto-e-branco. Já ia então à larga o “milagre brasileiro’’, e os jogos da Copa do Mundo no México, primeiro programa a ser exibido em cores no Brasil, foram também o primeiro congraçamento patriótico da raça feito pela TV.

Em 19 de Fevereiro de 1972, foi realizada a primeira transmissão pública de TV em cores, com programação produzida no Brasil, a Festa da Uva, em Caxias do Sul - RS.

TV PARANAENSE, por Wasyl Stuparik

Paulo Branco, lendo e relendo vários escritos sobre a história da televisão no Paraná, de diversos autores, encontro alguns erros graves.

Renato Mazaneck nos fala do início da televisão com o canal 7. Não foi, foi o canal 5 em caráter experiemental, no edifício Mariza, nº 93, da Rua Senador Alencar Guimarãoes, entre Emiliano Perneta e Praça Osório. O estúdio e técnica, ficavam juntos, no primeiro andar e, quando foi inaugurado, o som era transmitido pela Rádio Curitibana - também do Nagibe Chede - que ficava no 5º andar, do mesmo edifício.

No quinto andar tínhamos, de um lado a Rádio Emissora Paranaense e do outro, a Rádio Curitibana. O técnico das Rádios, Oto Lening, lançou pela janela 5 (cinco) cabos childados - cabos de microfone - sendo 4 cabos para microfones e 1 cabo para o áudio do projetor. Aí, eu tive que pular a janela do primeiro andar, na marquise do edifício, para correr os cabos pela marquise e subir poucos metros, até a janela do primeiro andar.

Também o primeiro operador de som da Rádio Curitibana, que operou o áudio na noite da inauguração, foi Alcemino França Junior - Al França - . Na sala de operação de audio da rádio existiam 2 mesas de som. Uma que operava normalmente e outra que ficava de reserva para emergências. Refinamentos de um técnico zeloso, como o Oto. Do lado esquerdo da mesa de som, foi colocado um televisor por onde o Al França, acompanhava o desenvolvimento do programa que acontecia no primeiro andar. A imagem era transmitida pelo canal 5 e o som pela Rádio Curitibana.

Quem operou a primeira câmera de vídeo foi o Zomboni, técnico auxiliar do Oto nas emissoras de rádio e o projetor de cinema, o também operador de som da Emissora Paranaense, Enio Rosa, que mais tarde tornou-se o primeiro operador de tele-cine do canal 12.

Também esqueceram que eu, na época com 12 anos de idade, foi quem instalou a primeira antena de recepção de televisão, acima do estúdio de ondas curtas da rádio e estúdio utilizado por Oto Lening para gravação de acetatos. Não por conhecimentos técnicos, mas por pura necessidade.

O Oto Lening, técnico que instalou os primeiros equipamentos de vídeo trazidos por Nagibe Chede, devia pesar uns 160 quilos. Muito gordo não podia subir no telhado do prédio, então recorreu a mim, para que fizesse o furo, chumbasse o cano, apertasse a antena - espinho de peixe de 12 elementos - e ligasse os fios. Todos sabem hoje, que é uma operação bastante simples. Qualquer pessoa instala uma antena de recepção de televisão. Mas, na época, era novidade. Assim, como aprendiz de operador de som, passei para a história por ter instalado a primeira antena de televisão de recepção, no Paraná.

Outros nomes que foram esquecidos, como Lalo, irmão do Lápis, que ao piano acompanhava os calouros no programa apresentado por Moraes Fernandes, famoso na época por seu programa na Rádio Emissora Paranaense "Rádio Baile Z9". Seu "bordão" mais famoso: "Quem dança, dança. Quem não dança, segura a criança", animava as noites de sábado do curitibano, até as quatro da madrugada.

Os dois grandes nomes, que pela primeira vez apareceram na tela do canal 5, foram Elon Garcia e Tonia Maria, irmã do Juca, operador da Emissora Paranaense e que, com Elon, faziam grande sucesso na programação vespertina do rádio.

Outros grandes profissionais complementavam a programação. Alcides Vasoncelos e Fritz Basfeld, no jornalismo. Maurício Fruet, no esporte. O primeiro teleteatro, já como canal 12, no edifício Tijucas, foi o seriado "Em Cada Vida Uma Canção", escrito por Ulderico Amêndola e dirigido por Witemberg, aos domingos, na hora do almoço. Um grande sucesso.

Outro grande nome, que recordo com muito carinho é o de Zeno José Otto, que desenhava os GT's institucionais da televisão e os comerciais. Quando eu não tinha nada o que fazer, pela manhã, ia até a sala do Zeno, no final do corredor do andar térreo do Edifício Mariza, e para não encher a paciência, o Zeno mandava que eu preenchesse as letras dos desenhos com tinta "guache". Eu ficava muito feliz, pois me sentia participante do processo produtivo da televisão.

Mas a história é muito longa e não tenho nenhuma pretensão de escrever um livro. Relato os fatos como os ví, olhos curiosos de menino, interessado em exercer a função de operador de som da rádio, que era a minha grande aspiração. Como eu morava no primeiro andar do edifício Mariza, e aprendia com os operadores das emissoras do doutor Nagibe Chede, vivia alí 24 horas por dia. Muito vi e aprendi com aqueles grandes profissionais de rádio e da televisão do Paraná.

Um abraço, Wasyl Stuparyk, depois Lincoln Junior, batizado por Wilson Brustolim na Rádio Emissora Paranaense e mais tarde, Basílio Junior, por Luiz Frederico, na Rádio Guairacá. Era muito comum usar-se pseudônimos no Rádio.

O Rádio do Paraná

O Paraná sempre foi celeiro de todas as artes e através de seus homens e suas mulheres sempre se projetou no cenário artístico nacional.

E agora estamos comemorando o cinquentenário da chegada da primeira estação de Televisão ao nosso Estado trazida que foi pelo pioneiro Nagib Chede.

E para contar um pouco da história da TV no Paraná eu solicitei a colaboração de Wasyl Stuparik, que desde menino acompanha a trajetória desse formidável veículo de comunicação em nosso Estado.

Confesso que eu não tenho autoridade para falar da TV, pois cheguei a Curitiba em Abril de 1964 e minha atuação foi totalmente voltada para o rádio.

Mudando de assunto, (para continuar no mesmo), estou divulgando pequenos históricos sobre o rádio no interior do Paraná onde sempre tivemos grandes comunicadores e igualmente grandes programações.

Quando trabalhei na Secretaria de Comunicação do Governo Estadual, quebrei um tabú que havia na época: anunciar só nas maiores rádios, das maiores cidades.

Consegui fazer com que as administrações se voltassem para as pequenas cidades, como entre outros, o argumento de que a emissora local é quem anuncia o nascimento, o casamento, a formatura, o falecimento, o ocorrido na comunidade. Por isso deveria ser programada pelo governo e não só as grandes cidades terem o privilégio, na intenção de que as pequenas eram ouvidas em toda a região. Até pode ser correto pensar assim, não é?

Quando visitei a maioria das emissoras paranaenses, como precursor de imprensa na campanha do hoje senador Álvaro Dias para governador do Estado, constatei que a realidade era outra, tanto que o programa (3m.) "Bom Dia Governador", que coordenei no governo Alvaro, contava com quase 200 emissoras retransmitindo, o mesmo acontecendo com "A palavra franca de Roberto Requião", em seu primeiro mandato.

Sou oriundo do rádio interiorano, e se cheguei às grandes emissoras do RS/PR, foi a partir dele.

Na próxima postagem falaremos da rádio Clube Pontagrossense. Inté

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Rádio Colméia de Cascavel

Rádio Colméia de Cascavel 650 Khz


Atividade(s): Rádio - Emissoras e Retransmissoras

Informações

Contato

R Mato Grosso, 2229
Centro - Cascavel - PR
Tel: (45) 3220-1717 | 3220-1700 | 3220-1716

domingo, 24 de outubro de 2010

História da Rádio Paiquerê de Londrina

A Rádio Paiquerê, com o prefixo ZYS-57, entrou no ar em caráter experimental em janeiro de 1957, mas só foi inaugurada no dia 9 de fevereiro. Foi a terceira emissora de rádio a surgir na cidade que contava com a Rádio Londrina e a Difusora Paraná. A concessão da Rádio Paiquerê foi dada ao empresário Pedro de Alcântara Worms, vencedor da concorrência aberta pelo Conselho Nacional de Telecomunicações. Pedro Worms e Samuel Silveira eram donos de outras emissoras na região e formaram a Rede Paranaense de Rádio, a qual a Paiquerê passou a ser filiada. Como uma programação diferente, voltada para a informação, a Paiquerê nasceu forte.

No final da década de 60, uma lei do Governo Federal pôs fim às redes de rádio e as emissoras da Rede Paranaense começaram a ser vendidas. Com isso, a Rádio Paiquerê se tornou propriedade de um grupo de empresários da cidade, liderado por Orlando Mayrink Góes e composto por mais dez sócios: Daniel Gonçalves, João Nicolau, Lucídio de Held, Olavo Garcia Ferreira, Lizandro Ferreira Araújo, Heber Soares Vargas, Milton Tavares da Silva, Camel Nassif, Nassib Jabur e Victor Pimenta Cunha. O objetivo do grupo era político, fortalecer a campanha de Dalton Paranaguá para prefeito.

Em 1970 a Paiquerê foi passada para outro grupo político. Este era comandado por Álvaro Dias e contava com João Conceição, Osvaldo Macedo, Romeu Curi, Délio César, Antenor Aparecido Próspero e Nello Lainetti.

Em 1971, nas mãos de políticos, a Rádio Paiquerê se enchia de irregularidades e estava próxima de ter sua concessão(que ainda continua nos nomes de Pedro Worms e Samuel Silveira) cassada. A saída dos proprietários foi entregar a emissora para a administração da empresa Elo Publicidade, de três profissionais de rádio: João Correia Filho, Ricardo Spinosa e João Baptista Faria (o J.B.).

O negócio deu certo. No ano seguinte, o grupo da Elo adquiriu 50% das cotas da rádio e três anos depois totalizou os 100%. Em 1976, João Correia Filho desligou-se da sociedade e a Rádio Paiquerê ficou com Ricardo Spinosa e João Baptista Faria. Em 1999, a sociedade dos dois também foi desfeita. As cotas de Ricardo Spinosa foram transferidas para João Batista Faria que se tornou o único dono da Paiquerê.

A Rádio Paiquerê tem sua sede própria desde 1979: na Avenida Higienópolis, 2100. Com uma programação de grande credibilidade - que há anos lhe dá a liderança absoluta em Londrina e na região - e as grandes coberturas jornalísticas/esportivas, a Paiquerê é a rádio do Paraná que o Brasil inteiro conhece.

Bom Domingo

DE VOLTA AO PASSADO


Ubiratan Lustosa

Vez ou outra eu me dou ao luxo de ficar matutando sobre o tempo que passou.
Voos longos de volta ao passado nas asas mágicas da saudade. Vou revivendo as cenas que adornaram minha infância e ficaram para sempre na lembrança. Caminho pela minha Curitiba mais de setenta anos atrás.

Hoje, não sei porquê, lembrei dos dias distantes dos fogões à lenha.

Puxa vida, nos tempos do fogão à lenha a vida era bem mais difícil para as donas de casa. Pra todo mundo.
De início, acender o fogo, quando a lenha não era muito boa ou estava úmida, representava um sacrifício danado. Era preciso ficar soprando a brasa até o fogo se firmar. Ao soprar, caiam cinzas pelo chão e a cozinha era invadida pela fumaceira que deixava ardidos os olhos da gente.

Mas havia outros problemas pra gente enfrentar com os fogões à lenha. Aquele picumã que grudava na chaminé, com o tempo se avolumava e pegava fogo. A gente tinha que jogar água lá de cima, dentro da chaminé, para apagar as labaredas. As famílias mais ricas chamavam o limpador de chaminé para fazer o serviço. Aliás, essa é uma profissão extinta, pelo menos nos grandes centros.

Eu já estava esquecendo de citar mais uma desvantagem desse fogão: quando o carroceiro descarregava a lenha em frente de casa, a gente tinha que recolher e cortar em achas pequenas para facilitar na hora de acender o fogo. Esse, em geral, era serviço dos mais jovens. Cansei de fazer isso quando era piá. Bracatinga era a madeira preferida.

Havia, porém, algumas vantagens no uso do fogão à lenha. A comida, na verdade, ficava muito boa. Parece que tinha mais sabor que a de agora que é feita em fogão a gás ou forno de microondas.

O fogão à lenha, além da comida gostosa, tinha outros pontos a seu favor. No inverno, que já foi bem mais rigoroso em Curitiba, o fogão aquecia a casa. Nos lares mais simples ele fazia o papel da lareira das mansões de outrora.

Muitos usavam o fogão à lenha para secar roupas em cima da chapa, secar casca de laranja com a qual se fazia chá e até para secar linguiça quando a mesma era feita em casa. Sim, havia também os bolos, macios e deliciosos, feitos no forno, com muitos ovos colhidos no galinheiro do quintal.

Ah, como tudo mudou.

A gente tem tanto conforto hoje em dia que nem lembra dessas coisas do passado. Muita gente nem sabe que se usava fogão à lenha nas residências e muito menos que limpador de chaminé já foi uma profissão.



(Do site www.ulustosa.com)

sábado, 23 de outubro de 2010

Pelé completa 70 anos sem festa e com discrição

23 de Outubro de 2010 - 10:29
Pelé completa 70 anos sem festa e com discrição Em 1970, Pelé liderou o Brasil na conquista do tricampeonato mundial, no México, e se consagrou definitivamente como o maior jogador de todos os tempos (R7.com) Clique para ampliar a imagem
O Rei do Futebol fugiu de entrevistas e não disse se estará em Santos para homenagem

Este sábado (23) é um dia de festa para o esporte mundial: Pelé, o maior jogador de todos os tempos, o Atleta do Século, o Rei do Futebol, completa 70 anos.

Leia: ex companheiros definem quem é pelé

O protagonista da festa, no entanto, preferiu se esconder das homenagens: Pelé passou os últimos dias sem aparecer, disse que não daria entrevistas exclusivas e nem confirmou presença no jogo de seu clube de coração, o Santos, que enfrenta no domingo (24) o Grêmio Prudente.

Nesse dia, o Peixe fará várias homenagens a seu mais ilustre jogador e sócio, e dará a Neymar, seu maior ídolo hoje, a camisa 70, em referência à nova idade do Rei.

Rivelino: "Pelé seria ainda maior se fosse europeu"

A comemoração discreta de Pelé contrasta com os números hiperbólicos que o envolvem: foram 1.283 gols, que o tornam o maior artilheiro do futebol reconhecidos pela Fifa; três títulos mundiais; 14 gols em Copas do Mundo; 11 vezes goleador do Campeonato Paulista, sendo nove em seguida; 58 gols marcados numa só edição do mesmo Paulistão, em 1958; e mais centenas de recordes e feitos.

Zagallo: "Pelé era um garoto bacana"

Há 33 anos sem disputar uma partida como profissional, e 20 anos depois de seu último jogo, Pelé ainda é uma das pessoas mais conhecidas do mundo. Uma busca por seu nome no Google gera 10,5 milhões de resultados; seu perfil na Wikipedia está disponível em 69 línguas diferentes, do universal inglês ao yorubá; centenas de comunidades no Orkut são dedicadas a ele, a maior dela com mais de 100 mil membros.

Nada mal para um menino pobre, nascido em Três Corações (MG), filho de uma dona de casa e um jogador de futebol de pouco sucesso, que vivia lutando contra contusões.

A história é mais do que conhecida: a família se mudou para Bauru, onde Pelé deu os primeiros chutes "oficiais" com a camisa do Baquinho, como era conhecido o time de garotos do Bauru Atlético Clube. Um dia foi descoberto pelo ex-jogador Valdemar de Brito, que o levou a Santos, no meio da década de 1950.

Precoce, Pelé estreou entre os profissionais do Santos aos 15 anos, aos 16 fez sua primeira partida pela seleção brasileira e aos 17 foi campeão do mundo e consagrado como o maior jogador de futebol sobre a Terra. Levou multidões aos campos, parou uma guerra na África, "expulsou" um juiz que lhe havia tirado de campo - a torcida, na Colômbia, mandou o árbitro embora e foi buscá-lo no vestiário.

Hoje, aos 70 anos, a figura de Pelé ainda desperta um fascínio impressionante. E a nós, do R7, só resta dizer ao Rei: feliz aniversário e muito obrigado!

A Voz Nativa da Terra dos Pinheirais

Meu amigo e companheiro de tantas jornadas, Paulo Branco;

Lí a materia sobre a Rádio Guairacá, A Voz Nativa da Terra dos Pinheirais, do Célio e fiquei emocionado e surpreso.

Emocionado por lembrar de nomes de grandes companheiros que construiram a história do Rádio do Paraná, com verdadeiro profissionalismo;

Surpreso, por ver tantos nomes incluidos no texto que jamais fizeram parte do elenco da Rádio Guairacá;

Tambem a critica a Jamur Junior - ou melhor, ao seu livro - mas que não cometeu a mesma gafe. Não misturou as estações.

E o Célio - desculpe-me Célio, mas eu também não lembro de você como locutor da Guairacá. Provavelmente lá trabalhamos em épocas diferentes - a exemplo de Renato Mazanek, também esqueceu o trabalho dos filhos de zeladoras - provavelmente pela pouca importância das simples zeladoras - Divanil, operadora de som da mais alta qualidade e do Basílio Junior (Wasyl Stuparyk), também operador.

E um dos nomes mais importantes do Rádio do Paraná, o Pontagrossense LUIZ FREDERICO DAITSCHMANN, apresentador do Guairacá as Suas Ordens (18:00 horas) e o Hora da Saudade (21:00 horas).

Faltaram outros, como os irmãos estudantes de medicina, Luiz Carlos e Carlos Luiz. O primeiro um "bom vivant", alegre e estrovertido, mas grande profissional. O segundo, mais comedido, estudante sério e compenetrado, mas uma grande voz e de um profissionalismo impar.

Também não vi o nome de Norberto Trevisan, estudante de direito e excelente reporter esportivo.

Bem, ele óbviamente não deve ter lembrado de todos os nomes, o que é natural, devido ao tempo, como eu também no momento não lembro de todos, infelizmente. Mas acrescentar nomes que nunca fizeram parte do elenco da Guairacá, e não somente por ele, mas por muitos que participaram, fica extranho.

Não sou advogado do Jamur Junior, mas se ele esqueceu de alguns nomes, os demais também esqueceram e eu também estou esquecendo.

Dizer que fizeram Rádio "com muito amor" é uma verdade, no entanto, grandes nomes participaram do Rádio como profissionais. Todos sabemos que muitos dos grandes locutores, iniciaram no Rádio do Paraná para ganhar dinheiro. Para complementar - quando ganhavam - as mesadas de estudantes. Outros, para pagar a sua sobrevivência enquanto concluiam seus estudos. Mas isso não desmereceu o trabalho deles. Eram profissionais da mais alta qualidade enquanto trabalharam no Rádio. Eu mesmo, devo minha formação profissional e pessoal graças a influências de grandes seres humanos com quem convivi no Rádio, como Euclides Cardoso, Gerson Paes, J.J. de Arruda Neto - que também não foi lembrado - Nho Belarmino e Nhá Gabriela, Paulo Branco e outros tantos. Garoto, espelhei-me muito na conduta de grandes profissionais e seres humanos.

Também existia muita "tralha" trabalhando nas Rádios, cujos nomes até aparecem entre os lembrados mas que prefiro não citar, nem os nomes, nem seus feitos.

Mas, definitivamente, vejo muitos nomes que foram grandes radialistas em outros prefixos, nomes de grande expressão e respeito, como a B2, a ZYZ 9 e outros, e que nunca trabalharam na Guairacá.

Foi um tempo muito bom, todos eramos jovens e o Rádio era ético, eclético e quem verdadeiramente ditava as normas de qualidade, era o ouvinte.
Não tinhamos institutos medindo a audiência. Mas quando se passava pela antiga Marechal Deodoro e ouviamos ecoar a programação, sabíamos quem estava liderando a audiência. Era motivo para comemorar ou servia de alerta.

Foi um Rádio de grandes realizações, muita criatividade e de grandes profissionais e principalmente, de grandes seres humanos.

Um abraço,

Basílio Junior (Wasyl Stuparyk)


Vasyl,só me cabe agradecer sua imensa colaboração ao nosso modesto blog,que está sempre aberto a quem quizer comentar sobre os fatos relativos ao rádio paranaense.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Lembranças da Guariacá

A Voz Nativa da Terra dos Pinheirais

Uma vez por mês, preferencialmente na última quinta-feira, um grupo de senhores de certa idade reúne-se em torno de uma mesa de restaurante em Curitiba. São professores, advogados, publicitários, médicos, empresários e ex-funcionários públicos que têm algo em comum: fizeram parte do elenco da Rádio Guairacá de Curitiba e ajudaram a escrever a história do rádio paranaense, nos áureos tempos das ondas médias, quando o rádio tinha corpo, alma e conteúdo; era feito ao vivo; locutor sabia falar e tinha voz de locutor; operador de som era um técnico e não se limitava a manusear botões; e o rádio era o grande veículo de comunicação e distração nacional. São os remanescentes da gloriosa ZYM-5, "A Voz Nativa da Terra dos Pinheirais". Dos "sobreviventes", costumam responder presente (pela ordem de importância): Elon Garcia, Sérgio Luiz (Picheto), Euclides Cardoso, Renato Mazânek, Ito Fabrício de Mello, Álvaro D'Tullio, Otto Weismeyer, Josué Pinheiro, Alceu Gineste, Luís Renato Ribas, Manoel Afonso, Luís Ernesto, Gilberto Fontoura e o ex-locutor que vos fala.

O encontro normalmente começa com um preito de saudade àqueles que já se foram, como Aluízio Finzetto, Ivan Curi, Wanderley Dias, Acari Juruá, Benevides Prado, Humberto Lavalle, Edumar Pires, Júlio Xavier Viana, Maria Helena, Lourival Portela Natel, Abílio Ribeiro, Colombino Grassano, Alcindo Palhares, Aníbal Coderini, Afonso Riesemberg, Colmar Rocha Braga, Gedeon de Souza, Janguito do Rosário, Nhô Belarmino e Nhá Gabriela, Martins Rebelatto, Remy Dullius, Enoli Brígida, Romualdo Ousaluk, Orlando Alberti, Werner Riecks, Medeiros Filho, Bráulio Prado, Paulo César (Etevaldo Cunha Santiago), Gilberto Cadamuro, Israel Correia, Manoel Muzillo, Caiuby Muniz, Enéas Faria, entre outros. Depois, lamenta-se a ausência dos que não puderam vir (ou não foram localizados), como Jair Brito, Ália Haddad, Ayrton Marino, Archimedes Macedo, João Féder, Túlio Vargas, Norberto Castilho, Mansur Teófilo, Zé Pequeno, Cândido Gomes Chagas, Mauro Edson, Dilson Sallas, Itané Leão, Aloar Ribeiro, Evanira dos Santos, Kit Abdala, Boleslau Sliviany, Yara Dinah, Adelson Alves, Darcy Costa, Gerson Paes, Hugo Luciano, Luiz Carlos Rosa, João Isidoro, Maria Aparecida, Denísio Belotti, Osmar Hagmeyer, Pier Nota, Pedro Boralli, Carneiro Neto, Rafael Iatauro...

A pauta da conversa é variada, com destaque para os grandes feitos da "Taba M-5" e as mancadas históricas diante do microfone. Outra obrigação à mesa é falar mal de antigos colegas, presentes ou ausentes (preferencialmente dos ausentes, porque, segundo Ariano Suassuna, falar mal de alguém na frente dele é sempre constrangedor, para as duas partes).

Prólogo

Na última reunião do grupo, o assunto inicial foi o recém- lançado livro Sintonia Fina -Histórias do Rádio, de Jamur Júnior, no qual o autor, com o propósito de contar a história do rádio paranaense, marca mais a própria presença no dito, como, aliás, já fizera com o anterior, sobre a TV.

- O Jamur tem ressentimento da Guairacá, diagnosticou um dos presentes. Ele quis trabalhar lá, nos anos de ouro, mas não conseguiu. O Curi até pensou na hipótese, mas isso só ocorreu quando a emissora já amargava fase de decadência, um pouco antes de virar Iguaçu.

Aí o diálogo pegou fogo:

- Não é bem isso. Na verdade, o Jamur foi uma figura importante na história da televisão, mas no rádio dos anos dourados teve uma presença apenas periférica.

- Ele teve algum destaque na Rádio Cultura, de Abílio Holzmann, que também ficava na Rua Barão do Rio Branco. Diz que atuou na Colombo e na Ouro Verde, mas não há lembrança disso. Na Independência, também foi só muito tempo depois.

- Sobre a Guairacá, creio, ele andou perguntando apenas ao Féder e ao Gilberto Fontoura. (Nota do redator: Gilberto não se achava presente naquela noite.) E o Gilberto era então apenas uma criança, que atuava no "Clube Mirim", do Finzetto, e depois passou a ajudar o pessoal do esporte.

- É, mas o Jamur gosta dele. Nós também gostamos, mas ele não é a única fonte disponível.

- O valor do livro do Jamur é inegável, como também é inegável que muita gente importante na trajetória do rádio no Paraná foi esquecida, não se sabe se propositadamente ou não.

- Realmente, deixar de citar pessoas como Nilda Ferreira, Dulce Soares, Camilo Jorge Grabski, Zé Pequeno, Remy Dullius, J.J. Puppia, Eolo de Oliveira, Gedeon de Souza, Hugo Luciano, Ivo Garcia, Edmond Fatuch, Ália Hadad, Antônio Carlos Rocha, Adelson Alves, Antero da Silveira, Edson Luiz Militão, Mauro Edson, Moacyr Pereira, Luiz Renato Ribas, Luiz Augusto Xavier, Milton Müller, Mano Bastos, Olegário Mariano, Kolbert Elias, Pedro Sartorelli, Roberto Souza, Luiz Menzel, Alceu Gineste, Renê Barwinski, Luiz Rodrigues, Álvaro D'Tullio, Rogério Camargo, Victo Johnson, Victor Miroslau, Reinaldo Camargo, Sil Viany, Camargo Amorim, Sansores França, Adilson Machado, Ismael Lago, Paulo Branco, Hélios Chasko, Francisco Rocamora, Harley Santos, Jair Souza Dias, Alceu Schuab e tantos outros, é não conhecer a história do rádio do Paraná.

- Pior do que isso, nomes de importância indiscutível, com os quais ele conviveu na televisão, como Romualdo Ousaluk, Flávio Menghini, Mário Bittencourt, Fritz Bassfeld, Tônio Luna, Carlos Marassi...

- E o Renatinho Mazânek, aqui presente, que conhece como poucos a história do rádio paranaense, participou dela diretamente e foi quem levou o Jamur para a televisão, nos primeiros tempos do Canal 12?!

- Mais destaque e importância deveriam ter merecido, também, José Wanderley Dias, Aluízio Finzetto, Irene Moraes, Sérgio Luiz, Euclides Cardoso, Tônia Maria, Souza Moreno, Mário Vendramel, Azor Silva, Ivo Ferro, Belarmino e Gabriela, Hamilton Corrêa, Antenor Santos...

Aí sobrou para mim:

- E você, Célio, que, além de haver atuado como locutor e apresentador nas rádios Santa Felicidade, Guairacá, Colombo, Ouro Verde, Cruzeiro do Sul e Independência, assinou importantes colunas sobre rádio nos jornais A Tarde, O Dia e Última Hora?...

Fui obrigado a responder:

- É, mas como colunistas também deixaram de ser citados e consultados Luiz Renato Ribas, do Diário do Paraná; Marcus Aurélio de Castro, do Correio do Paraná, e Zeno Otto, da Tribuna do Paraná.

O Jamur certamente não precisou da nossa ajuda. Depois, Célio Guimarães hoje têm três: o original, aqui presente, e dois como pseudônimos, um na Rádio Globo, de São Paulo, e outro na Difusora FM, da Lapa.

Passado o momento inicial de lamento e indignação, retornou-se a rotina e voltou-se a tratar do que é mais caro para os comensais: o culto à memória da velha "Voz Nativa da Terra dos Pinheirais".

"Esta terra tem dono!"

A Rádio Sociedade Guairacá Ltda., ZYM-5 - a terceira emissora de Curitiba (depois da Clube Paranaense, de 1924; e da Marumby, de 1946, embora esta tivesse os estúdios e transmissores em Campo Largo) e a quarta do Paraná (em 1940, fora inaugurada a Clube Pontagrossense) - iniciou suas atividades em 19 de outubro de 1947. A concessão fora outorgada um ano antes, em 24 de dezembro de 1946, a um grupo de empresários e políticos, liderado pelo então governador do Estado, Moyses Lupion (os demais eram João Brasílio Ribas, Murilo Lupion de Quadros, Aluízio Finzetto, Honorato Lupion Pereira e, posteriormente, Pedro Máximo Lupion).

Com transmissores no bairro do Guabirutuba e torre no Corte Branco (hoje, Atuba), os estúdios e a administração da emissora já ocupavam todo o andar superior do amplo sobrado da Rua Barão do Rio Branco n.º 167, esquina com a José Loureiro, sobre as Lojas Hermes Macedo. No topo da escadaria de acesso, no salão da recepção, tinha destaque a imagem-símbolo da "Voz Nativa da Terra dos Pinheirais": o cacique Guairacá, com o seu bastão, que se tornara célebre no episódio em que expulsou os invasores do território paranaense com uma sonora pancada no chão e a histórica frase "Esta terra tem dono!".

Escola de rádio

– Desde o início, a Guairacá foi uma escola! - recorda o jornalista Cândido Gomes Chagas, que iniciou ali a sua carreira, então como repórter esportivo, completando: "Mas além de radialistas, ali se formaram grandes amizades. A equipe era composta de jovens, estudantes em sua maioria, que faziam rádio por amor, sem grande preocupação com o profissionalismo".

O fato é que, com seus 10kW de potência (uma fábula para a época), a nova emissora já nasceu grande. Com uma programação eclética e "cast" próprio - que incluía locutores, apresentadores, noticiaristas, técnicos de som, produtores, equipe de esportes, atores e atrizes, cantores, humoristas e até uma orquestra completa, regida pelo maestro Bento Mossurunga -, "A Voz Nativa da Terra dos Pinheirais" mandava ao ar, pelos 560kc, música, notícia e diversão, em programas de estúdio (eram três) e de auditório, novelas, reportagens e jornadas esportivas. Uma de suas principais estrelas era a dupla caipira Nhô Belarmino e Nhá Gabriela, que fazia a festa aos domingos em "A Feira da Alegria":

"O boa noite das Casas Lorusso / O nosso boa noite

também / Muitas felicidades / E que o anjos digam amém".

Outra figura marcante, na época, foi José Wanderley Dias, então um jovem estudante de direito. Ele escrevia programas, criava vocabulário e colecionava sucessos. Um deles foi a série "Os Troncos dos Pinheirais", em 1953, em comemoração ao centenário do Paraná, com a radiofonização semanal da vida de algumas das mais representativas figuras do Estado.

"Cem anos de imortais, perenes glórias,

Guardados na mais linda das histórias,

Cem anos como iguais, ouvi, não há:

Centenário e glorioso Paraná!".

A narração era de Aluízio Finzetto, com a participação do "Cast Correia Jr": Edumar Pires, Ivan Curi, Acari Juruá, Júlio Xavier Viana, Maria Helena, Esli Iara, Benevides Prado, Rocha Braga, Enoli Brígida, Celso Veras, Diva Muniz e Afonso Riesemberg.

Do alto da Magirus

A liderança nas transmissões esportivas era indiscutível. Nem que, para isso, fossem necessárias algumas façanhas. Uma delas, também lembrada por Cândido Gomes Chagas, ocorreu em fevereiro de 1948 e virou notícia nacional: "A diretoria do C.A. Ferroviário (hoje, Paraná Clube), descontente com comentários de Rocha Braga, proibiu a entrada do locutor no Estádio Durival de Brito. Mas a emissora decidiu que sem o Braga não tinha transmissão. Encontrou-se a solução junto ao Corpo de Bombeiros: uma escada "Magirus" foi levantada na área externa do estádio e, do topo da mesma, a dupla Rocha Braga-João Féder cumpriu a sua tarefa. Tudo saiu perfeito e o ibope, como sempre, estourou".

O próprio Candinho, como repórter, fez o vai-e-vem do campo e dos vestiários à improvisada cabine. Na semana seguinte, os cartolas cancelaram a punição. Na equipe esportiva, além de Rocha Braga, Féder e Candinho, atuavam Colombino Grassano, Mbá de Ferrante, Flávio Ribeiro, Wanderley Dias, Fernando e Álvaro Zgôda, Carlos Langer Neto e João Ribeiro.

Atrações M-5

Além dos programas já citados, do radioteatro e das jornadas esportivas, fizeram história no microfone de ZYM-5, entre tantos: "Clube Mirim" e "Clube Juvenil M-5", com Aluízio Finzetto; "Caixa de Surpresas", com Júlio Xavier Viana; "Hora da Ave Maria", com Lourival Portella Natel; "Turbilhão de Atrações", com Paulo César; "Grande Jornal Falado Guairacá", com Ivan Curi e Elon Garcia; "O Mundo em que Vivemos", de Romualdo Ousaluk; "Terra de Homens", de Norberto Castilho; e "Aí Vem o Sucesso!", de Euclides Cardoso, com Sérgio Luiz, depois Hugo Luciano e, finalmente, o locutor que voz escreve.

Declínio, silêncio e saudade

No final da década de 60, com o a ditadura militar e a perseguição aos políticos, entre os quais o ex-governador Lupion, a Guairacá entrou em declínio: começou a perder anunciantes e elenco, e acabou sendo transferida para Samuel Silveira, da Rádio Cruzeiro do Sul. Em 1968, foi negociada com o Grupo Paulo Pimentel, passando a denominar-se, a partir de 1972, Rádio Iguaçu, com uma programação musical e de utilidade pública.

Em 1977, como parte do boicote político sofrido pelo ex-governador Pimentel, a emissora teve a sua concessão cassada pelo governo federal. E deixou o ar, definitivamente, às 10h55h30s do dia 27 de maio de 1977. A mensagem de despedida, escrita por Euclides Cardoso, foi lida pelo locutor Nestor Batista, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Nos instantes finais, ouviu-se a Valsa do Adeus e Adeus, Amor, a hora certa e a voz de Nestor Batista: Som para ficar na lembrança...

FIQUE BEM INFORMADO.

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