sábado, 2 de outubro de 2010

Agradecimento e Comentário

Prezado Paulo,

Primeiro, meu agradecimento pela matéria com a minha netinha Luiza que, no dia 15 de novembro estará fazendo 5 aninhos. Muito obrigado a você e a querida Nádia.

Segundo, a nossa justiça, a justiça brasileira, não para de nos surpreender. A questão do ficha limpa. Parece até qu
e vamos aguardar quem vai se eleger, prá depois decidir se aplica-se a lei agora ou na próxima eleição.

Parece até que, se alguns "amigos, com a ficha não muito limpa" se elegerem, deixa-se a lei para a próxima eleição. Se "um inimigo, com alguma suspeita", se eleger, aplica-se a lei agora.

Como diz a máxima: "Para os amigos, a lei. Para os inimigos, os rigores da lei."

Neste instante, acabo de ver um novo anúncio, do TRE, que dia, mais ou menos o seguinte: "Se algum eleitor comparecer sómente com o documento oficial (?) com foto, não será impedido de votar..."

Deviam dizer a verdade. "Os eleitores que comparecerem para votar com o Título de Eleitor, serão impedidos de votar."

E aqueles que ficaram horas na fila, perderam um dia de trabalho, pra tirar o seu título ou uma segunda via, como é que ficam?

Aí, o cidadão menos avisado, comparece a sua "zona" eleitoral pra cumprir, orgulhoso, com o seu dever de cidadão brasileiro, votar, como determina a lei.

Numa das mãos, porta uma "colinha" com o nome dos seus candidatos, pra não errar e para economizar tempo. Na outra, o Título de Eleitor, documento que permitiu que ele, com seu título e sua vontade, elege-se o atual Presidente da República. É informado: Título de Eleitos? Não vale nada.

Como, pergunta o eleitor, não vale nada?
Não, informa o mesário. Tem que ter um documento oficial, com foto.
Eleitor: Mas o Título não vale nada?
Mesário: Não.
Eleitor: Mas se eu não posso votar com o Título de Eleitor, documento oficial, expedido pelo Tribunal Regional Eleitoral, como é que eu faço?
Mesário: Se não votar, vai ter que justificar.
Eleitor: Justificar o que? Que eu vim cumprir a minha obrigação e fui impedido pelo mesário?
Mesário: Por mim, não. Pela determinação do Supremo Tribunal. O senhor deveria saber. Não vê televisão?
Eleitor: Não, eu trabalho. Perdi a minha identidade, mas tenho aqui um xerox autenticado em cartório.
Mesário: Também não pode. A cópia, mesmo autenticada no cartório, não vale nada.
Eleitor: Então manda o Supremo, dizer para o TRE, que justifique a falta do meu voto, pois eu vim aqui cumprir com o meu dever cívico, por orientação do TRE, e fui impedido pelo Supremo. Não sou obrigado a ver televisão, porque trabalho.

E aí, senhores do Supremo, como é que o cidadão vai resolver a questão?

Pra tirar o seu título de eleitor, já gastou dinheiro - xerox disso, daquilo - perdeu um dia de trabalho - perde-se a manhã e é descontado o dia inteiro - irritou-se na interminável fila, mas venceu. Tirou o seu Título de Eleitor, conforme a lei determina, e com a orientação do Tribunal Regional Eleitoral.

E, na última hora, na sexta feira, o Tribunal publica anúncios na televisão de que o documento que ele tirou não vale nada se não estiver acompanhado de outro "documento oficial, com fotografia".

Se vale para o "ficha limpa" a aplicação para as próximas eleições, porque não também a questão do Título? Dois pesos, duas medidas?

Bem, uma questão afeta poderosos. A outra, apenas o povo. E como diz o personagem do Chico Anísio, deputado Justo Veríssimo: " O povo é um detalhe."

Senhores do Supremo. O cidaão brasileiro respeita muito as leis. Mas não é respeitado.
Esquecem o artigo primeiro da Constituição Brasileira que diz: Todo poder emana do povo e em nome do povo, será exercido.

Que pena.

A gente quer acreditar na justiça, nosso ultimo reduto para assegurar nossos direitos civis.

A cada dia, fica mais difícil.




Wasyl

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