terça-feira, 12 de outubro de 2010

Alô...Alô...Vovô

Em 1968 ingressei na Rádio Guairacá de Curitiba, apresentando o programa "Manhã Guairacá", que começava às 06 horas e terminava às 08 da manhã.

Quem me substituia no horário chamava-se Antonio de Freitas, ou Toninho Freitas, para os amigos.

Toninho seguiu carreira, mas, na publicidade. Hoje leio na Coluna do Reinaldo Bessa: O publicitário Antonio de Freitas, dono da Master Comunicação, acaba de estrear na condição de avô, com nascimento de Marina, sua primeira neta.


Quem é Antonio de Freitas


Harvard e jornalismo
A formação acadêmica no exterior foi pontuada por oportunidades que Antonio de Freitas conquistou, como o curso de extensão na Escola de Direito Internacional da Universidade de Harvard, em programa aberto a estudantes brasileiros. Foi escolhido por concurso. Na volta, equipado com novos conhecimentos, ingressou naquela academia que era O Estado do Paraná, sob a liderança de Mussa José Assis. Fez-se repórter numa época em que cursar jornalismo não era obrigatório numa redação de jornal. Lá passou a conviver com jornalistas maduros, como Adherbal Fortes Sá, Ducastel Nicz, Enoch Lima Pereira, Aramis Millarch, João Dedeus Freitas Neto, João Feder. Geralmente cobria o movimento estudantil, e depois se fixou na editoria de Economia. Passou a lidar com o dia-a-dia das realidades macroeconômicas de um País engessado politicamente.

Até que, convidado pelo então todo poderoso secretário de Fazenda, emissário de Delfim Neto, Lineu Kluppel, passou a assessorá-lo, no governo Haroldo Leon. E assim começa a carreira pública de Freitas, que iria depois assessorar Maurício Schulman, Affonso Camargo, Parigot de Souza. Foi secretário de imprensa do revolucionário administrador público que se revelou Jayme Canet Júnior.

Vida empresarial
1982 foi um marco para Antonio de Freitas: assumiu a direção de planejamento da Exclam Propaganda, então propriedade do grupo Prosdócimo. Meses depois, a empresa passaria para as mãos de Hiran de Souza [um dos nomes emblemáticos da história da moderna publicidade paranaense, de que é sólida referência], Ernani Buchmann [intelectual, membro da Academia Paranaense de Letras e líder futebolístico], Rubens França e ele, Antonio de Freitas.

O grande momento na vida de Freitas dar-se-ia sete anos depois, com ele e Ernani fundando a Master Comunicação, sociedade que perduraria até 1995, quando Buchmann venderia sua parte na empresa em crescimento para dedicar-se a outras atividades e ao Paraná Clube. “A primeira conta importante o Ernani trouxe de Natal, o lançamento de um shopping center”, recorda Antonio de Freitas.

Daí em diante, um suceder de lutas, dificuldades e resultados que foram impondo a Master já sob comando único de Freitas em âmbito nacional. O chamado turning point deu-se com o aporte de uma das contas do Banco do Brasil, que por anos, e por mais de um governo, seria cliente da empresa, vencedora de concorrências do BB. Com escritórios em Brasília e São Paulo, sede em Curitiba, não há cronologias para situar o crescimento.

Hoje, há a presença no capital da Master da WPP, holding de agências de origem inglesa, com sede em Londres.

No portfólio da empresa que, em âmbito nacional, é classificada como agência de médio porte, aparecem clientes emblemáticos. Um deles, a Tim Celular, para a qual a Master trabalha há 10 anos, e cujo trabalho deu aos paranaenses expertise inquestionável em matéria de celular. O Ministério da Saúde é conta paradigmática, resultado de um trabalho continuado, nas grandes campanhas de saúde pública nacionais: “Estamos no Ministério há cinco presidentes da República e há 10 ministros”, contabiliza o presidente e fundador da agência.

Dentre outras contas nacionais de ponta trabalhadas pela Master estão: a do grupo Publicar, colombiano, da Listel e Editel, com ação em 24 Estados brasileiros a partir de São Paulo; a Caixa Seguros, do grupo francês CNP, e que tem a Caixa Econômica Federal como sócia, com 49% de participação acionária.

Dono da mensagem
Atento às mudanças vertiginosas trazidas pelo avanço tecnológico, Freitas mantém a Master antenada: a agência tem um centro de pesquisa e avaliação de mídias, monitorando o mundo da comunicação, suas mudanças, as novas alternativas e as requisições cotinuadas do consumidor, este amplamente “linkado” aos novos meios que tem à disposição. O consumidor, diz Antonio de Freitas, “vai-se impondo como dono da mensagem”.

Os novos tempos ampliam responsabilidades: os quadros da sua empresa são compostos de 92 homens e mulheres, massa crítica diferenciada, com salários de alto nível. O investimento repousa em cérebros privilegiados. Há técnicos, como os já citados, avaliando, a toda hora, as mudanças no comportamento do receptor [consumidor], acompanhando o aporte de novas mídias e das múltiplas tendências da publicidade, propaganda e marketing. Teorias como a do envolvimento em publicidade são das muitas realidades que vão deixando para trás visões como aquela de que bastaria contemplar um grande veículo de massa [o Jornal Nacional, por exemplo] para dar conta do recado do cliente.

Mas Antonio de Freitas sabe que, se acabou a separação das mídias, a perplexidade reside em descobrir como o consumidor escolherá entre as muitas mídias. Pelo célere andar da carruagem pode-se prever, diz, o fim do mass media, dando lugar cada vez mais à interatividade.

Marketing político
Tempo de eleições, tempo de reflexão. Acha que há muita coisa equivocada no marketing político que se pratica no Brasil, “no qual prevalece o interesse dos emissores, os governos”. Para Freitas, o presidente Lula “e o cito não para fazer louvações” seria um bom exemplo de comunicação política: “Lula é um craque, diz aquilo que o receptor quer ouvir, não o que faz a maioria dos governos, que joga recursos fora fazendo divulgação e não comunicação”.

Antoninho tem autoridade, pois, entre os clientes que seu currículo exibe ter atendido, há, afinal, gente que já está na história do Brasil, como o doutor Ulisses e o doutor Tancredo Neves...
Transcrita da Revista Idéias - edição número 42


Bem vindo ao clube, vô Toninho.

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