sábado, 2 de outubro de 2010

Embalando o voto



Pedro Serápio/Gazeta do Povo
Pedro Serápio/Gazeta do Povo /
Sabe aqueles jingles de campanhas políticas que depois de ouvir uma vez não saem mais da cabeça? Eles existem há bastante tempo e depois que se descobriu que grudam como chiclete, políticos não abrem mão de ter uma “boa” canção nas eleições. Mas se hoje eles são usados para promoção eleitoreira, no princípio os jingles serviam para atacar o adversário. Em 1914, o presidenciável Marechal Hermes da Fonseca, popularmente chamado de Dudu, foi atacado pelos opositores com o primeiro jingle político do país: “Ai Filomena, se eu fosse como tu/tirava a urucubaca da careca do Dudu."
Como o objetivo do jingle é ser curto e fácil de ser memorizado – com ritmos da moda – não é difícil ele "grudar" nas pessoas. Getúlio Vargas marcou sua campanha com o jingle"bota o retrato do velho" durante o Estado Novo chamando a atenção para as oportunidades de emprego.

Outro inesquecivel é o de Janio Quadros,que propunha limpar o Brasil da corrupção;

"Varre,varre,varre vassourinha

Varre,varre a bandalheira

Que o povo já está cansado de

sofrer desta maneira"

Do primeiro jingle comercial;

"Oh! padeiro desta rua

tenha sempre na lembrança

não me traga outro pão que

não seja pão Bragança".

No mundo da publicidade,o primeiro jingle lançado apareceu no programa Casé,em 1932.Era para promover as padarias Bragança e foi veiculado na Rádio Philips com ritmo e letra contagiantes,interpretado por cantores famosos na época.

Fonte:www.gazetadopovo.com.br/blog/blogvidaecidadania.

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