sábado, 20 de novembro de 2010

Ledamiwiski nos deixou ano passado, aqui nossa homenagem

Infelizmente temos que noticiar a passagem de mais um amigo, que vizinho nosso, muitas vezes enterneceu-me com suas histórias e exemplos de vida. Don Godofredo, como era conhecido o Miguel Ledaniwiski, deixará tristeza em nossos corações. Como última homenagem, estamos re-editando uma postagem e entrevista com "Seu Miguel". Vale a pena conferir e conhecer um pouco dele, numa das belas conversas que tive o prazer de ter com meu velho amigo. Que Deus o receba com muito amor e carinho.


Segue a matéria e entrevista ( Seu Miguel, desde 1924) , postada em 26 de agosto de 2008 no nosso Blog: (para ouvir esta entrevista, favor pausar a Rádio PB, ao lado, no BLOG, e depis clicar aqui.)







Nesta entrevista, um pouco da História de Curitiba, contada por quem viveu nos tempos de dantes "dos de 1931". É o Miguel Ledaniwiski Filho, ou Seu Miguel,de descendência austríaca, que desde 1924 vive a nossa Curitiba. Ele nos conta, comentários surgidos com o alargamento da Avenida João Gualberto (e posteriormente também na Av. Paraná), importante via de ligação até hoje.

Como foi a plantação do primeiro Pinheiro na Praça Tiradentes, a construção do Edifício Moreira Garcêz. A passagem do dirigível Zepelin sobre o Bairro Águas Verdes.

Conta também, como eram os cortejos fúnebres da época, e como funcionavam conforme a classe social. Eu lembro que para os mais abastados, era elegante, carruagem tirada por quatro cavalos, com boleeiro de libré clara, e dentro dela, o ataúde.Lembro, que as visitas de condolências eram realizadas com as formalidades da moda. As pessoas que não as faziam vestidas de luto, eram consideradas desrespeitosas. Trajes inteiramente pretos representavam uma condição "sine qua non" para os visitantes de ambos os sexos, e, a não ser para os vizinhos mais próximos, a etiqueta exigia uma carruagem, cocheiro com fraque e um criado de libré. Porém, todos tinham o mesmo destino.

Seu Miguel lembra-nos ainda, sobre o Bonde
simples e aberto, ou com reboque, que se chamava Bonde dos Operários e transportava os trabalhadores, pela metade do preço. Curioso era o Bonde da Carne, de cor vermelha, vindo lá do abatedouro do Guabirotuba.

Ao final, para minha surpresa, Seu Miguel encerra com um poema, de improviso e sem nome, mas belo na letra e na declamação:


"que tarde feliz
que tarde alegreo sol já se derramase recolhe no poentea noite se preparapara que seja vestido, das estrelas do céue nós meditamos profundamentequando dizemos:que saudades do dia de amanhã,que saudades do meu primeiro amor."



Fonte fotos dos Bondes, Zepelin, Av. Paraná: http://www.museudantu.org.br/EParana.htm

Marcadores: Av. Paraná, Blog Paulo Branco - Radialista, Bonde da Carne, Bonde dos Operários, Guabirotuba, Miguel Ledaniwiski Filho, Zepelin, Águas Verdes

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