terça-feira, 30 de novembro de 2010

Wasyl,sempre antenado com o Blog

Com respeito a matéria do Theófilo Rodrigues, tenho que concordar com muitos pontos e tomo a liberdade, em nome da democracia, de discordar de outros e até complementar a ideia.

Fica bastante claro que a "redentora" previlegiou grupos que, ou defendiam a política do estado, ou mantiveram-se "imparciais" na analise da mesma, divulgando os releases ufacionistas do poder estabelecido.

Qual a diferença da "redentora" com o governo de hoje?

Theófilo nos diz que qualquer um que tenha dinheiro pode ter uma rádio ou televisão.

Desculpe, caro cronista, não se trata de dinheiro e sim de QI. Não basta ter dinheiro, tem que ter Quem Indique. Tome como exemplo o filho do Lula, estagiário num zoológico, salário de R$600,00 por mês e, de repente, um dos grandes empresários da comunicação do Brasil. Não é fantástico a competência de empreendedor do rapaz? Descobriu que estava fazendo o "estágio errado", mudou de opinião e transformou-se num grande empreendedor.

É um caso, diriam muitos. Pois não é.

Grande parte das emissoras brasileiras esta nas mãos de políticos. Outra, nas mãos das igrejas, de todas as profissões de fé, TODAS!!!

Também não é questão de dinheiro, mas de representação política e consequente "Quem Indica."

Mas, não são somente os veiculos de comunicação. Veja também as editoras musicais. Antes tinhamos diversas editoras, RGE, Chantecler, RCA Victor, Phillips, Odeon, Fermata e outras. Hoje, temos sómente a Som Livre. O restante é produção independente, onde os artistas pagam, gravam e raramente são tocados em qualquer emissora, salvo o pagamento de polpudas propinas.

Outros afirmam que a comunicação social foi democratisada. Como assim?
Se me afirmarem que foi segmentada, dividida em diversas correntes simpatizantes da plítica do estado atual, posso concordar. Democratizada, não.

Antes da revolução, existia um codigo de ética, amparado pelo Ministério da Comunicação, que exigia comportamento igual de todos os proprietários de veiculos de comunicação. Isso não quer dizer, absolutamente, que não existia o QI. Existia, sim.

Mas existia um codigo de ética. Tinhamos o que cobrar. Hoje, não. Visite o site da Anatel. Encontrará toda a regulamentação técnica para montar uma emissora de Rádio ou Televisão. Mas nada sobre ética.

Hoje, uma emissora é da religião tal, outra, de determinado segmento politico e assim por diante.
O codigo de ética obrigava a programação ser ECLÉTICA, ou seja, abranger todos os ouvintes.

O pior é que, nos contratos sociais existe clausula onde reza que: "deverá ser apolitica e sem discriminação", ou o equivalente, não lembro no momento.

As igrejas, não pagam impostos - um absurdo, pois até aquele infeliz que recebe a bolsa família, ao comprar um quilo de feijão, paga impostos - e com o dinheiro da esmola que o povo dá, compram veiculos de comunicação, pedem mais dinheiro - para a igreja - e continuam não pagando impostos.

E assim, com os veiculos de comunicação nas mãos, vão promovendo "as lavagens cerebrais", compondo cada vez mais as bancadas políticas - municipais, estaduais e federais - arrecadando mais "dizimos" e mantendo o povo na mais "santa ignorância", principal fonte de arrecadação.

Claro que não é a totalidade, mas são raras as excessões.

Não sou contra qualquer partido. Não sou contra qualquer profissão de fé.
Sou contra a ganância. Sou contra a isenção das igrejas de pagarem impostos. Sou contra a propriedade de veiculos de comunicação por segmentos politicos ou religiosos que defendam e divulguem assuntos de interesses unilaterais.

Definitivamente, isso não é democratico.

Um abraço a todos e, se tiverem vontade, por favor critiquem minha opinião;

Basilio Junior - da Rádio Guairacá

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