sábado, 19 de março de 2011

O homem que vendeu a Torre Eiffel

Era 1925. O austríaco Victor Lustig estava vagabundeando em Paris quando leu no jornal:
PREFEITURA TEM DIFICULDADES PARA MANTER A TORRE EIFFEL.
Foi o suficiente para atiçar sua malandragem. Lustig se passou por oficial do governo francês e foi atrás de empresários que mexiam com ferro-velho.
Arranjou 6.
E chamou a turma para uma reunião num hotel de luxo.
“Como os senhores já devem ter lido, Paris não tem mais como bancar a Torre”, disse.
“A saída é uma só: demolir aquelas 8 mil toneladas de metal e vender como sucata.”
Ele chegou a alugar uma limusine para levar os homens para uma “visita de inspeção” ao monumento.
Depois, chamou de canto o empresário que ele achou mais ingênuo e insinuou:
“Se rolar uma comissãozinha, posso facilitar as coisas para o senhor”.
Não teve erro: o homem subornou o “oficial” Lustig e levou a torre. Antes que o comprador percebesse o cha-péu, Lustig já estava em um trem com o dinheiro.
O lesado, por sinal, não teve coragem de dar queixa na polícia. Afinal, seria o maior vexame se todo mundo soubesse que ele tinha acabado de subornar um trambiqueiro…
Pois é. Lustig era mestre porque sabia enganar malandros.
E que malandros.
Certa vez, o golpista procurou ninguém menos que Al Capone, oferecendo um esquema para fazer o dinheiro dele dobrar em dois meses com uns investimentos. 
O mafioso lhe deu 50 mil dólares, junto com uma descrição do que lhe aconteceria se o enganasse.
Aí Lustig simplesmente guardou tudo em um cofre.
E dois meses depois, devolveu tudo para Capone, pedindo desculpas e contando que o esquema de investimentos tinha falhado.
Grato por Lustig ter sido tão honesto, Capone lhe deu 5 mil dólares como prêmio.
E era o tal do prêmio que Lustig esperava desde o começo.
Outro golpe que ele aplicava em golpistas era vender máquinas de falsificar dinheiro.
Falsas.
Ele escolhia um bandido e contava que tinha um aparelho fantástico, capaz de copiar notas.
“Só que leva 6 horas para que o trabalho fique ok”, dizia.
O picareta, então, colocava uma nota de 100 dólares na máquina para demonstração.
Seis horas depois, saía uma “cópia” perfeita  (Lustig colocava duas cédulas verdadeiras lá dentro antes, claro).
Depois de embolsar o dinheiro pela máquina, ele ia embora.
E o comprador só percebia o engodo depois de 6 horas… Em 1934, finalmente, a carreira dele acabou.
Lustig foi preso e mandado para Alcatraz, onde fez companhia ao amigo Capone.

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