domingo, 20 de março de 2011

Registrando passagens profissionais

Iguaçu, a primeira em vestibulares

Fatos marcantes, entre outros que já mencionei, foi o da cobertura dos vestibulares das universidades curitibanas.
Certa vez fui cobrir os resultados da Evangélica. A guerra para divulgar primeiro as extensas listas de aprovados e sair na frente, era total.

A nossa audiência era fenomenal, e sabedor deste trunfo, tive uma idéia.Fui até a sala onde estavam sendo fechados os envelopes com os nomes das rádios que cobririam o evento, pois o intuito deles era para que todas recebessem a informação ao mesmo tempo.


Acontece que o "macaco velho aqui", entrou na sala e como quem não quer nada, só ser "agradável", saiu anotando nomes dos funcionários juntamente com seus pedidos de músicas preferidas, para anunciá-los na rádio. Nisso, consegui apanhar o envelope da Iguaçú.


Saí de fininho, assoviando baixinho, e disfarçadamente, corri para o telefone onde já estava postado o meu operador.Comecei rapidamente a leitura, e depois que uma lista saiu e já estava sendo anunciada, quem iria sintonizar noutra emissora?


Foi assim que marcamos mais um golaço e consolidamos  o nome Iguaçú em vestibulares.


É isso aí: "cobra que não anda,não engole sapo".


Um vestibular especial


Após ter escrito sobre a 1ª Rádio em coberturas de vestibulares, vieram outras lembranças. Uma das que mais me marcou, foi quando fazia uma cobertura do vestibular da Universidade Federal. Apanhei meu envelope e corri para a sala de transmissão reservada na Reitoria da UFPR. Um calhamaço meus amigos, e organizado por disciplina. Meu filho José Daniel concorria em Ciências Exatas, um dos últimos blocos daquelas listagens. Fui lendo, firme, e ao mesmo tempo, procurando o nome dele. Estava lá. Neste momento subiu um nó pela garganta, que tratei de engolir, e continuei a leitura. Cavacos da profissão. Terminada a leitura, corri para o Fusquinha, pois deveria levar tudo lá para o Canal 4, onde também funcionava a Rádio Iguaçú. Era costume dos vestibulandos irem lá, para conferir e ver seus nomes vitoriosos na listagem oficial.
Hoje em dia, costuma-se ir em frente ao prédio da Gazeta do Povo, na Praça Carlos Gomes.
Após entregar os documentos, missão cumprida. 
Andei um pouco, cá e lá, e aí sim o pai, não mais o profissional, chorava, e chorava copiosamente.
Exatamente como estou fazendo agora ao escrever esta memória. Engoli novamente aquele nó.
Terminando minha narrativa, enxugo as lágrimas e vamos para o fecho. Vale a pena viver, e viver intensamente cada dia.
Ah! se vale.
Obrigado meu Deus.

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