segunda-feira, 9 de maio de 2011

Maio de 2008



Não é um causo do rádio, mas tem um radialista presente. Então, vale. A poucos dias fui até o Hospital Evangélico, um dos mais tradicionais de Curitiba, e enquanto esperava minha vez de consultar, ouvi relato de um paciente. Referia-se a um parente que fôra fazer exame de tórax no Evangélico, que está passando por grandes reformas, e ao tentar deixar o hospital, não encontrava a saída por causa do amontoado de obras. Tenta aqui, tenta ali, até que o parente viu uma luz no fim do túnel. Ao chegar lá, finalmente vislumbrou a rua, pensou ele. Ledo engano. Um enfermeiro que vinha acompanhando as manobras do dito cujo, segurou o infeliz pelo braço e perguntou:
- "Onde pensa que vai, seu fujão!"
Havia confundido nosso herói com um doente que estaria tentando fugir. De nada adiantou tentar explicar. O profissional da saúde foi logo perguntando:
- "Qual andar é seu quarto?", enquanto conduzia o apavorado, e agora denominado "paciente", pelo braço. E segue a conversa entre os dois:
- "Você é do quarto andar, do quinto, fala cara".
- "Não, eu só vim fazer um exame."
- "Qual o que, você não me engana, sou experiente nesse assunto. Qual é teu médico?"
- "É o doutor fulano".
- "Vamos procurá-lo e passar esta história a limpo."
Acontece que o médico, do atarantado e já não tão paciente parente do nosso amigo, estava num Congresso em Porto Alegre.
- "Ah! viu, você está mentindo!"
Não teve jeito. Pegou "nosso achegado" e o conduziu para um quarto. Não importava qual. Deixou o nosso já "impaciente achegado" com ordem de que se saísse, seria amarrado à cama. Como já estava na hora do lanche, o parente do nosso amigo pensou:
- "bem..., a confusão está formada..., eles que se virem. Vou mais é lanchar!"
Tomou lanche, até que chegou uma filha e disse:
- "estamos todos preocupados lá em casa. Por que o senhor não voltou do hospital?"
Desfeita a confusão, com os devidos pedidos de desculpas, tudo voltou ao normal. Comentam que ele só voltará a fazer qualquer exame, quando as obras acabarem. Leve o tempo que levar...Esta postagem é de Maio de 2008,as obras portanto já foram concluídas.



Fatos marcantes, entre outros que já mencionei, foi o da cobertura dos vestibulares das universidades curitibanas. Certa vez fui cobrir os resultados da Evangélica. A guerra para divulgar primeiro as extensas listas de aprovados e sair na frente, era total.

A nossa audiência era fenomenal, e sabedor deste trunfo, tive uma ideia.Fui até a sala onde estavam sendo fechados os envelopes com os nomes das rádios que cobririam o evento, pois o intuito deles era para que todas recebessem a informação ao mesmo tempo.

Acontece que o "macaco velho aqui", entrou na sala e como quem não quer nada, só ser "agradável", saiu anotando nomes dos funcionários juntamente com seus pedidos de músicas preferidas, para anunciá-los na rádio. Nisso, consegui apanhar o envelope da Iguaçu

Saí de fininho, assoviando baixinho, e disfarçadamente, corri para o telefone onde já estava postado o meu operador.Comecei rapidamente a leitura, e depois que uma lista saiu e já estava sendo anunciada, quem iria sintonizar noutra emissora?

Foi assim que marcamos mais um golaço e consolidamos mais o nome Iguaçú em vestibulares. Ficamos conhecido como "A primeira em vestibulares".

É isso aí: "cobra que não anda,não engole sapo".


Após ter escrito sobre a 1ª Rádio em coberturas de vestibulares, vieram outras lembranças. Uma das que mais me marcou, foi quando fazia uma cobertura do vestibular da Universidade Federal. Apanhei meu envelope e corri para a sala de transmissão reservada na Reitoria da UFPR. Um calhamaço meus amigos, e organizado por disciplina. Meu filho José Daniel concorria em Ciências Exatas, um dos últimos blocos daquelas listagens. Fui lendo, firme, e ao mesmo tempo, procurando o nome dele. Estava lá. Neste momento subiu um nó pela garganta, que tratei de engolir, e continuei a leitura. Cavacos da profissão. Terminada a leitura, corri para o Fusquinha, pois deveria levar tudo lá para o Canal 4, onde também funcionava a Rádio Iguaçú. Era costume dos vestibulandos irem lá, para conferir e ver seus nomes vitoriosos na listagem oficial. Hoje em dia, costuma-se ir em frente ao prédio da Gazeta do Povo, na Praça Carlos Gomes. Após entregar os documentos, missão cumprida. Andei um pouco, cá e lá, e aí sim o pai, não mais o profissional, chorava, e chorava copiosamente. Exatamente como estou fazendo agora ao escrever esta memória. Engoli novamente aquele nó. Terminando minha narrativa, enxugo as lágrimas e vamos para o fecho. Vale a pena viver, e viver intensamente cada dia. Ah! se vale. Obrigado meu Deus.

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