quinta-feira, 23 de junho de 2011

ASILO SÃO VICENTE DE PAULO = 85 anos

Considerada a instituição para idosos mais antiga do Paraná, o Asilo São Vicente de Paulo completa 85 anos em 30 de outubro.
Situado em uma área verde e livre do barulho das ruas, no bairro Juvevê, em Curitiba, a palavra que carrega no nome – asilo, que geralmente remete a um ambiente triste, de “depósito” de velhos – chega a destoar diante da alegria presente no local colorido, acessível e que preza pela qualidade de vida de suas moradoras.

No decorrer de quase nove décadas, desde que o ex-governador Caetano Munhoz da Rocha cortou a faixa de inauguração, em 1926 – evento que foi manchete da Gazeta do Povo no dia 1.º de novembro daquele ano–, o asilo tem acompanhado as transformações de uma sociedade em que, antes, se morria em média com 50 anos e, hoje, pode-se viver até os 100. 

Anti­­gamente era um local fechado onde se praticava o assistencialismo; hoje, é exemplo de iniciativa bem sucedida de asilamento da população idosa.
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Visitas
Abertura trouxe denúncias e melhorias
De 1926 a 2004, o acesso ao Asilo São Vicente de Paulo era restrito e as visitas, que hoje ocorrem livremente pelo espaço, eram mais raras.
Após a saída das Irmãs Passionistas do controle da instituição, em 2004, que passaram a se dedicar apenas à educação, assumiu a Fundação Itaqui.
Dois anos depois, o comando foi assumido pelo padre José Aparecido.
Em 2004 também foi aprovado o Estatuto do Idoso, que propunha uma nova forma de ver os asilos, que passam a ser chamados de Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI).
Com o intuito de afastar o mal- estar gerado pelo termo, o nome chegou a mudar para Centro de Integração do Idoso São Vicente de Paulo, mas, pouco depois, voltou-se atrás. “Entendemos que não adiantava mudar o nome, que era conhecido, e continuar igual. O importante era mudar a mentalidade, mas manter o nome, que é um patrimônio”, diz o diretor do asilo, Edison Tadeo de Oliveira, um ex-funcionário da Copel que usou a formação em recursos humanos para dar um choque de gestão na instituição, a convite do padre José Aparecido.




Com visitas mais livres, surgiram problemas.
Após 2004, uma série de denúncias começou a surgir, levando o Ministério Público a apertar o cerco sobre o asilo, assim como os bombeiros e a Vigilância Sanitária.
Para Tadeo, as denúncias foram fruto da transparência adotada a partir daquele período.
“As pessoas vinham para cá e escutavam o idoso reclamar que não havia comido, mas era um idoso com Alzheimer, que se esquecia que já tinha sido alimentado, por exemplo.
Outras denúncias, que visavam à melhoria, foram muito importantes para nos ajudar a avançar.”
Hoje, o asilo mantém contato constante com o MP, criou uma modalidade alternativa ao asilamento – o chamado centro-dia – e tem aberto o espaço para voluntários, por meio de parcerias com universidades e com o Centro de Ação Voluntária, que oferece os cursos obrigatórios para quem quer ceder um pouco do tempo às moradoras. Mantém uma equipe de 130 funcionários, quase um para cada uma das 150 moradoras, além de uma padaria própria e até um setor de compras responsável pelas licitações. “É como administrar uma cidade formada por pessoas muito especiais”, diz o padre José Aparecido.

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