sábado, 11 de junho de 2011



Morre idosa que teve coração colado com superbonder
Caso ficou famoso em Londrina há 14 anos, quando o médico Francisco Gregori usou a cola para salvar a vida da dona de casa Joana Woitas


Arquivo Folha
A funcionária pública aposentada Joana Messas Woitas ficou famosa ao se submeter a uma cirurgia inusitada no Hospital Evangélico de Londrina, em março de 1997. Ela teve o coração colado com 'superbonder' em uma intervenção comandada pelo médico Francisco Gregori Junior.

Mais de 14 anos após a cirurgia, Joana faleceu na tarde desta sexta-feira (3), em sua casa, em Bela Vista do Paraíso. Joana tinha 82 anos.

Em entrevista ao Bonde, o médico responsável pela cirurgia lamentou a morte, mas disse que a idosa levou uma vida normal após passar pelo procedimento. "Foi bastante tempo. Ficamos bastante satisfeitos com o resultado da cirurgia. Até a véspera estava perfeita, foi em uma festa no sábado. Ela teve uma parada cardíaca, o que é comum pela idade dela. Mas durante 14 anos levou uma vida tranquila", afirma o médico, que ficou muito ligado à família da paciente após a cirurgia.

A cirurgia

Em 21 de março de 1997, Joana Woitas deu entrada no centro cirúrgico do Hospital Evangélico com infarto no miocárdio. Os médicos não conseguiam controlar uma hemorragia no orifício do ventrículo esquerdo, e quando a equipe estava quase desligando os aparelhos que a mantinham viva, veio a ideia de usar a cola.

"Depois disso surgiu uma cola 'derma bonder', feita pela mesma empresa, mas esterilizada, além de outras opções cirúrgicas que são usadas em peles, tecidos", recorda o cirurgião.

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