sábado, 24 de setembro de 2011

RECORDAR É VIVER (5) postagem do dia 18/agosto/08

Paulo Branco e o Museu
Repentinamente o telefone chama. 
É impressionante como bichinho sempre chama, repentinamente...
Atendo..., e uma voz anuncia ser do museu.
Entrei em pânico! Pensei, cá com meus botões:
-'Mama Mia, o que será que eles querem comigo?'
Desliguei, respirei fundo, esperei um pouco e atendi uma nova chamada. 
Era para uma entrevista, e o assunto seria sobre o Rádio. Ufa!
Restabelecido, aceitei de pronto.
-'quando, a que horas, onde?'
Óbvio que para mim era crucial saber onde seria realizada a entrevista, se sobre o passado, presente ou o futuro do Rádio.
Felizmente seria em minha casa, e sobre minha história pelo Rádio.
-'Ufa!..., Arre!...Avante!'
Imaginem se o convite vem doutro Museu, tipo Museu do Cairo, e eu acabo ficando por lá.
Qual nada, era só imagem e som, nada pessoal contra outros museus.
Mas que dá arrepios, lá isso dá.

Agradeço o pessoal do MIS, ao mediador Professor Marcio Tadeu da Costa e ao cinegrafista Daniel Corrêa pela generosa atenção.
E aproveitando o ensejo, para aqueles que não conhecem bem o MIS, segue uma breve apresentação:


O Museu da Imagem e do Som (MIS) tem como principal objetivo resgatar e preservar a memória audiovisual do Paraná.
Possui acervos de discos, fitas de áudio, filmes, vídeos, fotografias e publicações relacionadas à sua área de atuação.
Em suas dependências, o visitante pode conhecer vários objetos e equipamentos que fizeram a história do audiovisual.
O MIS conta com salas de exposições, em dois pavimentos, onde realiza mostras de artistas locais e internacionais de fotografia, multimídia e artes gráficas.
Nessas salas também podem ser realizados lançamentos de discos, livros e cadernos de cultura. Organiza mostras de cinema e vídeo em seu auditório de 70 lugares, em especial de obras de paranaenses, acompanhadas de palestras e debates com os realizadores. 
Esse auditório, além disso, pode ser ocupado por outras entidades artístico-culturais para reuniões, debates e cursos.
O Museu possui, ainda, duas moviolas para filmes de 35mm, que estão à disposição para cursos e trabalhos de cineastas amadores e profissionais.


Assessoria de Rádio e campanha eleitoral
Voltando à minha trajetória no meio radiofônico, e "pulando mais do que minhoca em terra lavrada", fui para a equipe da Rádio Educativa.
Convidado  pelo Palito, Lourival Pedrazani, que fôra meu diretor na Rádio Atalaia.
Comecei apresentando notícias das 07 às 07.30 da manhã (já relatei no Blog sobre este momento).
Logo em seguida, o diretor do Departamento de Notícias, Lineu Borges, designou para que eu fizesse cobertura completa dos trabalhos da Câmara de Vereadores de Curitiba.
Assistiria todas as sessões, faria comentários e entrevistaria vereadores. Aprendi um pouco do funcionamento parlamentar, além é claro, de realizar minhas atividades profissionais.
Neste meio tempo, fui apresentado ao senador Álvaro Dias, pré-candidato ao governo do Paraná.
A coordenadoria de campanha do senador me convidou para participar da campanha, numa equipe de Assessoria em Rádio.
Atuava nos horários livres da Rádio, fazendo gravações, preparando "releases" entre outras atividades da equipe.
Nos finais de semana, viajava para o interior e preparava a chegada do senador para os comícios. Neste ponto, entrava em ação outra equipe de campo, com carretas de palco e equipamentos de sonorização.
Chegavam também, os convidados em geral, e os cantores como Vando, duplas sertanejas e Sérgio Reis, todas atrações no auge de suas carreiras(1986).
Para arrematar, um helicóptero sobrevoava a cidade, voando baixo, e a população vibrando, a fanfarra tocando e o senador, sendo carregado pela multidão. Imaginem o que acontecia. Certa vez, o aparelho pousou próximo ao local da concentração, e o povão que nunca tinha visto algo parecido, correu para ver de perto aquela geringonça, que tinha hélice em cima.
Foi preciso fazer uma decolagem, levando o helicóptero para outro lugar, para que o comício fosse realizado.
Na Assessoria de Rádio, atuava como precursor, portanto, eu já havia visitado setores da imprensa local. Priorizava Rádios e Jornais locais, passando a agenda do candidato na região, organizando entrevistas coletivas, anunciava o comício ou reunião, o local e horário, e aproveitava para levar ao ar, pronunciamentos gravados pelo senador. 
E as "alvarétes", desfilavam pela cidade, convidando a população para o evento.
As 186 emissoras de Rádio do Paraná receberam diariamente "releases", 450 mil notícias aproximadamente.
Cheguei a percorrer 50 municípios , entre os principais do Paraná.
Realmente foi uma grande campanha, na qual tive meu trabalho profissional valorizado.
A campanha foi um sucesso, tanto que o Álvaro praticamente não tinha concorrente.
Elegeu-se com maioria absoluta. (foto abaixo - já como governador - http://www.cienciaefe.org.br/OnLine/0511/mussa.htm - Mussa e Bacilla Neto, João Dedeus Freitas Neto e Ênio Malheiros: encontro com o governador Alvaro Dias, em 1987 (Arquivo). Interessante que no interior da campanha, tomei conhecimento das queixas dos radiodifusores, relativas a vários problemas de contato com o governo estadual, os quais um novo governo poderia dar vazão.
Retornando da jornada do fim de semana, relatava ao meu coordenador.
Daí, surgiu a idéia de ser criado um Setor de Radiodifusão, para fazer honras da casa, nas visitas de radialistas e radiodifusores.
Assim, organizávamos entrevistas, a pedidos dos radialistas, com autoridades governamentais. Conseguíamos a entrevista solicitada, local para sua realização,cuidando até do cafézinho e transporte na capital.
Não deixávamos ninguém sem resposta.
Fui até guia turístico para muitos deles, inclusive suas famílias quando em férias, pela capital. 
Abrindo um parêntesis, fiz um bom trabalho durante os quatro anos do governo Alvarista, continuei com trabalho similar no governo Requianista, e como já relatado também neste Blog ( http://pbradialista.blogspot.com/2008/07/alvaristas-requianistas-ou-lernistas.html ), fui convidado pelo governo Lernista, fechando parêntesis.
No final do governo Álvaro eu ..., bem, depois eu conto. 
"A pressa é inimiga da perfeição.", se bem que por vezes, também transforma-se em inovadora, criativa, corajosa, e por que não, pode beirar à perfeição. Ambigüidades a parte.(Anos depois caiu o trema)

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